Revista Brasileira de

Revista Brasileira de Cardiologia Invasiva
Publicação Oficial da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista ISSN: 2179-8397
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Idioma/Language: Português Inglês
Editora-Chefe
Áurea Jacob Chaves


Editores Associados
Alexandre Abizaid
Alexandre Quadros
Antonio Carlos Carvalho
Carlos A. C. Pedra
Claudia M. Rodrigues Alves
Fausto Feres
Francisco Chamié
J. Antonio Marin-Neto
J. Ribamar Costa Jr.
Luiz Alberto Mattos
Marcelo Cantarelli
Pedro A. Lemos
Pedro Beraldo de Andrade
Ricardo Alves Costa
Rogério Sarmento-Leite


Editor de Imagens em Intervenção
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Editor de Intervenções Extracardíacas
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Editor de Relatos de Caso
Rodolfo Staico



Suplementos - Suplemento 2 - Ano 2012

XXXIV Congresso da SBHCI 2012
 
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Rev Bras Cardiol Invasiva.
2012;20(supl.1)

XVII Jornada Brasileira de Enfermagem em Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista

XXXIV Congresso da SBHCI 2012




Mensagem do Presidente da SBHCI

Estimados colegas:

Guarujá, "pérola do Atlântico", paraíso do litoral sul do estado de São Paulo. Em 1976 acontecia ali o primeiro congresso da SBHCI – Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Invasiva. Dava-se então um primeiro grande passo em busca da consolidação de uma entidade que se tornaria cada vez mais forte e respeitada. Uma tradição começava a se constRuir, reiterando-se, ano após ano, o compromisso então assumido, de representar o avanço sustentado de nossa área de atuação, promovendo e difundindo as incessantes e progressivas inovações do conhecimento científico.

Salvador, primeira capital do país, com sua história, sua arquitetura, sua mística, sua música e sua cozinha, berço de nossa primeira escola médica, a Faculdade de Medicina do Terreiro de Jesus, fundada em 18 de fevereiro de 1808, palco de atuação de Anna Justina Ferreira Nery, pioneira Brasileira da enfermagem. Neste ano 2012, a Salvador da Bahia de Todos os Santos delineia o cenário do nosso XXXIV Congresso, da SBHCI 2012. O estado da Bahia, cuja cardiologia sempre teve grande destaque, com hospitais bem equipados e profissionais de renome, está preparado para ser o centro das atenções, como anfiteatro da cardiologia intervencionista nacional.

A comissão organizadora do congresso não mediu esforços para assegurar o maior sucesso ao conclave, da escolha das funcionais e confortáveis instalações do Centro de Convenções da Bahia, até, sobretudo, a seleção de uma plêiade de especialistas do mais alto nível. A programação científica, de grande densidade e intensidade, revela o melhor da cardiologia intervencionista, com palestras, mesas-redondas, casos ao vivo nacionais e internacionais, além de, especificamente, exposições de temas livres nas formas oral e pôster.

O êxito dos nossos eventos anuais pode ser aquilatado, entre outros fatores, exatamente pelo número crescente de temas livres inscritos. Expressão inconteste do progresso da cardiologia intervencionista Brasileira, esses trabalhos retratam a experiência acumulada dos associados e testemunham seu desejo de intercambiarem valiosas experiências pessoais nesse grande fórum científico.

A SBHCI não pode fugir ao compromisso de fomentar e incentivar essa necessidade e essa ânsia de desenvolvimento. Por isso, já instituiu um programa de incentivo à pesquisa em cardiologia intervencionista que contempla uma ampla gama de premiações destinadas aos melhores pesquisadores. Neste ano, ampliamos ainda mais as oportunidades nesse sentido, estabelecendo uma parceria com o prestigioso Brigham and Women's Hospital, de Boston, nos Estados Unidos, vinculado à Harvard Medical School. Trata-se do Arie Research Fellowship, por meio do qual se concederá uma bolsa de estudos de dois anos, naquela instituição, a um jovem pesquisador intervencionista.

Cumprimentamos a equipe coordenadora da avaliação, do julgamento e da apresentação dos temas livres, que divulgam a experiência e a excelência da cardiologia intervencionista neste país, revelando grandes talentos em nossa área de atuação, seja na atividade assistencial ou na realização de estudos científicos.

Este suplemento da Revista Brasileira de Cardiologia Invasiva consititui-se em importante documento, que demonstra o envolvimento dos cardiologistas intervencionistas Brasileiros na produção científica, apresentando os resultados de seu trabalho em busca do contínuo aprimoramento pessoal e do estado da arte do conhecimento da área.

Com nosso agradecimento, auguramos a todos um ótimo congresso.


Marcelo Queiroga

Presidente da SBHCI




Mensagem do Coordenador de Temas Livres

Prezados colegas:

É com imenso prazer que apresento este suplemento dos temas livres da programação científica do XXXIV Congresso da SBHCI 2012, que é o maior evento da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista, o nosso congresso anual, realizado desta vez na histórica e calorosa cidade de Salvador.

Consciente de que é singularmente importante a participação e a valorização de toda a comunidade da SBHCI, a diretoria envidou todos os esforços para sustentar e fortalecer a política de incentivo constante à pesquisa científica. Como resultado, neste ano, tivemos a inscrição de um número recorde de temas livres, num total de 284 trabalhos originais, abrangendo as áreas de intervenção em doença cardiovascular adquirida, cardiopatias congênitas, doenças extracardíacas e enfermagem. Destaque-se aqui o alto nível das contribuições, oriundas de todas as regiões do país e também do exterior, assegurando à nossa especialidade a vanguarda da produção científica no campo da cardiologia Brasileira.

Desta vez, utilizamos com sucesso o já consagrado sistema de inscrição eletrônica introduzido pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Todas as contribuições foram devidamente avaliadas e julgadas, de forma "cega", por três colegas intervencionistas. Dada a disponibilidade de espaço na grade científica da programação, mantivemos a média de aprovação dos anos anteriores, de cerca de 35%, equivalendo a 90 trabalhos originais.

As dez produções que receberam as maiores notas no julgamento eletrônico foram selecionadas para exposição oral. Aqueles que concordarem em submeter o artigo para publicação em nossa renomada Revista Brasileira de Cardiologia Invasiva – RBCI, indexada na base de dados Lilacs (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde), serão contemplados com o "Prêmio RBCI – Julgamento Eletrônico". Durante o evento, os demais temas livres não premiados voltarão a ser avaliados por três jurados. Novamente, os dez primeiros colocados que aceitarem submeter o artigo à RBCI também serão agraciados com as mencionadas premiações.

Finalizando, quero deixar registrado meu sincero agradecimento a toda a equipe da SBHCI e aos colegas que participaram do processo de avaliação dos temas livres inscritos na programação de nosso congresso. Estou certo de que teremos um grandioso evento científico, que muito contribuirá para o desenvolvimento da nossa especialidade e, por extensão, da cardiologia Brasileira como um todo.

Um cordial abraço a todos!


Vinicius Daher Vaz
Coordenador de Temas Livres




Comissão Julgadora dos Temas Livres

Coordenador: Vinicius Daher Vaz (GO)

Adrian Paulo Morales Kormann (SC)
Adriano Dias Dourado Oliveira (BA)
Alexandre do Canto Zago (RS)
Alexandre Schaan de Quadros (RS)
André Labrunie (PR)
Antônio Carlos de Camargo Carvalho (SP)
Antônio Carlos Neves Ferreira (MG)
Ari Mandil (MG)
Áurea Jacob Chaves (SP)
Bruno Moulin Machado (ES)
Carlos Augusto Cardoso Pedra (SP)
Carlos Augusto Formiga Áreas (MG)
César Augusto Esteves (SP)
César Rocha Medeiros (RJ)
Claudia Maria Rodrigues Alves (SP)
Décio Salvadori Jr. (SP)
Dimytri Alexandre de Alvim Siqueira (SP)
Eduardo José Pereira Ferreira (SE)
Eulógio Emílio Martinez Filho (SP)
Expedito Eustáquio Ribeiro da Silva (SP)
Fabrício Ribeiro Las Casas (GO)
Fausto Feres (SP)
Fernando Stucchi Devito (SP)
Francisco José Araujo Chamié Queiroz (RJ)
Frederico Augusto de Lima e Silva (CE)
Gilberto Lahorgue Nunes (RS)
Hélio José Castello Jr. (SP)
Hélio Roque Figueira (RJ)
Helman Campos Martins (PB)
Jamil Abdalla Saad (MG)
José Airton de Arruda (ES)
José Antônio Marin-Neto (SP)
José Augusto Marcondes de Souza (SP)
José Carlos Raimundo (BA)
José Eduardo Moraes Rego Souza (SP)
José Klauber Roger Carneiro (CE)
José Nogueira Paes Jr. (CE)
Júlio César Machado Andréa (RJ)
Leonardo Cogo Beck (DF)
Luiz Alberto Piva e Mattos (SP)
Luiz Antônio Ferreira Carvalho (RJ)
Luiz Antônio Gubolino (SP)
Luiz Carlos do Nascimento Simões (RJ)
Marcelo Antônio Cartaxo Queiroga Lopes (PB)
Marcelo de Freitas Santos (PR)
Marcelo José de Carvalho Cantarelli (SP)
Marco Antônio de Vivo Barros (PB)
Marco Vugman Wainstein (RS)
Marcos Antônio Marino (MG)
Marcos Flávio Moelmann Ribeiro (SC)
Marden André Tebet (SP)
Maurício de Rezende Barbosa (MG)
Miguel Antônio Neves Ratti (RJ)
Newton Fernando Stadler de Souza Filho (PR)
Paulo Antônio Marra da Motta (DF)
Paulo Ricardo Avancini Caramori (RS)
Paulo Sérgio de Oliveira (RJ)
Pedro Beraldo de Andrade (SP)
Raimundo João Costa Furtado (MA)
Raul D'Aurea Mora Jr. (PR)
Renato Giestas Serpa (ES)
Ricardo César Cavalcanti (AL)
Rodolfo Staico (SP)
Rogério Eduardo Gomes Sarmento-Leite (RS)
Ronaldo da Rocha Loures Bueno (PR)
Samuel Silva da Silva (PR)
Santiago Raul Arrieta (PE)
Sérgio Luiz Navarro Braga (SP)
Wilson Albino Pimentel Filho (SP)




Prêmio RBCI: Melhor Tema Livre Julgamento Eletrônico 2012
Intervenção em Doenças Cardiovasculares Adquiridas
Apresentação Oral


01 - GENE EXPRESSION STUDY OF IN-STENT RESTENOSIS THROUGH MRNA ANALYSIS OF CORONARY ATHEROMATOUS PLAQUES – GENESIS-R STUDY

Alexandre do Canto Zago; Marco A A Costa; Alcides José Zago; Juliane S Rossato; Bruno S Matte; Germán Iturry-Yamamoto; Cristiane S Rocha; Aileen Healy; Russell Walker; Tahara Satoko; Daniel I Simon

Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Porto Alegre, RS, Brasil e UH Hospitals Cleveland, Brasil.

AIMS: This study sought to identify overexpressed genes in human de novo coronary plaques in relation to neointimal hyperplasia.
METHODS: Forty de novo coronary atheromatous plaques were retrieved from patients with symptomatic coronary artery disease through directional atherectomy prior to bare metal stent implantation. RNA profiling analysis of more than 22,000 genes was successfully performed in 28 of 40 samples by microarray technique. All patients underwent intravascular ultrasound assessment at sixmonth follow-up for stent volumetric analysis. The correlation between gene expression of de novo coronary atheromatous plaque and in-stent neointimal volume was evaluated. Pearson´s correlation and T Student test were used for the statiscal analysis.
RESULTS: Baseline and procedural main characteristics of the patients were: mean age of 60.2 years-old, diabetes proportion of 35.7%, absolute late loss of 1.07 ± 0.75 mm, and mean intimal hyperplasia volume and percent intimal hyperplasia volume (PIH) at follow-up of 2.8 ± 28.2 mm 3 and 29.9 ± 18.7%, respectively. The degree of neointimal proliferation did not vary between patients with and without diabetes (PIH: diabetics 29.5% versus 30.7%, p = 0.89). There was no significant correlation between PIH and stent length (r = -0.26, p = 0.26) or stent diameter (r = 0.14, p = 0.56). Several genes involved in atherosclerosis cascade (6 genes), cell proliferation (9 genes) and smooth muscle cell (SMC) structure and function (8 genes) showed a positive correlation with PIH.
CONCLUSION: The results of this study suggest that atherosclerotic plaques hold an inherent predisposition to cell hyperproliferation and neointima formation that predates stent implantation, being the overexpressed genes possible novel therapeutic targets.




02 - EVOLUÇÃO CLÍNICA TARDIA ENTRE PACIENTES TRATADOS POR INTERVENÇÃO CORONÁRIA PERCUTÂNEA PRIMÁRIA PELO SUS E SAÚDE SUPLemeNTAR: DADOS DO REGISTRO MULTICÊNTRICO ICP-BR

Carlos Augusto Homem de Magalhaes Campos; Cesar Rocha Medeiros; Jose Antonio Marin Neto; Carisi Anne Polanczyk; Antonio Luiz Pinho Ribeiro; Flavio Roberto Azevedo de Oliveira; Rogério Sarmento-Leite; Luiz Alberto Piva e Mattos; Marcelo Antonio Cartaxo Queiroga Lopes; Pedro Alves Lemos Neto

SBHCI, São Paulo, SP, Brasil.

FUNDAMENTOS: A intervenção coronária percutânea (ICP) primária é a terapia de escolha para o infarto agudo do miocárdio (IAM) com supradesnível do segmento ST. No entanto, não existem dados comparando o impacto da cobertura assistencial na evolução tardia dos pacientes submetidos a ICP primária.
MÉTODOS: Registro constituído para a captação de dados de oito centros selecionados para inclusão de ICP consecutivas, sem critérios de exclusão. A presente análise incluiu pacientes admitidos para realização de ICP primária no entre 2008 e 2011. Os indivíduos foram divididos de acordo com a cobertura do sistema de saúde a que estavam sujeitos: Sistema Único de Saúde (SUS) ou Saúde Suplementar (SS). O objetivo primário foi a comparação da ocorrência tardia de eventos cardíacos adversos maiores (ECAM), composto por óbito, infarto e revascularização do vaso alvo.
RESULTADOS: Um total de 680 indivíduos foram incluídos nesta análise para comparar o tratamento pelo SUS (n = 362) e pelo SS (n = 318). A idade média foi de 61,5 ± 12,9 anos, onde 26% tinham diagnóstico de diabetes e 38% tinham diagnóstico de IAM de parede anterior. Após 1 ano a ocorrência de ECAM foi semelhante entre o tratamento pelo SUS (85,2%) e SS (85,4%; P = 0,9), mesmo após ajuste estatístico para as diferenças entre os grupos. Os preditores destes eventos combinados foram Killip IV a admissão (OR 7,1 IC 95% 4-12,3), diabetes mellitus (OR 1,81 IC 95% 1,1-2,8), idade acima de 70 anos (OR 2,4 IC 95% 1,6-3,8) e clearance de creatinina menor que 40 ml/min (OR 3,35 IC 95% 1,8-6). A utilização de stents farmacológicos (OR 0,13 IC 0,01-0,9) e antecedente familiar de coronariopatia (OR 0,5 IC 95% 0,3-0,8) tiveram influência benéfica no risco de eventos adversos.
CONCLUSÃO: A despeito dos diferentes perfis clínicos entre os sistemas de saúde, a evolução clínica tardia foi semelhante entre os grupos. Conhecidos preditores de eventos foram validados nesta inédita séria multicêntrica nacional.




03 - SENSIBILIDADE À INSULINA ESTÁ DIRETAMENTE ASSOCIADA A FLUXO CORONARIANO, MASSA INFARTADA E MORTALIDADE APÓS TROMBÓLISE EM PACIENTES NÃO DIABÉTICOS

Andrei Carvalho Sposito; Mateus dos Santos Viana; Otávio Rizzi Coelho Filho; Otavio Rizzi Coelho

Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP, Brasil e Hospital das Clínicas, Universidade Federal da Bahia, Salvador, BA, Brasil.

INTRODUÇÂO: A diminuição da sensibilidade à insulina (SI) pode proporcionar um estado pro-trombótico e pró-inflamatório, caracterizados por uma fibrinólise endógena reduzida, ativação plaquetária aumentada e disfunção microvascular, em pacientes diabéticos que sofrem infarto do miocárdio (IM). Além disso, a insulina é capaz de inibir a atividade proteolítica de determinadas enzimas reduzindo a extensão da massa infartada do tecido cardíaco. O impacto da SI em indivíduos não diabéticos apresentando IM permanece desconhecida.
MÉTODOS: Em uma coorte prospectiva, avaliamos 293 pacientes não-diabéticos (média de idade 61 ± 8 anos) apresentando IM com supredesnivelamento do segmento ST e tratados com tenecteplase. SI foi estimada utilizando o índice de avaliação modelo homeostático (HOMA2S) dentro de 12 horas do início do IM. Todas as causas de mortalidade foram documentadas durante os primeiros 30 dias. Em um subgrupo de pacientes, o fluxo sanguíneo coronariano foi estimado por angiocoronariografia e a massa infartada foi avaliada usando ressonância magnética cardíaca.
RESULTADOS: Entre os pacientes com IM de parede anterior e HOMA2S abaixo da mediana (50%), 37% tiveram fluxo TIMI 0 ou 1 e 63% fluxo TIMI 3. Em contraste, 30% apresentaram fluxo TIMI 2 e 70% fluxo TIMI 3 entre aqueles com HOMA2S acima da mediana (p = 0,01). O tamanho do infarto foi maior em pacientes com HOMA2S diminuído em comparação a pacientes com HOMA2S elevado (20 ± 13 vs 16 ± 8 g, p = 0,009). Entre os pacientes que não apresentaram MI em parede anterior e com HOMA2S diminuído, foi encontrado fluxo TIMI 0 (20%), 1 (20%) e 3 (60%), enquanto todos os pacientes com HOMA2S elevado tinham fluxo TIMI 3 (p = 0,008). Pacientes com HOMA2S diminuído apresentaram maior extensão de massa infartada do que pacientes com HOMA2S elevado (16 ± 11 x 11 ± 7 g, p = 0,039). A mortalidade total de pacientes infartados durante os primeiros 30 dias foi significativamente maior em indivíduos com HOMA2S diminuído (7,9% vs 2,5%, p = 0,032).
CONCLUSÃO: A SI está diretamente associada com o fluxo sanguíneo coronariano após trombólise, com o tamanho da massa infartada e sobrevida em pacientes não diabéticos com IM.




04 - IMPLANTE POR CATETER DA BIOPRÓTESE COREVALVE COM E SEM PRÉ-DILATAÇÃO: DADOS DO REGISTRO BRASILEIRO

Fabio Sandoli de Junior; Dimytri Alexandre de Alvim Siqueira; Luiz Antonio Ferreira Carvalho; Rogério Sarmento-Leite; Jose Armando Mangione; Paulo Ricardo Avancini Caramori; Pedro Alves Lemos Neto; Marco Perin; Alexandre Antonio Cunha Abizaid; Jose Eduardo Moraes Rego Souza; Eberhard Grube

SBHCI, São Paulo, SP, Brasil.

FUNDAMENTOS: A valvoplastia por balão é uma etapa preparatória do implante por cateter de prótese valvar aórtica. Entretanto, recentemente demonstrou-se que o implante direto da prótese CoreValve é factível.
OBJETIVO: Avaliar os resultados do implante da prótese CoreValve com e sem pré-dilatação.
MÉTODOS: Compararam-se os resultados imediatos e de 30 dias do implante da CoreValve com e sem pré-dilatação em pts do Registro Brasileiro de Implante de Bioprótese Aórtica.
RESULTADOS: De jan/2008 a fev/2012, 243 pts foram submetidos ao implante da prótese CoreValve em 10 centros, sendo 79 (32,5%) sem e 164 (67,5%) com pré-dilatação. Não houve diferença entre os grupos em relação à idade (81 ± 7 vs. 82 ± 7 anos, p = 0,33), classe funcional III ou IV (83,5 vs. 84,1%, p = 0,9), EuroScore logístico (22,2 ± 16,2 vs. 20,6 ± 13,6%, p = 0,45), STS (12,4 ± 8,8 vs. 15 ± 13,3%, p = 0,071) e gradiente transvalvar médio (49,9 ± 15,9 vs. 53,7 ± 16,1 mmHg, p = 0,083). A taxa de sucesso do implante foi semelhante com as 2 técnicas (88,6 vs. 84,8%, p = 0,42), assim como a realização de pós-dilatação (32,9 vs. 34,7%, p = 0,77) e a presença de insuficiência aórtica moderada ou acentuada ao final do procedimento (3,8 vs. 7,3%, p = 0,40). O gradiente transvalvar aórtico médio foi menor no grupo sem pré-dilatação (8,9 ± 4,7 vs. 10,6 ± 5,9 mmHg, p = 0,019). Aos 30 dias, não houve diferença em relação à mortalidade (15,2 vs. 9,1%, p = 0,16), infarto (2,5 vs. 0%, p = 0,105) e acidente vascular cerebral (5,1 vs. 4,2%, p = 0,75). No grupo tratado sem pré-dilatação, o implante de marcapasso permanente (MP) foi menos frequente (15,9 vs. 29,6%, p = 0,037).
CONCLUSÃO: O implante da prótese CoreValve sem pré-dilatação é factível, com taxa de sucesso e resultados clínicos semelhantes aos da técnica convencional. No entanto, se associa a menor necessidade de MP, podendo se tornar a técnica de implante dominante da prótese CoreValve.




05 - DRUG:EXCIPIENT DOSE-FINDING OF THE FIRST POLYMER-FREE SIROLIMUS ELUTING BALLOON: AN OPTICAL COHERENCE TOMOGRAPHY AND HISTOPATHOLOGY STUDY IN PORCINE CORONARY ARTERIES

Celso Kiyochi Takimura; Micheli Zanotti Galon; Paulo Sampaio Gutierrez; Vera Demarchi Aiello; Prakash Sojitra; Manish Doshi; Pedro Alves Lemos Neto

Incor, HCFMUSP, São Paulo, SP, Brasil.

BACKGROUND: Magic Touch (Concept Medical, Inc.) is a polymer-free sirolimus eluting balloon with acute transfer of nanosized carriers in 45-60s exposure and maximum retention of drug in tissue due to encapsulation.
METHODS: 14 pigs with coronary implantation of BMS followed by 60 sec dilatation with balloon (Drug:Excipient ratio 1:0.25; 1:0.5; 1:1; 0:1 and POBA). After 28 days the neointimal hyperplasia (NIH) were studied and compared by optical
RESULTS: Table



CONCLUSIONS: There was a stepwise increase in efficacy for inhibition of NIH proliferation as the concentration of excipient increased: the lowest efficacy was seen with the 1:0.25 drug: excipient formulation and the most intense inhibition was seen with the 1:1 drug: excipient formulation. The 1:1 drug: excipient formulation significantly reduced NIH proliferation in comparison to controls with low inflammation and injury scores.




06 - OCLUSÃO PERCUTÂNEA DO APÊNDICE ATRIAL ESQUERDO PARA PREVENÇÃO DE AVC EM PACIENTES COM FIBRILAÇÃO ATRIAL NÃO-VALVULAR: EXPERIÊNCIA DE 100 CASOS

Enio Eduardo Guérios; Steffen Gloekler; Michael Schmid; Ahmed Khattab; Peter Wenaweser; Stephan Windecker; Bernhard Meier

Bern University Hospital Berna, SuIça e CONCEPT - Centro de Cardiop. Cong. e Estruturais do Pa raná, Curitiba , PR, Brasil.

FUNDAMENTAÇÃO: A oclusão percutânea do apêndice atrial esquerdo (OAAE) surgiu como alternativa à anticoagulação oral (AO) para a prevenção do acidente vascular cerebral (AVC) em pacientes com fibrilação atrial não-valvular (FANV) e escore CHADS2 > 2.
MÉTODOS: Cem pacientes consecutivos com FANV, contra-indicação à AO, escore CHADS2 = 2,6 ± 1,3 e CHA2DS2-VASc = 3,7 ± 1,7 foram submetidos a OAAE com implante de Amplatzer Cardiac Plug (ACP). Realizou-se seguimento clínico e ecocardiográfico no mínimo 4 meses após o implante.
RESULTADOS: Todos os implantes foram guiados apenas por angiografia. Em 66% dos casos, o acesso ao átrio esquerdo foi feito por punção trans-septal; nos casos restantes, um forâmen oval patente (FOP) ou uma comunicação interatrial (CIA) foram ultrapassados e ocluídos no final da intervenção. O sucesso do procedimento foi de 98% (um insucesso por tamponamento cardíaco e um por embolização da prótese,com suspensão da OAAE em ambos os casos), e os ACPs implantados mediram 22,7 ± 3,9 mm (16-30 mm). Dois pacientes receberam o implante de 2 próteses cada. Houve 5 complicações maiores (o tamponamento e a embolização já referidos, 2 AVCs transitórios e uma embolização com retirada percutânea da prótese seguida do implante de um segundo ACP) e três menores (dois derrames pericárdicos sem tamponamento e uma pequena CIA evidenciada no seguimento). Houve 1 óbito hospitalar após 6 dias, não relacionado à intervenção. Todos os outros pacientes receberam alta sem AO. Após seguimento de 27,7 pacientes-ano (73 pacientes) não houve AVCs nem embolizações tardias de próteses. O AAE estava completamente ocluído em 97% dos casos. Seis pacientes apresentaram evidência de trombo sobre a prótese, que desapareceram após reinstituição de AO por 3 meses.
CONCLUSÕES: OAAE com implante do ACP se associa a um alto índice de sucesso, um índice aceitável de complicações e resultados promissores a médio prazo, podendo ser considerada uma alternativa válida à OA na prevenção do AVC em pacientes com FANV.




07 - DETERMINANTES DO IMPLANTE DE MARCAPASSO DEFINITIVO APÓS O TRATAMENTO PERCUTÂNEO DA ESTENOSE AÓRTICA

Marco Aurelio Magalhaes; Fernando José; Sven Hausen; Jan-Malte Sinning; Nikos Werner; Georg Nickenig; Eberhard Grube

Hospital Alemão Oswaldo Cruz, São Paulo, SP, Brasil e Hospital Universitário de Bonn, Bonn.

FUNDAMENTOS: O tratamento percutâneo da estenose aórtica sintomática consagrou- se como modalidade terapêutica para os pacientes de alto risco. Entretanto, a incidência dos distúrbios de condução átrio/inter-ventriculares (DCAI) e a necessidade de implante de marcapasso definitivo são elevadas e consideradas limitações do método. Os fatores determinantes permanecem pouco estabelecidos.
OBJETIVOS: Avaliar os fatores preditores da necessidade de marcapasso definitivo após o implante de valva aórtica transcateter (IVAT) - CoreValve™.
MÉTODO: Analisaram-se 206 pacientes consecutivos de alto risco portadores de estenose aórtica sintomática. 10 pacientes foram excluídos pelo implante prévio de marcapasso/cardiodesfibrilador. Avaliaram-se a frequência e os tipos de DCAI nesta população antes, durante e após o IVAT. O desfecho primário foi a ocorrência de DCAI com a necessidade de marcapasso definitivo. Para a regressão logística foram selecionadas variáveis clínicas, eletrocardiográficas, ecocardiográficas e do procedimento, incluindo o posicionamento da prótese.
RESULTADOS: Entre jan/08 e dez/09, 206 pacientes foram tratados com IVAT-CoreValve ™. O acesso utilizado foi o transfemoral em 94,9% dos casos. A média das idades foi de 82 ± 6 anos, sendo 61% do sexo masculino e 60% portadores de doença arterial coronariana. A frequência de DCAI pré IAVT foi de 34%. Após o IVAT, 39% dos pacientes (76/196) necessitaram de marcapasso definitivo. Os fatores independentemente associados foram o bloqueio de ramo direito prévio (Odds Ratio [OR] 4,6- intervalo de confiança [IC 95%]: 1,2-17,0) e a espessura do septo interventricular (OR 1,9- IC 95%: 1,2-3,2).
CONCLUSÕES: Os distúrbios de condução átrio/interventriculares são frequentes na população candidata ao IVAT. A presença de bloqueio de ramo direito e a espessura do septo interventricular são determinantes independentemente associados à necessidade de marcapasso definitivo pós IVAT.




08 - STENTS FARMACOLÓGICOS LIBERADORES DE EVEROLIMUS XIENCE V NO TRATAMENTO DE PACIENTES COM LESÕES CORONÁRIAS COMPLEXAS NA PRÁTICA DIÁRIA – RESULTADOS DO SEGUIMENTO DE 1 ANO DO REGISTRO BrasilEIRO BRAVO

Erlon Oliveira de Abreu Silva; Ricardo A. Costa; Andrea Claudia Leão de Souza Abizaid; Marco Perin; Rodrigo de Franco Cardoso; Mauricio Lopes Prudente; Helio Jose Castello Junior; Jose Armando Mangione; Luiz Alberto Piva e Mattos; Alexandre Antonio Cunha Abizaid

Cardiovascular Research Center, São Paulo, SP, Brasil.

INTRODUÇÂO: O stent farmacológico (SF) liberador de everolimus Xience V (Abbott Vascular, Santa Clara, Califórnia, EUA) tem demonstrada eficácia e segurança sustentada no tratamento de pacientes selecionados com lesões coronárias. Contudo, o impacto do SF Xience V em populações da prática clínica com lesões complexas ainda não está totalmente determinado.
MÉTODOS: O Registro BRAVO foi um estudo prospectivo, não-randomizado, multicêntrico, com 535 pacientes, que avaliou resultados clínicos tardios de pacientes minimamente selecionados tratados com o SF Xience V na prática diária Brasileira. Eventos cardíacos adversos maiores (ECAM) foram definidos como morte cardíaca, infarto agudo do miocárdio (IAM) e revascularização do vaso-alvo (RVA), incluindo revascularização da lesão-alvo (RLA).
RESULTADOS: Média das idades de 62,7 anos, 40% com diabetes, 24,9% com IAM prévio e 49,6% com revascularização prévia. Cerca de 41,9% apresentaram-se com síndrome coronária aguda, 68,9% tinham lesões tipo B2/C, e 46,1% trataram a artéria descendente anterior. Múltiplos stents foram implantados em 13,8% dos casos, e sucesso angiográfico foi >99%. As incidências cumulativas de eventos na fase intra-hospitalar e em 1, 6 e 12 meses foram, respectivamente: ECAM: 1.9, 2.4, 4.3 e 5.6%; Morte cardíaca: 0, 0.4, 1.1 e 1.3%; IAM: 1.9, 1.9, 2.2 e 3.0%; RLA/RVA: 0/0, 0.2/0.4, 0.9/1.3 e 2.2%/1.7%. Ocorreram 5 casos de trombose de stent - pelos crtitérios ARC - até 1 ano, com taxa de evento de 0,93% (0,56% definitiva/provável).
CONCLUSÃO: Neste Registro multicêntrico nacional que incluiu pacientes e lesões complexos, o SF Xience V mostrou excelentes resultados imediatos e efetividade clínica e segurança sustentadas até o seguimento de 1 ano.




09 - RESULTADOS IMEDIATOS E DE 30 DIAS DO REGISTRO BrasilEIRO DE IMPLANTE DE BIOPRÓTESE AÓRTICA POR CATETER EM PACIENTES COM ESTENOSE AÓRTICA E ALTO RISCO CIRÚRGICO

Fabio Sandoli de Junior; Dimytri A A Siqueira; Luiz A F Carvalho; Rogério Sarmento-Leite; Jose A Mangione; Paulo R A Caramori; Pedro Alves Lemos Neto; Maria Cristina Meira Ferreira; Eberhard Grube; J Eduardo Moraes Rego Souza

Investigadores RIBAC / SBHCI, São Paulo, SP, Brasil.

INTRODUÇÂO: O implante por cateter de prótese valvar aórtica é uma nova modalidade de tratamento para portadores de estenose aórtica (EAo) inoperáveis ou de alto risco cirúrgico. O Registro Brasileiro de Implante de Bioprótese Aórtica por Cateter foi idealizado pela SBHCI para avaliar os resultados deste procedimento em nosso meio. Descrevemos os resultados imediatos e de 30 dias do implante de bioprótese aórtica no Brasil.
MÉTODOS: Registro multicêntrico, prospectivo e retrospectivo, com pts tratados em centros com experiência > 3 casos. Os desfechos foram analisados conforme VARC (Valve Academic Research Consortium).
RESULTADOS: Entre jan/2008 e jan/2012, foram incluídos 231 pts em 10 centros nacionais: 225 pts apresentavam EAo em valva nativa e 6 pts possuíam disfunção de prótese biológica. A idade foi de 82 ± 7,5 anos, sendo 55,4% mulheres e 82,7% em classe III/IV (NYHA). As estimativas de mortalidade cirúrgica conforme EUROscore logístico e STS foram de 20,4 ± 13% e 12,1 ± 8,4 %, respectivamente. A área valvar pré-implante era de 0,8 ± 0,65 cm², e a FE de 58,5 ± 14,9%. As próteses auto-expansível Corevalve® e balão-expansível Sapien XT® foram empregadas em 219 (94,8%) e 12 (5,2%) casos, respectivamente. Em 2 pts a prótese Corevalve® não pode ser implantada por complicação antes do implante. Os procedimentos foram realizados por punção femoral (45,9%) ou por dissecção femoral ou subclávia (54,1%). Obteve-se sucesso do procedimento em 87,1% dos pts, com significativa redução do gradiente médio (52,3 ± 16 p/ 10 ± 6 mmHg, p < 0,001). Regurgitação moderada / severa foi observada em 10,8% dos casos. As complicações incluíram AVC em 3,5% e eventos vasculares maiores em 5,6%; MP permanente foi requerido em 17% dos pts. A sobrevida aos 30 dias foi de 91%, com 93,3% dos pts em classe I/II NYHA.
CONCLUSÕES: O registro reflete a experiência nacional com o novo procedimento, que se mostrou seguro e eficaz, com expressiva melhora hemodinâmica e da classe funcional e mortalidade inferior a estimada por escores cirúrgicos.




10 - REGISTRO DESIRE: UMA DÉCADA DE EXPERIÊNCIA COM STENTS FARMACOLÓGICOS

Jose Ribamar Costa Junior; Amanda Guerra de Moraes Rego Souza; Ricardo Alves da Costa; Adriana Moreira; Bruno Palmieri Bernardi; Manuel Nicolas Cano; Galo Maldonado; Cantídio de Moura Campos Neto; Ricardo Pavanello; Enilton Sergio Tabosa do Egito; Jose Eduardo Moraes Rego Souza

HCOR, São Paulo, SP, Brasil.

INTRODUÇÂO: A despeito de todo conhecimento adquirido nos últimos anos sobre os stents farmacológicos, ainda há uma escassez de informação sobre o desempenho destes novos dispositivos no seguimento bastante tardio. No presente estudo apresentamos o seguimento de 10 anos de uma coorte não-selecionada de pacientes complexos tratados exclusivamente com stents farmacológicos.
MÉTODOS: Estudo prospectivo, unicêntrico, incluindo todos os pacientes tratados desde 2002, somente com stents farmacológicos, no Hospital do Coração. O objetivo primário do estudo é definir preditores independentes de eventos cardíacos maiores combinados (ECAM: óbito cardíaco, IAM não-fatal e RLA) e trombose.
RESULTADOS: Um total de 4229 pacientes (7000 stents farmacológicos) foram incluídos. A média de idade da população é de 64 anos, sendo 31% diabéticos e 40,8% portadores de síndrome coronária aguda. Lesões em enxertos venosos e pacientes com IAM com supra de ST representam 5% e 3,4% respectivamente da população incluída. Seguimento clínico foi obtido em 98,5% dos pacientes (mediana 5,6 anos). Atualmente, 79,6% dos pacientes encontram-se livres de ECAM. RLA ocorreu em 4,7% dos pacientes, enquanto IAM não fatal e trombose ocorreram em 1,7% e 2,2% dos pacientes. Preditores independentes de ECAM foram tratamento de enxertos venosos (RR 1,63; IC 95%, 1,22 a 2,18, p = 0,001), doença multiarterial (RR 1,39; IC 95%, 1,03 a 1,87, p < 0,001), estenose residual (RR 1.3; IC 95%, 1,1 a 1,5, p = 0,034), DM (RR 1,6; IC 95%, 1,1 a 2,2, p = 0,006) e insuf renal (RR 1,5; IC 95%, 1,34 a 1,81, p = 0,004). Preditores de trombose foram: ICP em pacientes com IAM com supra de ST (RR 3.5; IC 95%, 1,3 a 9,4, p = 0,013), calcificação moderada/importante no sítio da lesão (RR 2,38; IC 95%, 1,34 a 4,23, p = 0,003), comprimento do stent (RR 1,8; IC 95%, 1,09 a 3,02, p = 0,023) e estenose residual (RR 1,04; IC 95%, 1,01 a 1,06, p = 0,003).
CONCLUSÕES: No Registro DESIRE, o uso de stents farmacológicos associou-se a taxas muito baixas de eventos adversos no muito longo prazo, demonstrando a efetividade e segurança desta nova tecnologia.

Prêmio RBCI: Melhor Tema Livre
Julgamento Eletrônico 2012
Intervenção em Cardiopatias Congênitas
Apresentação Oral





11 - TRATAMENTO DO PCA EM CRIANÇAS: ESTUDO CLÍNICO COMPARATIVO ENTRE O MÉTODO PERCUTÂNEO E O CIRÚRGICO

Rodrigo N Costa; Fabricio L Pereira; Marcelo S Ribeiro; Simone R F F Pedra; Valmir F. Fontes; Patricia M Oliveira; Ieda B Jatene; Marcelo B Jatene; Carlos A C Pedra

Hospital do Coração, Associação do Sanatório Sírio SP, Brasil.

INTRODUÇÂO: Nos últimos 10 anos o fechamento percutâneo (FP) do PCA tornou-se uma alternativa atrativa ao tratamento cirúrgico (TC). Entretanto, estudos comparando os dois métodos de tratamento são escassos.
OBJETIVO: Comparar os desfechos do FP e do TC em 2 séries de pacientes (pts) com PCA tratados em um hospital de excelência.
MÉTODOS: Estudo observacional prospectivo não randomizado de 2 coortes de pts com PCA. Coleta de dados retrospectiva. O FP foi realizado com próteses aprovadas pela ANVISA de 04/09-10/11. O TC foi realizado por acesso lateral e ligadura do PCA no período de 01/07-10/11. Excluídos: peso < 5 kg e idade > 14 anos. O estudo foi financiado pelo ministério de saúde (MS) para avaliação do custo-efetividade do FP do PCA.
RESULTADOS: 80 pts no grupo FP e 39 no TC,sem diferenças entre os sexos e peso (16 ± 12 TC e 18 ± 11 kg FP). A idade o grupo de TC foi menor (47 ± 44,6 e x 60 ± 47,6 meses). O tamanho do PCA ao eco foi semelhante entre os grupos (FP 3,2 ± 1,1 x TC 3,8 ± 1,2 mm). Todos com 100% sucesso e 0% mortalidade. A morbidade doTC foi maior que do FP. Treze e 27 pts (33% x 0% e 69% x 0%) necessitaram transfusão ou tiveram HAS pós TC. Quilotórax e pneumotórax (PNTX) ocorreram em 4 pts do TC (10%). Um pt do FP necessitou punção do PNTX durante o procedimento. No FP, 4 pts necessitaram retirar o dispositivo (3 coils e 1 NitOcclud). Nos 3 pts com coil, foi implantado outro após o 1° ser laçado. O 4° teve espasmo do PCA sendo trocado por prótese Cera. UTI em 100% no TC e 16% no FP. A média de peso deste grupo de pts do FP foi de 9,2 ± 5,6 kg, evidenciando a recuperação de pts de baixo peso na UTI. A prevalência de fluxo residual foi semelhante em ambos grupos (10% FP x 5% TC). Em nenhum pt foi considerado significativo. O tempo de internação foi maior no grupo TC (8 vs 1,3 dias).
CONCLUSÕES: São métodos seguros e eficazes com ótimos desfechos. O FP resulta em menor morbidade e tempo de internação. Tais observações embasam a visão que o FP é, hoje em dia, o método de escolha para pts com PCA e justificam a viabilização da Incorporação desta tecnologia pelo MS.




Temas Livres
Intervenção em Cardiopatias Congênitas
Apresentação Oral



12 - ESTENOSE PULMONAR EM MENORES DE UM ANO: RESULTADOS DE VALVOPLASTIA PERCUTÂNEA NO HOSPITAL PEQUENO PRÍNCIPE DE 2000 A 2010

Cassio F B Sum; Leo A Solarewicz; Nelson I Miyague; Cristiane N Binotto; Josiane M C D Agostini; Andre H C Silva; João P Carniel; Camila T Bobato; Maria F S Avelar

Hospital infantil Pequeno Príncipe, Curitiba, PR, Brasil.

OBJETIVO: Descrever a experiência no tratamento de estenose pulmonar por meio de valvoplastia percutânea com cateter-balão em menores de um ano, realizada no período de 01 janeiro de 2000 a 31 de dezembro de 2010, descrever as características clinicas dos pacientes, as complicações pré e pós-procedimento e o resultado imediato assim como a ocorrência de reintervenção e de óbito.
METODOLOGIA: Estudo retrospectivo de análise de pacientes com idade inferior a 365 dias submetidos a tratamento percutâneo de estenose valvar pulmonar. Foram submetidos ao tratamento percutâneo 129 pacientes com media de idade 131,7 ± 114,4 dias, peso médio 5,7 ± 2,4 kg. Estes pacientes apresentavam anomalias associadas, sendo as principais a CIA (69 pacientes), CIV (8 pacientes) além de uma alta incidência de insuficiência tricúspide importante (28 pacientes).
RESULTADOS: Antes da realização da valvoplastia percutânea os pacientes apresentavam um gradiente sistólico médio da válvula pulmonar de 67,21 ± 10,49 mmHg, com pressão sistólica média do ventrículo direito de 81,34 ± 19,97 mmHg. Após a realização da valvoplastia os pacientes apresentaram redução significativa destes gradientes, sendo o gradiente sistólico médio da válvula pulmonar de 17,73 ± 8,38 mmHg e a pressão sistólica média do ventrículo direito de 39,61 ± 17,92 mmHg sem nenhum caso de óbito. Os pacientes que necessitaram de reintervenção foram os que apresentaram, no momento da primeira intervenção, a menor média de idade (70,91 ± 104,93 dias) e o menor peso médio (4,12 ± 2,23 Kg), assim com um menor tamanho do anel pulmonar médio de 7,03 ± 2,26 mm. A via anterógrada via acesso femoral foi a preferencialmente escolhida (97,6% dos casos) com baixo índice de complicação.
CONCLUSÃO: A valvoplastia pulmonar percutânea é um método seguro no tratamento da estenose pulmonar crítica demonstrando neste estudo uma diminuição importante do GS Pulmonar, com mortalidade mínima e em poucos casos sendo necessário realizar a reintervenção.




13 - EXPERIÊNCIA EM OCLUSÃO PERCUTÂNEA DE FORAME OVAL PATENTE – RESULTADOS A CURTO, MÉDIO E LONGO PRAZOS

Fábio Augusto Selig; Enio Eduardo Guérios; Deborah Christina Nercolini; Eduardo Mendel Balbi Filho

Concept – Centro de Cardiopatias Congênitas e Estruturais do Curitiba, PR, Brasil.

INTRODUÇÂO: O Forame Oval Patente (FOP) encontra-se presente em 25% da população adulta. Sua importância tem aumentado nos últimos anos, pela associação com o acidente vascular cerebral isquêmico (AVCi) por embolia paradoxal e com a enxaqueca. O estudo tem como objetivo demonstrar os critério de indicação para o procedimento, bem como resultados obtidos com a oclusão do FOP com prótese.
MÉTODO: Incluiu-se no protocolo pacientes enquadrados nos critérios: AVCi secundário à embolia paradoxal, portadores de enxaqueca crônica grave ou Síndrome Platipnéia-Ortodeoxia (SPO). A indicação consistiu na obtenção de história clínica, caracterização da cefaléia e investigação hematológica; Exame de imagem encefálico, Ecocardiograma Transesofágico e Doppler Transcraniano ambos com microbolhas; Doppler de membros inferiores e Carótidas. Realizou-se então oclusão do FOP com prótese. Os pacientes foram reavaliados com os mesmos critérios pré-operatórios.
RESULTADOS: Foram avaliados 130 pacientes de diferentes faixas etárias, com 110 pacientes encaminhados para cateterismo. 90% das indicações foram por AVCi secundário à embolia paradoxal. Todos pacientes exceto dois obtiveram melhora significativa ou cura das crises de enxaqueca após a oclusão percutânea. Pacientes com trombofilia foram mantidos anticoagulados mesmo após o tratamento. Foram utilizadas no cateterismo cinco diferentes próteses: Amplatzer, Occlutech, Cardia, Helex e Solysafe. Três pacientes permaneceram com shunt residual, tendo sido um deles submetido a um segundo procedimento com sucesso. Em seis casos implantou-se duas próteses. Houve recorrência de AVCi em apenas um paciente, portador de múltiplas co-morbidades (diabetes, hipertensão arterial e obesidade).
CONCLUSÕES: A oclusão percutânea do FOP com prótese tem se mostrado método eficaz para prevenção de recorrência do AVCi e tratamento da enxaqueca.




14 - FROM BARE TO COVERED: 15 ANOS DE EXPERIÊNCIA DE UM CENTRO TERCIÁRIO NO TRATAMENTO PERCUTÂNEO DA COARCTAÇÃO DE AORTA COM STENTS

João Luis Langer Manica; Raul Ivo Rossi Filho; Gianfranco Butera; Luciane Piazza; Mario Carminati

Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS, Brasil e Instituto Policlinico San Donato Milanese Milão, Brasil.

INTRODUÇÂO: O uso de stents convencionais é amplamente difundido no tratamento da coarctação de aorta. Stents recobertos foram inicialmente relatados no tratamento das complicações aórticas, entretanto, mais recentemente observa-se um aumento do espectro de pacientes beneficiados por esse dispositivo, apesar de ainda não disponível para o tratamento da totalidade dos pacientes do Sistema Único de Saúde.
MÉTODOS: De 1997 a 2011, 143 pacientes com coarctação de aorta foram tratados com implante de stent em um centro terciário. Setenta e um pacientes com idade mediana de 17 anos (4 a 70) foram submetidos a implante de stent convencional (Grupo 1) e 72 pacientes com idade mediana de 17,5 anos (6 a 68) foram submetidos a implante de stents recobertos (Grupo 2). Taxa de sucesso foi de 95% sem diferença entre os grupos. Incidência de eventos adversos relacionados ao procedimento foi maior no grupo 1 (21.12% versus 8.3% p = 0.035). Complicações aórticas ocorreram em 7% dos pacientes no grupo 1 (1 morte) sendo ausentes no grupo 2 (p = 0.028). Complicações técnicas como migração ou mobilização do stent foram mais frequentes no grupo 1 e em pacientes com lesões leves (balão/CoAo<1.5). Duração média do seguimento foi de 81.70 ± 33,58 no grupo 1 e 36 ± 24.81. Preditores independentes associados com reintervenção foram presença de lesão complexa (HR: 2.70; CI: 1.15 to 6.32), diâmetro do balão<14 mm (HR: 3.76; CI: 1.48 to 9.55) e gradiente residual >10 mmHg (HR: 4.30; CI: 1.96 to 9.47).
CONCLUSÃO: Ambos stents são seguros e eficientes no tratamento da coarctação de aorta. Recentemente, o espectro de pacientes tratados com stent recoberto tem aumentado com menores taxas de complicações agudas e tardias, o que pode justificar a sua Incorporação no Sistema Único de Saúde.




15 - ESTRATÉGIAS PERCUTÂNEAS PARA OCLUSÃO DE DEFEITOS SEPTAIS MUSCULARES AMPLOS EM LACTENTES DE BAIXO PESO

Renata Mattos Silva; Luiz Carlos Nascimento Simões; Jose Geraldo de Athayde; Monica Celente; Claudia Fernanda Galvão Fonseca

Instituto Nacional de Cardiologia Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

Os lactentes com peso inferior a 9 kg e insuficiência cardíaca por múltiplos defeitos ou um grande defeito interventricular muscular tendem a ser referidos à cirurgia ou a procedimentos periventriculares pelas limitações existentes com as bainhas e sistemas liberadores. Nosso objetivo é relatar a experiência inicial com a prótese de Amplatzer para CIV muscular (CIVm) por via percutânea utilizando a veia jugular interna direita e as novas bainhas AGA resistentes a dobras. Selecionamos quatro lactentes com quadro de insuficiência cardíaca. O ecocardiograma transtorácico prévio determinou a morfologia e dimensões do defeito e a possibilidade de fechamento por prótese: bordos ventriculares adequados e não inclusão no defeito de estruturas subvalvares. Os procedimentos foram realizados sob anestesia geral e monitoramento com ecocardiograma transesofágico. O estudo hemodinâmico reavaliou pressões e resistências pulmonares.
Confirmamos por angiografia a morfologia e as dimensões da CIVm. Estabelecemos alça arteriovenosa entre a artéria femoral e a veia jugular interna direita. A partir da veia então posicionamos bainha AGA resistente a dobras 7 French na via de saída do VE. Selecionamos prótese de diâmetro 1 a 2 mm superior ao tamanho do defeito medido em diástole, liberando-a orientados por ETE e angiografias. Os pacientes tinhas entre 14 e 21 meses e entre 6,5 e 9 kg. Os defeitos mediram entre 7 e 11 mm e se localizavam no terço médio do septo muscular. Nos dois primeiros casos houve instabilidade hemodinâmica durante o posicionamento, tratada com as medidas habituais. Em dois casos foram escolhidas próteses 12 mm, uma de 10 mm no terceiro caso e de 8 mm no quarto caso. Todos os pacientes receberam alta hospitalar em 48 horas. Em um paciente houve pequeno "shunt" residual; em outro observamos insuficiência tricúspide leve. Concluímos que as técnicas e materiais para intervençao percutânea nos defeitos congênitos estão em constante evolução. Demonstramos que, com a utilização de bainhas mais flexíveis e com menor perfil, defeitos amplos podem ser tratados por via percutânea com eficácia e segurança mesmo em lactentes de baixo peso.




16 - FECHAMENTO PERCUTANEO DA COMUNICAÇÃO INTERVENTRICULAR. RESULTADOS E COMPLICAÇÕES

Arrieta; Raul; Esteves; Cesar A; Neves; Juliana R; Solarewicz; Leo A; Vaz; Vinicius D; Santos; Cleusa C L; Renata SA Cassar

IMIP Recife, PE, Brasil e Real Hospital Português, Recife, PE, Brasil.

INTRODUÇÂO: O fechamento da comunicação interventricular representa um desafio importante para a cardiologia intervencionista.
OBJETIVO: Relatar nossa experiência no fechamento percutâneo da CIV nas suas diferentes variantes anatômicas.
MATERIAL E MÉTODO: As variantes incluídas foram CIV perimembranoss (pm), pos infarto (PIAM), muscular (m) e tipo Gerbode (G). Foram excluídos os pt com: peso inferior a 10 Kg; portadores de Insuficiências valvares moderadas, transtornos da condução AV ao ECG. Os pacientes foram divididos em: Grupo 1 (CIVpm); Grupo 2 (CIVPIAM) Grupo 3 (CIVm) e Grupo 4 (CIV G).
RESULTADOS: Grupo 1: 76 pts com idade e peso médio 17,5 ± 10 e 34 ± 15 respectivamente. Os dispositivos (Disp) utilizados foram CERA (73) Lepu (5) Mola Flipper (4) Amplatzer-Amptz (1) NitOcclud (1). Em 4 pts foram implantados 2 Disp e em 1 pt 3 Disp. Como complicações agudas (48 hs) houve 1 pte com Insuficiencia Aortica Importante (cirurgia); 1 pte com BAVT (marcapasso) e 1 pt com embolização do Disp. No seguimento médio (SM) de 1783 ± 468 dias 2 pts apresentaram shunt residual (SR) importante sendo indicado implante de um segundo dispositivo. 3 pts apresentam SR leve. Não houve EM neste grupo. Grupo 2 foi constituído por 3 pts com idade media 59 ± 8 anos o IAM era anteroseptal (2). O tempo médio pos IAM foi de 156 dias. Os Disp utilizados foram Amptz CIV 2 pts e AmptzCIA 1 pt. Um pte foi a óbito 48 h apos. No SM1570 ± 366 dias nao houve EM e sem SR. Grupo 3: 3pts com idade e peso médio de 6,2 ± 3,1 e 24 ± 5. Os Disp foram AmptzCIV em todos e não houve EM no SM de 1648 ± 345 dias. O Grupo 4: 3 pts (2 póscirúrgicos) idade de 4-43 anos. Os Disp. foram AmptzCIV 1 pt e CERA 2 pts.Não houve EM no SM de 1708 ± 379 dias.
CONCLUSÃO: O tto percutâneo das CIV foi seguro e eficaz em todos os grupos. No grupo das CIVpm a incidência de BAVT foi baixa (1,3%) e os pts grupo 2 apresentaram maior mortalidade.




Temas Livres
Apresentação em Pôster



17 - IMPACTO DA TRANSFERÊNCIA HOSPITALAR NOS RESULTADOS DA INTERVENÇÃO CORONÁRIA PERCUTÂNEA PRIMÁRIA

Pedro Beraldo de Andrade; Marden André Tebet; Mônica Vieira Athanazio; Robson Alves Barbosa; Luiz Alberto Piva e Mattos; Andre Labrunie

Santa Casa de Marília, Marília, SP, Brasil.

FUNDAMENTOS: Atrasos decorrentes da transferência para realização de intervenção coronária percutânea (ICP) primária impactam negativamente os benefícios do procedimento.
MÉTODOS: Registro prospectivo objetivando comparar os resultados da ICP primária entre pacientes com infarto agudo do miocárdio com supra de ST (IAMCSST) admitidos (n = 118) ou transferidos (n = 201) para hospital provido de laboratório de intervenção.
RESULTADOS: Entre 02/2009 e 12/2011 foram incluídos 319 pacientes, com média de idade de 59 anos, 28% do sexo feminino, 22% de diabéticos e 10% em classe Killip III/IV, sem diferenças entre os grupos. Os tempos médios de isquemia e de transporte foram de 267 e 52 minutos, respectivamente. As características e resultados dos procedimentos estão expressos na tabela.
CONCLUSÕES: A despeito de um sistema de emergência integrado, possibilitando a transferência em intervalo de tempo inferior a 60 minutos, o encaminhamento do paciente com IAMCSST a hospital com laboratório de intervenção associa-se a menor tempo porta-balão e melhora não significativa de marcadores de reperfusão, com potencial benefício na redução de mortalidade.






18 - HEAD-TO-HEAD COMPARISON OF A NEW POLYMER-FREE NANOPARTICLE- BA SED SIROLIMUS ELUTING CORONARY STENT VERSUS BIOMATRIX™ AND BARE METAL STENTS: AN OCT STUDY IN PORCINE CORONARY ARTERIES

Celso Kiyochi Takimura; Micheli Zanotti Galon; Paulo Sampaio Gutierrez; Vera Demarchi Aiello; Prakash Sojitra; Manish Doshi; Pedro Alves Lemos Neto

Incor, HCFMUSP, São Paulo, SP, Brasil.

BACKGROUND: Focus™ stent (Envision Scientific Pvt. Ltd.) is a new chromiumcobalt stent coated with a polymer-free nanocarrier that releases sirolimus from the balloon and the abluminal stent surface. In vitro and in vivo preliminary studies with the nanoparticle carrier indicate improved drug distribution and bioavailability of sirolimus.
METHODS: A total of 7 Cro-Co bare metal stents (BMS), 8 Focus™ stents and 6 Biomatrix™ stents were implanted at random in the coronary arteries of 9 non-atherosclerotic domestic pigs (stent:artery ratio 1.2:1.0). After 28 days, OCT imaging was used to evaluate neointimal hyperplasia.
RESULTS: See Table.
CONCLUSIONS: The new nanoparticle-carrier sirolimus stent was effective in reducing neointimal proliferation after 28 days in a porcine coronary model.






19 - SEGUIMENTO LONGO PRAZO DOS STENTS FARMACOLÓGICOS DE 1ª E 2ª GERAÇAO: ANÁLISE SEQUENCIAL DE 800 PACIENTES DO REGISTRO TOTALCOR-RJ

José A Boechat; Julio C M Andrea; Leandro A Côrtes; Helio R Figueira

Hospital TotalCor - RJ, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

FUNDAMENTO: Os stents farmacológicos (SF) de segunda geraçao foram desenvolvidos para aumentar a segurança e eficacia dos stents coronarianos.
OBJETIVO: Avaliar os resultados imediatos e tardios dos pacientes tratados com implante de SF numa série consecutiva não randomizada em um único centro.
MATERIAIS E MÉTODOS: De Jun/02 a Jan/12, 514 pts (média 1,53 st/pt) tratados com implante de SF da 1a geracao (grupo I) e 281 (média 1,50 st/pt) com SF de 2a geraçao (grupo II). Stents de 1a geraçao Taxus® (51,6%) e Cypher® (14,1%), e de 2a geraçao Endeavor/Resolute® (1,3%) e Xience/Promus® (34%). Idade média (61,8 vs 61,4 anos, p = 0,6) e masculino (68,5 vs 74%, p = 0,05). Diabetes (43,6 vs 43,8%, p = 0,5), insuf renal (5,3 vs 5%, p = 0,5), infarto prévio (20,6 vs 21,4%, p = 0,4) e CRM prévia (15,2 vs 12,1%, p = 0,1). Indicacao por reestenose (20,2 vs 19,2%, p = 0,4) e lesao off-label (76,5 vs 74%, p = 0,2). Quadro clínico SCA (48,8 vs 46,3%, p = 0,2). Multiarteriais (63,4 vs 59,1%, p = 0,1), disfuncao VE (15,2 vs 10,7%, p = 0,04). Trombo (7,6 vs 2,8%, p = 0,004) e bifurcaçao (16,9 vs 22,8%, p = 0,02). Vasos < 2,5 mm (42 vs 48,8%, p = 0,04) e lesóes B2/C (86,8 vs 77,2%, p < 0,001).
RESULTADOS: Sucesso angiográfico (99 vs 100%, p = 0,1). No-reflow (0,8 vs 0,4%, p = 0,4), infarto (2,5 vs 0,7%, p = 0,05), trombose aguda/subaguda (0,2 vs 0%, p = 0,6). Óbito em 30 dias (0,4 vs 0%, p = 0,4). Seguimento médio de 4,1 anos em 88% dos casos, sendo mais longo no grupo I (5,3 vs 1,9 anos, p < 0,001). Óbito tardio (4,7 vs 0,4%, p < 0,001). RLA (7,2 vs 2,5%, p = 0,003) e E CM (13,2 vs 3,2%, p < 0,001). Os preditores independentes de E CM tardios foram reestenose de stent (OR 2,1; IC 95% 1,0-4,3), insuf renal (OR 3,2; IC 95% 1,3-8,1), lesao ulcerada (OR 2,0; IC 95% 1,1-3,6) e ponte de safena (OR 6,3; IC 95% 1,3-29,1).
CONCLUSÃO: O uso de SF numa populacao de mundo real esteve associada a elevada taxa de sucesso, baixíssima mortalidade em 30 dias (0,2%), com reduzida ocorrencia de E CM a médio-longo prazo. Os pts tratados com SF de 2a geraçao apresentaram menor incidencia de reintervencao e eventos adversos a médio prazo.




20 - IMPLANTE DE STENTS FARMACOLOGICOS EM PACIENTES COM DISFUNÇAO VENTRICULAR ESQUERDA: ANÁLISE DOS EVENTOS HOSPITALARES E AO LONGO DE MAIS DE 4 ANOS

José A Boechat; Julio C M Andrea; Leandro A Côrtes; Helio R Figueira

Hospital TotalCor - RJ, Rio de Janeiro, RJ, Brasil e Clínica São Vicente Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

FUNDAMENTO: A disfunção ventricular esquerda (DVE) está associada a doença coronaria mais difusa e severa, sendo um importante preditor clinico de eventos tardios após intervencao percutanea.
OBJETIVO: Avaliar os pacientes com disfuncao moderada a severa do ventriculo esquerdo submetidos a implante de stents farmacologicos (SF), observando sua evolucao hospitalar e tardia.
MATERIAIS E MÉTODOS: De Jun/02 a Jan/12, 1359 pts foram submetidos a implante de SF. 211 pts com disfuncao moderada/severa (grupo I) do VE e 1148 com funcao normal ou levemente deprimida (grupo II). Grupo I com pts mais idosos (64,8 vs 62 anos, p = 0,001), com passado de CRM (35,5 vs 11,9%, p < 0,001) e infarto (46,4 vs 17,1%, p < 0,001). Predomínio de diabéticos (47,4 vs 39%, p = 0,01), IRC (18 vs 3,5%, p < 0,001) e quadro clinico de SCA (67,3 vs 48%, p < 0,001). Doença multiarterial (81,5 vs 61,6%, p < 0,001), com trombo (14,7 vs 5,2%, p < 0,001) e lesão calcificada (39,3 vs 28,5%, p = 0,001).
RESULTADOS: Sucesso angiográfico (100 vs 99,6%, p = 0,4). Complicações intra-hospitalares: no-reflow (2,8% vs 0,4%, p = 0,003), sem diferença de infarto e trombose em 30 dias. Óbito em 30 dias (0,3 vs 1,5%, p = 0,3). Seguimento médio de 4,5 anos em 87% dos casos, com obito (8,5 vs 2,3%, p < 0,001), revascularização da lesão alvo (6,6 vs 5,9%, p = 0,3) e eventos cardíacos maiores – E CM (16,1 vs 8,9%, p = 0,002). E CM com SF de 1a geraçao (18,5 vs 11,6%, p = 0,01) e 2a geraçao (9,3 vs 3,8%, p = 0,07). Os preditores independentes de E CM tardios no grupo com disfunção foram foram idade > 75 anos (OR 7,9; IC 95% 2,3–26,2), lesões ulceradas (OR 3,9; IC 95% 1,1–13,2), reestenose de stent (OR 6,8; IC 95% 1,8–25,8), stent < 2,5 mm (OR 3,5; IC 95% 1,2-10,5) e lesão de bifurcacao (OR 4,4; IC 95% 1,1–16,7).
CONCLUSÃO: O uso de SF em pacientes com DVE não esta associado a maior necessidade de reintervenção. Entretanto a insuficiencia cardiaca avançada está associada a aumento significativo de eventos tardios, mais pronunciado com SF de 1a geraçao. Preditores independentes de eventos foram idade avançada, vasos finos, lesoes ulceradas, reestenóticas e bifurcadas.




21 - OCORRÊNCIA DE TROMBOSE DE STENT NO SEGUIMENTO CLÍNICO MUITO TARDIO APÓS IMPLANTE DE STENTS FARMACOLÓGICOS NA PRÁTICA DIÁRIA - SEGUIMENTO DE 10 ANOS DO REGISTRO DESIRE

Ricardo Alves da Costa; Amanda Guerra de Moraes Rego Souza; Adriana Moreira; Jose Ribamar Costa Junior; Bruno Palmieri Bernardi; Galo Maldonado; Manuel Nicolas Cano; Fausto Feres; Alexandre Antonio Cunha Abizaid; Cantídio de Moura Campos Neto; Jose Eduardo Moraes Rego Souza

Hospital do Coração, Associação do Sanatório Sírio, São Paulo, SP, Brasil.

INTRODUÇÂO: A trombose de stent (TS) após o implante de stents farmacológicos (SF) é um fenômeno raro na intervenção coronária percutânea (ICP) atual; no entanto, sua ocorrência está associada a elevada morbi-mortalidade. Nós investigamos a ocorrência e os preditores de TS no seguimento clínico até 10 anos em pacientes tratados com SF no mundo real.
MÉTODOS: 4.229 pts (6.518 lesões) foram submetidos a ICP eletiva ou de urgência com implante de SFs (n = 7.000) em centro único entre 2002 e 2012. O seguimento clínico foi realizado anualmente até 10 anos (98,1%). A TS foi classificada de acordo com os critérios da Academic Research Consortium.
RESULTADOS: A média das idades era 64 anos, 31% tinham diabetes, 23% IAM prévio, 30% tabagismo atual e 51% revascularização prévia (ICP ou cirúrgida). Com relação a apresentação clínica, 41% tinham síndrome coronária aguda incluindo 16% com IAM recente. Cerca de 62% das lesões tinham elevada complexidade (tipo B2/C), mas o sucesso angiográfico foi 99%. No seguimento tardio (média 3,9 ± 2,6 anos), a incidência cumulativa de TS foi 2,3% (n = 97) (Tabela), sendo que 96,5% dos pacientes estiveram livres de TS no seguimento até 10 anos.
CONCLUSÕES: Nessa análise, a incidência cumulativa de TS no seguimento tardio foi de 2,3%, e a sobrevida livre de TS até 10 anos foi de 96,5%. No geral, a maioria dos eventos foi documentada (TS definitva), sendo que 59% ocorreram no fase muito tardia.






22 - SEGUIMENTO MUITO TARDIO DE PACIENTES OCTOGENÁRIOS SUBMETIDOS A IMPLANTE DE STENT FARMACOLÓGICO

Bruno Palmieri Bernardi; Adriana Moreira; Ricardo Alves da Costa; Jose Ribamar Costa Junior; Jose Eduardo Moraes Rego Souza; Amanda Guerra de Moraes Rego Souza; Manuel Nicolas Cano; Galo Maldonado

Hospital do Coração, SP, Brasil.

FUNDAMENTOS: Os pacientes octogenários já representam uma expressiva parcela da população mundial, entretanto pouco se sabe sobre o efeito dos stents farmacológicos (SF) nesta população. Na presente subanálise do registro DESIRE objetivamos demonstrar a evolução muito tardia desta população submetida a implante de stents farmacológicos no mundo real.
MÉTODOS: DESIRE é um registro prospectivo, não randomizado, de único centro incluindo todos os pacientes tratados com implante de SF no período de maio de 2002 até Agosto de 2011. Na presente análise, foram selecionados os pacientes com idade acima de 80 anos. O objetivo principal deste estudo é a taxa de eventos cardíacos maiores (ECAM = morte cardíaca, IAM não fatal e RVA) e trombose de stent. Os pacientes foram seguidos clinicamente com 1, 6 e 12 meses e então anualmente.
RESULTADOS: Um total de 372 pacientes > 80 anos foram incluídos no registro e tratados com 625 stents (1,68 SF/paciente). A média de idade desta população foi de 83,3 anos, sendo 57,26% do sexo feminino e 25,54% portadores de DM. A apresentação clínica inicial mais frequente foi angina instável. A presença de doença multiarterial ocorreu em 67,43% dos casos e o vaso mais frequentemente tratado foi a artéria descendente anterior (45,23%), sendo calcificação moderada/severa observada em 33,17% dos casos. O seguimento clinico foi obtido em 98,9% dos pacientes (média de 3,7 anos). Na fase hospitalar ocorreram 8,3% de ECAM e a grande maioria IAM peri procedimento 7,26%, com apenas 1,88% de óbitos. A mortalidade foi de 24,19%, sendo apenas 9,4% atribuído a causas cardíacas. Notavelmente, a incidência de RVA e trombose foi baixa (1,6% e 1,61%, respectivamente).
CONCLUSÃO: A despeito da elevada complexidade da população avaliada, a ICP com SF mostrou-se segura e efetiva no tratamento de octogenários, com baixas taxas de complicação e reestenose.




23 - COMPARAÇÃO ENTRE STENTS DE 1ª GERAÇÃO COM STENTS DE 2ª GERAÇÃO COM SEGUIMENTO DE 1 ANO. SUBA NALISE DO REGISTRO DISIRE

Bruno Palmieri Bernardi; Jose Ribamar Costa Junior; Adriana Moreira; Ricardo Alves da Costa; Galo Maldonado; Manuel Nicolas Cano; Jose Eduardo Moraes Rego Souza; Amanda Guerra de Moraes Rego Souza

Hospital do Coração, São Paulo, SP, Brasil.

FUNDAMENTOS: O surgimento dos stents farmacológicos (SF) apresentou grande impacto no tratamento percutâneo da doença arterial coronária. Visando melhorar seu perfil de segurança, novas gerações SF têm sido Incorporadas a pratica clínica. Na presente subánalise do registro DESIRE objetivamos comparar os resultados dos SF de 1ª geração (Cypher®) com os novos SF (Xience®, Resolute ®, Biomatrix®, Promus®).
MÉTODOS: DESIRE é um registro prospectivo, não randomizado, de um único centro incluído todos os pacientes tratados somente com implante de SF no período de maio de 2002 até Agosto de 2011. Para presente analise os pacientes incluídos no registro foram separados em dois grupos: G1 - pacientes tratados com SF de 1º geração no período de 01/01/2009 a 31/12/2010, e; G 2- pacientes tratados com SF de 2º geração no período de 01/05/2002 a 15/01/2011), e comparados quanto aos resultados do seguimento de até 1 ano. O objetivo primário deste estudo é comparar a ocorrência de eventos cardíacos maiores (ECAM) e necessidade de nova revascularização da lesão alvo.
RESULTADOS: Um total de 782 pacientes foram incluídos nesta análise (G2 = 270 pts). Pacientes G2 tinham maior diâmetro de referência do vaso tratado (3,03 mm vs. 2,62 mm, p = 0,001), porém mais indivíduos com disfunção ventricular grave (1,88% vs. 0,8%, p = 0,1). As demais características clínicas e angiográficas não diferiram de modo significativo. A taxa de ECAM foi equivalente (G1 = 11,91% vs. G2 = 13,7%, p = 0,7), com baixa ocorrência de revascularização da lesão-alvo (1,56% vs. 2,59% p = 0,3 respectivamente). Não se observou nenhum caso de trombose definitiva/provável no G2 (1 caso de possível), ao passo que no G1 ocorreram 4 casos (2 casos de definitiva).
CONCLUSÃO: No presente estudo a utilização dos SF de 2ª geração se mostrou tão efetiva quanto os SF de 1ª geração em pacientes complexos do mundo real. O seguimento mais tardio desta população definirá se haverá real ganho em segurança com estes novos SF.




24 - AVALIAÇÃO INICIAL EM HUMANOS DE UM NOVO STENT ELUIDOR DE SIROLIMUS COM POLÍMERO BIOABSORVÍVEL PARA TRATA MENTO DE LESÕES CORONARIANAS DE NOVO, ÚNICAS, NÃO COMPLEXAS

Ricardo A. Costa; Sameer Dani; Erlon Oliveira de Abreu Silva; Mirela Lima; Hasit Joshi; Jay Shah; Rashmit Pandya; Alexandre Antonio Cunha Abizaid

Cardiovascular Research Center, São Paulo, SP, Brasil e Lifecare Institute of Medical Sciences and Research Ahmeda, Índia.

OBJETIVOS: Apesar da efetividade dos stents farmacológicos (SF) de primeira geração na redução de hiperplasia neointimal (HNI), reestenose e necessidade de revascularização da lesão-alvo (RLA) comparados aos stents não-farmacolóficos, ainda persistem preocupações relacionadas a capacidade de entrega/posicionamento e desfechos de segurança. O dispositivo BioMime (Meril Life Sciences Pvt. Ltd., Gujarat, India) é um SF que incoprora um stent de plataforma ultra fina (espessura de haste 0,0026''), um polímero biodegradável e sirolimus. Reportamos a avaliação inicial em humanos deste novo SF no tratamento de lesões coronarianas.
MÉTODOS: O meriT-1 foi um estudo prospectivo, não-randomizado, de braço único e unicêntrico, e avaliou segurança, viabilidade e performance do SF BioMime no tratamento de lesões de novo, únicas, com estenose³ 50% e < 100% em coronárias nativas de 2,5-3,5 mm de diâmetro e extensão £ 19 mm. Exclui-se lesões de tronco de coronária esquerda, bifurcação, reestenose intra-stent, presença de trombo e oclusão total. Seguimento clínico realizado com 1, 8, 12 e 24 meses, e seguimento angiográfico aos 8 meses. O desfecho primário foi perda tardia luminal (PTL) intra-stent aos 8 meses.
RESULTADOS: Incluídos 30 pacientes. Média das idades de 49,9 anos, 30% diabéticos e 43% com IAM prévio. As medianas de extensão de lesão, diâmetro de referência e% de estenose foram 15,51 mm [12,74- 20,27], 2,94 mm [2,71- 3.33], e 80,5 [67-90,7], respectivamente. Implantados 30 stents (1 stent/lesão). Os sucessos angiográfico e do procedimento foram de 100%. No seguimento angiográfico de 8 meses, PTL intra-stent foi de 0,15 mm [0,09-0,33]. Não houve eventos cardíacos adversos maiores (ECAM) ou trombose de stent (TS) até 12 meses.
CONCLUSÃO: Nesta avaliação inicial em humanos, unicêntrica, o novo SF BioMime mostrou excelente performance em lesões coronarianas únicas com alto sucesso do procedimento e eficiência na inibição de HNI no seguimento angiográfico de 8 meses (87%), além da ausência de ECAM ou TS em 1 ano.




25 - EFFECTIVE NEOINTIMAL REDUCTION WITH TWO NOVEL DRUGELUTING STENTS COATED WITH BIODEGRADABLE POLYMERS – AN INTRAVASCULAR ULTRASOUND ANALYSIS FROM THE PAINT RANDOMIZED TRIAL

Cesar Rocha Medeiros; Bruno Moulin Machado; Jose Airton de Arruda; Marco Perin; Ludmilla Almeida da Rocha R. de Oliveira; Valter Correia de Lima; Antonio Augusto Guimaraes Lima; Paulo Ricardo Avancini Caramori; Mauricio Rezende Barbosa; Expedito E. Ribeiro da Silva; Pedro Alves Lemos Neto

Incor, HCFMUSP, São Paulo, SP, Brasil e Rede D'Or de Hospitais Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

BACKGROUND: Sirolimus and Paclitaxel are well known anti-restenosis agents; they have been tested in different stents with different platforms and polymers.
OBJECTIVES: We aim to compare the neointimal inhibition efficacy of two drug eluting stents with identical platforms and biodegradable polymers, but with different drugs (Sirolimus or Paclitaxel) against bare metal stents (BMS) by intravascular ultrasound (IVUS).
METHODS: From the 274 pts randomized in the PAINT trial, who had a stent implanted in a de novo lesion in a native vessel, a pre-defined subset of 110 patients underwent 9-month IVUS follow- up. Patients were randomly allocated at a 2:2:1 ratio for sirolimus-eluting stent (SES; n = 45), paclitaxel-eluting stent (PES; n = 45), or BMS (n = 20). All IVUS analyses were performed by a technician blinded to the study group.
RESULTS: There were no differences in the stent length or stent area among the three groups. Incomplete apposition was found in 2 pts (1 in the BMS and 1 in the SES group). The average neointimal hyperplasia (NIH) area was 0.8 ± 0.9 mm², 1.0 ± 1,2 mm², and 1.8 ± 1.3 mm², for the SES, PES, and BMS groups respectively (p = 0,004 for the overall comparison). Also, the NIH obstruction was 12.0 ± 11.9%, 12.9 ± 13.3%, and 24.9 ± 15.8% respectively (p = 0,002). There were no differences in the NIH parameters for the comparison of SES vs. PES. There were no differences in the analysis of the stent edge portions.
CONCLUSIONS: Both sirolimus- and paclitaxel-eluting stents coated with a novel biodegradable polymer carrier were effective in inhibiting neointimal hyperplasia, in comparison to bare stents. The efficacy of both formulations of drug-eluting stents, releasing either sirolimus or paclitaxel, did not appear to be different when compared in a head-to-head analysis by IVUS.




26 - IMPACTO DO NOVO STENT ELUIDOR DE SIROLIMUS BIOMIME EM PACIENTES COMPLEXOS DA PRÁTICA DIÁRIA – RESULTADOS PRELIMINARES DO ESTUDO MERIT-2

Erlon Oliveira de Abreu Silva; Ricardo A. Costa; Ashok Seth; Upendra Kaul; G. S. Wander; Rohit Manoj; Suhas Hardas; Suresh Vijan; Mirela Lima; Alexandre Antonio Cunha Abizaid

Cardiovascular Research Center, São Paulo, SP, Brasil e Fortis Escorts Heart Institute New Delhi, Índia.

OBJETIVOS: O dispositivo BioMime (Meril Life Sciences Pvt. Ltd., Gujarat, India) é um novo SF que Incorpora um stent de plataforma ultra fina (espessura de haste 0,0026''), um polímero biodegradável e sirolimus. Estudos iniciais demonstraram sua eficácia clinica e seguranca. Contudo, o impacto do SF BioMime em populações da prática clínica com lesões complexas ainda não está totalmente determinado.
MÉTODOS: O meriT-2 foi um estudo prospectivo, não-randomizado, multicêntrico, com pacientes minimamente selecionados, e avaliou segurança e performance do SF BioMime no tratamento de lesões complexas em pacientes da prática diária. Incluídas estenoses em coronárias nativas com diâmetro > 2,5 e <3,5 mm e extensão £ 37 mm, e oclusões totais crônicas. Excluídas lesões de tronco de coronária esquerda, enxertos de veia safena, em vigência de infarto agudo do miocárdio (IAM) e pacientes com fração de ejeção < 30%. Seguimentos clínico em 1, 8 e 12 meses, e angiográfico aos 8 meses. Desfechos primários foram eventos cardíacos adversos maiores (ECAM: morte, IAM e RLA) em 1 mês; e perda tardia luminal (PTL) intra-stent em 8 meses.
RESULTADOS: Incluídos 242 pacientes, com média de idade de 56,7 anos, 37% diabéticos, 32% com IAM prévio, maioria com lesões tipo B2/C, 40% com doença multiarterial e 52% em síndrome coronariana aguda. A mediana de extensão de lesão, diâmetro de referência e% de estenose foram 15,8 mm [13,47-21,42], 2,79 mm [2,42-2.99], e 89,8 [83,2-93,2], respectivamente. Implantados 363 stents. Não houve eventos cardíacos em 30 dias e PTL intra-stent em 8 meses (n = 132) foi de 0,15 mm [0,09-0,33]. A taxa cumulativa de ECAM em 12 meses foi 5,7% (0,5% morte cardíaca; 4,7% RLA). Houve 3 casos de TS (1 agudo, 1 sub-agudo e 1 tardio).
CONCLUSÃO: Nesta avaliação multicêntrica de pacientes complexos do "mundo real", o novo SF BioMime mostrou excelente performance de efetividade e segurança, com baixas taxas de ECAM em 1 mês e 1 ano, assim como baixos valores de PTL e ocorrência de TS.




27 - STENT CORONÁRIO RECOBERTO COM NANOPARTÍCULAS MAGNÉTICAS: AVALIAÇÃO EM ARTÉRIAS CORONÁRIAS SUÍNAS

Takimura; C K; Galon; M Z; Gutierrez; P S; Aiello; V D; Chaves; M; Ferreira; S K; Borges; T F C C; Neto; P A L

Incor, HCFMUSP, São Paulo, SP, Brasil e Scitech Produtos Médicos Goiânia, GO, Brasil.

INTRODUÇÂO: Nanopartículas magnéticas recobrindo um stent coronário pode resultar em eventual inibição da hiperplasia neointimal (HNI) ou pode ser um novo carreador de drogas antiproliferativas.
MÉTODOS: Em 4 porcos não-ateroscleróticos foram implantados em suas artérias coronárias 7 stents controle (Cronus® - Grupo I) e 9 stents recobertos com nanopartículas magnéticas (Grupo II). Após 28 dias foram realizados tomografia de coerência óptica (OCT) coronária com imagens analisadas a cada 1 mm e estudo histopatológico.
RESULTADOS: A OCT revelou área luminal (mm²) (média ± DP), área do stent (mm²), área de HNI (mm²) e HNI porcentual (%) de 5,77 ± 1,39; 8,35 ± 1,78; 2,57 ± 2,11; 28 ± 19 e 5,19 ± 1,20; 7,20 ± 1,22; 2,00 ± 1,20 e 27 ± 14 para o Grupo I e Grupo II, respectivamente (p = 0,01 área luminal e p = 0,0001 área do stent do Grupo I versus Grupo II). A histopatologia não evidenciou diferenças entre os grupos quanto às variáveis endotelização, inflamação, fibrina, escore de injúria de Schwartz e escore de injúria de Gunn.
CONCLUSÕES: O stent recoberto com nanopartículas magnéticas revelou-se seguro neste experimento com implante em artérias coronárias de porcos não-ateroscleróticos e semelhança em relação ao stent Cronus® quanto à proliferação neointimal e achados anatomopatológicos.






28 - EVOLUÇÃO CLÍNICA MUITO TARDIA (10 ANOS) DE PORTADORES DE INSUFICIÊNCIA RENAL APÓS IMPLANTE DE STENTS FARMACOLÓGICOS NO REGISTRO DESIRE

Adriana Moreira; Amanda G M R Souza; J Ribamar C Junior; Ricardo A Costa; Manuel N Cano; Galo Maldonado; Bruno P Bernardi; Abrao J C Junior; Enilton S T D Egito; Edson R Romano; Jose E M R Souza

Hospital do Coração, São Paulo, SP, Brasil.

INTRODUÇÂO: Diversos estudos randomizados demonstraram significativo benefício do uso dos stents farmacológicos (SF) em vários subgrupos clínicos e angiográficos. Entretanto, nos portadores de insuficiência renal (IRC) este fato não está demonstrado. O objetivo deste estudo foi avaliar os preditores de eventos após ICP com SF nesta população de alto risco.
MÉTODOS: Desde maio/2002, 4000 P consecutivos foram tratados apenas com SF e incluídos no Registro DESIRE (prospectivo, unicêntrico, não randomizado). Excluímos os P com IAM, lesões em enxertos e aqueles com < 6 meses de evolução. Os demais dividimos em 2 grupos de acordo com a função renal (Grupo I: Clearance Cr £ 60 e Grupo II: ClCr > 60). Protocolo anti-trombótico: clopidogrel (600 mg+75 mg/dia) e AAS (100 mg/dia) 1 ano.
RESULTADOS: Incluímos 1044 P no Grupo I e 2396 P no Grupo II. No grupo I, os P apresentavam idade mais elevada (73,8 vs. 60, 2 anos, p < 0,001) e mais mulheres (39,1% VS. 15,7%, p < 0,001). O acompanhamento clínico (mediana = 3,6 anos) foi obtido em 98%. Não houve diferença entre os grupos quando considerados os eventos cardíacos combinados (13% vs. 11,4%, p = 0,28) e o infarto do miocárdio (6,8% vs5,5%,p = 0,22). No grupo I, a revascularização da lesão-alvo foi menos frequente (2,5% vs. 4,8%, p = 0,01) entretanto, o óbito cardíaco foi mais elevado (4,2% vs. 1,7%,p < 0,001). A taxa de trombose protética foi semelhante entre os grupos (1,3 x 1,1% p = 0,75). A cirurgia de revascularização miocárdica prévia (OR = 2,05; IC 1,22 - 3,44, p = 0,007), o Diabetes mellitus (OR = 2,6; IC 1,18 – 5,72, p = 0,017) e angina instável (OR = 2,17; IC 1,16-4,07, p = 0,015) foram preditores de óbito cardíaco nesta população.
CONCLUSÕES: A mais elevada taxa de mortalidade nos portadores de IR pode ser justificada pela sua maior complexidade clínica. No presente estudo, os SF aboliram o efeito negativo da IR referente à necessidade de nova revascularização e trombose.




29 - SEGUIMENTO CLÍNICO MUITO TARDIO (10 ANOS) DE DIABÉTICOS SUBMETIDOS AO IMPLANTE DE STENTS FARMACOLÓGICOS NO REGISTRO DESIRE

Adriana Moreira; Amanda Guerra de Moraes Rego Souza; Jose Ribamar Costa Junior; Ricardo Alves da Costa; Manuel Nicolas Cano; Galo Maldonado; Bruno Palmieri Bernardi; Fausto Feres; Enilton Sergio Tabosa do Egito; Ieda Maria Liguori; Jose Eduardo Moraes Rego Souza

Hospital do Coração, São Paulo, SP, Brasil.

FUNDAMENTO: Os diabéticos constituem ainda um grande desafio às diferentes formas de tratamento da doença coronária. O objetivo deste estudo foi avaliar a eficácia dos stents farmacológicos (SF) neste subgrupo. &#8232;
MÉTODOS: O Registro DESIRE (Drug Eluting-Stents In the REal world) consiste em um estudo unicêntrico, não-randomizado, prospectivo, de 4000 pacientes submetidos consecutivamente ao implante de SF desde Maio/02. Excluímos os pacientes com IAM recente, lesões em enxertos e aqueles com < 6 meses de evolução Os demais foram divididos em 2 grupos: Grupo I: 1222 Diabéticos (18% dependentes de insulina) e grupo II:2778 Não diabéticos. O seguimento clínico realizado c/ 1, 6 e 12 meses e anualmente a partir de então. &#8232;
RESULTADOS: Os diabéticos apresentaram maior prevalência do sexo feminino (26,8% vs 21,2%, p < 0,001); média das idades mais elevada 65,4+10,1 vs. 63,6 + 11,7 anos, p < 0,001; maior comprometimento multiarterial (68,6 vs. 60,7%, p < 0,001). A relação stents implantados/pacientes foi 1,6 e 1,7, respectivamente. A mediana do tempo de seguimento foi 3,6 anos, c/ elevado seguimento (97%). Na tabela, encontram-se os resultados dos SF nessa população. &#8232;
CONCLUSÃO: O implante de SF, constituiu-se numa boa opção terapêutica para ambos os grupos. Apesar de não equalizados os resultados entre diabéticos e não diabéticos, as baixas taxas de eventos encontradas configuram baixo risco de eventos cardíacos maiores após o procedimento.






30 - CORRELAÇÃO ENTRE AS MODIFICAÇÕES NA COMPOSIÇÃO DO ATEROMA NAS BORDAS DE STENTS FARMACOLÓGICOS E NÃOFARMACOLÓGICOS E ALTERAÇÕES NA GEOMETRIA ARTERIAL: ANÁLISE RANDOMIZADA COM USIC E HISTOLOGIA VIRTUA

Jose Ribamar Costa Junior; Dimytri Alexandre de Alvim Siqueira; Alexandre Antonio Cunha Abizaid; Daniel Silva Chamie de Queiroz; Ricardo Alves da Costa; Rodolfo Staico; Renata Mirelli de Melo Viana; Luiz Fernando Leite Tanajura; Fausto Feres; Amanda Guerra de Moraes Rego Souza; Jose Eduardo Moraes Rego Souza

Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, São Paulo, SP, Brasil.

INTRODUÇÂO: Pouco se sabe sobre a influência da modificação na composição do ateroma nas bordas dos stents e a ocorrência de alterações na geometria vascular. Este estudo objetiva correlacionar, utilizando de maneira seriada o ultrassom monocromático (USIC) e a Histologia Virtual® (HV), as modificações na composição dos ateromas nas bordas proximais e distais de stents não-farmacológicos (SNF) e farmacológicos (SF) e as alterações ocorridas nas dimensões do vaso, luz e placa.
MÉTODOS: Estudo prospectivo, unicêntrico, que randomizou (1:1) pacientes com síndrome coronária aguda para receberem SNF (Driver®, n = 20 pacientes) ou SF (Cypher®, n = 20 pacientes). Após a realização do procedimento, todos os pacientes submeteram-se a avaliação com USIC e HV, que foi repetido ao final de 9 meses de seguimento. Objetivou-se avaliar as modificações na área do vaso, luz e placa ao USIC e na composição do ateroma pela HV no período entre o implante e o reestudo, buscando correlacionar as alterações no ateroma com as modificações na geometria vascular.
RESULTADOS: Observou-se na borda proximal de SF tendência a remodelamento arterial positivo ( = +0,6 mm², p = 0,06). Na borda distal, há menor crescimento da área da placa entre os pacientes tratados com SF, resultando em maior área da luz no reestudo de nove meses ( = +0.2 mm² vs. = +1.1 mm², p < 0.001). À HV, nos 2 grupos e em ambas as bordas houve redução do componente fibroso e núcleo necrótico com aumento no conteúdo fibrolipídico. Notou-se importante correlação entre a variação do componente fibrótico e o aumento na área da placa (r = 0.78, p = 0.01).
CONCLUSÕES: O uso de SF não se correlaciona com "efeito de borda", havendo menor crescimento da placa na borda distal destas endopróteses quando comparadas às sem fármaco. A modificação na composição do ateroma, com aumento do conteúdo fibro-lipídico pode explicar em parte estes achados.




31 - AVALIAÇÃO COMPARATIVA DA FUNÇÃO ENDOTELIAL 8 MESES APÓS O IMPLANTE DE STENTS REVESTIDOS COM HIDROXIAPATITA COM OU SEM ELUIÇÃO DE SIROLIMUS

Breno O Almeida; Alexandre A C Abizaid; Ricardo A Costa; J Ribamar C Junior; Andrea C L S Abizaid; Bruno L Janella; Juliana Polachini de Castro; Mirela Lima; Amanda G M R Souza; J E M R Souza

Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, São Paulo, SP, Brasil e Hospital Santa Marcelina, São Paulo, SP, Brasil.

INTRODUÇÂO: A disfunção endotelial sistêmica é preditora de eventos cardiovasculares. O implante de stents farmacológicos (SF) de 1a geração induz maior disfunção endotelial que os convencionais, que pode estar relacionada a trombose tardia.
OBJETIVO: Comparar uma nova plataforma metálica sem polímero e com revestimento cerâmico de hidroxiapatita, em suas versões com (VestaSync) ou sem droga (VestaCor), utilizando a função endotelial (FE) como desfecho substituto de segurança.
MÉTODOS: 20 pacientes foram randomizados para implante de um dos stents e, aos 8 meses, submetidos à análise da FE após estímulo de marcapasso atrial. A cada 2 minutos havia incremento da frequência cardíaca, 20 batimentos por fase até máx de 150, com resposta esperada de vasodilatação coronária se função endotelial normal ou vasoconstricção se disfunção.
RESULTADOS: No gráfico a variação (angiografia quantitativa) dos diâmetros médios das bordas (5 mm) de acordo com a fase do teste dos grupos.
CONCLUSÕES: A resposta vasomotora de artérias coronárias não foi influenciada pela eluição de droga a partir de stents metálicos revestidos com hidroxiapatita. Pacientes de ambos os grupos apresentaram FE semelhantes.






32 - STENT RECOBERTO COM POLÍMERO BIODEGRADÁVEL E LIBERAÇÃO DE SIROLIMUS EM SUA FACE ABLUMINAL EXCLUSIVAMENTE: ESTUDO EXPERIMENTAL COM AVALIAÇÃO ANGIOGRÁFICA, ULTRASSONOGRÁFICA E HISTOPATOLÓGICA

Takimura; C K; Galon; M Z; Chaves; M; Ferreira; S K; Gutierrez; P S; Aiello; V D; Borges; T F C C; Neto; P A L

Incor, HCFMUSP, São Paulo, SP, Brasil e Scitech Produtos Médicos Goiânia GO, Brasil.

FUNDAMENTOS: O recobrimento de stents (ST) com polímero (POL) biodegradável e liberação de sirolimus apenas de sua face abluminal potencialmente propicia uma mais rápida reendotelização pós-implante. Neste estudo experimental avaliamos ST recobertos c/ POL biodegradável e liberação de sirolimus em sua face abluminal por meio de angiografia coronária quantitativa (QCA), ultrassom intracoronário (IVUS) e histopatologia.
MÉTODOS: Nas artérias coronárias de 15 porcos juvenis não-ateroscleróticos foram implantados 45 ST de cromo-cobalto sendo 9 ST s/ recobrimento (Grupo I), 9 ST c/ POL nas faces luminal e abluminal (Grupo II), 8 ST c/ POL abluminal (Grupo III), 9 ST c/ POL e sirolimus nas faces luminal e abluminal (Grupo IV), 10 ST c/ POL e sirolimus na face abluminal exclusivamente(Grupo V). Após 28 dias foram realizadas QCA, IVUS e histopatologia.
RESULTADOS: Para os Grupos I, II, III, IV e V encontramos respectivamente: estenose porcentual (%) de 29 ± 20; 36 ± 14; 33 ± 19; 22 ± 13; 26 ± 15 (p = 0,443); perda luminal tardia (mm) de 1,02 ± 0,60; 1,24 ± 0,48; 1,11 ± 0,54; 0,72 ± 0,44; 0,78 ± 0,39 (p = 0,253); área neointimal (mm²) de 2,84 ± 2,22; 3,26 ± 2,17; 2,69 ± 1,43; 1,39 ± 1,42; 1,30 ± 1,17 (p = 0,078); área neointimal porcentual (%) de 39 ± 29; 45 ± 25; 38 ± 21; 21 ± 23; 20 ± 16 (p = 0,109); grau de inflamação (mediana) (mínimo-máximo) de 1 (0-2); 1 (0-2); 1 (0-3); 1 (0-1); 1 (0-1); escore de injúria Schwartz (mediana) (mínimo-máximo) de 1 (0-3); 1 (0-2); 1 (1-3); 1 (0-2) e 1 (0-2).
CONCLUSÕES: Os ST c/ POL biodegradável e liberação de sirolimus apenas de sua face abluminal (Grupo V) foram equivalentes aos ST c/POL e sirolimus nas faces luminal e abluminal e estes tenderam a apresentar menor hiperplasia neointimal em relação aos ST s/ liberação de sirolimus.




33 - EVOLUÇÃO TEMPORAL DA PROLIFERAÇÃO NEOINTIMAL APÓS O IMPLANTE DE DOIS TIPOS DE STENTS FARMACOLÓGICOS COM POLÍMERO BIODEGRADÁVEL EM MODELO PORCINO: ESTUDO DE TOMOGRAFIA DE COERÊNCIA ÓPTICA SEQUENCIAL

Galon; M Z; Takimura; C K; Chaves; M; Laurindo; F R M; Neto; Pedro A L

Incor, HCFMUSP, São Paulo, SP, Brasil.

INTRODUÇÃO: Baseados na hipótese de que a neointima derivada dos stents farmacológicos (SF) com polímeros biodegradáveis (PB) aos 28 dias não é a neointima definitiva e que a tomografia de coerência óptica (TCO) é um método eficaz para a avaliação sequencial da neointima, comparamos os achados da TCO em dois tipos de SFs com PB e liberadores de sirolimus ou biolimus A9 aos 28 e 90 dias.
MÉTODOS: Sete porcos foram submetidos a implante de 7 stents Inspiron® e 7 BioMatrix®. Cada porco recebeu os dois tipos de stent e após 28 e 90 dias realizada TCO e análise quantitativa e qualitativa intra-stent a cada milímetro.
RESULTADOS: Análises quantitativas aos 28 dias não apresentaram diferenças aos 90 dias (p > 0,05). Avaliação qualitativa, feita por pareamento evidenciou neointima heterogênea em 21,94% aos 28 dias e 0% aos 90 dias, presença de tecido intra-luminal em 8,26% aos 28 dias e 1,71% aos 90 dias, lúmen irregular em 31,05% aos 28 dias e 1,99% aos 90 dias (Figura 1).
CONCLUSÃO: Os achados à TCO corroboram com a hipótese de que a neointima derivada dos SFs com PB aos 28 dias não é a neointima definitiva. A evidência experimental mais significativa é a mudança nas características da neointima observada à TCO sequencial. Figura 1: Imagens pareadas deTCO em corte transversal do stent Biomatrix® aos 28 (A) e aos 90 dias (B).






34 - AVALIAÇÃO POR TOMOGRAFIA DE COERÊNCIA ÓPTICA DE STENT NACIONAL COM POLÍMERO BIODEGRADÁVEL ELUIDOR DE SIROLIMUS VERSUS STENT ELUIDOR DE BIOLIMUS A9 EM ARTÉRIAS CORONÁRIAS PORCINAS AOS 28 E 90 DIAS

Galon; M Z; Takimura; C K; Chaves; M; Aiello; V; Gutierrez; P S; Laurindo; F R M; Neto; P A L

Incor, HCFMUSP, São Paulo, SP, Brasil.

INTRODUÇÃO: Dois tipos de stents com polímero biodegradável foram comparados após implante em artérias coronárias porcinas:o stent eluidor de sirolimus Inspiron® e o stent BioMatrix® eluidor de biolimusA9. Tomografia de coerência óptica (TCO) foi utilizada para avaliação da hiperplasia neointimal intrastent após 28 e 90 dias.
MÉTODOS: Sete porcos foram submetidos a implante de 7stents Inspiron® e 7 BioMatrix® e após 28 e 90 dias foi realizada a TCO.
RESULTADOS: A área neointimal intrastent no stent Inspiron® foi de 1,89 ± 0,24 mm² e do stent Biomatrix® 1,66 ± 0,92 mm² (p > 0,05) aos 28 dias e de 2,38 ± 0,79 mm² no stent Inspiron® e 2,06 ± 1,06 mm² no stent Biomatrix® (p > 0,05) aos 90 dias. A área neointimal porcentual foi de 37% no stent Inspiron® versus 28% no stent Biomatrix® (p > 0,05) aos 28 dias e 39% no stent Inspiron® versus 34% no stent Biomatrix® (p > 0,05) aos 90 dias (Figura 1).
CONCLUSÃO: Após 28 dias de implante em artérias coronárias porcinas o Inspiron® apresentou grau de hiperplasia neointimal intrastent semelhante ao stent BioMatrix®, com resultado mantido aos 90 dias. Figura 1: Imagens representativas de TCO do stent Inspiron® com quantificação de área do lúmen, área do stent e área porcentual de neoíntima aos 28 (esquerda) e aos 90 dias (direita).






35 - EVOLUÇÃO CLINICA EM PACIENTES COM LESÕES DE TRONCO DE CORON ARIA ESQUERD A TRATADOS COM CRM VERSUS ICP COM STENTS FARMACOLOGICOS. EXPERIENCIA DE UM ÚNICO CENTRO

Costantino Roberto Frack Costantini; Daniel Anibal Zanuttini; Sergio Gustavo Tarbine; Marcos A Denk; Marcelo de Freitas Santos; Costantino Ortiz Costantini

Hospital Cardiológico Costantini, Curitiba, PR, Brasil.

INTRODUÇÃO: A revascularização cirúrgica (CRM) é a primeira opção terapêutica para pacientes (pts) com lesões de tronco de coronária esquerda não protegido (TCE-NP) quando comparado ao tratamento clinico. A Intervenções Coronárias Percutânea (ICP) com implante de stents farmacológicos (SF) de forma eletiva é uma alternativa viável e segura.
OBJETIVO: Comparar os eventos cardíacos adversos maiores (ECAM): mortalidade, AVC, IAM, revascularização vaso alvo (RVA) hospitalar e no seguimento clínico, em pts com lesões TCE-NP, com CRM ou ICP com SF.
MÉTODO: Estudo retrospectivo, observacional, unicêntrico, de Novembro de 2003 a Dezembro de 2010, avaliando pts consecutivos com lesão de TCE-NP sendo 127 pts submetidos a ICP com SF e 114 pts a CRM.
RESULTADOS: Caracteristicas clinicas: EuroScore 6 em 32% no grupo CRM e 49,5% no grupo ICP (p = 0,005). Grupo ICP, utilizados 2,6 SF/pt, guiados por ultrassom intracoronario em 92%. Grupo CRM, anastomosada a artéria maMaria esquerda para DA em 80,7%, usadas 2 maMarias em 26,3%. Pontes/pt 2,84. Evolução clinica intra hospitalar do grupo CRM vs ICP: Morte (4,38% vs 1,57%, p = 0,19), IAM (0,87% vs 0,78%, p = 0,93), RVA (0,87% vs 0,78%, p = 0,93), AVC (2,6% vs 0%, p = 0,06), ECAM (6,1% vs 1,57%, p = 0,06). Trombose no grupo ICP 1,57%. Mediastinite no grupo CRM 5,2% e reoperação 7,8%. Seguimento médio, 940 dias: Morte (12,8% vs 8%, p = 0,22), RVA (10.1% vs 9,6%, p = 0,89), ECAM (19,2% vs 15,2%, p = 0,41). Trombose em ICP 0,8%.
CONCLUSÃO: Em pts com lesões de TCE-NP a ICP com SF, mostrou uma tendência a menor incidência de AVC e ECAM na fase hospitalar, comparada a CRM, assim como equivalência dos eventos descritos no seguimento tardio.




36 - EVOLUÇÃO CLINICA DE PA CIENTES COM LESÕES DE TRONCO DE CORONÁRIA ESQUERDA NÃO-PROTEGIDO SUBMETIDOS A ANGIOPLASTIA CORONÁRIA COM IMPLANTE DE STENTS FARMACOLÓGICOS

Daniel Anibal Zanuttini; Costantino Ortiz Costantini; Sergio Gustavo Tarbine; Marcelo de Freitas Santos; Marcos A Denk; Marcos Henrique Bubna; Costantino Roberto Frack Costantini

Hospital Cardiológico Costantini, Curitiba, PR, Brasil.

INTRODUÇÃO: Recentemente a intervenção coronária percutânea (ICP) com stents farmacológicos (SFs) tem se mostrado uma opção viável em pacientes selecionados com lesão de tronco de coronária esquerda não-protegido (TCE-NP). Este estudo teve como objetivo avaliar a efetividade e a segurança da ICP com SFs em lesões de TCE-NP da prática diária, analisando a ocorrência combinada de eventos cardíacos adversos maiores (ECAM) a longo prazo.
MÉTODOS: Entre Março 2002 e Fevereiro 2012 foram tratados 183 pacientes consecutivos, com média de seguimento clínico de 951 ± 748 dias. A decisão de utilizar um ou dois stents e inibidor da glicoproteína IIb/IIIa ficou a critério do operador. A angiografia ou tomografia multicorte coronária no seguimento foi realizada em 48% dos pacientes. Os outros pacientes foram avaliados clinicamente ou por contato telefónico.
RESULTADOS: A média de idade foi de 66,1 ± 15 anos, masculino em 75%, diabetes em 29%, angina instável em 39% e Euroscore 6 em 51%. Multiarterias em 81%, com Syntax score 33 em 47%. Foram utilizados 2,61 SF/paciente. Lesões com comprometimento da bifurcação foram identificadas em 91,2% e as técnicas mais frequentemente utilizadas foram o provisional stent em 38% e o small crush em 28% dos pacientes. Ultrassom intracoronário foi realizado em 93,2% dos pacientes, e reintervenção ocorreu em 21,8% dos stents, por apresentarem aposição incompleta de suas hastes após o implante. Evolução intra hospitalar: ECAM ocorreram em 1,6%, óbito 1,1%, IAM 1,6%, e trombose definitiva/ provável do stent em 1,6%. Evolução no seguimento tardio: ECAM em 16,9%, óbito em 6% e óbito cardíaco em 3,8%, revascularização do vaso-alvo em 9,2% e trombose tardia do stent em 0,6%.
CONCLUSÕES: A ICP com SFs em lesões de TCE-NP neste estudo mostrou ser segura e eficaz na evolução tardia, com baixas taxas de óbito cardíaco e de trombose do stent.




37 - O USO DO ESCORE DE PROPENSÃO NA ANÁLISE DO CUSTOEFETIVIDADE COM USO SELETIVO DE STENTS FARMACOLÓGICOS E NÃO FARMACOLÓGICOS

Esmeralci Ferreira; Bernardo Amorim; Denizar Vianna Araujo; Vitor Manuel Pereira Azevedo; Camillo de Lellis Carneiro Junqueira; Cyro Vargues Rodrigues; Alcides Ferreira Junior; Antonio Farias Neto; Edgard Freitas Quintella; Valter Gabriel Maluly; Denilson Campos de Albuquerque

Hospital Universitário Pedro Ernesto, Rio de Janeiro, RJ, Brasil e Hospital de Clínicas Mario Lioni, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

Os estudos sobre custo-efetividade comparando stents farmacológicos (SF) e não farmacológicos (SNF), são escassos.
OBJETIVOS: Avaliar resultados e comparar os custos (razão do custo-efetividade incremental - RCEI) por reestenose evitada entre SF e SNF utilizando o escore de propensão.
MÉTODOS: 220 pacientes prospectivos durante dois anos (média = 17 meses): 111 SF e 109 SNF. O escore de propensão foi usado para ajustar o efeito da intervenção através de pareamento, estratificação e ponderação.
RESULTADOS: Maior predomínio do sexo masculino (n = 174 - 66,8%) e média da idade de 65,9 anos (42 a 91 anos). No SF foi maior a incidência de: diabetes (50,4% versus 17,4% - p = 0,0001), DAC (38,7% versus 22,1% - p = 0,007), infarto prévio (48,6% versus 28,4% - p = 0,002), triarteriais (18,9% versus 10,1% - p = 0,029) e cirurgia prévia (21,7% versus 5,5% - p = 0,0005). Não houve diferença para angioplastia prévia (25,2% versus 15,5% - p = 0,077), reestenoses (6,3% versus 12,8% - p = 0,099) e SCA (43,3% versus 32,0% - p = 0,088). A sobrevida foi semelhante. Houve incremento de custo R$ 9.590,00 a RCEI foi R$ 147.538,00 por reestenose evitada (acima do limiar da OMS). Entretanto, utilizando o escore de propensão as variáveis que melhor classificaram os pacientes para SF e apresentam uma RCEI máxima de R$ 4.774,96 foram idade >72 anos, diabéticos, lesões com diâmetro < 3,2 mm e comprimento >18 mm.
CONCLUSÕES: O SF atendeu uma população mais grave e apresentou resultado semelhante. Os SF não foram custo-efetivo na população em geral. Entretanto o escore de propensão demonstrou que nos diabéticos, idosos, com calibre e diâmetro específicos dos vasos, o uso dos SF foi custo-efetivo.




38 - INCIDÊNCIA, FATORES PREDITORES E EVOLUÇÃO DOS PACIENTES COM TROMBOSE AG UDA/SUBAG UDA DE STENTS: ANÁLISE DE 5000 ANGIOPLASTIAS CORONÁRIAS COM IMPLANTE DE STENT

José A Boechat; Julio C M Andrea; Leandro A Côrtes; Helio R Figueira

Hospital TotalCor - RJ, Rio de Janeiro, RJ, Brasil e Clínica São Vicente Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

FUNDAMENTO: A trombose de stent (TS) nos primeiros 30 dias após o procedimento (trombose aguda e subaguda) é um evento infrequente, porém associado a elevada morbidade e mortalidade.
OBJETIVO: Avaliar a incidência, fatores preditores e evolução dos pacientes com TS aguda/subaguda numa grande coorte de mais de 5000 angioplastias com implante de stent.
MÉTODOS: Análise retrospectiva de banco de dados, identificando casos de trombose definida de stent (TS) nos pacientes submetidos a implante de stent nos primeiros 30 dias após o procedimento índice.
RESULTADOS: De Novembro/1998 a Janeiro/2012, foram realizadas 5040 angioplastias com implante de stents, com ocorrencia de TS nos primeiros 30 dias em 42 pts (0,8%). Idade média de 59,9 ± 11,9 anos, com predomínio do sexo masculino 76,2%. Quadro clínico: maioria com síndrome coronariana aguda (infarto com supra 38,1% e resgate 9,5%), sendo apenas 1 caso com angina estável (2,4%). Fatores de risco: dislipidemia 38,1%, hipertensão 69%, diabetes 11,9%, tabagismo 21,4% e infarto prévio em 26,2%. Extensão da doença: multiarterial 73,8%, disfuncao VE 42,9%, Vaso abordado: ACD 42,9%, tronco coronaria esquerda 2,4%, ACDA 40,5%, ACX 19% e ponte de safena 2,4%. Características das lesões: trombo angiográfico 64,3%, bifurcação 14,3%, calcificadas 4,8%, stents < 2,75 mm 40,5%. Sucesso angiográfico foi obtido em 97,6% dos casos, e 14,3% apresentaram no reflow durante procedimento índice. Tempo médio de internação XX dias. Análise multivariada demonstrou que as variaveis independentes relacionadas a TS foram no reflow (OR 8,0; IC 95% 3,3-19,6; p < 0,001), stents < 2,75 mm (OR 2,2; IC 95% 1,0-4,8; p = 0,03) e pacientes com infarto prévio (OR 2,6; IC 95% 1,0-6,7; p = 0,03). A frequencia de óbito e infarto nos primeiros 30 dias foi de 11,9% e 28,6% respectivamente.
CONCLUSÃO: Na análise de mais de 5000 angioplastias a TS foi uma complicação incomum (0,8%), porém associada a elevada morbi-mortalidade. A ocorrência de no reflow, o tratamento de vasos de fino calibre e pacientes com infarto prévio foram variáveis preditoras de TS.




39 - INFLUÊNCIA DO ESCORE DE CÁLCIO NA SEVERIDADE DAS LESÕES CORONARIANAS MODERADAS: UMA ANÁLISE COM ULTRASSOM INTRACORONARIANO

Yared; Felipe S; Missel; Eduardo; Yared; Gilson A; Yared; Adroaldo; Rocha; Fábio B; Yared; Guilherme S; Seleme; Vinícius B; Costa; Francisco D A

Instituto de Cardiologia Ecoville, Curitiba, PR, Brasil e Fsicor, Curitiba, PR, Brasil.

INTRODUÇÃO: A área luminal mínima (ALM) medida ao ultrassom intracoronariano (USIC) é um preditor de eventos em pcts portadores de lesões angiograficamente moderadas. O cálcio, por sua vez é um preditor de estabilidade na análise qualitativa dessas lesões post mortem. O objetivo desse estudo é observar qual a influência da quantidade total de cálcio nas coronárias na severidade de lesões moderadas avaliadas no USIC.
MÉTODO: Analisamos com USIC 27 lesões moderadas em uma série consecutiva de 22 pcts com indicação. Realizado as medidas da ALM, carga de placa (CP) e percentual de área de estenose (PAE), estes com angiotomografia coronariana pré procedimento.
RESULTADOS: Os pcts com dade 60 ± 9 anos, sendo 85% homens e 41% diabéticos. Observamos relação significativa entre a ALM e escore de cálcio total (ECT) (P = 0,002) e escore de cálcio alvo (P = 0,003), mas não houve entre ECT e CP (P = 0,93) e PAE (P = 0,32). Os preditores da ALM na análise multivariada foram diabetes (P = 0,01), FE < 50% (P = 0,02), PCR (P = 0,02) e HDL (P = 0,02).
CONCLUSÃO: O ECT apresenta correlação positiva com a ALM em artérias coronárias, sugerindo de maneira indireta que lesões ateroscleróticas moderadas com maior carga de cálcio apresentam melhor prognóstico clínico.






40 - USO DE PROTAMINA PARA RETIRADA PRECOCE DOS INTRODUTORES FEMORAIS APÓS ANGIOPLASTIA CORONÁRIA COM IMPLANTE DE STENT

Bernardo Kremer Diniz GonçAlves; Angelo Leone Tedeschi; Marcello Augustus de Sena; Rodrigo Trajano Sandoval Peixoto; Edison Carvalho Sandoval Peixoto

Procordis, Niteroi, RJ, Brasil e Universidade Federal Fluminense, Niteroi, RJ, Brasil.

FUNDAMENTO: A angioplastia coronária é executada através de introdutor hemostático na artéria femoral. Esses introdutores são retirados após o procedimento tão logo haja normalização da crase sanguínea, o que pode levar várias horas. Este tempo pode ser abreviado com o uso de protamina, porém o seu uso não é difundido devido ao possível maior risco de trombose de stent.
OBJETIVO: Demonstrar a segurança do uso da Protamina, após a angioplastia coronária com stent, através da ausência de correlação do uso da droga com a ocorrência de trombose.
MÉTODOS: Avaliados 6318 pacientes submetidos a angioplastia coronária. Divididos em dois grupos: os que receberam protamina após a intervenção (G1) não receberam (G2). Feita a análise univariável para diversos parâmetros. O G2 apresentou um percentual maior de pacientes diabéticos (38,1% versus 27,4% p < 0,0001), choque (7,17% versus 1,11% p < 0,0001), infarto agudo do miocárdio (22,5% versus 10,8% p < 0,0001). O G1 apresentava maior ocorrência de lesões excêntricas (98,1% versus 94,1% p < 0,0001), do tipo C (53,2% versus 40,5% p < 0,0001), vasos menores que 2,5 mm (23,2% versus 15,6% p < 0,0001) e menos lesões com trombos (13,6% versus 25,3% p < 0,0001) Depois, realizou-se uma segunda divisão: os que apresentaram trombose de stent e os que não apresentaram esta complicação. Feito análise univariável para parâmetros clínicos e angiográficos e multivariável para identificar preditores independentes de trombose de stent. A protamina não foi identificada como preditor independente de trombose de stent.
CONCLUSÃO: O uso da Protamina é segura, após a angioplastia coronária, por não estar associado a maior ocorrência de trombose aguda e subaguda de stent.




41 - USO DE PROTAMINA PARA RETIRADA DE INTRODUTORES FEMORAIS APÓS IMPLANTE DE STENTS FARMACOLÓGICOS: "É UMA ESTRATÉGIA SEGURA?"

Bernardo Kremer Diniz GonçAlves; Angelo Leone Tedeschi; Marcello Augustus de Sena; Rodrigo Trajano Sandoval Peixoto

Procordis, Niteroi, RJ, Brasil e Universidade Federal Fluminense, Niteroi, RJ Brasil.

FUNDAMENTO: A reversão da anticoagulação pela protamina após o implante de stent pode ser uma opção terapêutica. Pois poderia auxiliar no tratamento de complicações da angioplastia, como a ruptura ou perfuração coronária e permitir a retirada precoce dos introdutores, evitando complicações de punção e reduzindo o desconforto dos pacientes. Esta abordagem raramente é usada após o implante de stent farmacológico (DES) devido ao possível aumento do risco de trombose de stent.
MÉTODOS: Foram analisados retrospectivamente a incidência de trombose aguda ou subaguda em 6023 pacientes submetidos a angioplastia coronária com implante de stent sendo divididos em dois grupos: o GI com 2509 DES implantados que receberam protamina após o procedimento e o GII com 436 DES implantados porém não receberam protamina após a intervenção para a retirada precoce dos introdutores femorais.
RESULTADOS: Seis pacientes (0,24%) apresentaram trombose de stent no GI (2509DES) e apenas um paciente apresentou trombose no GII (436 DES) (p = 0,96, odds ratio: 0,96; 95% intervalo de confiança).
CONCLUSÃO: A reversão do efeito anticoagulante da heparina pela protamina após angioplastia coronária com implante de stent farmacológico, em nosso estudo, foi segura por não predispor a maior incidência de trombose de stent. Estes achados podem ter importantes consequências na prática da cardiologia intervencionista.




42 - IMPORTÂNCIA DO SYNTAX SCORE NA AVALIAÇÃO DOS PACIENTES SUBMETIDOS À INTERVENÇÃO CORONÁRIA PERCUTÂNEA NO MUNDO REAL

Bruno Stefani Lelis silva; Ghandour; M S; Bezerra; B V; Barbosa; D O N; Carnieto; N M; Erudilho; E; Cristovao; S A B; Mauro; M F Z; Mangione; J A

Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, São Paulo, SP , Brasil.

INTRODUÇÃO: O Syntax Score foi idealizado para avaliar a complexidade angiográfica dos pacientes (p) portadores de doença arterial coronária (DAC). Seu uso mostrou-se importante no estudo Syntax que comparou a intervenção percutânea (ICP) com stents farmacológicos (SF) com a cirurgia de revascularização do miocárdio em p triarteriais ou com lesão do tronco da coronária esquerda. Entretanto, sua utilidade no chamado "mundo real" não está completamente esclarecida.
OBJETIVOS: Avaliar os resultados da ICP em p com diferentes graus de complexidade angiográfica, tratados em um único centro, avaliados através do Syntax Score.
MÉTODOS: De julho/2009 a dezembro/2011 foram analisados os casos de ICP eletiva com SF em p multiarteriais e divididos em Grupo A (GA) Syntax Score 16 pontos e Grupo B (GB) > 16. O desfecho primário foi a taxa de eventos cardíacos adversos maiores: óbito cardíaco, infarto agudo do miocárdio (IAM) não fatal e revascularização do vaso alvo guiada por isquemia. Dentre os desfechos secundários analisou-se a taxa de sucesso clínico e de trombose.
RESULTADOS: Foram incluídos 321 p com idade média de 65 ± 10,5 anos. O GA foi composto por 242 p (75%) e o GB por 79p (25%). Os grupos eram homogêneos, exceto para história de IAM prévio GA 33,1% vs GB 20,3% (p = 0,04). Com relação à extensão da DAC no GA predominaram biarteriais 70,7% e no GB triarteriais 63,3 (p = 0,03). A taxa de sucesso clínico foi de 99,6% no GA vs 93,7% no GB (p = 0,02). O follow-up médio de 195 ± 163 dias foi realizado em 97,2% dos p. O desfecho primário ocorreu em 7p (2,9%) no GA e 2p (2,5%) no GB (p = ns). Houve um caso de trombose definitiva subaguda no GB (1,4%). Não houve diferença neste período no grau de angina entre os 2 grupos.
CONCLUSÃO: Os p de maior complexidade angiográfica (Syntax Score > 16) apresentam menor taxa de sucesso do procedimento, no entanto, evolução clínica semelhante comparado aos de menor complexidade (Syntax Score 16).




43 - COMPARAÇÃO ENTRE AVALIAÇÃO ANGIOGRÁFICA E ULTRASSONOGRÁFICA DE VOLUME DE PLACA ATEROSCLERÓTICA EM ARTÉRIAS CORONÁRIAS

Erlon Oliveira de Abreu Silva; João Miguel Malta Dantas; Pedro Alves Lemos Neto; Claudia Maria Rodrigues Alves; Valter Correia de Lima

Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil.

INTRODUÇÃO: Volume de placa aterosclerótica coronariana tem valor prognóstico na evolução da doença e em desfechos clínicos pós-intervenção. Sendo priMariamente um conceito tridimensional, a quantificação angiográfica do volume de placa usa modelos matemáticos concebidos para análise de enxertos de safena ou artérias nativas.
OBJETIVOS: Comparar medidas de volume de placa aterosclerótica coronariana na angiografia, utilizando dois diferentes modelos matemáticos, com aquela obtida através do ultrassom intra-coronário (USIC), utilizada como referência.
MÉTODO: Estudo transversal com 28 adultos submetidos à angiografia coronariana e USIC simultaneamente. A lesão alvo analisada foi definida pela angiografia. Foram utilizados os seguintes modelos matemáticos: Angio1) x (EL)x[(DRV/2)2 – (DLM/2)2], onde = 3,14; EL=extensão de lesão; DRV=diâmetro de referência do vaso; DLM=diâmetro luminal mínimo; e Angio2) Volume da Lesão=V – 2 * {(/3)*(EL/2)*[(D/2)2 + (D*(1-S/2)* D/2) + (D*(1-S)/2)2 ]}, onde D=diâmetro da lesão e S=% máximo de estenose. Calculados os coeficientes de correlação de Pearson, de correlação de concordância (C.C. concordância) e realizada análise de Bland-Altman.
RESULTADOS: A tabela abaixo exibe a comparação entre os diferentes métodos. A análise de Bland-Altman indica uma diferença sistemática significativa (Angio1xUSIC= -52,4; Angio2xUSIC= -89,6).
CONCLUSÃO: Apesar da boa correlação entre as medidas volumétricas anfiográficas e de USIC, sua concordância é baixa e a angiografia subestima o volume de placa aterosclerótica coronariana, independentemente do modelo matemático utilizado.






44 - PREDITORES DE CARDIOPATIA ISQUÊMICA UTILIZANDO A ANGIOGRAFIA CORONÁRIA NA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA COM FRAÇÃO DE EJEÇÃO REDUZIDA

Eduardo França Pessoa de Melo; Rodrigo Morel Vieira de Melo; Bruno Biseli; Joao Paulo Gurgel de Medeiros; Henrique Barbosa Ribeiro; Germano Emilio Conceição Souza; Edimar Alcides Bocchi; Expedito E. Ribeiro da Silva

Instituto do Coração, HCFMUSP, São Paulo, SP, Brasil.

FUNDAMENTO: A angiografia coronária (AC) na insuficiência cardíaca (IC) sistólica sem etiologia definida pode ser justificada para avaliação diagnóstica de cardiopatia isquêmica (CI). Porém os pacientes que se beneficiam desta estratégia não são bem definidos.
OBJETIVO: Avaliar prevalência e preditores de CI através de critérios angiográficos, em pacientes com IC e fração de ejeção (FEVE) reduzida sem etiologia definida.
MÉTODOS: Pacientes ambulatoriais consecutivos com IC e disfunção sistólica (FEVE < 45%), sem etiologia definida após avaliação não invasiva inicial, que tiveram a AC indicada para esclarecimento etiológico da cardiopatia. Os critérios angiográficos utilizados basearam-se nas definições publicadas previamente. Os pacientes com diagnóstico de DAC, sorologia positiva para Chagas, cardiopatia congênita, valvopatia grave ou submetidos a transplante cardíaco foram excluídos. Foram coletados dados demográficos e clínicos.
RESULTADOS: 152 pacientes foram incluídos sendo 105 (69%) do sexo masculino com idade de 53 (+-10,3) anos e FEVE: 27,7% (+-7,7). A prevalência de CI foi de 14 (9,2%) pacientes. Os preditores para CI estão na tabela 1. Na análise univariada apenas a presença de angina foi preditora de CI (p = 0,006).
CONCLUSÃO: A realização da AC em pacientes com IC e disfunção sistólica sem etiologia definida apresentou baixo rendimento diagnóstico para CI. Apenas história de angina foi preditor de alterações angiográficas compatíveis com CI.






45 - UTILIZAÇÃO DA HISTOLOGIA VIRTUAL® NA IDENTIFICAÇÃO DE LESÕES PROPENSAS À REESTENOSE

Dimytri A A Siqueira; Amanda G M R Sousa; J Ribamar Costa Junior; Luiz F L Tanajura; Ricardo A Costa; Rodolfo Staico; Galo Maldonado; Fausto Feres; Alexandre A C Abizaid; J Eduardo Moraes Rego Sousa

Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, São Paulo, SP, Brasil.

FUNDAMENTOS: Diversos fatores clínicos, anatômicos e técnicos associam-se à ocorrência de reestenose intra-stent. A hipótese de que o tipo ou a composição da lesão aterosclerótica tratada possa correlacionar-se com a reestenose ainda não foi esclarecida.
OBJETIVO: Determinar a relação entre a composição da placa aterosclerótica - conforme análise pela Histologia Virtual® – e a magnitude da HNI após stents farmacológicos (SF) e não-farmacológicos (SNF).
MÉTODOS: De 09/2008 a 11/2009, 52 pts com SCA com ou sem supra ST foram randomizados para o tratamento com SF com sirolimus ou com SNF. O USIC com Histologia Virtual® foi realizado antes do tratamento das lesões culpadas, e correlacionou-se o porcentual dos componentes fibrótico (FF), fibrolipídico (FL), núcleo necrótico (NC) e cálcio (Ca) das placas com o grau de HNI, avaliado pelo USIC aos 9 meses.
RESULTADOS: A média de idade foi de 55,3 ± 4,9 anos, sendo 77% homens. Os grupos eram semelhantes no que se refere às variáveis clínicas e angiográficas. À Histologia Virtual®, não foram detectadas diferenças em relação ao tipo de placa culpada, sendo predominantes as lesões do tipo fibroateroma e fibroateroma calcificado. O tecido fibrótico foi o componente preponderante (59,6% ± 15,8% do volume total das placas), e cerca de 20% do volume das lesões era composto por núcleo necrótico. Após 9 meses, o USIC foi realizado em 49 (94%) dos pts. Tanto o volume como o porcentual de HNI foram significativamente maiores no grupo tratado com SNF (60,8 ± 32 mm³ vs 14 ± 9,2 mm³, p < 0,0001 e 31,9 ± 12,9% vs 8,2% ± 7,6%, p < 0,0001, respectivamente). Não foi observada associação entre os porcentuais dos componentes FF (corr. 0,038, p = 0,81), FL (corr. 0,109, p = 0,49), Ca (corr. -0,073, p = 0,64) e NC (corr. -0,062, p = 0,69) com a HNI.
CONCLUSÃO: Os resultados deste estudo prospectivo e randomizado indicam que as informações providas pela Histologia Virtual® não auxiliam na identificação de lesões mais propensas à reestenose, tanto após stents farmacológicos como não- farmacológicos.




46 - ESTUDO SEQUENCIAL POR TOMOGRAFIA DE COERÊNCIA ÓPTICA - 30 E 180 DIAS - PÓS-IMPLANTE DE STENTS EM ARTÉRIAS CORONÁRIAS PORCINAS

Takimura; C K; Galon; M Z; Gutierrez; P S; Aiello; V D; Chaves; M; Ferreira; S K; Borges; T F C C; Neto; P A L

Incor, HCFMUSP, São Paulo, SP, Brasil.

INTRODUÇÃO: A avaliação de longo prazo (180 dias) de stents implantados em artérias coronárias porcinas é fundamental na avaliação da segurança de novos stents coronários. A tomografia de coerência óptica (OCT) permite uma análise temporal sequencial da hiperplasia neoíntimal (HNI).
MÉTODOS: Em 3 porcos foram implantados 8 stents nas artérias coronárias (3 stents Cronus® e 5 stents com eluição de sirolimus Inspiron®). Aos 30 e 180 dias utilizou-se a OCT para avaliação da HNI em cada animal.
RESULTADOS: Aos 30 dias a área luminal (mm²), área do stent (mm²), área de HNI (mm²) e HNI porcentual (%) foi de 5,11 ± 1,81 (média ± DP); 8,32 ± 0,69; 3,21 ± 1,28; 39 ± 18 e de 4,53 ± 2,62; 7,98 ± 1,93; 3,44 ± 1,84; 45 ± 24 para o stent Cronus® e stent Inspiron®, respectivamente (p = ns). Aos 180 dias a área luminal (mm²), área do stent (mm²), área de HNI (mm²) e HNI porcentual (%) foi de 7,44 ± 1,82 (média ± DP); 8,77 ± 0,97; 1,33 ± 0,91; 15 ± 12 e de 6,08 ± 2,62; 8,62 ± 1,91; 2,53 ± 0,99; 33 ± 16 para o stent Cronus® e stent Inspiron®, respectivamente (p = 0,039; p < 0,0001; p < 0,0001 para área luminal, área de HNI e HNI porcentual do stent Cronus® versus Inspiron®). Análise das médias do mesmo tipo de stent nos 2 períodos avaliados (30 dias versus 180 dias) revelou para o stent Cronus® área luminal, área do stent, área de HNI e HNI porcentual um p < 0,0001, p = 0,017, p < 0,0001 e p < 0,001 respectivamente. Para o stent Inspiron® o p foi < 0,001 para as comparações (30 dias versus 180 dias) das mesmas variáveis.
CONCLUSÕES: 1. O stent Cronus® e o stent Inspiron® se mostraram seguros nesta observação experimental de longo prazo. 2. Entre 30 dias e 180 dias pós-implante ocorreu remodelamento da neoíntima traduzidos por aumento da área luminal e redução da HNI, tanto no stent Cronus® quanto no stent Inspiron®.




47 - COMPARAÇÃO QUANTITATIVA DE CATETERES UTILIZADOS PELA TÉCNICA RADIAL E FEMURAL EM 1124 PACIENTES EM INSTITUIÇÃO DO SUS

Heitor Mauricio de Medeiros Filho; Maria Antonieta Albanez Albuquerque Medeiros; Gusmão; M O; Neto; Rui F T; Medeiros; M A A; Medeiros; H N A A

Hospital Agamenon Magalhães, Recife, PE, Brasil.

INTRODUÇÃO: Abordagem radial tem sido descrita como uma via de acesso efetiva e segura para diagnóstico e intervenção.
MÉTODO: Dois grupos de operadores, o grupo radial (GR), composto de único operador e grupo femural (GF), 05.
RESULTADOS: De Abril 2010 à Jan 2012, 1.124 pacientes (p), divididos em dois grupos: GR 562p, 55.2% masculino (m) com idade média 61.3 anos e GF- 562p, 55.7% m e idade média 63.2 anos. No GR, 461p estudo diagnóstico - 422p cinecoronariografia simples (CS) e 39 p revascularizados com estudo das coronárias e pontes, total de 461 cateteres diagnósticos TIG 5f. Na intervenção percutanêa 101p: 53p IAM supra ST e 48p angioplastia eletiva-42p uniarterial e 06 biarterial, sendo um único cateter guia, no total de 101 cateteres Ikare il nas diferentes curvas em 95% dos casos.Totalizando 213 cateteres, 2,1 cat- p. No GF 461p submeteram a cateterismo- 422p realizaram CS e 39p revascularizados com estudo das coronárias e pontes. Foram utilizados os cateteres convencionais, Judkins de direita e esquerda, pigtail e o cateter seletivo de mamária. Totalizaram-se 1.422 cateteres, média de 3.3 cateteres por paciente. Na intervenção percutanea foram 101p, 53p com IAM ST supra, utilizando 03 cateteres, 02 diagnosticos e 01 terapeutico para abordar a artéria alvo, totalizando 159 cateteres. Realizaram angioplastia eletiva 48 p - 42p vasos únicos e 06p biarteriais, total de 54 cateteres terapêuticos. Totalizando 213 cateteres, 2,1 cat por paciente. No GF foram utilizados 1.635 cateteres total. A diferença entre GF e GR grupo diagnostico: 961 cateteres; interveção, 112 terapeutico, totalizando em 1073 cateteres. No GR não houve crossover, porém, no GF, 1%. Em relação a complicações maiores: no GR, zero; no GF 2%- 06p com hematoma volumoso e 04p hemotransfundidos.
CONCLUSÃO: A técnica radial com único cateteter para diagnóstico e intervenção proporcionou uma nova opção para diminuir custos, além do menor tempo porta- balão, contraste e radiação para o paciente.




48 - PERFIL CLÍNICO DO PACIENTE SUBMETIDO À RESERVA DE FLUXO COMBINADA AO ULTRASSOM INTRACORONÁRIO DURANTE CINECORONARIOGRAFIA

Jose mariani Junior; Antonio Esteves Filho; Luiz Junya Kajita; Thiago Ferraz Vieira Pinto; Fabiana Perez; Roberto Kalil Filho; Pedro Alves Lemos Neto

Hospital Sirio Libanes, São Paulo , SP, Brasil.

INTRODUÇÃO: Métodos complementares à cinecoronariografia, como a Reserva de Fluxo Coronariano (RFF) e o Ultrassom Intracoronário (USIC) tem sido cada vez mais empregados em nosso meio.
OBJETIVOS: Analisar e delinear o perfil clínico dos pacientes submetidos, de forma combinada, à RFF e ao USIC em hospital geral de alta complexidade cardiológica.
MÉTODOS: Entre Novembro de 2009 à Dezembro de 2011, foram realizados 841 procedimentos diagnósticos. Destes, 58 (6,9%) foram realizados, de forma combinada, com RFF e o USIC (G1). O perfil clínico deste grupo foi delineado e comparado com os pacientes que realizaram procedimentos diagnósticos sem RFF nem USIC (G2).
RESULTADOS: No G1, 15 pacientes (25,8%) eram diabéticos não insulino-dependentes (DMNID), enquanto que no G2, 354 pacientes (42,1%) eram portadores de DMNID – p = 0,01. No G1, 7 pacientes (12,06%) eram tabagistas no momento do procedimento, e, no G2, 192 pacientes (22,8%) – p = 0,07. No G1, 2 pacientes (3,45) pacientes tinham insuficiência renal (dialítica ou não) e no G2, 104 pacientes (12,3%) – p = 0,03. No G1, 17 pacientes (29,3%) tinham história prévia de doença aterosclerótica coronariana e no G2, 587 pacientes (69,7%): p < 0,0001. No quadro clínico de admissão, 38 pacientes (65,5%) eram assintomáticos ou referiam dor torácica atípica no G1, enquanto que no G2, 502 pacientes (59,7%) tinham esta mesma apresentação clínica: p = 0,40. À angiografia, no G1, 3 pacientes (5,1%) tinham lesão menor que 50% e, no G2, 168 pacientes (19,9%): p = 0,03.
CONCLUSÕES: Os pacientes que se submeteram a RFF e USIC tinham menor incidência de Diabetes Mellitus, de insuficiência renal e de história prévia de doença aterosclerótica coronariana. Alem disso, também tinham menor prevalência de lesão coronariana severa à angiografia. São, portanto pacientes de menor risco clínico e angiográfico de doença aterosclerótica coronariana.




49 - SEGURANÇA E EFETIVIDADE DA ANGIOPLASTIA AD HOC EM SÉRIE CONSECUTIVA DE 214 PACIENTES EM HOSPITAL DE ALTA COMPLEXIDADE CARDIOLÓGICA

Jose mariani Junior; Antonio Esteves Filho; Luiz Junya Kajita; Thiago Ferraz Vieira Pinto; Fabiana Perez; Roberto Kalil Filho; Pedro Alves Lemos Neto

Hospital Sirio Libanes, São Paulo , SP, Brasil.

INTRODUÇÃO: A angioplastia ad hoc, definida aqui como angioplastia realizada imediatamente após a cinecoronariografia em pacientes que não são portadores de síndrome coronariana aguda ou equivalente isquêmico, tem sido controversa, porém sua utilização rotineira neste grupo populacional é factível, aumentando o conforto do paciente.
OBJETIVOS: Relatar a segurança e efetividade, da angioplastia ad hoc em hospital geral de alta complexidade cardiológica, que tem como rotina esta estratégia de tratamento.
MÉTODOS: Entre Novembro de 2009 e Dezembro de 2011, foram realizadas 270 angioplastias em pacientes portadores de síndrome coronariana crônica ou assintomáticos, com indicação de tratamento percutâneo. Destas, 214 (78%) foram ad hoc e 56 (22%) foram efetuadas tardiamente na mesma ou em outra internação. Analisamos o volume de contraste durante o procedimento, e, no período intrahospitalar, a ocorrência de alteração da função renal, de complicações vasculares e a mortalidade.
RESULTADOS: O volume de contraste utilizado no grupo ad hoc foi de 181,4 ± 10,1 ml e de 72,3 ± 9,2 ml no grupo tardio (p < 0,01). No entanto, não houve diferença entre os grupos com relação à função renal pós-procedimento; o aumento médio na creatinina sérica após 48 hrs do procedimento foi de 22% vs. 19% para os grupos ad hoc e tardio, respectivamente (p = 0,54). Houve 4 (1,8%) complicações vasculares (pseudoaneurismas) no grupo ad hoc e 1 (1,7%) pseudoaneurisma no grupo tardio (p = 1,0). No período intrahospitalar, houve1 óbito (0,5%) no grupo ad hoc e nenhum óbito no grupo tardio (p = 1,0).
CONCLUSÕES: A angioplastia ad hoc foi tão efetiva quanto à angioplastia não ad hoc; não aumentou a mortalidade e não cursou com maior incidência de nefropatia induzida pelo contraste, podendo assim ser incorporada à prática clínica diária com segurança, efetividade e baixo risco.




50 - INCIDÊNCIA, MANEJO E PROGNÓSTICO DAS PERFURAÇÕES CORONARIANAS

Wesley Araujo Silva; Ricardo A Costa; Tarcisio C B Junior; Gentil B A Filho; Jose R C Junior; Dimytri A A Siqueira; Rodolfo Staico; Fausto Feres; Luiz A P E Mattos; Alexandre A C Abizaid; Jose E M R Sousa

Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, São Paulo, SP, Brasil.

INTRODUÇÃO: A perfuração coronariana (PC) na era dos stents é uma rara complicação, contudo potencialmente catastrófica e o seu manejo ótimo e preditores permanecem indefinidos. O nosso objetivo foi avaliar a incidência, o manejo e o prognóstico das perfurações coronarianas na experiência de um centro clínico terciário.
MÉTODOS: Análise de pacientes submetidos à intervenção coronariana percuntânea (ICP) entre 12/2007 e 01/2012 no IDPC, a partir da pesquisa do banco de dados, prontuários médicos e análise angiográfica qualitativa e quantitativa. Pacientes que apresentaram PC foram analisados quanto às características clínicas e angiográficas, tratamento estabelecido e evolução intra-hospitalar. Foi ainda realizada uma análise tipo caso/controle para determinação dos preditores clínicos e angiográficos.
RESULTADOS: Um total de 5.583 pacientes foram submetidos à ICP no período e a incidência de PC foi de cerca de 0,3% (n = 16), sendo a maioria do sexo feminino (56,3%). Cerca de 43,8% foram encaminhados devido a um quadro de síndrome coronariana aguda e apenas 2 pacientes (12,5%) eram assintomáticos (isquemia silenciosa). O território mais acometido foi a da artéria descendente anterior (62,5%) e a lesão coronariana mais frequente foi a do tipo C (56,3%) pela ACC/AHA, incluindo 25% de oclusões crônicas. Em relação ao tipo de perfuração, 62,5% apresentaram uma PC grau II ou III segundo à classificação de Ellis e a corda-guia foi o dispositivo responsável em 43,75% das perfurações. Realizou-se insuflação prolongada com cateter-balão em 62,5% dos casos e a reversão da heparina com protamina em 81,3% dos casos. Apenas 1 paciente (6,25%) necessitou de abordagem cirúrgica de emergência devido a um tamponamento cardíaco, sendo que não houve óbito associado à PC. Na análise univariada, os preditores significantes de PC foram: tabagismo (p = 0,02) e oclusão crônica (p = 0,002).
CONCLUSÕES: Apesar da complexidade das lesões em nosso serviço, a maioria dos casos de PC foram manejados com reforço de protamina e/ou insuflação do balão, com resultados favoráveis incluindo ausência de óbito. Em nossa série, a PC esteve associada ao tabagismo e à oclusão crônica.




51 - ULTRASSOM COM HISTOLOGIA VIRTUAL DO TRONCO DA ARTÉRIA CORONÁRIA ESQUERDA: UMA JANELA PARA AVALIAR CARGA E COMPOSIÇÃO DA ATEROSCLEROSE NA ÁRVORE CORONÁRIA

Breno A A Falcão; Gustavo R Morais; Joao Luiz de A.A. Falcao; Rafael C Silva; Ryan A A Falcão; Pedro Alves Lemos N

Instituto do Coração, FMUSP, São Paulo, SP, Brasil.

INTRODUÇÃO: Imagens de aterosclerose em leitos vasculares extra-cardíacos, como nas carótidas, têm sido incorporadas para estratificação de risco coronário. A carga aterosclerótica coronariana global, e possivelmente sua composição, tem influência no risco para eventos cardiovasculares maiores. Considerou-se a hipótese de que a avaliação isolada do tronco da artéria coronária esquerda (TCE) pudessse predizer a carga e a composição da aterosclerose no restante da árvore coronária.
MÉTODOS: Foram elegíveis pacientes com diagnóstico de doença arterial coronária com indicação de angioplastia. Durante o procedimento, realizou-se ultrassom intracoronariano, com técnica de Histologia Virtual (HV), do TCE e de pelo menos os 40 mm proximais de ao menos uma das três artérias coronárias principais. A média dos parâmetros ultrassonográficos de área luminal, área da membrana elástica externa, área de placa e carga de placa; bem como a área média de cada componente da placa (fibrótico, fibro-lipídico, necrótico e calcífico) foi mensurada para o TCE e para o restante da árvore coronária como um todo, sendo realizados testes de correlação.
RESULTADOS: Foram incluídos 67 pacientes, com idade média de 58,7+9,3 anos, 67% do sexo masculino e 42% diabéticos. Foram analisados 67 TCE (41,3 cm) e 180 outras coronárias (980,6 cm). Observou-se correlação significativa (p < 0,01) entre o TCE e o restante da árvore coronária como um todo para todos os parâmetros ultrassonográficos de escala de cinza avaliados: área luminal (r = 0,60), área da membrana elástica externa (r = 0,64), área de placa (r = 0,53), carga de placa (r = 0,55); e para todos os parâmetros de composição de placa pela HV: área média do componente fibrótico (r = 0,54), fibro-lipídico (r = 0,52), necrótico (r = 0,52) e calcífico (r = 0,36).
CONCLUSÃO: Carga e composição da aterosclerose na árvore coronariana podem ser estimadas a partir da avaliação isolada do tronco da artéria coronária esquerda. Essa associação é relevante para construção de índices ateroscleróticos de predição de risco cardiovascular, utilizando sistemas de imagem invasivos e não-invasivos.




52 - INTERVENÇÃO CORONÁRIA PERCUTÂNEA PELA VIA RADIAL: EXPERIÊNCIA E RESULTADOS CLÍNICOS EM UM CENTRO FORMADOR DE CARDIOLOGISTAS INTERVENCIONISTAS

Gentil Barreira de Aguiar Filho; Dimytri Alexandre de Alvim Siqueira; Jose Ribamar Costa Junior; Felipe de Macedo Coelho; Rodolfo Staico; Ricardo Alves da Costa; Fausto Feres; Sergio Luiz Navarro Braga; Alexandre Antonio Cunha Abizaid; Amanda Guerra de Moraes Rego Sousa; Jose Eduardo Moraes Rego Sousa

Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, São Paulo, SP, Brasil.

INTRODUÇÃO: A intervenção coronária percutânea (ICP) por via radial associa-se à redução nas taxas de complicações vasculares e hemorrágicas. Neste estudo, avaliamos a prevalência e os resultados da ICP por via radial em comparação com a via femoral.
MÉTODOS: Estudo observacional, prospectivo, unicêntrico com 5545 pacientes consecutivos submetidos a ICP. Os procedimentos eram realizados pelos médicos residentes, com supervisão de intervencionistas experientes.
RESULTADOS: No período de dezembro de 2007 a novembro de 2011, 3893 pacientes (70,2%) foram submetidos a ICP pela via femoral e 1652 pacientes (29,8%) pela via radial. A média de idade foi de 60,8 ± 11,7 anos, sendo 68,9% do sexo masculino e 29% com síndromes coronárias agudas (11,4% com IAM com supra ST). No período, observou-se aumento na prevalência de utilização da via radial para ICP (11,8% em 2008, 26,1% em 2009, 41,9% em 2010 e 45% em 2011). Os pacientes que utilizaram a via radial (30%) eram mais frequentemente do sexo masculino (76% vs. 66% p < 0,01) e apresentava mais doença vascular periférica (3% VS. 2% p = 0,04). No grupo femoral (70%) os pacientes eram mais idosos (61,3 ± 11,7 vs. 59,83 ± 11,6 anos p < 0,01), possuiam mais Insuficiência Renal Crônica (30% vs. 23%; p < 0,01) e houve um maior volume de contraste utilizado (97,3 ± 48,1 vs. 85,8 ± 39,5 ml p < 0,01).. Maior incidência de complicações vasculares e sangramentos maiores foi observada nos pacientes submetidos a ICP por via femoral (2,2% vs 0,48%, p < 0,01 e 1,3% vs. 0,36% p < 0,01). Não foram detectadas diferenças nas taxas de eventos cardíacos maiores entre os grupos radial e femoral (AVCi 0,025% vs 0,06%, p = 0,5 / IAM peri-procedimento 3,8% vs 4,4%, p = 0,27 / óbito 0,08% vs. 0,01%, p = 0,71, respectivamente).
CONCLUSÕES: Maior prevalência na utilização da via radial tem sido observada nos últimos anos, ela foi rapidamente incorporada e trouxe resultados do procedimento equivalentes aos da via femoral, com menores complicações vasculares e redução nos índices de sangramento.




53 - EUROSCORE COMO PREDITOR DE EVENTOS CARDÍACOS MAIORES EM PACIENTES SUBMETIDOS A INTERVENÇÃO CORONÁRIA PERCUTÂNEA

Luiz Carlos Corsetti Bergoli; Felipe C. Fuchs; Gustavo Neves de Araújo; Gabriela Scholer Trindade; Alexandre Moraes Bestetti; Rodrigo V Wainstein; Marco Vugman Wainstein; Sandro Cadaval Gonçalves; Jorge Pinto Ribeiro

Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Porto Alegre, RS, Brasil.

INTRODUÇÃO: Conhecer os preditores de risco em pacientes submetidos à intervenção coronária percutânea (ICP) em nosso meio permite estratificarmos seu risco, sendo o tratamento proposto apropriado somente quando os benefícios esperados em termos de sobrevida ou sintomas excedam as consequências do procedimento.
OBJETIVO: Definir os preditores independentes de eventos cardíacos maiores (morte, IAM ou nova revascularização) em 6 meses em pacientes submetidos à ICP).
MÉTODOS: Foram incluídos de forma consecutiva 150 pacientes submetidos à ICP, com idade média de 63 anos, 62% eram do sexo masculino 78,8% hipertensos, 20% tabagistas ativos, 33% diabéticos, 28,7% com IAM prévio e 60,4% livres de qualquer tipo de intervenção coronariana prévia (ICP ou revascularização cirúrgica). Os escores foram calculados após cada procedimento e o seguimento de 6 meses se deu através de contato telefônico.
RESULTADOS: Na análise univariada, os preditores de eventos cardiovasculares maiores foram IMC baixo (p = 0,008), volume de contraste elevado (p = 0,006), FE < 40% (p = 0,005) e Síndrome Coronariana Aguda (SCA) (p = 0,001). Após análise multivariada, os fatores independentes de eventos foram idade > 70 anos (p = 0,05) e SCA na apresentação (p = 0,01). Quando adicionados EuroScore e escore Syntax ao modelo, o primeiro foi o único preditor independente de eventos, com hazard ratio de 1,267 (IC 1,073-1,496).
CONCLUSÃO: Idade > 70 anos e SCA na apresentação foram preditores independentes de desfechos cardíacos maiores em 6 meses de seguimento. EuroSCORE, quando adicionado à análise multivariada, foi o único preditor independente, ao contrário do escore Syntax, que não apresentou esta capacidade de predizer eventos cardíacos.




54 - ESCORE SYNTAX, EUROSCORE E EVENTOS CARDÍACOS EM 6 MESES: QUAL O MELHOR MARCADOR PROGNÓSTICO?

Luiz Carlos Corsetti Bergoli; Felipe C. Fuchs; Gustavo Neves de Araújo; Alexandre Moraes Bestetti; Gabriela Scholer Trindade; Rodrigo V Wainstein; Sandro Cadaval Gonçalves; Marco V Wainstein; Jorge Pinto Ribeiro

Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Porto Alegre, RS, Brasil.

INTRODUÇÃO: EuroSCORE e escore Syntax são os modelos de risco mais extensivamente estudados em pacientes submetidos à revascularização coronariana. Embora o primeiro inclua variáveis clínicas e tenha o objetivo de estratificar o risco da revascularizaçao cirúrgica e, o segundo, variáveis angiográficas e seja ferramenta útil para escolha da forma de revascularização mais adequada, ambos tem demonstrado capacidade de predizer eventos pós angioplastia.
OBJETIVO: Avaliar a capacidade dos escores acima em predizer eventos cardíacos maiores (morte, IAM ou nova revascularização) em 6 meses, em pacientes submetidos a intervenção coronária percutânea (ICP) em nosso meio, assim como compará-los entre si.
MÉTODOS: Foram incluídos de forma consecutiva 150 pacientes submetidos a ICP em nosso meio e os escores foram calculados após cada procedimento. O seguimento de 6 meses foi feito através de contato telefônico.
RESULTADOS: O EuroSCORE médio foi de 3% e o escore Syntax médio foi de 10 pontos na população analisada, com idade média de 63 anos, sendo 33% dos pacientes diabéticos. Os escores apresentaram uma correlação positiva, porém apenas razoável, com coeficiente de Pearson r = 0,43. Quando divididos em alto (> 3%) e baixo (< 3%) risco, o euroSCORE foi capaz de predizer eventos em 6 meses de forma independente (p = 0,018); o escore Syntax alto (> 10) não foi preditor quando comparado com escore Syntax baixo (< 10) (p = 0,353).
CONCLUSÃO: Na população analisada, o EuroSCORE foi melhor preditor de eventos cardíacos maiores em pacientes submetidos à intervenção coronária percutânea que escore SYNTAX.




55 - AQUISIÇÃO DE IMAGENS COM LENTE DE PEQUENO AUMENTO DURANTE CATETERISMO CARDÍACO: RESULTADOS DO ESTUDO RANDOMIZADO RX REDUCTION TRIAL

Cristiano de Oliveira Cardoso; Claudio Vasques de Moraes; Julio Vinícius de Souza Teixeira; Juliana Canedo Sebben; Julio R Viegas; Cláudio A Ramos de Moraes; Carlos Roberto Cardoso; La Hore Correa Rodrigues; Alexandre Schaan de Quadros; Rogério Sarmento-Leite; Carlos Antonio Marcia Gottschall

Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS, Brasil.

INTRODUÇÃO: Cateterismo cardíaco expõe pacientes e profissionais aos riscos da radiação ionizante. É objetivo do estudo avaliar se obtenção de imagens radiológicas em lente de pequeno aumento reduz significativamente a dose de exposição à radiação.
MÉTODOS: Através de um estudo randomizado, pacientes foram submetidos a cateterismo cardíaco diagnóstico através de dois métodos: (1) todo o exame realizado em lente de pequeno aumento e (2) realização da coronáriografia em lente de médio aumento e ventriculografia em pequeno aumento. Informações clínicas e dados relacionados ao exame foram coletadas. A dose de radiação recebida pelo paciente, médico operador do exame e da equipe de enfermagem foi mensurada por dosímetros digitais individuais. O objetivo principal foi redução da dose recebida pelos pacientes. Objetivo secundário foi dose recebida pelo operador e profissional de enfermagem. Para comparação entre os grupos foram utilizados teste t, não paramétrico e qui-quadrado, considerando significância estatística qunado p < 0,05. Foram necessários 120 pacientes para a realização do exame assumindo um "effect size" de 0,6 com poder de 90%. O estudo foi registrado no clinical.trials.gov (NCT01334931).
RESULTADOS: 120 pcts foram randomizados. Não existiram diferenças clinicas estatisticamente significante entre os grupos. Os tempos procedimento (15,20 ± 4,43 x 14,52 ± 3,15 minutos, p = 0,53) e fluoroscopia (3,05 ± 2,11 x 2,45 ± 1,21 minutos, p = 0,33) foram semelhantes entre os grupos. Os pacientes do grupo 1 apresentaram redução de 28% na exposição radiológica (482 ± 235 &Times; 617 ± 182 mgy, p < 0,001). Apresentaram tendência à menor exposição os operadores (0,44 ± 0,16 x 0,49 ± 0,17 Sv, p = 0,09) e profissionais da enfermagem (0,26 ± 0,13 x 0,31 ± 0,12 Sv, p = 0,06) do grupo 1.
CONCLUSÃO: A aquisição de imagens em lente de pequeno aumento promove significativa redução de dose de radiação aos pacientes. Médicos operadores e profissionais de enfermagem apresentam tendência a menor exposição radiológica.




56 - INTERFERÊNCIA DO PERFIL ANTROPOMÉTRICO NO PROGNÓSTICO DE PACIENTES SUBMETIDOS A INTERVENÇÃO CORONÁRIA PERCUTÂNEA

Raphael K Osugue; Vinícius B C Esteves; Cleverson N Zukowski; Arthur Pipolo; Cristiano A Massih; Daniel S Ramos; Ulises E A Solorzano; Charles L Vieira; Galo Maldonado; Cesar A Esteves

Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, São Paulo, SP Brasil e Hospital Santa Catarina, Blumenau, SC, Brasil.

OBJETIVO: Avaliar se existe correlação entre o perfil antropométrico, através do índice de massa corporal (IMC), com o prognóstico dos pacientes (P) submetidos a intervenção coronária percutânea (ICP) nas fases intra hospitalar e ao final de 30 dias.
MÉTODOS: Estudo prospectivo não randomizado, multicêntrico, envolvendo 444 P submetidos a ICP, destes 89 (19,9%) eram obesos. Para fins de comparação foram considerados obesos os P com IMC > 30. O objetivo primário foi comparar as taxas de Eventos Cardiovasculares Maiores (ECAM), definidos por morte, IAM, Revascularização da Lesão Alvo (RLA) e acidente vascular cerebral (AVC) nos períodos intra-hospitalar e de 30 dias, assim como as taxas de sangramento e nefropatia induzida por contraste (NIC).
RESULTADOS: A média de idade em ambos os grupos foi semelhantes com 61,5 ± 9,4 anos no grupo IMC > 30 e 62,3 ± 10,2 anos no grupo IMC<30 (p = 0,508). A média de peso para ambos os grupos foi respectivamente de 91,2 ± 11,3 kg e 71,1 ± 10,8 kg (p < 0,001). O sexo masculino estava presente em 51 (57,3%) P com IMC > 30 e 246 (73,2%) P com IMC<30 (p = 0,055). A HAS foi mais prevalente no grupo do IMC > 30 (93,3% vs 80,7%, p = 0,008), assim como a utilização de introdutores 5 french (9,0% vs 3,4%, p = 0,040). As outras variáveis como diabetes, dislipidemia, tabagismo, ICP prévia, IAM prévio, insuficiência renal crônica e revascularização cirúrgica previa não tiveram diferença estatisticamente significativa. As taxas de ECAM foram semelhantes em ambos os grupos (5,6% no grupo IMC > 30 vs 7,0%, no grupo IMC < 30, p = 0,823) na fase intra hospitalar e 3,4% vs 4,2%, p = NS no respectivos grupos aos 30 dias. As taxas de sangramento e NIC no período intra hospitalar para os grupos IMC > 30 e IMC<30 foram 1,1% vs 6,4%, p = 0,074 e 4,5% vs 1,4%, p = 0,082, respectivamente. Nenhuma variável dos ECAM apresentou significância estatística isoladamente.
CONCLUSÃO: nessa análise, o IMC não teve interferência nos resultados relacionados ao prognóstico dos P submetidos a ICP ao longo dos 30 dias de evolução.




57 - UTILIDADE DA GUIA DE PRESSÃO INTRACORONARIA NA AVALIAÇÃO DE LESÕES SEVERAS INDUTORAS DE ISQUEMIA EM ESTUDO FUNCIONAL NÃO INVASIVO

Constantino Roberto Frack Constantini; Constantino Ortiz Constantini; Marcos A Denk; Daniel Zanutini; Marcelo de Freitas Santos; Sergio Gustavo Tarbine; Marcos Henrique Bubna

Hospital Cardiológico Costantini, Curitiba, PR, Brasil e Fundação Francisco Costantini, Curitiba, PR, Brasil.

INTRODUÇÃO: A guia de pressão (GP) permite uma avaliação funcional invasiva de lesões coronarianas através da obtenção da reserva de fluxofracionada (RFF). A RFF tem sido utilizada para determinar a necessidade de revascularização em lesões estenóticas > 50%.
OBJETIVO: Em lesões coronarianas visualmente consideradas severas (> 70%), avaliar a correlação entre a isquemia objetivada em estudo funcional não invasivo (EFNI) pela cintilografia de perfusão miocárdica e a isquemia objetivada em estudo funcional invasivo pela RFF.
MÉTODOS: Estudo prospectivo, não randomizado, em pacientes consecutivos submetidos a intervenção coronária percutânea (ICP). De um total de 74 pcts submetidos a ICP e avalição funcional invasiva e com ultrasom intracoronario apenas 29 pcts apresentavam isquemia em EFNI correlacionada com lesões angiograficamente severas e conformam a população analisada.
RESULTADOS: Sexo masculino 76%, idade media 63 anos, diabetes 38%, dislipidemia 86%, hipertensão 97%. Um total de 35 lesões foram analisadas comprometendo DA em 57%, CD 11%, TCE 9%, CX 9%, DPCD 9%, MGCX 3% e VPCD 3%. Na angiografia quantitativa o grau de estenose médio foi 58.2 ± 14%. Pelo IVUS a média da estenose de área foi 78.6 ± 8.3% e a média da área luminal mínima foi 2.9 ± 0.8 mmº. O valor médio de RFF foi 0.80 ± 0.13. Apesar de todas as lesões produzirem isquemia em ESNI, somente 46% apresentaram RFF < 0.80 (p = 0.5 na regressão logística).
CONCLUSÃO: Nesta analise de pacientes com lesões coronárias severas indutoras de isquemia em estudo funcional não invasivo, a RFF por meio da guia de pressão se mostrou um método com 64% de resultados falsos negativos.




58 - COMPARAÇÃO DOS ÍNDICES DE RADIAÇÃO NA ANGIOPLASTIA REALIZADA PELAS VIAS RADIAL E FEMORAL - REGISTRO TOTALCOR

Rodrigo B. Esper; Henrique Barbosa Ribeiro; André Gasparini Spadaro; Roger Renault Godinho; Sandro Faig; Fabio Conejo; Camila Gabrilaitis; Viviane Aparecida Fernandes; Gustavo Cortez Sacramento; Valter Furlan; Expedito E. Ribeiro da Silva

Hospital TotalCor, São Paulo, SP, Brasil.

INTRODUÇÃO: Nos últimos anos, o número de procedimentos de angioplastia (ATC) pela via radial tem aumentado progressivamente. A realização de procedimento pela via radial está associada a maior tempo de exame, exposição à radiação e maior volume de contraste, quando comparada com a via femoral.
Diversos estudos referem melhora significativa destes parâmetros, após curva de aprendizado inicial, em centros de alto volume de utilização da via radial. Nesse sentido, o objetivo do presente estudo foi avaliar os índices de radiação, em serviço com alta experiência no uso da via radial, de acordo com as vias de acesso.
MÉTODOS: Trabalho realizado em um único centro, incluindo pacientes consecutivos submetidos à ATC coronária pela via radial e femoral. Foram analisadas as características clínicas, dados dos procedimentos e radiação (mgy) em relação aos grupos de ATC radial e femoral.
RESULTADOS: Foram incluídos 313 pacientes, 187 submetidos a ATC radial e 126 a ATC femoral. Não foram observadas diferenças em relação a idade (60,6 ± 12,0 vs. 62,2 ± 13,0; p = 0,86), peso (79,4 ± 15,1 vs. 76,3 ± 14,5; p = 0,64), índice de massa corpórea (27,0 ± 4,4 vs 26,6 ± 4,6; p = 1,0), HAS (88,0% vs. 85%, p = 0,52), IAM prévio (24,6% vs 34,1%, p = 0,06) e ATC prévia (18,5% vs. 22,4%, p = 0,39), respectivamente nos grupos radial e femoral. Contudo, o grupo radial apresentou menor taxa de diabéticos (31,5% vs. 45,6%; p = 0,02) e de revascularizados prévios (7,6% vs. 24%, p < 0,001). Além disso, a quantidades de radiação entre os grupos radial e femoral foi semelhante (1678 ± 1058 vs. 1648 ± 959 mgy; p = 0,82, respectivamente).
CONCLUSÃO: Em centro com alta experiência de intervenção radial, não foi observada diferença no índice de radiação na ATC radial vs. femoral, apesar de menor incidência de diabéticos e revascularizados prévios no grupo radial.




59 - GUIDANCE BY COMPUTED TOMO GRAPHIC ANGIOGRAPHY FOR AD HOC PERCUTANEOUS CORON ARY INTERVENTION. LESSON FROM A CONTINUOUS - REGISTRY

Wilson Albino Pimentel F; Wellington B Custodio; Edson A Bocchi; Milton Macedo Soares N; Gustavo V Olivotti; Cassio S Nunes; Thomas E C Osterne; Waigner Bento Pupim F; Jorge Roberto Buchler; Stoessel F Assis; Egas Armelin

Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil e Centro Médico Campinas, SP, Brasil.

INTRODUCTION: The AIM of this study was to evaluate the diagnostic performance of coronary computed tomographic angiography (CCTA) and its influence on modification of percutaneous coronay interventions (PCI) strategies.
METHOD: The study included two groups of patients: a main group (MG), including 200 patients screened with a suspect of severe CAD by CCTA and indication for coronary cineangiography (CINE), and a control group (CG) for comparison, including 200 patients selected during the same period, with indication for CINE according to clinical criteria or by positive functional tests. We evaluated the performance of CCTA for the diagnosis of lesions > 50% in coronary segments, arteries and patients and the revascularization strategies adopted.
RESULTS: The sensitivity, specificity and positive and negative predictive values of CCTA were 85%, 86%, 71% and 98% for the coronary segments, 90%, 91%, 82% and 98% for the coronary arteries and 100%, 88%, 96% and 98% for patients, respectively. In the MG, PCI was performed in 90% of the patients, whereas in the CG was performed in 43% of the patients (P = 0.01).
CONCLUSION: CCTA had a high diagnostic performance in detecting CAD and allowed ad hoc PCI to be performed in 90% of the patients. This strategy, however, must await randomized studies to confirm these results.




60 - PERCUTANEOUS CORONARY INTERVENTION IN NINETY - YEAROLD PATIENTS

Gustavo V Olivotti; Wilson Albino Pimentel F; Milton Macedo Soares N; Wellington B Custodio; Edson A Bocchi; Cassio S Nunes; Thomas E C Osterne; Waigner Bento Pupim F; Jorge R Buchler; Stoessel F Assis; Egas Armelin

Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, São Paulo , SP, Brasil e Hospital Samaritano Campinas, SP, Brasil.

BACKGROUND: Elderly people represent a significant part of the Brazilian population and the population > 90 years hás tripled in the past three decades. This retrospective study was aimed at analyzing the results of percutaneous coronary intervention in ninety-year-old patients.
METHOD: Overall, 62 ninety-year-old patients (G1) undergoing percutaneous coronary treatment from January 1995 to January 2011 were retrospectively evaluated. These patients were compared to 6,222 patients < 80 years of age (G2), treated within the same period. Clinical, angiographic and procedure characteristics were assessed as well as early and late major adverse cardiovascular events (MACE) (death, stroke, myocardial infarction, recurrent ischemia).
RESULTS: Ninety-year old patients had a greater prevalence of diabetes, unstable angina, chronic comorbidities, three vessel coronary disease and left ventricular ejection fraction < 50%. Procedure success was different between both groups (87% vs. 95.1%; P = 0.049), as well as the incidence of in-hospital death (6.4% vs. 0.3%; P = 0.022) and acute myocardial infarction (6.4% vs. 3.6%; P = 0.035). In the late follow-up, there were significant differences in survival free from MACE (68% vs. 91%; P < 0.001). Left ventricular ejection fraction < 50% (RR 1.08, IC 0.39-2.99; P = 0.022), > 2 vessel disease (RR 1.82, IC 1.04-3.19; P = 0.011), left main coronary artery lesion (RR 2.98, IC 0.97-9.17; P = 0.001), presence of unstable angina (RR 2.48, IC 0.97-9.17; P = 0.0013) and diabetes (RR 2.35, IC 1.21-4.55; P = 0.0015) were MACE predicting variables.
CONCLUSION: Ninety-year-old patients had a higher incidence of cardiovascular events than younger patients. However, when the intervention may be effectively used with an acceptable safety margin.




61 - AVALIAÇÃO DA CURVA DE APRENDIZADO NA OCORRÊNCIA DE COMPLICAÇÕES NAS INTERVENÇÕES CORONARIANAS POR VIA RADIAL

Ederlon Ferreira Nogueira; Dimytri A A Siqueira; Gustavo D P Monteiro; Roberto R Barbosa; Alejandro S Velásquez; Javier O Oblitas; Fábio S Rinaldi; Jose Ribamar Costa J; J E M R Sousa; Amanda G M R Sousa

Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, São Paulo, SP, Brasil.

INTRODUÇÃO: A realização de procedimentos pela via de acesso transradial (TR) tem demostrando redução das complicações vasculares e ocorrência de sangramentos. No entanto, existem poucos estudos nacionais avaliando a curva de aprendizado (CA) através da TR. O objetivo foi avaliar a evolução da CA na realização dos procedimentos pela TR e sua associação com as complicações e sucesso dos procedimentos.
MÉTODOS: Estudo prospectivo, com 237 pacientes submetidos conscecutivamente à cineangiocoronariografia e/ou Intervenção com stent (ICP) eletiva, realizados por seis residentes do ultimo ano de treinamento em Cardiologia Intervencionista (CI), sob a orientação e supervisão de médicos assistentes/preceptores. O sucesso foi definido como término do mesmo pela via radial. Foram avaliados os tempos de punção (TP), de cateterização seletiva de coronárias (TC), do exame (TE), de fluoroscopia (TF) e o volume de contraste utilizado (VC). A ocorrência de espasmos, hematomas, crossover para via femoral, trombose e necessidade de reparo cirúrgico também foram determinadas.
RESULTADOS: Os pacientes tinham média de idade 60,6 ± 10 anos, 21% eram mulheres e 31,2% de diabéticos. ICP corresponderam a 82,3% da amostra, sendo a taxa de sucesso de 96,7%. O TP foi de 3 min 39 s (DP 3 min 23 s), o TC de 4 min 05s (DP 3 min 07 s), TE de 37 min 07 (DP 22 min 30 s), TF de 16 min 26 s (DP 11 min 13 s), VC 77,7 ± 36,61 ml e consistente redução no TP e TF foi observada após o 30º exame. Punção radial na primeira tentativa foi de 78,9%, e em 6,4% a punção foi realizada pelos preceptores. Na comparação entre os operadores, observou-se estabilização nos tempos avaliados após o 20º exame. Espasmo arterial ocorreu em 14,3%, com crossover em 10 casos (4,3%), 4 hematomas (1,7%). Oclusão arterial, fistula, pseudoaneurisma ou necessidade de reparo cirúrgico não foram observados.
CONCLUSÃO: A utilização da TR por médicos em treinamento em CI mostrou-se segura e eficaz, com baixas taxas de complicações e elevado sucesso. Nesta casuística, observou-se estabilização no cumprimento e redução na duração das etapas do procedimento após o 30° exame.




62 - PACIENTES COM FRAÇÃO DE EJEÇÃO DO VENTRICULO ESQUERDO DEPRIMIDA (< 40%) E PORTADORES DE DOENÇA CORONÁRIA GRAVE – QUANDO INDICAR A REVASCULARIZAÇÃO PERCUTÂNEA?

Wellington B Custodio; Wilson Albino Pimentel F; Milton Macedo Soares N; Gustavo V Olivotti; Paulo C A Maiello; Fabio S Petrucci; Waigner Bento Pupim F; Jorge R Buchler; Stoessel F Assis; Egas Armelin

Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, SÃO Paulo , SP, Brasil e Instituto de Cardiologia, São Paulo , SP, Brasil.

OBJETIVO: A função ventricular esquerda (FVE) deprimida é fator de mal prognostico nos pacientes (P) com doença coronária grave (DCG) e nem sempre com reversão dessa disfunção ventricular. A finalidade desse estudo foi caracterizar os P portadores de disfunção grave da FVE (FE < 40%) associado a DCG que poderiam obter benefícios com a intervenção percutânea (IP).
MATERIAL E MÉTODOS: No período de janeiro de 1998 a novembro de 2008, revisamos 500 P, grupo (G)-1 que se submeteram a IP com sucesso e eram portadores de FE< 0,40%. Desses P, 270 P realizaram alguma prova de viabilidade miocárdica, sendo que 100 P a tinham positiva, G-2, e os demais P, 170 P, negativa, G-3. Não houve diferenças demográficas significativas entre os grupos.
RESULTADOS: Ver tabela.
CONCLUSÕES: Foi visível a melhor evolução clínica no período de 4-anos naqueles P com a viabilidade miocárdica presente. Portanto, nesse subgrupo de P é relevante essa prova para que se tenha uma melhor visão prognostica.






63 - COMPARAÇÃO ENTRE OS RESULTADOS IMEDIATOS E NO MÉDIO PRAZO DA INTERVENÇÃO CORONÁRIA PERCUTÂNEA EM PACIENTES JOVENS VS. OCTOGENÁRIOS

Juliano Rasquin Slhessarenko; Jackson Stadler; Ivone Nascente Gomes; Agnaldo Solon Arruda Azambuja; Alexandre Xavier; Jose Ribamar Costa Junior; Ricardo A. Costa; Luiz Alberto Piva e Mattos; Fausto Feres; Amanda Guerra de Moraes Rego Sousa; Jose Eduardo Moraes Rego Sousa

Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, São Paulo, SP, Brasil e Cinecor, Cuiaba, MT, Brasil.

INTRODUÇÃO: A intervenção coronária percutânea (ICP) em pacientes (P) jovens (< 40 anos = Pj) representa 2-5% das ICP eletivas. Este subgrupo é considerado de baixo risco.Visamos analisar as complicações intra-hospitalares e os eventos no médio prazo em P complexos, não-selecionados, com angina estável que realizaram ICP, comparando-os aos pacientes idosos (> 80 anos = Pi).
MÉTODOS: Estudo tipo registro,retrospectivo no qual foram incluídos todos os Pi e Pj tratados por ICP entre 01/2008 e 01/2009.Os P incluídos foram avaliados quanto às características clínicas, complicações intra-hospitalares e eventos clínicos (infarto+ nova angioplastia no vaso-alvo + óbito = ECAM).
RESULTADOS: 171 P foram incluídos (66 Pj e 105 Pi) sendo homens (62,1%). DM (29,5% vs. 15,2%, p = 0,05), HAS (91,4 vs. 65,2%, p < 0,01), dislipidemia (68,8% vs. 42,4%, p = 0,002) e insuficiência renal (82,9% vs. 6,1%, p < 0,01) foram mais prevalentes entre Pi enquanto o tabagismo (95,2% vs. 72,7%, p < 0,01) e infarto do miocárdio recente < 30 dias (53% vs. 30,5%, p = 0,004) foram mais frequentes entre os Pj. Predominou entre os Pi o comprometimento multiarterial (24,7% vs. 21,4%, p = 0,007) e maior calcificação (66 vs. 34%, p = 0,01). O sucesso do procedimento foi 95,2% Pi vs 96% Pj, p = 0,187. No período intra-hospitalar,o infarto peri-procedimento representou a mais frequente complicação (6% Pj vs. 4,8% Pi, p = 0,55), seguido de sangramento (1,5% Pjvs. 2% Pi, p = 0,906) e insuficiência renal (0% Pj vs. 4,1% Pi, p < 0,01). Ao final de um ano de seguimento, a taxa de eventos combinados foi de 3% para Pj e 6,9% para os Pi (p = 0,047), porém com mais recorrência de angina (18,1% vs. 4,9%, p = 0,018) e necessidade de nova revascularização da lesão-alvo (3% vs. 1%, p = 0,041) entre Pj.
CONCLUSÃO: Na fase atual da cardiologia intervencionista, com aprimoramento dos instrumentais e sobretudo o advento dos stents, o resultado imediato da ICP equiparou-se nas diferentes faixas etárias. A tendência por uma conduta mais conservadora entre os idosos pode explicar a menor taxa de reestenose entre estes P.




64 - INTERVENÇÃO CORONÁRI A PERCUTÂNEA - DIFERENÇAS ENTRE GÊNEROS?

Marta Menezes; Paulo Ribeiro Silva; Lucas Sousa Lopes; Erenaldo de Souza Rodrigues Junior; Marilia Menezes Gusmão; Simone Leticia Souza Querino; Mariana Nobrega Maia Souza; Manuela Correia da Silveira; Jorge Peregrino Braga; Antonio Jose Neri Souza; Ademar Santos Filho

Hospital Ana Nery, Salvador, BA, Brasil e Escola Bahiana de Medicina e Saúd Pública, Salvador, BA, Brasil.

FUNDAMENTO: Estudos tem descrito diferenças entre gêneros nos resultados da intervenção coronária percutânea (ICP). Questiona-se se as mulheres tem a mesma possibilidade de ser submetida ao procedimento, se o perfil clínico da mulher é de maior gravidade, em função de faixa etária maior com relação ao homem, se o perfil dos stents utilizados seria adequado à anatomia coronariana feminina ou se existem respostas biológicas distintas entre os gêneros.
OBJETIVO: Descrever características dos pacientes submetidos a ICP, para avaliar diferentes possibilidades de acesso ao procedimento e faixa etária, comparando homens e mulheres. Delineamento: Estudo descritivo de corte transversal. Pacientes e Métodos: Avaliados registros do laboratório de hemodinâmica de pacientes submetidos a ICP entre janeiro a dezembro de 2011.
RESULTADOS: Dos 303 pacientes 138 (45,5%) eram mulheres e 165 (54,5%) homens. A média de idade foi de 61,68 (± 11,35) e 61,72 (± 11,93) respectivamente, sem significância estatística. Stent farmacológico e não farmacológico foram utilizados em 27 (9,38%) e em 261 (90,63%) respectivamente, quanto ao número de stents, 202 (77,4%) usaram 1, 77 (29,5%) 2 e 9 (0,34%) receberam 3 stents, não sendo observada diferença entre os gêneros. Em 31 (10,1%) pacientes foi descrito insucesso do procedimento, a media de idade, embora pouco mais elevada no grupo insucesso 63,35 vs 61,52 no grupo com sucesso, não foi significante, desses 14 (10,1%) eram mulheres e 17 (10,4%) homens. Dentre as causas descritas como insucesso, a não passagem do fio guia foi descrito em 10 (34,7%) dos pacientes, dos quais 8 (80%) eram mulheres, diferença significante (p < 0,007).
CONCLUSÃO: Não verificada maior faixa etária entre as mulheres, que tiveram igual oportunidade de serem submetidas ao procedimento, quando comparadas com os homens. A significativa taxa de insucesso relacionada à não passagem do fio guia poderia sugerir inadequação técnica à anatomia coronariana feminina. É necessário aprofundamento do estudo, com acompanhamento prospectivo para melhor entendimento deste tema.




65 - O STENT MODIFICA A EVOLUÇÃO DA ATEROSCLEROSE CORONÁRIA EM ÁREAS NÃO-TRATADAS DO VA SO-ALVO?

Breno A A Falcão; Rafael C Silva; Joao Luiz de A.A. Falcao; Gustavo R Morais; Ryan A A Falcão; Pedro Alves Lemos N

Instituto do Coração, HCFMUSP, São Paulo, SP, Brasil.

INTRODUÇÃO: O implante de stent coronário é um possível fator implicado na progressão da aterosclerose em regiões não-tratadas do vaso-alvo. Objetivou-se analisar a evolução da aterosclerose em áreas não-tratadas do vaso-alvo, comparativamente a vasos não tratados de um mesmo paciente.
MÉTODOS: Foram elegíveis pacientes com indicação de angioplastia, que apresentassem pelo menos uma artéria coronária principal sem necessidade de tratamento percutâneo. Durante a angioplastia, realizou-se ultrassom intracoronário do vaso-alvo e também das artérias não-tratadas, para mensuração da carga aterosclerótica coronária, avaliando-se área luminal média, área média do vaso e carga de placa média. Os pacientes fora mmantidos em prevenção secundária, e aqueles que necessitaram de nova coronariografia, no seguimento clínico, foram incluídos nesse estudo, sendo submetidos à reavaliação ultrassonográfica.
RESULTADOS: Foram incluídos 40 pacientes, com idade média de 57,1 + 8,6 anos, 62% do sexo masculino e 40% diabéticos. A mediana do tempo de seguimento até o reestudo foi de 17,4 m (8,6 m – 23,1 m). Foram analisadas 83 artérias coronárias (345,3 cm), 43 tratadas com stent e 40 artérias controles. Tanto para as artérias tratadas com stent (áreas não-tratadas do vaso-alvo) como para as artérias controles, não se observou variação significativa da carga aterosclerótica quanto aos três parâmetros ultrassonográficos avaliados no basal versus seguimento. A variação temporal desses parâmetros ultrassonográficos também não diferiu de forma significativa entre as artéria tratadas com stent versus as artérias controles.
CONCLUSÃO: Em pacientes submetidos à angioplastia coronária, o implante do stent não influenciou na evolução da aterosclerose nas áreas não tratadas do vaso-alvo.




66 - INTERVENÇÃO PRECOCE POR VIA FEMORAL APÓS TNK NO IAMCSST MOSTRA BAIXA FREQUÊNCIA DE COMPLICAÇÕES VASCULARES

Felipe J A Falcão; Carlos A L Oliveira; Edilberto Castilho; Eduardo Lanaro; Manuel P M G J; Adriano H P Barbosa; Antonio C C Moreno; J L V Herrmann; Jose A M Souza; Claudia M R Alves; A C C Carvalho

Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil e Secretaria Municipal de Saúde, São Paulo, SP, Brasil.

INTRODUÇÃO: A trombólise (TT) é frequentemente utilizada no infarto agudo do miocárdio com supradesnível do segmento ST (IAMCSST). Desfechos cardíacos maiores foram reduzidos com o tratamento antiplaquetário otimizado, porém com o aumento do risco de sangramento.
OBJETIVO: Avaliar o risco de complicações vasculares ou sangramentos no cateterismo precoce pós TT, utilizando-se a via femoral para o acesso vascular. MÉTODO: Entre fev/2010 e dez/2011, cinco pronto-socorros municipais da cidade de São Paulo e as ambulâncias avançadas do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU) utilizaram tenecteplase (TNK) para tratamento de pacientes com IAMCSST. Os pacientes foram encaminhados a um único hospital terciário e submetidos a cateterismo cardíaco durante a internação. Todos os exames foram realizados por via femoral e o critério BARC foi utilizado para a classificação do tipo de sangramento.
RESULTADOS: 177 pacientes preencheram os critérios acima, sendo que 169 não tiveram complicação hemorrágica ou vascular (G1) e 8 apresentaram hemorragias, sendo 5 de causa vascular (G2) (2,8%). O G2 apresentava idade maior que o G1 (72 + 9 vs 57 + 11 anos, p = 0,001) porém comíndice de massa corporal e GRACE escore semelhantes (p >.05 para ambos). A mediana de tempo entre a lise e o cateterismo foi de 24 horas no G1 e de 13 horas no G2. No G2, dois pacientes receberam abciximab durante a intervenção. Segundo o critério BARC, 1 paciente teve sangramento do tipo 3b não relacionado ao acesso vascular e 1 paciente sangramento tipo 3c (hematoma retro-peritoneal), sendo os demais do tipo 1. No G2 apenas 1 transfusão de sangue foi necessária. Nenhum paciente teve óbito relacionado a complicação vascular pós-intervenção. Adicionalmente, 1 paciente com hemorragia digestiva baixa necessitou transfusão.
CONCLUSÃO: A estratégia fármaco-invasiva, por via femoral, apresentou baixa taxa de complicação vascular, comparável a observada em angioplastias eletivas.




67 - ANGIOPLASTIA PRIMÁRIA PARA TRATAMENTO DO INFARTO AG UDO: EXISTE DIFERENÇA NOS DESFECHOS ENTRE AS ANGIOPLASTIAS REALIZADAS ENTRE OS HORÁRIOS DIURNO E NOTURNO?

Cristiano DE Oliveira Cardoso; Carlos Roberto Cardoso; Fernando Cenci Tormen; Marcos Michelin; Juliane Ioppi; Eduardo Mattos; Felipe Antonio Baldissera; Rogério Sarmento-Leite; Alexandre Schaan de Quadros; Carlos Antonio Marcia Gottschall

Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS, Brasil.

INTRODUÇÃO: Estudos demonstram que as angioplastias primárias (AP) realizadas fora do horário de rotina estão relacionadas com pior prognóstico. É objetivo do presente estudo avaliar os desfechos das AP realizadas no horário de rotina e no esquema de plantão.
MÉTODOS: Estudo de coorte prospectivo incluindo pacientes (pts) atendidos por IAM com supradesnivelamento do segmento ST entre Dez 2009/Dez 2011. Pts foram entrevistados e acompanhados no período hospitalar, sendo os mesmos divididos em dois grupos para comparação: "A" – IAM entre as 8-20 h e "B" - IAM entre às 20-8 h. Os dados foram armazenados e analisados em programa estatístico SPSS. Foram utilizados teste t, qui-quadrado e Mann-whitney para comparação considerando valor de p significativo < 0,05.
RESULTADOS: No total 1108 pacientes foram submetidos à AP, sendo 680 pcts no grupo "A" e 428 no "B". As características basais referentes a fatores de risco, tempo de apresentação de IAM e classificação Killip foram semelhantes em ambos os grupos. Porém, o grupo B apresentou maior prevalência de BAVT. O tempo porta-balão foi significativamente maior no grupo "B" (80 x 72 minutos, p < 0,001). No entanto, não houve diferença significante entre os grupos "A" e "B" em relação à mortalidade hospitalar (7,6% x 10,2%, p = 0,16), trombose de stent hospitalar (1,5% x 1,1%, p = 0,78) e sangramento maior (2,1 x 1,9%, p = 0,83).
CONCLUSÃO: Pacientes com IAM apresentam desfechos clínicos semelhantes independentemente do horário de realização da angioplastia primária. No entanto, o tempo porta-balão é maior nos pacientes tratados entre as 20-8 h.




68 - ANÁLISE PROSPECTIVA DOS ESCORES TIMI, GRACE, PAMI E ZWOLLE EM PACIENTES SUBMETIDOS À INTERVENÇÃO CORONÁRIA PERCUTÂNEA PRIMÁRIA

Anibal Pereira Abelin; Renato Budzyn David; Juliana Canedo Sebben; Guilherme Luiz de Melo Bernardi; Eduardo Mattos; Felipe Antonio Baldissera; Juliane Ioppi; Rogério Sarmento-Leite; Carlos Antonio Marcia Gottschall; Alexandre Schaan de Quadros

Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS, Brasil.

INTRODUÇÃO: Diversos escores de risco foram desenvolvidos para identificar pacientes (pts) com infarto agudo do miocárdio com elevação do segmento ST(IAM) de alto risco, mas comparações na prática clínica contemporânea do mundo real são escassas. O objetivo deste estudo foi comparar a acurácia dos escores de risco GRACE, PAMI, Zwolle e TIMI para IAM em pts submetidos a intervenção coronária percutânea primária (ICPp).
MÉTODOS: Estudo de coorte prospectivo com pts consecutivos com IAM e submetidos a ICPp entre Dez 2009/Nov 2010. Foram avaliados eventos cardiovasculares maiores (ECVM) e morte em 30 dias. A acurácia diagnóstica dos escores foi avaliada pela área sob a curva ROC, e diferenças entre os escores foram avaliadas pelo método não paramétrico de DeLong.
RESULTADOS: No período do estudo, 501 pts foram incluídos consecutivamente. A idade média foi de 60,5 ± 11,8 anos e 68% eram do sexo masculino. Em 30 dias, 62 pts (12,4%) apresentaram ECVM e óbito ocorreu em 39 indivíduos (7,8%). Todos os escores foram estatisticamente associados com morte e ECVM em 30 dias (p < 0,01). A estatística c e respectivos intervalos de confiança dos escores na avaliação do risco de morte em 30 dias foram os seguintes: GRACE = 0,84 [0,78-0,90]; TIMI = 0,81 [0,74-0,87]; Zwolle = 0,80 [0,73 -0,87]; e PAMI (0,75 [0,68-0,82]; p < 0,001). Os escores TIMI, GRACE e Zwolle apresentaram acurácia diagnóstica semelhante para óbito em 30 dias, e o escore GRACE foi superior ao PAMI (p = 0,0097). Os escores não apresentaram acurácia diagnóstica adequada para ECVM em 30 dias.
CONCLUSÕES: Os escores TIMI, GRACE e Zwolle apresentaram desempenho similar para prever óbito em pacientes submetidos à ICPp na prática clínica diária. O estudo sugere que o escore de Zwolle, em adição aos escores de TIMI e GRACE, pode ser utilizado para avaliar o prognóstico de pacientes com IAM submetidos a ICPp.




69 - BENEFÍCIO ADICIONAL DA ANGIOPLASTIA PRIMÁRIA EM ASSOCIAÇÃO ÀS TERAPIAS ANTI-AGREGANTES PLAQUETÁRIAS, ANTICOAGULANTES E TROMBOLÍTICAS NO INFARTO COM SUPRA-ST: META-ANÁLISE

Bruno R Nascimento; Marcos Roberto de Sousa; Luisa C.C. Brant; Fábio Nogueira Demarqui; Thalles Oliveira Gomes; Julio Cesar Bogres; Guilherme Rafael Sant`Anna Athayde; Antonio Luiz Pinho Ribeiro

Hospital das Clínicas, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte MG. Brasil.

INTRODUÇÃO: O infarto do miocárdio com supra-ST (IAMCSST) é responsável por elevada morbimortalidade e novas classes de drogas vêm sendo progressivamente adicionadas ao seu tratamento, muitas vezes associadas a angioplastia primária (AP). O real benefício versus o risco de sangramento das associações ainda não é totalmente conhecido.
OBJETIVOS: Avaliar, por revisão sistemática, o impacto da adição progressiva de drogas trombolíticas, anticoagulantes e antiagregantes plaquetárias e da AP sobre os desfechos morte, reinfarto (IAM) e sangramento maior (SM) em pacientes (P) com IAMCSST, e a evolução temporal desses desfechos.
MÉTODOS: Realizada busca no Medline com os termos acute, myocardial infarction/therapy, para identificar estudos envolvendo adultos com IAMCSST, aleatorizados, pelo menos 500 P, comparando-se estas classes de drogas e/ou AP, apresentando dados de morte, IAM e SM. Braços terapêuticos semelhantes foram agrupados e foi avaliada correlação entre adição progressiva de drogas, número de drogas e AP e esses desfechos através de regressão multivariada e coeficiente de Spearman, além de correlação entre o ano e a era do estudo e a ocorrência dos desfechos.
RESULTADOS: A busca resultou em 2.313 artigos, 59 após exclusões, 404.556 P, tempo médio de seguimento de 23,3 dias. A regressão mostrou correlação independente da AP com menor mortalidade (r = -1,60, P < 0,001) e aumento de SM (r = 1,25, p = 0,039), e benefício adicional em relação ao número de drogas. Houve correlação significativa entre o número de drogas do esquema e a proporção de morte (r = -0,466, p = 0,005) e de SM (r = 0,403, p = 0,016), que se confirmou no modelo de regressão. O ano e era do estudo tiveram correlação significativa com os três desfechos avaliados.
CONCLUSÃO: A AP demonstrou redução significativa de mortalidade, estando associada a aumento de SM no IAMCSST, com benefício independente do número de drogas empregadas e com benefício adicional em relação às medicações.




70 - INCIDÊNCIA E EVOLUCÃO HOSPITALAR DE PACIENTES COM DOENCA RENAL CRÔNICA E INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO

Alexandre Damiani Azmus; Luis Maria Yordi; Mauro Régis da Silva Moura; Henrique Basso Gomes; Julio Vinícius de Souza Teixeira; Rogério Sarmento-Leite; Alexandre Schaan de Quadros; Andre Luiz Langer Manica; Carlos Antonio Marcia Gottschall

Instituto Cardiologia, FUC, Porto Alegre, RS, Brasil.

INTRODUÇÃO: A Doenca Renal Crônica (DRC) é um dos principais fatores de pior evolução em pacientes (pts) com infarto agudo do miocárdio (IAM) com supradesnivelamenteo do segmento ST, mas existem poucos estudos em nosso meio.
MÉTODOS: Estudo de coorte prospectivo com pts consecutivamente atendidos por IAM com supradesnivelamento do segmento ST em um centro de referência em cardiologia (Dez 2009/Dez 2011) e submetidos a recanalizacao mecanica. A incidência de DRC (definida como estimativa da taxa de filtracao glomerular 60 ml/min) foi avaliada, e os desfechos destes pts foram comparados com aqueles sem DRC. A intervenção coronariana percutânea (ICP) foi utilizada de rotina, geralmente com contraste renografina. Os dados foram analisados com SPSS 17.0.
RESULTADOS: No período do estudo foram incluídos consecutivamente 1015pts com evento coronariano primário, sendo que a DRC foi identificada em 20,4%. A média de idade foi significativamente maior nesse grupo quando comparado com pacientes sem DRC (72 ± 10 x 58 ± 10 anos, p = 0,001). Não houve diferenca dos grupos em relação a presenca de diabete e dislipidemia. O grupo com DRC apresentava significativamente maior número de pacientes do sexo feminino (46% x 26%), maior numero de hipertensos (70% x 61%, p = 0,02) e pctes com instabilidade hemodinâmica (39% x 14%, p = 0,013). Variáveis angiográficas foram semelhantes, exceto em relação a maior presença de multiarteriais do grupo com DRC (59,9%x46,7%, p = 0,002). Houve ocorrência significativamente maior de óbito intra-hospitalar no grupo com DRC (14,5% x 3,5%) Nefropatia induzida pelo contraste foi observada em 15,8% dos casos, mas somente 1,1% necessitou diálise.Na analise multivariada, a presença de DRC e um fator independente de obito.
CONCLUSÃO: DRC e um fator frequentemente detectado na fase aguda de IAM, sendo um dos fatores independente de óbito intra-hospitalar




71 - VALOR PROGNÓSTICO DOS ESCORES ANGIOGRÁFICOS EM PACIENTES COM SÍNDROMES CORONARIANAS AG UDAS SEM SUPRADESNÍVEL DO SEGMENTO ST

Mateus dos Santos Viana; Carolina Esteves Barbosa; Mariana Brito de Almeida; Michael Sabino Rodrigues Soares; Guilherme Garcia; Felipe Kalil Beirão Alexandre; Claudio Marcelo Bittencourt das Viagens; José Péricles Esteves; Marcia Maria Noya Rabelo; Luis Claudio Lemos Correia

Hospital São Rafael, Salvador, BA, Brasil e Escola Bahiana de Medicina Salvador, BA, Brasil.

INTRODUÇÃO: O valor prognóstico (VP) de escores angiográficos em pacientes com síndromes coronarianas agudas sem supradesnível do segmento ST (SCA) não está demonstrado.
OBJETIVO: Em pacientes com SCA submetidos a coronariografia, testar a hipótese de que a quantificação da extensão da doença coronária por meio de escores angiográficos possui superior VP em relação à simples descrição do número de artérias acometidas.
MÉTODOS: Indivíduos com critérios objetivos de SCA e que realizaram coronariografia durante o internamento foram incluídos no estudo. Calculados cinco escores: Gensini Modificado, Friesinger, Escore de Doença Proximal, Duke Jeopardy e Syntax. Além disso, foi feita a descrição do número de artérias com obstrução 70%, classificação que variou de 0 a 3, sendo presença de obstrução 50% em tronco de coronária esquerda caracterizada por 4. Os VP destes escores foram comparados entre si e com a descrição numérica das artérias acometidas, levando-se em consideração o desfecho hospitalar composto de óbito, infarto não fatal ou angina refratária.
RESULTADOS: Estudados 215 pacientes, idade 66 ± 13 anos, 53% masculinos, GRACE 117 ± 38, 30% com doença triarterial ou tronco de coronária esquerda, 17% biarterial, 25% uniarterial e 28% sem obstrução coronária significativa. Eventos hospitalares ocorreram em 19% dos pacientes (14 óbitos, 10 infartos e 16 anginas refratárias). Todos os escores apresentaram predição de eventos (P < 0,001), com estatísticas-C semelhantes: Gensini = 0,76, Friesinger = 0,73, Escore de Doença Proximal = 0,74, Duke Jeopardy = 0,76, Syntax = 0,77) – P > 0,10 na comparação entre os escores. A simples classificação do número de artérias acometidas apresentou estatística-C de 0,73 (P < 0,001), sem diferença significativa em relação aos escores (P > 0,10).
CONCLUSÃO: A quantificação da extensão da doença coronária por escores angiográficos não oferece vantagem prognóstica em relação à simples descrição do número de artérias acometidas em pacientes com SCA submetidos a coronariografia.




72 - ACURÁCIA DO JULGAMENTO CLÍNICO NA ESCOLHA DE STENT FARMACOLÓGICO PARA ANGIOPLASTIA CORONÁRIA EM SÍNDROMES CORONARIANAS AGUDAS: COMPARAÇÃO COM MODELO MATEMÁTICO

Mateus dos Santos Viana; Isis Lima; Guilherme Garcia; Mariana Brito de Almeida; Michael Sabino Rodrigues Soares; Felipe Kalil Beirão Alexandre; Caio Freitas; Maira Carvalho Ivo; Marcia Maria Noya Rabelo; Luis Claudio Lemos Correia

Hospital São Rafael, Salvador, BA, Brasil e Escola Bahiana de Medicina Salvador, BA, Brasil.

FUNDAMENTO: Recentemente, um modelo matemático foi validado para predição de reestenose clínica após implante de stent. Na prática, a escolha do tipo de stent (farmacológico ou convencional) se faz por meio do "julgamento clínico" quanto à propensão a reestenose.
OBJETIVO: Testar a acurácia do "julgamento clínico" quanto à escolha do tipo de stent em pacientes internados com síndromes coronarianas agudas (SCA).
MÉTODOS: Incluídos pacientes consecutivamente internados por SCA, cuja coronariografia identificou lesão culpada pelo evento com mais de 70% de estenose, nunca antes tratada com stent. Foi utilizado um modelo matemático previamente validado para avaliação da probabilidade de reestenose caso esta lesão fosse tratada com stent convencional. Definiu-se que uma probabilidade de reestenose de pelo menos 10% indica stent farmacológico, baseado em número necessário a tratar de 25 pacientes para prevenir uma reestenose. Paralelamente, um médico intervencionista cego em relação ao modelo matemático determinou qual o tipo ideal de stent a ser utilizado na referida lesão. Foi avaliada a concordância entre o modelo matemático e o "julgamento clínico".
RESULTADOS: Foram avaliados 101 pacientes, idade 64 ± 13 anos, 64% masculinos. De acordo com o modelo matemático, a probabilidade média de reestenose foi de 6,6% ± 2,4%, sendo que 8,9% dos pacientes apresentavam probabilidade de pelo menos 10%, indicando stent farmacológico. O "julgamento clínico" concordou com a indicação matemática em apenas 50,5% dos casos (Kappa = 0,13; P = 0,008). Todas as discordâncias ocorreram quando o modelo matemático indicou stent convencional e o julgamento clínico indicou stent farmacológico (superindicação). Em seguimento de 293 ± 157 dias, a indicação de stent farmacológico pelo modelo matemático foi preditor de nova angioplastia (RR = 4,9; 95% IC = 1,3 – 18; P = 0,02), ao contrário do "julgamento clínico" (P = 0,55).
CONCLUSÃO: O "julgamento clínico" superestima a necessidade de stent farmacológico em pacientes com SCA.




73 - AVALIAÇÃO DO VALOR PROGNÓSTICO INCREMENTAL DO ESCORE SYNTAX-CLÍNICO EM RELAÇÃO AO ESCORE SYNTAX ORIGINAL EM SÍNDROMES CORONARIANAS AGUDAS SEM SUPRADESNÍVEL DO SEGMENTO ST

Luis Claudio Lemos Correia; Mateus dos Santos Viana; Michael Sabino Rodrigues Soares; Guilherme Garcia; Mariana Brito de Almeida; Felipe Kalil Beirão Alexandre; Isis Lima; Maira Carvalho Ivo; José Péricles Esteves; Marcia Maria Noya Rabelo

Hospital São Rafael, Salvador, BA, Brasil e Escola Bahiana de Medicina, Salvador, BA, Brasil.

FUNDAMENTO: Uma vez realizada a coronariografia de pacientes com síndromes coronarianas agudas sem supradesnível do ST (SCA), a conduta clínica é guiada pela gravidade angiográfica, a qual pode ser traduzida pelo Escore Syntax. Não está estabelecido se dados clínicos devem ser incorporados à estimativa de risco fornecida pelo Escore Syntax.
OBJETIVO: Testar a hipótese de que o valor prognóstico de um Escore Syntax-Clínico é superior ao Escore Syntax original em pacientes com SCA.
MÉTODOS: Indivíduos admitidos com critérios objetivos de SCA que realizaram coronariografia durante o internamento, sem antecedentes de cirurgia de revascularização prévia, foram consecutivamente incluídos no estudo.O Escore Syntax foi calculado conforme originalmente definido. O Escore GRACE foi incorporado do Escore Syntax, gerando o Escore Syntax-Clínico. Desfechos hospitalares foram definidos pela combinação de óbito, IAM não fatal e angina refratária não fatal.
RESULTADOS: Foram estudados 215 pacientes, idade 66 ± 13 anos, 53% masculinos, Escore Syntax com mediana de 8 (IIQ = 0 – 22) e incidência de desfechos hospitalares de 19% (14 óbitos, 10 infartos, 16 anginas). O Escore Syntax apresentou estatística-C de 0,77 (95% IC = 0,69 – 0,85; P < 0,001) na predição de desfechos hospitalares. Em análise de regressão logística, o Escore GRACE se mostrou preditor de eventos (P = 0,007) após ajuste para o Syntax. Desta forma, o GRACE foi incorporado do Syntax, gerando o Escore Syntax-Clínico. O Escore Syntax- Clínico apresentou estatística-C de 0,78 (95% IC = 0,70 – 0,86; P < 0,001), sem incremento significativo em relação ao escore Syntax original.
CONCLUSÃO: Em pacientes com SCA, o advento do Escore Syntax-Clínico não incrementa o valor prognóstico obtido pelo Escore Syntax original.




74 - EFFECT OF PUBLIC AND PRIVATE HEALTH INSURANCE ON THE ACCESS TO INVASIVE-PROCEDURE HOSPITALS AND ON THE OUTCOMES IN ACUTE MYOCARDIAL INFARCTION - A BRAZILIAN PILOT STUDY

Eduardo José Pereira Ferreira; Jose Augusto Soares Barreto Filho; Antonio Carlos Sobral Sousa; Lawrence Andrade Araujo; Acelino de Oliveira Souza Junior; Aelson Fonseca Costa; Ana Terra Fonseca Barreto; Thaiane Muniz Martins; Camile Bittencourt Soares; Enaldo Vieira de Melo; Joselina Luzia Menezes Oliveira

Fundação de Beneficência, Hospital de Cirurgia - ANGIOCOR, Aracaju, SE, Brasil e Hospital do Coração, Aracaju, SE, Brasil.

In 1988, the public Unique System of Health (SUS) was launched in Brazil with the promise to offer high quality healthcare for all Brazilians. Whether outcomes of patients with ST-segment elevation myocardial infarction (STEMI) using SUS are similar to those occurring in patients using private services is scarcely known. This study aimed to compare the time of access to PCI hospitals and 30-day mortality in Sergipe.
METHODS: From January to October 2011, we evaluated 143 consecutive patients admitted with diagnosis of STEMI and submitted to PCI in three of the four PCI hospitals in Sergipe: 104 were treated by SUS and 39 treated by private insurances.
RESULTS: We observed a trend toward increase in incidence of older patients, multivessel disease and/or left main coronary disease in the private group. The time from onset symptoms to arrival at the PCI hospital was above the reco mmended in both groups but even longer for SUS patients (median, 14 hours, 25th-75th percentiles, 8-24 h) than private patients (median, 7 hours, 25th-75th percentiles, 4-17 h; p = 0.003).
Nevertheless, door-to-balloon times were similar comparing SUS group (median, 97 minutes, 25th-75th percentiles, 79-108 min) and private group (median, 90 minutes, 25th-75th percentiles, 76-100 min; p = 0.69). Drug-eluting stents and glycoprotein IIb/IIIa inhibitors were more frequently used in the private group. Despite similar and high angiographic success rates, younger age and lower prevalence of multivessel disease, SUS patients presented 6% higher 30-day mortality (14% vs. 8%, p = 0.39).
CONCLUSIONS: Our results depicted that STEMI patients using SUS coverage arrived later to PCI hospitals, were less likely to use drug-eluting stent and glycoprotein IIb/IIIa inhibitors and, more importantly, presented higher mortality rates despite lower predicted risk.




75 - PACIENTE COM SÍNDROME CORONÁRIA AGUDA SEM ST: RESULTADOS CLÍNICOS DA CINECORON ARIOGRAFIA MUITO PRECOCE (< 6 H) VS PRECOCE (> 6-24 h) VS TARDIA (> 24 H)

Milton Macedo Soares N; Wilson Albino Pimentel Filho; Wellington B Custodio; Cassio S Nunes; Gustavo V Olivotti; Edson A Bocchi; Thomas E C Osterne; Fabio S Petrucci; Jorge R Buchler; Stoessel F Assis; Egas Armelin

Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, São Paulo , SP, Brasil e Centro Médico Campinas, SP, Brasil.

INTRODUÇÃO: É notório que paciente (P) com portador de síndrome coronária aguda sem supra do segmento ST (SCASST), a abordagem invasiva seleciona o tratamento mais apropriado. Quando da indicação da intervenção coronária percutânea (ICP), é lícito saber qual o momento ideal para sua feitura.
MÉTODOS: Foram estudados 333P com SCASST, 203P com angina instável (AI) e 130P com infarto agudo do miocárdio sem ST (IAMSST). Destes, 207 (62%) foram para a ICP: 66P (31%) em tempo inferior a 6hs (m = 3,6 hs), grupo (G)-1, 125P (60%) entre 6 h e 24 hs (m = 14 hs), G-2 e 142P após as 24 hs (m = 38 hs), G-3. Os dados demográficos clínicos e anatômicos foram similares entre os G. Todos os P se enquadravam em valores intermediário-elevados do escore de estratificação de risco TIMI ( 3-7).
RESULTADOS: ECAM: eventos cardiovasculares adversos maiores. Na analise de sobrevivência livre de ECAM (Kaplan-Meier) em 2-anos, evidenciamos: resultados similares entre o G-1 e o G-3, respectivamente 88% e 89%, p = 0,22 e resultados inferiores quando comparado o G-1 e G-3 vs G-2, respectivamente 88%, 89% e 94% (G-1 vs G-2, p < 0,05 e G-3 vs G-2, p < 0,01).
CONCLUSÃO: Em nossa avaliação o período "precoce" (G-2) apresentou melhores resultados na evolução clinica de 2-anos, sugerindo que o tempo insuficiente de ação dos cuidados gerais e terapêuticos específicos nas SCASST interferiu nos resultados do G-1 (muito precoce) e que a demora na reperfusão interferiram nos resultados do G-3 (tardio).




76 - EVOLUÇÃO EM LONGO PRAZO DA VALVOPLASTIA MITRAL COM BALÃO ÚNICO. SOBREVIDA E SOBREVIDA LIVRE DE EVENTOS

Ricardo Trajano Sandoval Peixoto; Edison C S Peixoto; Rodrigo T S Peixoto; Ivana P Borges; Aristarco Goncalves de Siqueira Filho

Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ, Brasil e Cinecor Hospital Evangélico, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

INTRODUÇÃO: A técnica do balão único (BU) para valvoplastia mitral por balão (VMB) é a de menor custo. O objetivo foi analisar a evolução e determinar as variáveis para sobrevida e sobrevida livre de eventos maiores (EM) na evolução em longo prazo da técnica do BU Balt.
MÉTODOS: Estudo prospectivo. De 07/1987 a 12/2010, realizamos 526 procedimentos, 404 (76,8%) com BU Balt, 256 com evolução em longo prazo. O diâmetro foi de 25 mm em 5 procedimentos e de 30 mm em 251 e a área de dilatação de 7,02 ± 0,30 cm². A evolução em longo prazo foi de 55 ± 33 (1 a 198) meses. EM foram óbito, nova VMB ou cirurgia valvar mitral. Utilizou-se os testes: Qui quadrado, t de Student, curvas de Kaplan-Meier e análise multivariada de Cox.
RESULTADOS: Idade média 38,0 ± 12,6 anos, sexo feminino 222 (86,7%) pacientes, ritmo sinusal 215 (84,0%), escore ecocardiográfico (EE) 7,2 ± 1,5 (4 a 14) pontos, área valvar mitral (AVM) pré-VMB 0,93 ± 0,21 cm². A AVM pré e pós-VMB (Gorlin) foi 0,90 ± 0,20 e 2,02 ± 0,37 cm² (p < 0,001) e sucesso AVM 1,5 cm² em 241 (94,1%) procedimentos. Três (1,2%) pacientes começaram a evolução com insuficiência mitral (IM) grave. No final da evolução 118 (46,1%) pacientes estavam em classe funcional (CF) I, 71 (27,7%) em CF II, 53 (20,7%) em CF III, 3 (1,2%) em CF IV e 11 óbitos (4,3%) e 17 (8,2%) pacientes com IM grave. Doze (4,7%) pacientes foram submetidos à nova VMB e 27 (10,5%) à cirurgia valvar mitral. Previram independentemente sobrevida: EE 8 (p < 0,001, HR = 0,116), idade 50 anos (p = 0,011, HR = 0,203) e ausência de cirurgia valvar mitral na evolução (p = 0,004, HR = 0,170) e sobrevida livre de EM: ausência de comissurotomia prévia (p < 0,002, HR = 0,318), sexo feminino (p = 0,036, HR = 0,466) e AVM pós VMB 1,50 cm² (p < 0,001, HR = 0,466).
CONCLUSÕES: A VMB com BU teve resultados semelhantes às outras técnicas. Previram sobrevida e/ou sobrevida livre de EM: EE 8, idade 50 anos, ausência de cirurgia valvar mitral na evolução, ausência de comissurotomia prévia, sexo feminino e AVM pós VMB 1,50 cm².




77 - IMPACTO CLÍNICO DO IMPLANTE DE MARCAPASSO DEFINITIVO APÓS O TRATAMENTO VALVAR TRANSCATETER

Marco Aurelio Magalhaes; Fernando José; Lutz Buellesfeld; Eberhard Grube

Hospital Alemão Oswaldo Cruz, São Paulo, SP, Brasil e Hospital Universitário de Bern, Bern, Suiça.

FUNDAMENTOS: Os distúrbios de condução átrio-ventriculares com necessidade de marcapasso definitivo são reportados em até 40% dos casos de implante valvar aórtico transcateter (IVAT). Embora padronizado como complicação do método, o seu impacto prognóstico não é conhecido.
OBJETIVO: Avaliar o impacto clínico do implante de marcapasso definitivo após o IVAT.
MÉTODO: Entre 2007 e 2010, 353 pacientes (Pac) consecutivos portadores de estenose aórtica de alto risco foram tratados por IVAT. Comparou-se o prognóstico entre 3 grupos: 1- Pac. com necessidade de marcapasso definitivo pós IVAT; 2- Pac. sem necessidade de marcapasso definitivo pré ou pós IVAT; 3- Pac. portadores de marcapasso definitivo pré IVAT. O desfecho primário foi mortalidade global aos 30 dias e 12 meses. Os desfechos secundários foram o acidente vascular cerebral, ataque isquêmico transitório, infarto do miocárdio, e sua combinação nos eventos cardíacos adversos maiores. O grupo controle consistiu de uma população padronizada pela idade, gênero e centro.
RESULTADOS: Do total de 353 pac. com idade média de 82 ± 7 anos e Log Euroscore de 24 ± 15%, 98 (27.8%) pertenceram ao Grupo 1; 207 (58.6%) ao Grupo 2 e 48 (13.6%) ao Grupo 3. Os pacientes portadores de marcapasso definitivo prévio (Grupo 3) apresentaram maior frequência de comorbidades em comparação aos Grupos 1 e 2. (doença coronária: 77% vs. 53% e 58%; p = 0.009; infarto prévio: 31% vs. 15% e 16%; p = 0.02; fibrilação atrial: 44% vs. 23% e 20%; p = 0.005). Aos 12 meses, a mortalidade global foi semelhante entre os 3 grupos (Grupo 1: 19%; Grupo 2: 18%; Grupo 3: 23%,) nas análises não ajustada (p = 0.77) e ajustada (p = 0.88). Comparados com a população padrão, os riscos de óbito foram 2.4 (IC 95% 1.5-3.7) para o Grupo 1; 2.2 (1.6-3.1) para o Grupo 2 e 2.8 (1.5-4.9) para o Grupo 3.
CONCLUSÕES: O prognóstico da estenose aórtica nesta população de alto risco submetida ao IVAT permanece comprometido em comparação à população padronizada. Entretanto, o implante de marcapasso definitivo, aparentemente, não influencia na incidência de eventos cardíacos adversos maiores.




78 - IMPLANTE DE SEGUNDA BIOPRÓTESE (TAV-IN-TAV) PARA MANEJO DE MALPOSICIONAMENTO DE VALVA AÓRTICA PERCUTÂNEA

Enio Eduardo Guérios; Steffen Gloekler; Thomas Pilgrim; Stephan Stortecky; Lutz Bullesfeld; Ahmed Khattab; Christoph Huber; Bernhard Meier; Stephan Windecker; Peter Wenaweser

Bern University Hospital, Berna, Suiça e CONCEPT - Centro de Cardiop. Cong. e Estruturais do Paraná, Curitiba, PR, Brasil.

FUNDAMENTAÇÃO: Resultados insatisfatórios imediatos ou tardios após implante percutâneo de valva aórtica (TAVI) podem ser devidos a disfunção estrutural da bioprótese ou ao seu malposicionamento, embolização ou degeneração. Nestes casos, uma estratégia terapêutica a ser considerada é o implante de uma segunda prótese sobre a primeira (TAV-in-TAV).
MÉTODOS: Seis (1,4%) dentre 412 pacientes submetidos a TAVI necessitaram do implante de uma segunda prótese (TAV-in-TAV) para tratamento de um resultado inadequado consequente ao posicionamento muito alto (n = 4) ou muito baixo (n = 2) da primeira prótese implantada.
RESULTADOS: Cinco pacientes receberam o implante da segunda prótese no mesmo tempo do primeiro implante, para manejo de embolização (n = 4) ou de insuficiência aórtica (IAo) severa decorrente de implante baixo da prótese (n = 1). Um paciente realizou TAV-in-TAV eletivamente um ano após o primeiro procedimento para tratamento de IAo significativa. Todas as TAV-in-TAV foram realizadas com sucesso. A área valvar aórtica média aumentou de 0,7 ± 0,5 cm² para 1,6 ± 0,3 cm², e o gradiente transvalvar médio caiu de 48,3 ± 31,3 mmHg para 7,3 ± 2,2 mmHg após o implante da segunda bioprótese. Observou-se uma IAo residual final grau 1 em 5 pacientes e grau 2 em 1 paciente. Dois pacientes necessitaram implantar marcapasso definitivo por bloqueio átrio-ventricular total. Após 30-724 dias de seguimento, dois pacientes estavam em classe funcional I (NYHA), e 4 em classe funcional II, não tendo havido alteração significativa da área valvar média (1,47 ± 0,31 cm²), do gradiente transvalvar (7,5 ± 3,6 mmHg) nem do grau de IAo residual.
CONCLUSÃO: A realização de TAV-in-TAV é viável, leva a resultados funcionais imediatos favoráveis que parecem se manter no seguimento a curto e médio prazos, e pode ser considerada como estratégia terapêutica para tratamento de malposicionamento da primeira prótese implantada.




79 - O AMPLATZER CARDIAC PLUG™ NO FECHAMENTO DO APÊNDICE ATRIAL ESQUERDO: RESULTADOS DE 1 ANO

Márcio José Montenegro da Costa; Edgard Freitas Quintella; Bernardo Amorim; Gustavo Coulon Perim

Instituto Estadual de Cardiologia Aloysio de Castro, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

FUNDAMENTO: A fibrilação atrial está associada a acidentes vasculares embólicos que frequentemente resultam em morte ou invalidez. Eficaz na redução desses eventos, a anticoagulação possui várias limitações e vem sendo amplamente subutilizada. Mais de 90% dos trombos identificados nos portadores de fibrilação atrial sem patologia valvar se originam no apêndice atrial esquerdo, cuja oclusão é investigada como uma alternativa à anticoagulação.
OBJETIVOS: Determinar a viabilidade da oclusão percutânea do apêndice atrial esquerdo em pacientes com alto risco de eventos embólicos e limitações ao uso de anticoagulação.
MÉTODOS: Relatamos a experiência inicial com o Amplatzer Cardiac PlugTM (St. Jude Medical, St. Paul, Estados Unidos) em pacientes com fibrilação atrial não-valvar. Foram selecionados pacientes com alto risco de tromboembolia, sangramentos maiores, e contra-indicações ao uso ou grande labilidade na resposta ao anticoagulante. Os procedimentos foram realizados por viapercutânea, sob anestesia geral e com ecocardiografia trans-esofágica. O desfecho primário foi a presença de complicações peri- procedimento e o seguimento programado incluiu reavaliação clínica e ecocardiográfica em 30 dias e por contato telefônico após 3, 6, 9 e 12 meses.
RESULTADOS: Nos 5 pacientes selecionados se conseguiu a oclusão do apêndice atrial esquerdo sem complicações peri-procedimento. Não houve eventos clínicos no seguimento.
CONCLUSÕES: Ensaios clínicos controlados são necessários antes que o fechamento percutâneo do apêndice atrial esquerdo constitua uma alternativa à anticoagulação na fibrilação atrial não associada a patologia valvar. Mas o dispositivo se mostrou promissor em pacientes com alto risco de embolia e restrições ao uso de anticoagulantes.




80 - IMPLANTE VALVULAR AÓRTICO PERCUTÂNEO: 30 CASOS EM 3 ANOS. EXPERIÊNCIA ADQUIRIDA E RESULTADOS DE CURTO, MÉDIO E LONGO PRAZO

Guilherme Luiz DE Melo Bernardi; Rogério Sarmento-Leite; Paulo Roberto Lunardi Prates; Alexandre Schaan de Quadros; Imarilde Giusti; Paulo Affonso Salgado Filho; Tailur Alberto Grando; Carlos Antonio Marcia Gottschall

Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS, Brasil.

INTRODUÇÃO: A estenose aórtica severa é uma patologia prevalente na faixa etária idosa e de alta morbi-mortalidade. O implante valvular aórtico percutâneovem se desenvolvendo rapidamente nos últimos anos sendo uma alternativa à cirurgia clássica nos pacientes de alto risco cirúrgico.
MÉTODOS: Série de 30 casos nos últimos 3 anos com resultados imediatos, de médio e longo prazo do implante do dispositivo CoreValve, que consiste de uma bioprótese de pericárdio porcino montada e suturada em um stent auto-expansível de nitinol introduzido pela via arterial femoral ou ilíaca.
RESULTADOS: 16 pacientes do sexo feminino e 14 do sexo masculino com idade media 82,8 anos, EuroSCORE log. médio de 21%, submeteram-se ao implante deste dispositivo. Doze pacientes completaram 2 anos de seguimento, seis 1 ano e os demais menos de 1 ano. Sucesso no implante de 83,3%. Quatro óbitos, dois decorrentes do procedimento, uma morte súbita e outro de causa não cardíaca. Houve significativa queda imediata dos gradientes entre o ventrículo esquerdo e a aorta com redução média de 46 mmHg. Dez pacientes necessitaram de implante de marcapasso definitivo por distúrbio de condução átrio-ventricular. Todos no seguimento apresentaram melhora da classe funcional e sustentam a queda do gradiente entre VE-Ao e o aumento da área valvar.
CONCLUSÕES: Nossa experiência entra em seu quarto ano e vem se mostrando segura e efetiva em análise de curto, médio e longo prazo. Atualmente aguardam-se os resultados dos grandes ensaios clínicos com o dispositivo em questão para definir o seu exato papel e precisas indicações desta nova e promissora técnica.




81 - PERCUTANEOUS TRANSFEMORAL AORTIC VALVE IMPLANTATION WITH A NOVEL, NEXT-GENERATION DEVICE: FIRST-IN-MAN EXPERIENCE

Dimytri A A Siqueira; Alexandre A C Abizaid; Joerg Kempfert; Auristela I O Ramos; Antonio M Kambara; David C S L Bihan; Magaly A Santos; Ibraim F Pinto; Amanda G M R Sousa; J Eduardo Moraes Rego Sousa

Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, São Paulo, SP, Brasil.

BACKGROUND: In recent years, transcatheter aortic valve replacement has assumed a major role in the treatment of inoperable or high-risk elderly patients with severe aortic stenosis (AS). Currently, two systems are widely used, and several are in early clinical evaluation. We report the initial clinical experience with a novel, next-generation transfemoral aortic valve.
METHODS: The Symetis Acurate™ TF valve is composed of a self-expandable nitinol stent with porcine pericardial leaflets - mounted in a flexible shaft, 18F delivery system - and is designed for anatomical orientation of the co mmissures and subcoronary implantation. A unique three-step implantation protocol provides intuitive positioning. The valve comes in 3 sizes and acco mmodates native annular sizes of 21to 27 mm.
RESULTS: Three patients were selected for treatment with Acurate™ TF. Mean age was 80 ± 9.8 y, all presented with symptomatic AS (class III NYHA), the logistic EuroSCORE was 18.9 ± 6.3% and the STS score was 5.5 ± 2.9%. Mean gradient and aortic valve area were 56.7 ± 8.5 mmHg and 0.6 ± 0.2 mm², respectively. Procedures were performed by a fully percutaneous, transfemoral route in 2 pts; one pt required a retroperitoneal access due to marked arterial calcification. All implants were delivered successfully in the intra-annular and subcoronary position. Echocardiography at discharge revealed a mean gradient of 7 ± 1 mmHg, with a valve area of 1.8 ± 0.3 mm². Mild aortic regurgitation was noted in one patient. None of the patients developed new-onset conduction abnormalities or AV-block. Functional class was improved, with all pts in NYHA I at 30 days.
CONCLUSIONS: In this first-in-man experience, the Symetis Acurate™ TF valve has demonstrated good hemodynamic performance, with promising initial clinical results.




82 - IMPLANTE DE BIOPRÓTESE AÓRTICA POR CATETER EM PACIENTES COM ESTENOSE AÓRTICA E DISFUNÇÃO DE VE: DADOS DO REGISTRO BRASILEIRO

Dimytri Alexandre de Alvim Siqueira; Fabio Sandoli de Brito Junior; Luiz Antonio Ferreira Carvalho; Rogério Sarmento-Leite; Jose Armando MANGIONE; Cesar Rocha Medeiros; Maria Cristina Meira Ferreira; Alexandre Antonio Cunha Abizaid; Marco Perin; Eberhard Grube

IInvestigadores do RIBAC / SBHCI, São Paulo, SP, Brasil.

INTRODUÇÃO: Pacientes com estenose aórtica (EAo) severa e disfunção ventricular esquerda (VE) apresentam pior prognóstico e mais elevado risco cirúrgico. Neste cenário, o implante percutâneo de prótese aórtica representa estratégia terapêutica alternativa. Descrevemos a experiência nacional e os resultados clínicos e hemodinâmicos deste procedimento em portadores de EAo e disfunção VE.
MÉTODOS: O Registro Brasileiro de Implante de Bioprótese Aórtica por Cateter (RIBAC) é um registro multicentrico nacional, prospectivo e retrospectivo, com pts tratados com a prótese auto-expansível Corevalve® ou com o sistema balão expansível Sapien XT®. Os desfechos clínicos foram definidos conforme VARC (Valve Academic Research Consortium).
RESULTADOS: De jan/2008 a fev/2012, de 228 pts analisados, 35 (15,3%) apresentavam disfunção VE (fração de ejeção < 40%). Pts com disfunção VE possuíam menor média de idade (78,5 ± 9,2 vs 82,6 ± 6,9 anos, p = 0,002), eram mais frequentemente masculinos (68,5 vs 39,9%, p = 0,003) e apresentavam menor gradiente médio VE-Ao (39,9 ± 16,2 vs 54,5 ± 14,9 mmHg, p < 0,0001); neste subgrupo, 91,5% encontravam-se em classe III/IV NYHA e as estimativas de mortalidade pelo EUROscore logístico e STS eram de 24,8 ± 15% e 13,9 ± 11,7%, respectivamente. Sucesso no implante foi obtido em cerca de 90% dos casos, com sobrevida aos 30 dias de 88,6% naqueles com disfunção e de 91,6% nos pts com FE > 40% (p = 0,86). Não foram observadas diferenças nas taxas de AVC, complicações vasculares e necessidade de MP entre os grupos. Pts com disfunção VE apresentaram melhoria na classe functional (84,4% em classe I/II aos 30 dias) e da função VE após o implante (39,9 ± 16,2 para 54,4 ± 14,9%, p < 0,001).
CONCLUSÕES: Nesta casuística com dados da experiência nacional, o implante de bioprótese aórtica mostrou-se eficaz em pts com EAo e disfunção VE, com resultados clínicos similares aos obtidos em pts sem disfunção. Significativo aumento na fracão de ejeção do VE – com melhoria de classe funcional – pode ser observada após o procedimento.



83 - EVOLUÇÃO EM CURTO E MÉDIO PRAZO DOS PACIENTES SUBMETIDOS À IMPLANTE TRANSCATETER DA VALV A AÓRTICA

Ghandour; M S; Barbosa; D O N; Bezerra; B V; Silva; B S L; Erudilho; E; Carnieto; N M; Cristovao; S A B; Salman; A A; Mauro; M F Z; Mangione; J A

Hospital Beneficência Portuguesa, São Paulo, SP, Brasil.

INTRODUÇÃO: A estenose valvar aórtica (EAo) grave apresenta história natural desfavorável, com mortalidade em 2 anos de 20 à 30% e em 5 anos, próxima à 50% após o início dos sintomas A substituição cirúrgica da valva aórtica é considerada o tratamento de escolha da EAo, entretanto, cerca de 1/3 da população idosa portadora desta patologia não apresenta condições para o tratamento cirúrgico. Neste contexto, o implante transcateter valvar aórtico (ITVA), por ser menos invasivo, mostra-se uma alternativa terapêutica para estes pacientes (pt).
OBJETIVOS: Avaliar a evolução clínica dos pt portadores de EAo calcificada submetidos à ITVA em nosso serviço, analisando os resultados hospitalares e a médio prazo.
MÉTODOS: Estudo prospectivo de 22 pt submetidos de forma consecutiva ao ITVA em único centro. Foram selecionados pt com idade 75 anos, área valvar aórtica 0,6 cm/m² e EuroSCORE logístico 15% ou com comorbidades que contra-indicassem o procedimento cirúrgico e também a não aceitação à cirurgia.
RESULTADOS: A média de idade foi de 79,64 ± 5,82 anos, sendo 13 pt (59%) do sexo feminino. O EuroSCORE logístico médio foi de 23,23 ± 13,87% com 4 pt (18%) em classe funcional (CF) IV de acordo com a NYHA e 15 pt (68%) em CF III. O sucesso imediato do implante foi de 21 pt (95%), sendo 1 pt (4,5%) submetido a reposicionamento percutâneo da prótese em segundo tempo com sucesso. Na fase hospitalar ocorreram 2 (9%) óbitos, 11 pt (50%) desenvolveram Bloqueio de Ramo Esquerdo (BRE) e 5 pt (23%) necessitaram de implante de marcapasso definitivo. No seguimento médio de 9,1 ± 7,92 meses, houve melhora significativa da CF: 17 pt (85%) encontravam-se em CF I e 3 pt (15%) em CF II. Ocorreram 2 óbitos, sendo 1 (5%) relacionado ao ITVA e outro não cardíaco após 2 anos de evolução.
CONCLUSÕES: Os resultados favoráveis hospitalares e no seguimento clínico observados neste estudo sugerem o ITVA como uma opção atrativa de tratamento para os pt portadores de EAo calcificada que apresentam risco cirúrgico elevado. Entretanto, é necessário um período maior de acompanhamento para demonstrar o benefício a longo prazo do procedimento.




84 - RESULTADOS IMEDIATOS E APÓS 20 ANOS DA VALVOTOMIA PERCUTÂNEA POR BA LÃO NA ESTENOSE MITRAL GRAVE

Gentil Barreira de Aguiar Filho; S Lluberas; L F P Andrade; M V E Silva; N L Gomes; Z M Meneghelo; M Maldonado A; S Luiz N Braga; C A Esteves; A A C Abizaid; J Eduardo Moraes Rego Sousa

Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, São Paulo, SP, Brasil.

INTRODUÇÃO: A valvotomia mitral percutânea por balão (VMP) é um procedimento seguro e eficaz em pacientes (PCT) selecionados para o tratamento de estenose mitral grave sintomática com resultados imediatos e em longo prazo comparáveis a intervenção cirúrgica. Este estudo tem o objetivo de descrever os resultados das primeiras 200 VMP realizadas em nossa instituição e identificar os fatores preditivos de reestenose.
MÉTODOS: Foram submetidos à VMP, 200 PCT no período de 1987 a 1991. Avaliações clínica e ecocardiográfica foram realizadas 48 horas após VMP e durante o seguimento anualmente. Foram avaliados: Classe funcional(CF) pela NYHA, escore de Wilkins, área valvar mitral (AVM), gradiente transvalvar mitral (GTM), regurgitação mitral (RM), e diâmetro do átrio esquerdo. Sucesso foi definido como AVM 1,5 cm² sem refluxo valvar mitral ++2/4+. Perda de 50% do ganho inicial e AVM < 1,5 cm² foram definidos como reestenose.
RESULTADOS: A idade média foi de 32 ± 11 anos, 27(13,5%) PCT eram homens, 161 (81%) PCT encontravam-se em CF III ou IV. A média do Escore de Wilkins foi de 7,6 ± 1,2, somente 32 (16%) PCT possuíam escore > 8. Intervenção cirúrgica imediata foi necessária em sete (3,5%) PCT devido RM grave e 18 (9%) PCT devido problemas técnicos relacionados à curva de aprendizado. O sucesso do procedimento ocorreu em 175 (88%) PCT. o seguimento médio foi de 140 ± 79 meses. Mantiveram acompanhameto 129 (74%) PCT. A reestenose ocorreu em 60 (46%) PCT. Foi realizado segunda VMP em 25 PCT (19%) e terceira VMP em quatro PCT (3%). Em cinco anos a probabilidade livre de reestenose foi de 85%, em 10 anos de 60% e 20 anos de 36%. O diâmetro do átrio esquerdo (p = 0,034), GTMl pré e pós procedimento (p = 0,013 e p = 0,038 respectivamente), Escore de Wilkins e AVM pré e pós procedimento não foram estatisticamente significantes para predição de reestenose.
CONCLUSÃO: Durante seguimento clínico por 20 anos, 36% dos pacientes estavam livres de reestenose. A identificação dos fatores preditivos de reestenose é uma ferramenta útil para a seleção apropriada dos pacientes para a VMP.




85 - ANÁLISE DE CUSTO-EFETIVIDADE DO FECHAMENTO PERCUTÂNEO DA PERSISTÊNCIA DO CANAL ARTERIAL (PCA) EM COMPARAÇÃO COM MANEJO CIRÚRGICO

Rodrigo N Costa; Fabricio L Pereira; Marcelo S Ribeiro; Andre L Ferreira; Carisi A Polanczyk; Otavio Berwanger; Carlos A C Pedra

Hospital do Coração, Associação do Sanatório Sírio, SP, Brasil.

INTRODUÇÃO: As alternativas para o tratamento do PCA de maior diâmetro sãoo fechamento percutâneo com próteses ou por cirurgia. Dados publicados e experiência nacional demonstram a eficácia e segurança desses métodos, embora os dispositivos percutâneos não estão previstos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Este estudo tem como objetivo avaliar a custo-efetividade de estratégias terapêuticas para fechamento do PCA na perspectiva do SUS.
MÉTODOS: Foi desenvolvida uma avaliação econômica do uso desses dispositivos em comparação ao tratamento cirúrgico para o fechamento do PCA 2,5 mm. Dados primários sobre a eficácia e segurança dos dispositivos percutâneos para o fechamento de PCA foram coletados de uma revisão sistemática da literatura, focando nas probabilidades de ocorrência de eventos para o modelo de análise de decisão. Os custos utilizados foram aqueles reembolsados pelo SUS em 2010 e o custo do dispositivo tipo ADO foi estimado em R$ 10 mil.
RESULTADOS: O custo total foi estimado em R$ 8507 para cirurgia e R$ 11 mil para ADO. O valor está acima do aceitável para reembolso, assumindo uma disposição de pagar de 3x o PIB per capita (R$ 57 mil em 2010). A análise demonstrou que a redução do custo do dispositivo/sistema de entrega em R$ 492,65 traria o valor para o limiar dos R$ 57 mil/ano de vida salvo.
CONCLUSÃO: O tratamento percutâneo com dispositivos tipo ADO apresenta eficácia semelhante ao tratamento cirúrgico. Existe ainda incerteza sobre a razão de custo-efetividade incremental (RCEI) para o uso da intervenção percutânea em substituição ato tratamento cirúrgico, considerando a variabilidade nos parâmetros estimados da literatura. Uma redução de R$ 492,65 no custo dos dispositivo ADO e seu sistema de entrega tornaria a RCEI aceitável para uma disposição de pagar de R$ 57 mil reais/ano de vida salvo.




86 - ANGIOPLASTIA COM STENT EM PACIENTES COM ESTENOSE DAS VEIAS PULMONARES PÓS ABLAÇÃO DA FIBRILAÇÃO ATRIAL

Fabricio Leite Pereira; Marcelo Silva Ribeiro; Wanda Nascimento; Luis Otavio Campanhã Sant`Anna; Rodrigo Nieckel da Costa; Valmir F.Fontes; Carlos Augusto Cardoso Pedra

Hospital do Coração, Associação Sanatório Sírio, São Paulo, SP, Brasil.

INTRODUÇÃO: Fibrilação atrial (FA) é a arritmia mais frequente nos adultos. Apesar da ablação percutânea com isolamento dos focos arritmogênicos por radiofrequência ter boa eficácia e baixas taxas de complicação, a estenose secundária de veias pulmonares (VP) parece ser sub-diagnosticada. Relatamos3 pts que foram tratados por meio do implante de stents.
MÉTODOS: Estudo observacional, prospectivo, descritivo, com dados colhidos retrospectivamente por revisão de prontuários. 3 pts (2) com mediana de idade 39 anos (25 a 67) com dispneia e hemoptise. Paralisia frênica direita associada em 2 pts. Diagnóstico de estenose unilateral de VPus esquerdas foi confirmado por TC. Submeteram-se a cateterismo direito, esquerdo, punção transseptal e cineangiografia das veias pulmonares seguido de implante de stents.
RESULTADOS: Nenhum pt apresentava hipertensão pulmonar. O pt 1 apresentava estenose de 75% das veias média e superior e foi tratado com cutting-balloon seguido de angioplastia com alta pressão. Apresentou reestenose após 4 meses necessitando implante de stents com diâmetros de 8 mm. Pt 2 estenose de 60% na junção VP inferior e média e total da superior, sendo realizado implante de stents 7 x 24 e 6 X 23, com pós dilatação com balões 8 e 7 mm, respectivamente. Pt 3 estenose de 73% na média, sendo pré-dilatada (avaliar a complacência) seguida de implante de stent 10 x 25 com dilatação da malha para preservação do fluxo para demais VP. Não houve complicações, os pts apresentaram melhora dos sintomas, mantidos com dupla antiagregação e a TC de controle evidenciou VPus de bom calibre, sem reestenoses ou congestão pulmonar.
CONCLUSÃO: Angioplastia com implante de stents de diâmetro > 7-8 mm parece ser segura e eficaz no tratamento da estenose de VPus pós ablação, com bons resultados a médio prazo. Angioplastia por balão parece não ser efetiva por retração elástica do tecido cicatricial.




87 - TRATAMENTO DAS COMUNICAÇÕES INTERATRIAIS (CI A) EM CRIANÇAS: ESTUDO CLÍNICO COMPARATIVO ENTRE O MÉTODO PERCUTÂNEO E O CIRÚRGICO

Rodrigo N Costa; Marcelo S Ribeiro; Fabricio L Pereira; Wanda Nascimento; Simone R F F Pedra; Valmir F. Fontes; Fabiana M Passos; Ieda B Jatene; Marcelo B Jatene; Carlos A C Pedra

Hospital do Coração, Associação do Sanatório Sírio, SP, SP, Brasil.

INTRODUÇÃO: O fechamento percutâneo (FP) da CIA é uma alternativa ao tratamento cirúrgico (TC), porém estudos comparativos são escassos na literatura.
OBJETIVO: Comparar os desfechos do FP e do TC em 2 séries de pacientes (pts) com CIA tratados em um hospital de excelência.
MÉTODOS: Estudo observacional não randomizado com dados de 2 coortes de pts com CIA. FP realizado com próteses aprovadas pela ANVISA entre 04/09-10/11. TC realizado por toracotomia e CEC no período de 01/07-10/11. Excluídos com < 8 kg e > 14 anos. Estudo financiado em parte pelo ministério de saúde (MS) para avaliação do custo-efetividade do FP da CIA.
RESULTADOS: 75 pts no grupo FP e 105 no TC. A idade e o peso do grupo TC foram menores (57 ± 40 meses e 18 ± 11 kg x 94 ± 45,3 meses e 27 ± 15 kg). Não houve diferenças na distribuição dos sexos, CIAs fenestradas (14 x 18%) e tamanho do defeito (13 ± 6,5 x 12 ± 4,5 mm). Sucesso em 100% e mortalidade 0% nos grupos. A taxa de fluxo residual (FR) à alta hospitalar foi semelhante nos grupos (2,5%FPx0,9%TC). Os 2 pts com FR do FP tinham CIAs adicionais pequenas não cobertas pela prótese. Necessidade de UTI, uso de drogas vasoativas no pós-operatório, arritmias necessitando tratamento, uso de hemoderivados e necessidade de novos procedimentos maior no TC (100 x 3%, 19 x 0%, 9,5 x 0%, 37 x 0% e 7 x 1%). Neste grupo, os pts fizeram recuperação na UTI e 20 usaram inotrópicos. Dez apresentaram arritmias e 5 necessitaram MP provisório. Derrame pericárdico e pleural com necessidade de drenagem ocorreu em 3 e 5 pacientes. Uso de hemoderivados por anemiaou na CEC ocorreu em 37% dos pts. No FP, 1 pt teve BAV transitório com retirada da prótese e substituição por outra 3 meses depois. Três pts necessitaram de observação na UTI por terem < 10 kg. A internação foi maior no TC (8,4 vs 1,2 dias).
CONCLUSÕES: Os 2 tratamentos são seguros e eficazes com ótimos desfechos. O FP tem menor morbidade e tempo de internação. Tais observações embasam a visão que o FP é, hoje em dia, o método de escolha para pts selecionados com CIA e justificam seu uso no MS.




88 - AORTOPLASTIA COM STENT COBERTO ADVANTA V12 PARA TRATAMENTO DA COARTAÇÃO DA AORTA

Wanda Nascimento; Fabricio Leite Pereira; Marcelo Silva Ribeiro; Luis Otavio Campanhã Sant'ana; Rodrigo Nieckel da Costa; Valmir F. Fontes; Simone Rolim F. Fontes Pedra; Carlos Augusto Cardoso Pedra

Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, São Paulo, SP, Brasil e Hospital do Coração, Associação do Sanatório Sírio, São Paulo, SP, Brasil.

INTRODUÇÃO: O tratamento de eleição da coartação da aorta (CoA) nos adolescentes e adultos é aortoplastia percutânea com stent. Stents cobertos tem indicações precisas: pacientes (pts) >30 anos ou com Sd Turner, CoA subatrética ou associada a PCA ou aneurismas. Entretanto, tem sido cada vez mais utilizados por estarem associados a menor taxa de formação de aneurismas ou dissecção. Descrevemos nossa experiência com o stent coberto Advanta V12.
MÉTODOS: Estudo observacional, prospectivo, descritivo de uma coorte de pts submetidos a aortoplastia com stent Advanta V12 entre 2009 e 2012. Coleta de dados retrospectiva por meio da revisão dos prontuários. 25 pts (13 masc) com mediana de idade e peso de 15 anos (5 a 55) e 48 kg (21,1 a 95) submeteram-se ao procedimento sob anestesia geral utilizando-se introdutores 8 a 12F. Um pt possuía PCA associado e 4 pts tinham CoA sub-atrética. O diâmetro final do stent foi o mesmo do arco ou istmo. Os pts foram acompanhados com ecocardiograma com 6 e 12 meses e tomografia com 12 meses.
RESULTADOS: Houve sucesso no implante em todos pts com 4 necessitando de pré-dilatação. O gradiente sistólico caiu de 33 ± 17 para 3 ± 4 mmHg e o diâmetro CoA aumentou de 5,3 ± 3,0 para 13,4 ± 2,1 mm (ambos p < 0.001). Na maioria dos pts (20 pts) realizou-se pós-dilatação para melhor aposição. Dois pts apresentaram redução de pulso necessitando de heparina. No seguimento (mediana 12 m) todos pts apresentaram normalização da amplitude dos pulsos nos membro inferiores, no Doppler da aorta descendente ao eco e controle da pressão arterial. Na tomografia ou cate de controle com 12 m em 12 pts, os stents estavam íntegros e não houve complicações da parede da aorta ou necessidade de reintervenção.
CONCLUSÕES: O uso do stent V12 é seguro e eficaz para tratamento da CoA levando a desfechos hemodinâmicos e clínicos de curto e médio prazo satisfatórios. A pós-dilatação é necessária devido ao recolhimento imediato da malha.




89 - FECHAMENTO DO CANAL ARTERIAL COM PLUG VASCULAR AMPLATZER DO TIPO II

Luis Otavio Campanhã Sant'ana; Rodrigo Nieckel da Costa; Fabricio Leite Pereira; Marcelo Silva Ribeiro; Wanda Nascimento; Valmir F. Fontes; Carlos Augusto Cardoso Pedra

Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, São Paulo, SP, Brasil e Hospital do Coração, Associação do Sanatório Sírio, Sâo Paulo, SP, Brasil.

INTRODUÇÃO: Apesar da grande gama de dispositivos para o tratamento percutâneo do canal arterial persistente (PCA) encontramos dificuldades para o posicionamento de próteses em pacientes de menor tamanho devido ao prolapso de seus discos. Desta forma o uso do plug vascular Amplatzer (AVP II) tem sido cada vez mais frequente por sua configuração mais curta permitindo a perfeita aposição de seus discos no interior do canal arterial (CA). Apresentamos uma série de pacientes em que o AVP II foi utilizado para fechamento do CA.
MÉTODOS: No período de Março de 2011 à Janeiro de 2012, 12 pacientes (pts) com PCA foram tratados com AVP II. Os dados foram coletados de forma retrospectiva através dos prontuários dos pacientes. A via anterógrada foi utilizada para posicionamento do dispositivo em todos, exceto 1 dos pts.
RESULTADOS: 5 pts (42%) eram do sexo masculino e 7 pts (58%) tinham PCA do tipo A. A média de peso e idade foi de 25 ± 28 kg e 142 ± 220 meses, respectivamente. O diâmetro pulmonar do CA e da prótese utilizada foram de 3,6 ± 1,7 mm e 8,5 ± 2,2 mm, respectivamente. Um paciente necessitou da troca do dispositivo por um de diâmetro menor com perfeita aposição da nova prótese. Em outra foram realizadas tentativas de implante com 2 dispositivos, sem sucesso, sendo encaminhada para correção cirúrgica. Não houve shunt residual significativo ou estenose de artéria pulmonar. Na angiografia pós-procedimento se observou discreta protrusão do disco para a aorta em 3 pts, entretanto em nenhum houve estenose ístmica ou gradiente identificável.
CONCLUSÕES: O dispositivo AVP II é uma nova opção segura e eficaz para o tratamento da PCA em crianças menores e naqueles com anatomia desfavorável ao uso de dispositivos concebidos exclusivamente para fechamento percutâneo de CA.




90 - AVALIAÇÃO DA VIABILIDADE ECONÔMICA DO FECHAMENTO PERCUTÂNEO DA COMUNICAÇÃO INTERATRIAL (CIA) EM CRIANÇAS PELO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS)

Rodrigo N Costa; Marcelo S Ribeiro; Fabricio L Pereira; Andre L Ferreira; Carisi A Polanczyk; Otavio Berwanger; Carlos A C Pedra

Hospital do Coração, Associação do Sanatório Sírio, SP, SP, Brasil.

INTRODUÇÃO: Apesar do fechamento percutâneo (FP) da CIA ser considerado a modalidade terapêutica de escolha na maioria dos países, seu custo associado ao uso das próteses limita sua incorporação no SUS.
OBJETIVOS: Realizar uma análise de custo-efetividade (cust-efet) do FP da CIA sob o prisma de valores do SUS usando uma revisão sistemática da literatura.
MÉTODOS: A revisão foi direcionada para busca de estudos que tivessem avaliado a eficácia e segurança do FP ou cirúrgico da CIA nas bases dedados MEDLINE e Cochrane. Incluídos com > 50 pacientes e idade média < 14 anos. A análise econômica foi de cust-efet, computando os custos econsequências, no longo prazo, de ambas as opções. A efetividade foi estimada em anos de vida. O limiar para definir tecnologia como custo-efetiva foi de R$ 57000 por ano de vida ganho, equivalente a 3x PIB percapita em 2010. Considerou-se que pacientes com fluxos residuais tivessem o mesmo comportamento daqueles com CIA não tratadas baseados na curva de Campbell. Utilizaram-se valores do SUS para a cirurgia de CIA (R$ 12410) e para cateterismo (R$ 800) em 2010. O valor total da prótese foi estipulado arbitrariamente em R$16mil.
RESULTADOS: 35 referências incluídas. Todos estudos observacionais. O procedimento cirúrgico mostrou mortalidade maior (0,24% x 0,09%), porém com necessidade de 2º procedimento e de shunt residual menores que o FP. No modelo econômico, a relação de cust-efet incremental do FP foi de R$ 368614 por ano de vida salvo. Seria necessário que o custo associado à cirurgia fosse de R$ 3890, ou que o valor pago pelo dispositivo percutâneo sofresse redução de R$ 3892 do seu valor original para que o FP se tornasse aceitável do ponto de vista econômico.
CONCLUSÕES: Com base nos valores sob o prisma do SUS, a relação de cust-efet é desfavorável para o FP em relação ao cirúrgico. O delineamento dos estudos (ausência de ensaios), a dificuldade para levar em conta custos indiretos (banco de sangue, falta ao trabalho e escola, maior tempo de ocupação hospitalar) e a premissa que pacientes com pequenos fluxos residuais tem evolução desfavorável limitam a qualidade da evidência gerada.




91 - PERCUTANEOUS RETRIEVAL OF INTRAVASCULAR FOREIGN BODIES - OUR EXPERIENCE WITH A SIMPLE TECHNIQUE USING PIGTAIL CATHETER AND TWO GUIDEWIRES

Rodrigo G P Modolo; André E Gomes; André L W Bittar; Pedro H O Albuquerque; Bruno A Colontoni; Thiago Q A C Silva; Walasse R Vieira; Rodrigo C Santos; Eduardo Arantes Nogueira

Hospital de Clínicas – UNICAMP, Campinas, SP, Brasil.

INTRODUCTION: The use of intravascular devices in Intensive Care Units and Oncology Centers is increasingly higher with the onset of new center venous therapies. The embolization of these devices fragments are more frequent, and should always be retrieved. The aim is to show the authors experience with an alternative technique for foreign body retrieval.
METHODS: We point the routine of our Cath Lab using a pigtail catheter to pull the object to the inferior vena cava to free an extremity, and a doublewire technique on the site of puncture, avoiding the loss of the central venous access in case of a new embolization of the foreign body.
RESULTS: Between 1992 and 2011, we have performed 26 procedures in patients referred to our service for foreign body retrieval. The average age was 32.5 years, with 53.8% male. We used the femoral access, where 69.2% were right femoral vein. The fragments retrieved were in order intracath (34.6%), portocath (30.7%), NIH catheter, guide wires and vascular stents. With the use of the described technique we got 96.1% of success, with no major adverse effects.
CONCLUSIONS: With this technique, after obtaining the access, two guidewires are positioned inside the femoral vein, being one of them outside the introductor. This way, even in a rough retrieval with loss if the introductor, the access is still granted. The authors identified this technique for foreign body retrieval as safe, efficient and with a high rate of success; making easier to capture the object with a basket catheter and maintaining the venous access in case of its loss after a new embolization of the fragment.




92 - CORREÇÃO ENDOVASCULAR DE ANEURISMA DE AORTA TORÁCICA. ANÁLISE DOS RESULTADOS DE ÚNICO CENTRO

Patrick B Metzger; Fabio S Petrucci; Frederico Augusto Carvalho Linhares F; ALDO Z Passalacqua; Bruno Lorenção A; Eduardo Silva JORDÃO O; Nilo M Izukawa; Fabio H Rossi; Marcelo B O Colli; Samuel M. Martins; Antonio M Kambara

Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, São Paulo, SP, Brasil.

INTRODUÇÃO: A terapia endovascular das doenças da aorta torácica vêm apresentando notável avanço técnico e tecnológico, atualmente pode ser considerada o tratamento de eleição para o reparo dessas afecções, ao mostrar melhores taxas de morbi-mortalidade precoce, quando comparadas com a cirurgia aberta.
OBJETIVO: Analisar os resultados de uma série consecutiva de 55 pacientes submetidos ao tratamento endovascular de doenças da aorta torácica, avaliando o sucesso técnico, sucesso terapêutico, morbidade, mortalidade, taxas de complicações peri-operatórias e taxas de reintervenções destes pacientes.
MATERIAIS E MÉTODOS: Estudo retrospectivo, realizado em um centro de referência, no período de janeiro de 2010 à julho de 2011, em que foram analisados os pacientes submetidos à correção endovascular de doenças da aorta torácica. A população foi dividida em 2 grupos: grupo 1 (G1)-AAT verdadeiros, úlcera aórtica e pseudoaneurisma; grupo2 (G2) - dissecção aórtica tipo B crônica.
RESULTADOS: Em um total de 55 pacientes tratados, 29 pertenciam ao G1, e 26 ao G2. As idades médias foram de 66,8 ± 10 e 56,4 ± 7 anos, respectivamente. O sexo masculino esteve presente em 69% no G1 e 61,5% no G2. Os sucessos técnico e terapêutico foram de 86,3% e 68,6% no G1 e de 100% e 74% no G2. A mortalidade peri-operatória foi de 10,3% no G1 e de 7,6% no G2, com uma taxa de mortalidade anual de 10,3% no G1 e de 19,3% no G2. As taxas de reintervenções foram de 10,3% e 15,3% respectivamente.
CONCLUSÃO: Em nosso estudo, o tratamento endovascular das doenças da aorta torácica demonstrou ser um método viável e associado a aceitáveis taxas de complicações perioperatórias. As taxas de sucesso terapêutico e de re-intervenções obtidas, demonstram a necessidade do seguimento clínico rigoroso e atento desses pacientes.




93 - ANGIOPLASTIA CAROTÍDEA COM STENT EM ÚNICO CENTRO. COMPARAÇÀO DOS STENTS DE CELDAS ABERTAS VERSUS FECHADAS

Daniel Anibal Zanuttini; Constantino Ortiz Constantini; Sergio Gustavo Tarbine; Marcelo de Freitas Santos; Marcos A Denk; Marcos Henrique Bubna; Constantino Roberto Frack Constantini

Hospital Cardiológico Costantini, Curitiba, PR, Brasil.

INTRODUÇÃO: Recentes estudos comparando angioplastia carotídea com stent com endarterectomia carotídea demonstraram resultados controversos. A baixa experiência dos intervencionistas que realizaram a angioplastia foi a principal limitação destes estudos. O numero de procedimentos (pr) necessários para alcançar um resultado ótimo é desconhecido.
OBJETIVO: Avaliar os resultados de angioplastia carotídea em único centro com significativo volume de pacientes (pts) e realizada por cardiólogos intervencionistas experientes.
MÉTODO: Nos últimos 10 anos (Novembro 2001/Dezembro 2011), foram efetuados 319 pr consecutivos de angioplastia carotídea com stent e sistema de proteção cerebral, em pts sintomáticos e assintomáticos. Foram usados stents com celdas fechadas (Carotid Wallstent: área 1,08 mm²) em 206 pr e stents com celdas abertas (Precise: área 5,8 mm², Protegé: área 10,7 mm², Acculink: área 11,4 mm², Tubulares: área > 5 mm²) em 113 pr. Os dados clínicos e demográficos não mostraram diferenças entre os 2 grupos. As complicações intra hospitalar e a 30 dias foram definidas como uma taxa acumulativa de óbito, IAM o AVC.
RESULTADOS: Sucesso angiográfico foi em 99,7% dos procedimentos. As complicações hospitalar e a 30 dias foram 1,56% (5 pts), incluindo mortalidade 0,31% (1 pt), AVC maior 0,62% (2 pts) e AVC menor 0,62% (2 pts). Considerando os grupos de stents ocorreram no grupo com stents de celdas fechadas 2 eventos (0,97%) e no grupo de stents com celdas abertas 3 eventos (2,65%), p = não significativa.
CONCLUSÃO: Os procedimentos realizados por cardiólogos intervencionistas experientes, e com mais de 10 angioplastias carotídeas ao ano apresentaram 1,56% de complicações intra hospitalar e a 30 dias, menor ao publicado na literatura. A angioplastia carotídea com sistema de proteção cerebral e com stents de celdas fechadas apresentou uma tendência a menor taxa de eventos.




94 - TRATAMENTO PERCUTÂNEO DE PSEUDOANEURISMA DE ARTÉRIA ILÍACA EXTERNA: RELATO DE CASO

Guilherme Rafael Sant'ana Athayde; Thalles Oliveira Gomes; Julio Cesar Bogres; Eduardo Belisário Falqueto; Eduardo Kei Marquesini Washizu; Bruno R Nascimento; Ari Mamdil; Jamil Abdalla Saad

Hospital Felicio Rocho, Belo Horizonte, MG, Brasil e Hospital das Clínicas da UF MG, Belo Horizonte, MG, Brasil.

Cerca de 10% dos pacientes submetidos a transplante renal têm algum tipo de complicação. Dentre elas destacam-se a estenose ou a trombose das artérias renais ou ilíacas, a formação de fístulas arteriovenosas e a de pseudoaneurismas que acomete menos de 1% dos pacientes. Eles se formam no sítio da anastomose ou na própria artéria renal do enxerto. Homem, 35, doença renal crônica estadio V desde 2009. Em julho de 2011 foi submetido a transplante renal, evoluindo com um pós operatório complicado e perda do enxerto. Em setembro evoluiu com dor em flanco direito, instabilidade hemodinâmica e queda de hemoglobina. Realizado US de fossa ilíaca direita (FID) que mostrou volumoso hematoma retroperitonial e dilatação vascular na topografia de artéria ilíaca externa direita (AIED). Encaminhado para avaliação, apresentava dor e massa volumosa em FID. Realizada angiotomografia (TC) de abdome que mostrou formação ovalada medindo 11,6 x 11,1 cm relacionada anteriormente a AIED e sugestiva de pseudoaneurisma. Sem outras alterações significativas. Devido ao risco iminente de ruptura, foi conduzido em caráter de urgência, para o laboratório de Hemodinâmica. Realizada angiografia de membro inferior direito via femoral que confirmou a presença de pseudoaneurisma gigante em AIED. Realizado implante direto de stent graft Fluency 10 x 60 mm seguido de pós dilatação com balão Advance 10 x 40 mm em AIED. Angiografia de controle mostrou interrupção no enchimento do pseudoaneurisma. Não houve intercorrências no procedimento. Teve evolução hospitalar satisfatória. Realizado duplex scan e TC de controle que evidenciaram stent graft pérvio e pseudoaneurisma trombosado sem sinais de endoleak. Encontra-se atualmente assintomático. Os pseudoaneurismas de artéria ilíaca no pós transplante, apesar de raros, resultam em altas taxas de nefrectomia. As técnicas endovasculares, menos invasivas, oferecem uma nova opção terapêutica.




95 - IMPACTO DA HEMODIÁLISE E TRANSPLANTE SIMULTÂNEO RIM-PÂNCREAS SOBRE A ESPESSURA MÉDIO-INTIMAL DAS CARÓTIDAS EM PACIENTES COM DIABETES MELLITUS DO TIPO 1

João Miguel Malta Dantas; Fabio Sandoli de BRITO Junior; Jose Osmar Medina Pestana; Claudia Maria Rodrigues Alves; Valter Correia de Lima

Hospital São Paulo, São Paulo, SP, Brasil e Hospital do Rim e Hipertensão São Paulo, SP, Brasil.

FUNDAMENTOS: Espessura médio-intimal das carótidas (EMIC) é preditor de morte na população geral e naqueles com falência renal terminal (IRCT). Pacientes com diabetes tipo 1 (DM1), o transplante rim-pâncreas (TRP) é curativo com melhora de qualidade e quantidade de vida. Alterações vasculares relacionadas a hemodiálise (HD) e ao TRP ainda são pouco conhecidas.
MÉTODO: Analisados 30 pacientes com DM1 e IRCT em 3 fases: basal (admissão na lista de espera), 18 meses pós-basal e 18 meses pós-TRP. A EMIC foi medida por único observador, com técnicas padrão e adequado estudo de variabilidade. ANOVA com correção de Bonferroni para comparações sequenciais e análise multivariada foram utilizadas.
RESULTADOS: Idade média de 35 + 7 anos, predomínio de homens (21), duração média do DM1 22 + 8 e HD 2,4 + 2 anos. Resultados em mm (média e EP) de cada carótida e média estão no gráfico. Variáveis independente correlacionadas com redução da EMIC pós-TRP: idade, índice de massa corporal e LDL-colesterol. Marcadores de risco cardiovascular: Hemoglobina, Hemoglobina glicada, troponina, PCR, índice de massa do ventrículo esquerdo apresentaram redução significante pós-TRP.
CONCLUSÕES: No grupo de alto risco, o aumento da EMIC observado no período de HD foi revertido pós-TRP. Novos estudos devem explorar a relação desta redução com diminuição de risco cardiovascular ou de aterosclerose.






96 - RELAÇÃO ENTRE ALTERAÇÕES HEMOSTÁTICAS E PARÂMETROS ANTROPOMÉTRICOS COM O RISCO DE EVENTOS ISQUÊMICOS E TROMBOEMBÓLICOS

Priscilla Teixeira Céo Matos

Pós-Graduação e Pesquisa - Santa Casa de Belo Horizonte, Belo Horizonte, MG, Brasil.

INTRODUÇÃO: O PAI-1 (inibidor do ativador do plasminogênio do tipo 1) é uma proteína antifibrinolítica produzida pelo fígado e tecido adiposo, que inibe a formação da plasmina, responsável pela dissolução do coágulo de fibrina. Em indivíduos obesos, concentrações elevadas de PAI-1 estão associadas ao estado pró-trombótico, além de forte correlação com outros parâmetros como a obesidade central.
MÉTODOS: Foram analisadas através do método ELISA, amostras de sangue de 45 mulheres obesas com índice de massa corporal (IMC) 30,0 kg/m² para o grupo caso e 21 mulheres com peso normal (IMC 18,5 < 25 kg/m²) para o grupo controle.
RESULTADOS: Os níveis de PAI-1 do grupo das mulheres obesas foram superiores ao do grupo controle (p < 0,0001), entretanto, não houve diferença estatística entre os grupos estratificados pelo IMC, por grau de obesidade. O grupo com circunferência abdominal (CA) > 80 cm apresentou aumento dos níveis de PAI-1 em relação ao grupo com CA < 80 cm (p < 0,0001).
CONCLUSÕES: A avaliação dos níveis de PAI-1 mostrou um aumento significativo da atividade antifibrinolítica nas mulheres obesas com CA > 80 cm. Dessa forma, podemos concluir neste trabalho que a obesidade central, avaliada pela CA é um fator contribuinte para o aumento do risco de eventos isquêmicos e tromboembólicos.






XVII Jornada de Enfermagem


Mensagem da Presidente do DESBHCI


Caros colegas:

Salvador os recebe de braços abertos para a XVII Jornada Brasileira de Enfermagem em Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista. Será um momento ímpar de atualização e intercâmbio de conhecimentos entre enfermeiros e a equipe organizadora, bem como entre técnicos e tecnólogos em radiologia dos estados brasileiros que militam nas diferentes atividades dessa área.

Na elaboração da programação científica, coube à Comissão de Temas Livres a responsabilidade e o desafio de selecionar, para exposição oral ou na forma de pôsteres, as melhores contribuições inscritas. De se ressaltar que estas demonstraram de forma clara e inequívoca o compromisso dos profissionais com um processo de desenvolvimento científico incessante.

A avaliação dos trabalhos foi feita de forma criteriosa e com absoluta isenção por dezessete jurados dos diversos estados brasileiros, sendo que cada um deles foi julgado obrigatoriamente por três profissionais de destaque em seus campos de atuação. Os melhores serão premiados, visando incentivar o crescimento e o aprimoramento da produção científica da enfermagem em cardiologia intervencionista, radiologia vascular intervencionista, neurorradiologia intervencionista, intervenções em cardiopatias congênitas e eletrofisiologia invasiva.

Não há dúvidas de que a troca de conhecimentos e experiências a ter lugar neste Centro de Convenções da Bahia enriquecerá sobremaneira a programação dessa nossa jornada e redundará em benefícios da maior expressão para o incremento e a consolidação da educação continuada na área.

Cordiais agradecimentos e sinceros parabéns a todos que enviaram seus trabalhos.


Ivanise Maria Gomes
Presidente do DESBHCI




Temas Livres
XVII Jornada de Enfermagem

Apresentação Oral


01 - AVALIAÇÃO DO EFEITO DO CURATIVO OCLUSIVO NOS PACIENTES SUBMETIDOS À INTERVENÇÃO CORONÁRIA PERCUTÂNEA APÓS O USO DE DISPOSITIVO HEMOSTÁTICO

Ana Paula Gibin Leoncio; Tatiana Bartkevicius Castagnari; Aline Bueno do Nascimento; Alexandra Freitas; Rafael Leme Pereira; Irisvaldo Souza de Oliveira; Ivanise Maria Gomes; Breno Oliveira Almeida; Fabio Sandoli de Brito Junior; Marco Perin

Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP, Brasil.

INTRODUÇÃO: A via femoral é a técnica mais utilizada para a realização de intervenções coronárias percutâneas (ICP). As principais desvantagens desta técnica são as complicações vasculares e o tempo de repouso. Os dispositivos hemostáticos são utilizados com o intuito de promover o conforto do paciente, diminuir o tempo de hemostasia e a permanência no leito. O curativo compressivo é utilizado com a finalidade de minimizar as complicações vasculares, mas na prática diária observamos a presença de lesões cutâneas decorrentes do uso do mesmo. A proposta do estudo foi avaliar o efeito do curativo oclusivo em pacientes submetidos à ICP após o uso de dispositivo hemostático.
MÉTODOS: Foi realizado um estudo prospectivo, randomizado, de abordagem quantitativa. Elaborou-se um instrumento de coleta de dados para avaliação das condições clínicas, do sitio de punção, dos dados do procedimento e as técnicas de curativo empregadas. Para realização do curativo oclusivo utilizou-se o filme transparente e para o curativo compressivo, a fita cirúrgica. Foram incluídos 77 pacientes submetidos à ICP com utilização de dispositivo hemostático no período de dezembro de 2011 a março de 2012.
RESULTADOS: A técnica do curativo compressivo foi utilizada em 40 (52%) pacientes e a técnica oclusiva em 37 (48%). Em nenhum dos grupos foi evidenciado complicações vasculares. Na avaliação da pele, 23 (57,5%) pacientes apresentaram lesão cutânea no grupo compressivo: bolhosa 11 (47,8%), eritema 10 (43,5%), escoriação 1 (4,3%) e pústula 1 (4,3%). No grupo oclusivo não houve evidência de lesão cutânea (p < 0,0005).
CONCLUSÕES: O curativo oclusivo demonstrou eficácia por não apresentar complicações vasculares e manter a integridade da pele local nos pacientes submetidos à ICP com a utilização de dispositivo hemostático. A preconização do uso do curativo oclusivo proporciona segurança ao paciente devido ao menor risco de infecção, menor tempo de internação e redução de custos.




02 - SALA DE ESPERA NO LABORATÓRIO DE HEMODINÂMICA: O ENFERMEIRO PROMOVENDO MUDANÇAS NO COMPORTAMENTO E CONHECIMENTO DOS PACIENTES E FAMILIARES

Ana Cristina de Oliveira Abraao Santesso

Santa Casa de Misericórdia, Juiz de Fora, MG, Brasil.

INTRODUÇÃO: A prática dos procedimentos na Cardiologia Intervencionista está marcada por grandes avanços médicos e de enfermagem, mas o mesmo não se verifica no trato das informações e conhecimento dos pacientes e acompanhantes. Uma intervenção de enfermagem coerente que atenda as reais necessidades desse cliente requer conhecimento para tomada de decisões assistenciais e de educação em saúde.
OBJETIVO: Avaliar a importância do profissional enfermeiro nas atividades assistenciais/ educacionais junto aos pacientes e acompanhantes antes de um procedimento de intervenção cardiovascular no laboratório de hemodinâmica.
MÉTODO: Estudo de abordagem qualitativa, do tipo exploratório, descritivo, comparativo realizado em um serviço de hemodinâmica em Minas Gerais Para coleta de dados foi aplicado um questionário com questões abertas para um grupo de 30 participantes, tendo sido dividido em dois grupos distintos. Um grupo foi constituído de pacientes que receberam orientações do enfermeiro verbalmente e através de uma vídeo-aula na sala de espera, e a seguir responderam ao questionário. O Segundo grupo(grupo controle) não recebeu nenhum tipo de orientação e somente responderam ao questionário.
RESULTADOS E CONCLUSÃO: A maioria dos pacientes/acompanhantes não possuem referência de profissional que os oriente, esclareçam as particularidades, dividam seus anseios e medos antes do procedimento. A informação e educação em saúde no que tange a procedimentos no laboratório de hemodinâmica ainda está muito aquém do realmente necessário. A presença do enfermeiro no desenvolvimento de atividades educacionais aliado ao cuidado interfere positivamente no comportamento e conhecimento de pacientes e acompanhantes.




03 - INDICADORES DE QUALIDADE COMO RESULTADO DOS PROCESSOS EM HEMODINÂMICA

Paganin; Angelita; Vieira; Cristiane F R; Souza; Emiliane N

Hospital Unimed Caxias do Sul, Caxias do Sul, RS, Brasil e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS, Brasil.

INTRODUÇÃO: Indicadores de qualidade são os resultados dos processos de trabalho. Eles sinalizam o que pode ser modificado, melhor planejado e executado, direcionando as ações a serem realizadas.
OBJETIVO: Descrever os indicadores de qualidade desenvolvidos em um serviço de hemodinâmica do Rio Grande do Sul (RS).
MÉTODO: Trata-se de um relato de experiência acerca dos indicadores utilizados em um laboratório privado de hemodinâmica da região nordeste do RS, no ano de 2011. Em um trabalho conjunto entre o setor de Gestão da Qualidade da instituição e o laboratório de hemodinâmica foram elaborados indicadores relacionados a processos realizados no serviço, visando à melhoria, à segurança e à qualidade do atendimento ao cliente. A coleta de dados foi realizada por enfermeiras através de formulários específicos. Os dados alimentam o software Strategic Adviser, utilizado para controle de processos e obtenção de boas práticas de gestão.
RESULTADOS: Foram criados cinco indicadores específicos. No período de janeiro a dezembro de 2011, o tempo porta-balão apresentou média de 74,96 ± 12,40 minutos; o percentual médio de satisfação dos clientes foi 94,04 ± 2,08%; a acuracidade do estoque de órteses e próteses obteve 100% em todo o ano; a reação adversa ao uso do contraste foi de 0,09 ± 0,32% e o percentual médio de complicações para procedimentos de hemodinâmica foi de 1,98 ± 1,39% anual. Destas, 17 (74%) foram vasculares, e 1 (4%) as demais (neurológica, isquêmica, vaso-vagal, choque séptico, e perfuração cardíaca).
CONCLUSÃO: A utilização de indicadores de qualidade no laboratório de hemodinâmica permite a mensuração e o controle das ações a serem realizadas, buscando a satisfação do cliente e melhor desempenho da equipe. Tais indicadores são publicados e acompanhados de forma a evidenciar a qualidade da assistência no setor.




04 - RETIRADA DO INTRODUTOR NA SALA DE HEMODINÂMICA VERSUS NA ENFERMaria EM CRIANÇAS SUBMETIDAS A CATETERISMO CARDÍACO. A PROCURA DE UM ATENDIMENTO MAIS HUMANIZADO

Rosalia Daniela Medeiros da Silva; Raul Arrieta; Juliana Rodrigues Neves; Jennefer Santos Ramos de Barros; Juliana Oliveira Angelo da Silva

IMIP, RECIFE, PE, Brasil.

INTRODUÇÃO: Nas crianças submetidas a cateterismo cardíaco (CC) o introdutor é habitualmente retirado na sala de hemodinâmica sem grandes complicações, porém este fato, além de aumentar o tempo de anestesia, aumenta o tempo de distanciamento entre a criança e seus pais ou parentes.
OBJETIVO: Comparar os resultados obtidos na retirada do introdutor na sala de hemodinâmica (Grupo 1) versus a retirada na enfermaria na presença dos pais ou parentes (Grupo 2).
MATERIAL E MÉTODO: Estudo retrospectivo realizado de 01/02/11 a 01/03/12. Foram incluídos 60 pacientes (pts) sendo 30 no Grupo 1 e 30 no Grupo 2. A analise estatística realizada foi de teste exato de Fisher e Chi quadrado para as variáveis não paramétricas. Foram incluídos apenas CC (diagnósticos ou procedimentos) eletivos e consideradas estáveis desde o ponto de vista cardiovascular. As variáveis estudadas nos resultados foram tempo de compressão (considerado aceitável quando menor que 20 min) e complicações como dor durante a compressão (acima de 3 da escala de faces de Wong-Baker), presença de hematomas e perda de pulso.
RESULTADOS: No grupo 1 a idade e o peso médio foram 4,6 ± 4,3 e 16,3 ± 10,8. Os tipos de CC foram 14 diagnostico (Dx) e 16 procedimentos (Pr). No grupo 2 a idade e o peso médio foram 5,5 ± 3,9e 18,4 ± 9,7 os tipos de CC foram 19 Dx 11 Pr. Os introdutores utilizados em ambos grupos foram 20 venosos, 11 arteriais e ambos 29 variando de 4 a 10 Fr. Na comparação entre os grupos das variáveis demográficas como idade , peso e tipo de procedimento não houve diferença estatisticamente significativa. Em relação ao tempo de compressão nos introdutores arteriais ou venosos não houve diferença entre os grupos (p:0,09 e p: 0,291 respectivamente). E não houve diferença estatística entre os grupos na presença de hematoma nem dor (p:0,64; p:0,075). Não houve perda de pulso em nenhum paciente.
CONCLUSÃO: A retirada do introdutor na enfermaria após CC em crianças se mostrou segura e eficaz sem aumento da incidência de complicações possibilitando um atendimento mais humanizado e qualificado.




05 - PRONTUÁRIO ELETRÔNICO RÁPIDO PARA O SERVIÇO DE ENFERMAGEM NO SETOR DE HEMODINÂMICA

Priscilia Virginia Rubio; Eduardo Lúcio Nicolela JR; Humberto Magno Passos; Marina Grisotto Pagani; Vandeni Clarice Kunz

Centro de Hemodinâmica - EMCOR, Santa Casa de Piracicaba, Piracicaba , SP, Brasil.

INTRODUÇÃO: Tendo em vista a necessidade de arquivar de forma sistematizada os dados que compõe o prontuário do paciente, para posterior operacionalização, justifica-se a importância do desenvolvimento de prontuário eletrônico específico para o setor de hemodinâmica.
OBJETIVO: Desenvolver um prontuário eletrônico rápido (PER) no setor de hemodinâmica, para gerenciar com qualidade os cuidados da enfermagem.
MÉTODOS E RESULTADOS: Com auxilio de um técnico em informática, foi desenvolvido um PER no setor de hemodinâmica, de modo que permitisse o registro de todas as informações relacionadas ao paciente, para controle da enfermagem e elaboração de relatório diário. O PER é dividido em 3 etapas: a 1ª etapa consiste de informações relacionadas aos dados pessoais, características antropométricas, diagnóstico clínico, história de saúde, medicamentos em uso e resultados de exames bioquímicos de sangue; a 2ª etapa do PER, chamada de trans-operatório consiste em dados relacionados ao início e término do procedimento, via de acesso arterial, tipo de contraste iônico e introdutor utilizado, quantidade de heparina administrada e horário; a 3ª etapa, chamada de pós-operatório consiste de informações relacionadas à evolução do paciente após o procedimento, bem como horário de alta e médico atendente. Nas 3 etapas há um campo para anotação, relatório e evolução da enfermagem, respectivamente.
CONCLUSÃO: O desenvolvimento do PER possibilitou maior qualidade do prontuário, maior rigor no preenchimento do prontuário, interligação de informações das três etapas, diminuição do espaço de armazenamento de grandes quantidades de prontuários de papel, facilidade e rapidez na pesquisa de informações.




06 - AVALIAÇÃO DO PROCEDIMENTO HÍBRIDO DE OCLUSÃO TEMPORÁRIA POR BA LÕES EM PACIENTES PORTADORAS DE ACRETISMO PLACENTÁRIO DURANTE A CESÁREA

Tatiana Bartkevicius Castagnari; Ana Paula Gibin Leoncio; Aline Bueno do Nascimento; Rafael Leme Pereira; Alexandra Freitas; Irisvaldo Souza de Oliveira; Ivanise Maria Gomes; Felipe Nasser; Breno Boueri Affonso; Francisco Leonardo Galastri

Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP, Brasil.

INTRODUÇÃO: O acretismo placentário (AP) consiste na aderência anormal da placenta na parede uterina. Devido à invasão do vilo corial no miométrio, o momento da dequitação eleva o risco de sangramento, aumentando as chances de transfusões sanguíneas e de histerectomia, impactando na morbimortalidade materna. A oclusão temporária por balões, realizada pela radiologia vascular intervencionista é uma alternativa para minimizar as complicações do AP durante o parto. O objetivo do estudo é avaliar a técnica de oclusão temporária durante a cesárea.
MÉTODOS: Trata-se de estudo retrospectivo, descritivo, de abordagem quantitativa. Foram avaliados os dados clínicos, a terapia transfusional, as complicações e os dias de internação de 8 pacientes com diagnóstico de AP no período de novembro/ 2006 a outubro/ 2011, submetidas à oclusão temporária por balões durante a cesárea.
RESULTADOS: A idade média das pacientes foi de 36 ± 3,3 anos. Não houve óbito entre as pacientes tratadas. 50% destas recebeu concentrado de hemáceas (1,88 ± 2,3 U/paciente). O tempo de internação foi de 5,3 ± 2,9 dias pós procedimento. O tempo médio de insuflação do balão foi de 2,5 horas sendo que 2 (25%) pacientes ficaram com o balão insuflado por 5 horas e apresentaram oclusão arterial aguda de membro inferior necessitando de trombectomia. A histerectomia foi realizada em 5 pacientes (62,5%) com programação cirúrgica prévia.
CONCLUSÕES: Apesar da crescente incidência de AP e poucos casos relatados em literatura, o procedimento híbrido de oclusão temporária por balões durante a cesárea reduz a perda sanguínea, a necessidade de terapia transfusional e o tempo de internação, promovendo a sobrevida e preservando a capacidade reprodutiva das puérperas. A equipe de enfermagem deve ser capacitada para que disponibilize os recursos adequados e promova o elo entre a equipe multiprofissional e, principalmente, o apoio à gestante.




07 - VIGILÂNCIA DE EVENTOS ADVERSOS POR MEIO DA RASTREABILIDADE DE CATETERES DE HEMODINÂMICA

Lima; A C; Barbosa; A L

Hospital do Coração de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, MS, Brasil.

INTRODUÇÃO: A elaboração, validação e implementação de protocolos de reprocessamento tem por finalidade a obtenção de um controle eficaz do número máximo de reuso. A presença de eventos adversos pode comprometer a segurança do paciente e seu controle constitui-se um desafio para o aprimoramento da qualidade de serviços prestados no setor saúde.
OBJETIVO: Levantar a incidência de eventos adversos em pacientes internados e submetidos a procedimentos percutâneos, possivelmente relacionados ao reprocessamento de cateteres de hemodinâmica.
MÉTODO: Estudo de coorte prospectivo, realizado no período de janeiro a junho de 2011, incluindo pacientes submetidos a procedimentos percutâneos diagnósticos e terapêuticos nos quais foram utilizados materiais de uso único reprocessados através de protocolo validado.
RESULTADOS: Um total de 487 pacientes foram incluídos no estudo, a idade média foi de 61,7 anos (57,7% sexo masculino). Os procedimentos foram realizados pela via femural em 337 (69,2%) dos casos, sendo o restante por via braquial. Após análise, foram identificadas 23 (4,7%) ocorrências de eventos adversos, sendo: 10 (43,5%) hipertensão, 5 (21,7%) náuseas/ vômitos, 5 (21,7%) tremores/calafrios, 2 (8,7%) prurido e apenas 1(4,3%) paciente evolui com mais de um tipo de intercorrência: hipotensão, dispnéia e sudorese. No total geral 5 (1%) pacientes apresentaram sinais e sintomas que poderiam ser ligados a reação pirogênica (prurido, tremores, hipotensão, sudorese) reações estas, mais comumente ligada ao reuso de material reprocessado pois podem ser desencadeadas por resíduos de endotoxinas e produtos de degradação proteica infundidas na corrente sanguínea do paciente.
CONCLUSÃO: Foi possível esclarecer que a utilização de um protocolo de reprocessamento é fator fundamental para o sucesso da rastreabilidade dos cateteres e que a vigilância dos eventos adversos no pós procedimento pode comprovar ou não o conceito de segurança e eficácia do método empregado para o reprocessamento.




08 - RESULTADOS DA ANGIOPLASTIA PRIMÁRIA NO IAM REALIZADAS NO HORÁRIO DE ATENDIMENTO DE ROTINA E PLANTÃO: ACOMPANHAMENTO A CURTO E LONGO PRAZO

Marina Grisotto Pagani; Eduardo Lúcio Nicolela JR; Humberto Magno Passos; Priscilia Virginia Rubio

Centro De Hemodinâmica – EMCOR, Piracicaba, SP, Brasil.

INTRODUÇÃO: A literatura refere que as angioplastias primárias (ATCP) realizadas nos horários de plantão, em pacientes com infarto agudo do miocárdio (IAM), estão relacionadas a maiores índices de mortalidade e pior prognóstico. Considerando que o turno de trabalho pode influenciar as principais variáveis clínicas após ATCP, o objetivo desse estudo foi avaliar as principais variáveis após ATCP em pacientes com IAM, na fase hospitalar e tardia, realizadas nos horários de atendimentos de rotina e plantão.
MÉTODOS: Estudo do tipo coorte, prospectivo, incluindo 165 pacientes com IAM, tratados por ATCP, no período de 2004 a 2006, divididos em dois grupos, de acordo com o momento de atendimento, sendo atendimento de rotina (8:00 as 18:00 h) e plantão (18:00 as 8:00 h). Testes estatísticos: T de Stundent para dados quantitativos e qui-quadrado para dados qualitativos, nível de significância de 5%.
RESULTADOS: A amostra incluiu 91 pacientes (55%) submetidos ao atendimento de rotina (idade 63 ± 12 anos) e 73 (45%) pacientes submetidos ao atendimento plantão (idade 61 ± 12 anos), com um follow-up médio de 4,5 ± 1,5 anos para ambos os grupos. Não houve diferenças entre os grupos, relacionado à mortalidade por causas cardíacas na fase hospitalar (5,5% e 11%), e na fase tardia (12% e 7%) para atendimento de rotina e plantão, respectivamente. Também não houve diferenças entre os grupos no que se refere ao sucesso da ATCP (96% e 97%), a necessidade de um novo procedimento de angioplastia (16% e 21%), de revascularização do miocárdio (15% e 17%) para os atendimentos de rotina e plantão, respectivamente.
CONCLUSÃO: Independente do horário de realização da angioplastia (rotina e plantão) não houve diferenças entre os grupos para os resultados dos principais desfechos clínicos desse estudo. Assim, torna-se importante o serviço nas 24 horas do dia, tendo em vista que cerca de 45% dos casos de IAM ocorrem fora do horário de atendimento de rotina.




09 - DESENVOLVIMENTO E VALIDAÇÃO DE PROTOCOLOS DE PROCESSAMENTO DE MATERIAIS DE USO ÚNICO UTILIZADOS EM PROCEDIMENTOS ENDOVASCULARES

Simone Fantin; Aline F Copetti; Sued Salete da Silva; Maria Jussára de Deus; Rosane Feltrin; Delocildes dos Santos; Maria Denis S Luiz; Rose C Lagemann

Hospital de Clinicas de Porto Alegre, Porto Alegre, RS, Brasil

O processamento de materiais de uso único em hemodinâmica é uma situação frequente em muitos hospitais. Essa prática está sob a regulação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e sujeita à tecnovigilância. Na sua maioria são materiais de alto custo, reutilizados por questões econômicas, embora não haja consistente análise de custos sobre esta prática. Na última regulamentação publicada pela ANVISA, em 2006, além de apresentar uma lista proibitiva de reprocessamento, foi determinado a orientação a cerca do processamento de materiais e definida a obrigatoriedade de criarem-se protocolos institucionais, validados, para cada tipo e modelo de material submetido a processamento. É neste cenário que esse estudo objetiva descrever a metodologia que utilizamos para desenvolver e validar os protocolos de processamento de materiais de uso único na área de hemodinâmica bem como os resultados da validação dos protocolos, o qual foi realizado de outubro de 2010 a agosto de 2011 em um hospital público e universitário. Na primeira fase foram selecionados os materiais de acordo com os critérios da RDC 156/2006: não fazer parte da lista proibitiva, ser passível de limpeza plena, ter a certeza de funcionalidade preservada após processamento, permitir a validação do processo e apresentar viabilidade econômica. A organização do protocolo foi estruturada em tópicos no qual descrevemos passo a passo todo o processo. A validação foi baseada nos resultados do controle de qualidade do processamento e em testes laboratoriais. Analisamos todos os materiais que rotineiramente eram submetidos ao reprocessamento e desenvolvemos 28 protocolos dos quais foram validados 20, e excluídos aqueles que não atenderam aos critérios estabelecidos. Não observamos nenhuma falha ou queixa técnica com os materiais processados utilizando o protocolo apresentado. Diante das evidências de efetividade do processo observados através dos resultados de validação e nenhuma ocorrência de eventos adversos relacionados ao uso destes materiais, consideramos a estratégia segura para aplicação nos materiais citados.




10 - REDUÇÃO DA INCIDÊNCIA DE COMPLICAÇÕES NO LOCAL DA PUNÇÃO UTILIZANDO UM PROTOCOLO PARA REMOÇÃO DE INTRODUTOR E COMPRESSÃO DE ACESSO VASCULAR

Simone Fantin; Eneida Rejane Rabelo; Roselene Matte

Hospital de Clinicas de Porto Alegre, Porto Alegre, RS, Brasil.

O acesso percutâneo via artéria femoral ainda é a preferência para procedimentos em muitos laboratórios de hemodinâmica, contudo, as complicações vasculares e hemorrágicas decorrentes do manuseio do local da punção e da retirada do introdutor arterial quando ocorrem aumentam a morbidade e os custos hospitalares. Dentre as técnicas utilizadas para se obter a hemostasia por punção percutânea, a compressão manual acende controvérsias por conta da execução da técnica aplicada. É prática comum no nosso país a retirada de introdutores vasculares por profissionais de enfermagem. Embora a legislação indique como responsabilidade médica essa técnica, a equipe de enfermagem capacitada pode desempenhar esta atividade. Esse estudo foi conduzido para investigar a segurança da retirada de introdutor arterial pela equipe de enfermagem após cateterismo cardíaco ou angiografia utilizandose um protocolo padrão. Estudo realizado entre março e agosto de 2011, no serviço de hemodinâmica de um hospital público e universitário. Comparouse o emprego do protocolo de retirada do introdutor e compressão arterial (n = 94 pacientes) realizado por técnicos de enfermagem treinados (n = 10), e a mesma técnica realizada sem o uso do protocolo (n = 99 pacientes). Ambos os grupos foram supervisionados por enfermeiros especialistas na área. Foram incluídos pacientes submetidos à punção de arterial femoral, para realização de procedimento diagnóstico sem uso de anticoagulante. Não houve ocorrência de complicações vasculares maiores em nenhum dos grupos, sendo que 4,04% dos pacientes apresentaram sangramento ou hematoma > 5 cm após termino da compressão, no grupo sem uso de protocolo vs 1,06% no outro grupo. Os resultados desse estudo indicaram que para os pacientes nos quais a retirada do introdutor foi realizada pela equipe de enfermagem capacitada e utilizou um protocolo padrão teve significativamente menos complicações vasculares. Estudos futuros, randomizados podem confirmar esses benefícios.




Temas Livres
XVII Jornada de Enfermagem

Apresentação em Pôster


11 - PROPOSTA PARA SISTEMA INFORMATIZADO DE GESTÃO DE MATERIAIS COM UTILIZAÇÃO DE CURVA ABC NO SERVIÇO DE HEMODINÂMICA DO HOSPITAL DO CORAÇÃO

Zabotto; Claudia M; Benetti; Celia F A

Hospital do Coração, São Paulo, SP, Brasil.

O estudo teve por objetivo identificar o consumo de materiais na Hemodinâmica por um período de quatro meses, através da coleta de informações relativas à quantidade de materiais e custo, agrupar os materiais de consumo utilizando o método da curva ABC e definir critérios para a elaboração de um sistema de gestão informatizado de estoque. Trata-se de um estudo exploratório-descritivo com abordagem quantitativa. A fonte de dados constituiu-se da análise de 594 tipos de materiais utilizados no setor, no período de 01 de março a 30 de junho de 2011. Foi utilizado como critério de inclusão os materiais utilizados em todos os procedimentos, sendo excluídos os materiais consignados, específicos e cobrados via centro de custo. Os instrumentos de coleta de dados foram elaborados em forma de planilhas. Os dados foram coletados através do programa de gestão de estoque institucional, e em seguida inseridos em um banco de dados do Excel. Para a elaboração da curva ABC, calculou-se o gasto total do material, multiplicando-se o consumo médio mensal pelo custo médio unitário de cada item. Os valores obtidos foram ordenados em ordem decrescente. Em seguida foi construída uma coluna de valores acumulados e de percentual acumulado, a partir desses dados foi elaborado um gráfico que expressa a curva ABC. No período estudado, foram realizados 1495 procedimentos. Foram analisados 71 materiais que totalizaram 121.534 unidades consumidas, a um custo de R$ 2.087.671,62. Entre os materiais analisados, 9,58% dos itens pertencem à classe A, e representam 50,88% do custo. 39,44% dos itens foram atribuídos à classe B e representam 42,6% do custo. E a classe C totalizou 50,71% dos itens, que despendem somente 6,02% dos recursos. O estudo possibilitou a determinação dos itens que demandam mais recursos financeiros do setor e forneceu subsídios para a readequação do estoque de materiais, assim como o desenvolvimento de um sistema informatizado de gestão de estoque específico para o setor.




12 - AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA DE GESTANTES CARDIOPATAS

Caroline de Lima Xavier; Silmara Meneguin

UNESP - Universidade Paulista Júlio de Mesquita Filho, Botucatu, SP, Brasil.

INTRODUÇÃO: A associação entre cardiopatia e gravidez é reconhecidamente um potencial fator de risco obstétrico e fetal durante o ciclo gravídicopuerperal, gerando expectativas de piora na qualidade de vida das pacientes.
OBJETIVO: Avaliar a qualidade de vida em pacientes gestantes com cardiopatia.
MÉTODO: Foi aplicado o índice de qualidade de vida de Ferrans and Powers (IQV) em gestantes cardiopatas, no segundo trimestre da gestação. Os escores do IQV variam de 0 a 30 e são calculados para a qualidade de vida em geral e em quatro domínios: saúde e funcionamento, psicológico/espiritual, socioeconômico e família. O coeficiente de correlação linear de Pearson foi utilizado para as correlações e consideramos como significante um valor de p < 0,05.
RESULTADOS: Entre janeiro de 2008 e março de 2009 foram entrevistadas 42 gestantes cardiopatas, com idade media de 28,6 anos (± DP 5,63), 50% casadas, que engravidaram sem planejamento (66,6%) e mais de uma vez (38%). Além disso, 26,1% relataram ocorrência de abortos prévios, pelo menos uma vez (54,5%). O escore médio do índice de qualidade de vida foi relativamente alto (23,2) e o domínio socioeconômico foi o mais comprometido (20,9). Uma tendência entre gravidez não planejada e o domínio socioeconômico também foi observada (p = 0,065).
CONCLUSÃO: A qualidade de vida destas pacientes pode ser considerada boa, mas quando a gravidez não foi planejada contribuiu para piorar a condição socioeconômica. A gestação de alto risco não afetou a qualidade de vida, uma vez que a mesma está atrelada a significados de felicidade, satisfação e realização pessoal.




13 - USO DA PULSEIRA TR BAND PARA FECHAMENTO DE PSEUDOANEURISMA EM ARTÉRIA RADIAL APÓS CATETERISMO DIAGNÓSTICO – RELATO DE CASO

Gustavo Cortez Sacramento; Henrique Barbosa Ribeiro; André Gasparini Spadaro; Roger Renaut Godinho; Expedito E. Ribeiro da Silva; Sandro Faig

Hospital TotalCor, São Paulo, SP, Brasil.

O acesso radial para a realização de procedimentos em cardiologia intervencionista demonstra benefícios em relação a conforto, segurança, tempo de internação e menor taxa de complicações vasculares. Contudo, algumas complicações raras como o pseudoaneurisma da artéria radial podem ocorrer. Nesse sentido, relatamos o primeiro caso de uso da pulseira TR Band como instrumento de fechamento desta complicação. Paciente do sexo feminino, 82 anos, ex-tabagista, com antecedentes de hipertensão arterial, fibrilação atrial crônica e insuficiência cardíaca congestiva. Foi submetida a cateterismo diagnóstico pela artéria radial direita com introdutor 6F. Após 24 horas, apresentou hematoma, edema e dor no punho direito. No ultra-som com doppler do membro superior direito, foi diagnosticado pseudoaneurisma na face anterior do antebraço, sendo tentada manobra compressiva por 20 minutos, com retorno do fluxo no interior do pseudoaneurisma. Optado então por utilizar a pulseira TR-Band para compressão da artéria radial na tentativa de oclusão mecânica do pseudo-aneurisma. Após 24 horas, realizado novo ultra-som que evidenciou pseudoaneurisma trombosado, e sem sinais clínicos de síndrome compartimental. Recebeu alta no dia seguinte e após uma semana novo ultra-som confirmou os achados anteriores, com manutenção do fluxo distal do membro. Em conclusão, a pulseira TR Band demonstrou ser alternativa eficaz menos invasiva no tratamento do pseudoaneurisma da artéria radial.




14 - UTILIZAÇÃO DA TÉCNICA TRANSRADIAL COMO ACESSO DE ESCOLHA PARA A REALIZAÇÃO DE PROCEDIMENTOS DE CARDIOLOGIA INTERVENCIONISTA: EXPERIÊNCIA DE UM CENTRO FORMADOR DE GOIÂNIA

Adriano Gonçalves de Araujo; Fabíola Gomes Silva Magalhaes; Fernanda Chaves Miranda; Pedro Wilker de Andrade Ferreira

Encore, Goiânia, GO, Brasil.

INTRODUÇÃO: A cardiologia intervencionista experimentou uma grande evolução nos últimos 80 anos. Inicialmente utilizado para o estudo e registro das pressões das câmaras cardíacas, somente há pouco mais de 50 anos teve início o estudo das coronárias por meio da dissecção braquial proposta por Sones. Após isso, outras vias de acesso foram disseminadas, sendo as mais importantes a punção femoral e, mais recentemente, a punção radial. Este estudo teve o objetivo de avaliar a evolução da utilização da técnica de acesso transradial na execução de procedimentos diagnósticos e terapêuticos.
METODOLOGIA: Este é um estudo descritivo, retrospectivo, de 30.648 procedimentos de cardiologia intervencionista realizados em pacientes de um grande centro de Goiânia no período de 2002 a 2011.
RESULTADOS: No ano de 2002, 55% dos procedimentos eram realizados por dissecção braquial direita (71,2% das coronariografias e 7,4% das angioplastias), 43,3% utilizaram a punção femoral direita (27,2% das coronariografias e 90,4% das angioplastias), enquanto o uso da artéria radial direita foi inexpressivo (0,1%). Em 2005 foi introduzida a punção radial direita, que atingiu 4,8% e 17,2% em angioplastias e coronariografias, respectivamente, totalizando 13,1% dos procedimentos. O número de dissecções braquiais caiu para 25,3%, enquanto o uso do acesso femoral direito subiu para 54%. Em 2011 a dissecção braquial foi praticamente extinta (0,1%), havendo inclusive queda no uso da punção femoral direita (20,2%), com predomínio da punção radial direita, que atingiu 72,3% dos procedimentos (82% das coronariografias e 52% das angioplastias). A técnica de dissecção braquial direita, punção braquial direita e a punção radial direita permitiram até 5 repetições no período, enquanto a punção femoral direita possibilitou até 17 repetições.
CONCLUSÃO: Tornar o acesso transradial como método de escolha ainda é um desafio, sendo necessário o entendimento da curva de apredizagem inicial a ser transposta. A reformulação dos programas de treinamento talvez possa ser a maneira mais simples de tornar isto uma realidade.




15 - IMPLEMENTAÇÃO DA SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAG EM (SAE) EM SERVIÇO DE HEMODINÂMICA DE UM HOSPITAL PRIVADO: RELATO DE EXPERIÊNCIA

Viviane dos Santos Pinho; Marinês Guimarães Chaves Barreto; Lidiane Yokoyama Milicchio Melo; Cinthia Aluisi Romano; Rosana Pires Russo Bianco

Hospital São Camilo, São Paulo, SP, Brasil.

A sistematização da assistência de enfermagem (SAE) é um dos instrumentos que a enfermeira dispõe para aplicar seus conhecimentos na assistência ao paciente e caracterizar sua prática profissional colaborando na definição do seu papel. A SAE é um processo composto por cinco etapas inter-relacionadas, sendo elas: histórico, diagnóstico, planejamento, implementação e avaliação. Assim, a SAE é um instrumento importante e indispensável no exercício de atividades cuidativas do enfermeiro na unidade de hemodinâmica, onde se utiliza métodos diagnósticos por radioscopia avançados. Temos como objetivo destacar a importância da implementação da SAE na hemodinâmica de um hospital privado de São Paulo. Trata-se de um estudo descritivo, realizado na hemodinâmica de um hospital privado de São Paulo. A coleta dos dados foi realizada em fevereiro de 2012, com dados de todos os pacientes submetidos a procedimentos hemodinâmicos na instituição. A implementação da SAE na unidade de hemodinâmica, possibilitou a identificação dos seguintes diagnósticos de enfermagem em pacientes submetidos a procedimentos diagnósticos e terapêuticos: Risco de Sangramento; mobilidade física prejudicada; eliminação urinária alterada; perfusão tissular alterada; dor aguda ou crônica e intervenções de enfermagem individualizadas. Observou-se que a avaliação clínica por meio da anamnese e exame físico contribuíram para umas maiores interações entre enfermeiro, pacientes e familiares. O desenvolvimento da SAE no serviço de hemodinâmica inicialmente representou um desafio para a equipe, mas, vem contribuindo na otimização de uma assistência de enfermagem individualizada, proporcionando maior segurança ao paciente durante os exames hemodinâmicos.




16 - IMPLANTE DE VÁLVULA AÓRTICA PERCUTÂNEA (CORE VALVE): ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO

Francisco de Cassio de Oliveira mendes; Ana Elza Oliveira de Mendonça

Hospital Unimed, Natal, Natal, RN, Brasil.

INTRODUÇÃO: Nas últimas décadas a cardiologia intervencionista vem evoluindo significativamente, tornando os procedimentos mais eficientes e seguros. Como o Implante de Válvula Aórtica Transcateter (IVAT), novo método percutâneo utilizado para correção de estenose aórtica, que substitui a técnica convencional, minimizando riscos inerentes à cirurgia.
OBJETIVO: Descrever a atuação do enfermeiro no IVAT.
MÉTODO: Estudo descritivo do tipo relato de experiência sobre a atuação do enfermeiro no IVAT, realizado no laboratório de hemodinâmica de um hospital privado em Natal/RN.
RESULTADOS: A atuação do enfermeiro no IVAT se inicia com o treinamento e capacitação de sua equipe, quanto aos aspectos técnicos do procedimento, demanda de cuidados dos pacientes e possíveis intercorrências. As etapas pré, trans e pós-operatória, devem ser planejadas cuidadosamente, pois, diferem da sistemática habitual do serviço. Assim, incube ao enfermeiro conferir previamente a autorização dos materiais a serem utilizados. Outra importante atividade é o agendamento do IVAT, que requer a mobilização de profissionais, como cardiologistas intervencionistas, equipes da cirurgia cardíaca, ecocardiografista e anestesista.
CONCLUSÃO: O IVAT requer do enfermeiro planejamento e atitude pró-ativa frente à dinamicidade do procedimento, pois, exige capacitação técnica e administrativa, mobilização de uma equipe multiprofissional e equipamentos específicos. Nesse contexto, o enfermeiro do laboratório de hemodinâmica representa um elemento imprescindível na efetivação e êxito do procedimento, por seu conhecimento sobre a fisiopatologia cardíaca.

Descritores: Papel do Enfermeiro; Implante de prótese Valvar Cardíaca; Hemodinâmica.




17 - Origem anômala da artéria coronária esquerda no tronco da pulmonar: caso clínico e assistência de enfermagem no estudo hemodinâmico

Vanessa de Alencar Barros; Flavia da Costa Rodrigues Lima; Tatiane Lins da Silva; Simone Maria Muniz da Silva Bezerra; Nyagra Ribeiro de Araújo; Liane Lope de Souza; Catiuscia Rebecca Santos de Lira; Thaisa Remigio Figueiredo; Isabella beatriz Barbosa Oliveira

Pronto Socorro Cardiológico Universitário do Pernambuco, Recife, PE Brasil.

A origem anômala da artéria coronária esquerda no tronco pulmonar (OACEP) é uma anomalia congênita rara com incidência de aproximadamente um caso a cada 300.000 nascimentos. Pode ser causa de insuficiência cardíaca e morte em lactentes.
OBJETIVOS: Relatar caso clínico sobre Origem anômala de artéria coronária esquerda no tronco pulmonar e discutir a assistência de enfermagem no estudo hemodinâmico.
MÉTODO: Relato de caso de lactente admitida na hemodinâmica de Hospital universitário referência em cardiologia no Pernambuco.
RELATO: Lactente N.T.N.A, 7 meses, sexo feminino, natural de Paudalho-PE, história de dispnéia desde o nascimento e frequentes infecções respiratórias. Admitida em 10/02/2012 proveniente de outro hospital para investigar miocardiopatia dilatada. Realizou ecocardiograma, o qual evidenciou aumento de câmaras esquerdas e FE 34%, não tendo sido possível visualizar a artéria coronária esquerda. Hipóteses diagnósticas: agenesia de artéria coronária esquerda ou origem anômala desta artéria. Solicitado cineangiocoronariografia para definição do diagnóstico. Na indução anestésica no início do procedimento, apresentou parada cardiorrespiratória, revertida após reanimação. O exame foi interrompido pela instabilidade clínica da paciente e o laudo foi inconclusivo pela não visualização da artéria coronária esquerda pela aortografia. Novo exame foi realizado sem intercorrências, onde foi possível visualizar a origem anômala da artéria coronária esquerda na artéria pulmonar. Teve indicação cirúrgica para correção da anomalia.
DISCUSSÃO: Na criança portadora da OACEP, a insuficiência cardíaca é o mais importante a ser considerado no seu manejo clínico. Na assistência de enfermagem, os cuidados devem ser voltados para a diminuição das necessidades cardíacas, consumo de oxigênio e melhoria da oxigenação tecidual. Assim, é possível intervir de modo a contribuir para a otimização do quadro clínico de crianças portadoras desta cardiopatia quando submetidas a procedimentos diagnósticos em hemodinâmica.




18 - A IMPORTÂNCIA DA VISITA DE ENFERMAG EM PRÉ OPERATÓRIA EM PACIENTES INTERNADOS QUE REALIZARÃO CATETERISMO CARDÍACO

Adams Randson de Araújo Moreira; Silvio Cesar Conejo

Hospital Paulistano, São Paulo, SP, Brasil.

Visita de enfermagem pré operatória em pacientes internados que realizarão cateterismo cardíaco

Adams Randson de Araújo Moreira

Hospital Paulistano

INTRODUÇÃO: As doenças cardiovasculares, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, no Brasil são responsáveis por 33% das mortes, sendo causa principal de incapacitação. Um dos procedimentos diagnósticos mais utilizados atualmente é cateterismo cardíaco, sendo ele um procedimento minimamente invasivo e com resultados fidedignos e confiáveis. O enfermeiro tem papel fundamental no que diz respeito à humanização da assistência de enfermagem pré operatória, proporcionando esclarecimentos, orientações e segurança ao paciente que realizará cateterismo cardíaco, além de minimizar os frequentes cancelamentos devido fatores relacionados a exames laboratoriais alterados, uso de medicamentos que prejudicam a qualidade e eficácia do procedimento, ressaltando assim a importância da visita de enfermagem pré operatória como ferramenta para intervenção nos pacientes internados que farão cateterismo cardíaco.
OBJETIVO: Reduzir níveis de ansiedade e minimizar chances de cancelamentos.
MÉTODO: Levantamento bibliográfico, entre 2003 a 2011 com palavras chaves: Cuidados de enfermagem, pré operatório, ansiedade e cateterismo cardíaco.
RESULTADO: Com a visita de enfermagem e com base nos dados coletados e intervenções de enfermagem realizadas, temos a certeza de que a qualidade e segurança na assistência de enfermagem foram asseguradas.
CONCLUSÃO: A visita de enfermagem pré operatória mostra a importância do profissional enfermeiro para redução da ansiedade e diminuição do número de cancelamentos de exames tendo assim qualidade e segurança para o paciente.




19 - PERFIL DEMOGRÁFICO E CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS DE MULHERES SUBMETIDAS À ANGIOPLASTIA

Gallo; A M; Delima; F A C; Paulino; R; Silva; S S

Serv. Hemodinâmica de Arapongas, Arapongas, PR, Brasil.

A atenção que vem sendo dispensada às mulheres aos mínimos sinais de doenças cardiovasculares e associação de comorbidades tem sido crescente, principalmente pelo fato de que elas apresentam a doença em sua forma aguda mais tardiamente do que os homens e com prognóstico diferenciado. Desta forma, o estudo das particularidades femininas relacionadas à doença já instalada pode, de maneira significativa, contribuir para que se atue na prevenção secundária, papel importante dos profissionais de enfermagem. O presente estudo teve por objetivo descrever o perfil demográfico e características clínicas de mulheres que foram submetidas à angioplastia em um serviço de hemodinâmica localizado na região norte do estado do Paraná. Como metodologia realizou-se um estudo descritivo e observacional, com base em prontuário médico. Foram analisados os prontuários de 124 mulheres, cujos critérios de busca foram a idade entre 30 e 60 anos, terem sido submetidas à angioplastia coronariana eletivas ou em caráter de urgência e ainda em período correspondente ao mês de janeiro de 2010 a dezembro de 2011. A maioria das mulheres submetidas à angioplastia tinham entre 50 e 60 anos de idade (85%), são brancas (91%), possuem nível de escolaridade entre 5 a 7 anos (38%) e religião católica (80%), residem na zona urbana (87%) e são do lar (51%). Em relação às características clínicas colhidas no momento da realização de triagem pré-angioplastia foram detectados os seguintes fatores de risco: hipertensão arterial (84%), diabetes mellitus (44%), dislipidemia (37%), tabagismo (37%), revascularização do miocárdio prévia (10%) e ainda, após verificação de peso e altura, foi calculado o índice de massa corpórea que indicou excesso de peso (40%). Tais resultados apontam tendências de padrões de morbidade encontrados em mulheres e revelam a associação de doenças prévias, independente de características demográficas. Dentro desta perspectiva de compreensão de tais fatores, salienta-se a necessidade de implantação de medidas de prevenção secundária pensando-se na estabilização das placas de ateroma residuais e melhoria na qualidade de vida destas mulheres após serem angioplastadas.




20 - INFLUÊNCIA DA ANGIOTENSINA II SOBRE OS BIOMARCADORES PROTROMBÓTICOS E DE DISFUNÇÃO ENDOTELIAL NA DOENÇA ARTERIAL CORONARIANA (DAC): UM ESTUDO DE REVISÃO

Priscilla Teixeira Céo Matos; Jacqueline Teixeira Ceo Matos

Centro de Ensino Superior de Ilhéus – CESUPI, Ilhéus, BA, Brasil e Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, Itabuna, BA, Brasil.

INTRODUÇÃO: A doença aterosclerótica tem origem multifatorial e diversos estudos tem demonstrado sua associação com os fatores de risco tradicionais, além de outros fatores descobertos mais recentemente como biomarcadores hemostáticos, inflamatórios e genéticos.
MATERIAL E MÉTODOS: Foi realizada uma pesquisa de revisão da literatura nas bases de dados da Bireme, PubMed e SciELO no período entre 20 de agosto a 25 de outubro de 2011, utilizando como descritores: angiotensina II, inibidor do ativador do plasminogênio e doença arterial coronariana.
REVISÃO DA LITERATURA: A fisiopatogênese da aterosclerose associada à hipertensão arterial sistêmica (HAS) desencadeia o estresse mecânico exercido pela pressão arterial sobre o endotélio, resultando em lesão endotelial. A ruptura da placa aterosclerótica expõe para o fluxo sanguíneo células tais como o fator tissular (FT), que atua como ativador do sistema da coagulação sanguínea e induz a formação de trombos. A angiotensina II (ANG II) é um importante peptídeo que promove nas células musculares lisas vasculares a estimulação das metaloproteinases (MMP) que facilitam a digestão e ruptura da capa fibrosa que envolve o ateroma. Além disso, aumenta a expressão do inibidor do ativador do plasminogênio (PAI-1), uma proteína antifibrinolítica, que inibe a formação da plasmina, responsável pela lise do coágulo de fibrina.
CONSIDERAÇÕES FINAIS: A ANG II tem um papel desencadeante no processo de lesão endotelial, ao aumentar a expressão dos fatores ativadores da cascata de coagulação e acarretar à formação de um trombo no endotélio vascular. A avaliação do desempenho dos biomarcadores protrombóticos e de disfunção endotelial nos indivíduos com DAC portadores de HAS pode auxiliar na compreensão da participação desta comorbidade nos eventos isquêmicos coronarianos, além de contribuir para a melhoria das medidas preventivas, diagnósticas e terapêuticas da DAC.




21 - ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NA NOTIFICAÇÃO DAS COMPLICAÇÕES RELACIONADAS ÀS VIAS DE ACESSO PARA PROCEDIMENTOS HEMODINÂMICOS

Francisco de Cassio de Oliveira Mendes; Tatiana Maria Nóbrega Elias; Ana Elza Oliveira de Mendonça

Hospital Unimed, Natal, Natal, RN, Brasil.

INTRODUÇÃO: Atualmente o mapeamento dos riscos tornou-se preocupação constante dentro das instituições hospitalares. Assim, a notificação das complicações relacionadas às vias de acesso no laboratório de hemodinâmica, passou a ser um importante parâmetro para avaliar os processos e rotinas assistenciais desses serviços.
OBJETIVO: Destacar a importância da notificação de complicações. relacionadas às vias de acesso em procedimentos hemodinâmicos.
METODOLOGIA: Estudo exploratório descritivo com abordagem quantitativa, realizado num laboratório de hemodinâmica privado de Natal-RN. A coleta foi realizada entre 01 de janeiro de 2011 a 01 de janeiro de 2012, com dados da instituição.
RESULTADOS: Mensalmente são atendidos em média 80 pacientes, totalizando 982 procedimentos no período estudado, dos quais 564 foram para fins diagnósticos e 418 terapêuticos. Resultando no registro de 09 (0,91%) eventos adversos, destes, 78% hematomas importantes em região inguinal, 11% sangramentos retroperitoneais e 11% distúrbios de coagulação.
CONCLUSÃO: A maioria das complicações está relacionada à intercorrências vasculares decorrentes dos procedimentos percutâneos, nas artérias radial, braquial ou femoral puncionadas para acesso a corrente sanguínea. Apesar da complexidade dos procedimentos hemodinâmicos, os dados obtidos nesse estudo nos permitem inferir que, os riscos relacionados aos procedimentos foram relativamente baixos. Assim, podemos concluir que as notificações das complicações, mostraram-se um valioso indicador de qualidade a ser mensurado em pacientes submetidos a procedimentos cardiovasculares.

Descritores: Vias de acesso vascular; Complicações; Enfermagem.




22 - PERFIL DAS ANGIOPLASTIAS PRIMÁRIAS REALIZADAS NO ANO DE 2011 EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO

Lima; F M A; Silva; C F; Silva; D S

Hospital das Clínicas - Faculdade de Medicina de Botucatu, Botucatu, SP, Brasil.

INTRODUÇÃO: A utilização da angioplastia coronariana primária tem sido o tratamento de escolha nos centros especializados como terapia de reperfusão miocárdica, que substitui grandes cirurgias, os riscos aos pacientes e o tempo de internação. Essa acarreta exposição a altas doses de radiação ionizante à equipe e aos pacientes. O contraste utilizado, iodado e não iônico, facilita a visualização dos vasos durante os exames. O estudo buscou avaliar a quantidade de contraste não iônico utilizada e o tempo de exposição dos pacientes à radiação ionizante, além de verificar as artérias mais acometidas pela isquemia e o número de stents utilizados no tratamento.
MÉTODO: Foram incluídos todos os pacientes submetidos à angioplastia primária no período de Janeiro a Dezembro de 2011. Dados referentes ao sexo, idade, tempo total de exposição à radiação ionizante, volume total de contraste iônico utilizado, artéria responsável pelo infarto agudo e a quantidade de stents utilizados no tratamento da lesão, foram obtidos retrospectivamente através dos arquivos do Serviço de Hemodinâmica.
RESULTADOS: No período foram realizadas 78 angioplastias primárias. Houve predominância de pacientes do sexo masculino, com idade média de 61,3 anos. A quantidade contraste não iônico utilizado variou entre 100 ml e 550 ml, com média em torno de 280 ml. Em relação à artéria acometida, houve o predomínio do ramo descendente anterior (DA) da coronária esquerda, em 45,9% dos casos. Foram tratadas 85 lesões nos 78 pacientes, já que em alguns casos foi tratada mais de uma artéria. Ocorreram 31 lesões de coronária direita (36,5%) e 7 lesões no ramo circunflexo da coronária esquerda (8,2%). Os outros locais de lesões responsáveis pelo infarto agudo totalizaram 9,4% das lesões tratadas.
CONCLUSÕES: A artéria mais acometida no IAM foi a DA. O volume médio de contraste utilizado foi de 280 ml. Ocorreram 4 casos de reinfarto, demonstrando a necessidade de acompanhamento destes pacientes após o evento isquêmico, com orientações em relação à mudança de certos hábitos de vida que podem retardar e/ou reduzir a incidência das doenças cardiovasculares.




23 - PADRÃO DE EXPOSIÇÃO RADIOLÓGICA EM PROFISSIONAIS DA SAÚDE DURANTE CATETERISMO CARDÍACO

Daiane Diel; Sabrina Koehler Torrano; Jaqueline Sauer; Claudio Vasques de Moraes; Julio Vinícius de Souza Teixeira; Juliana Canedo Sebben; Cristiano de Oliveira Cardoso

Instituto de Cardiologa do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS, Brasil.

INTRODUÇÃO: Cateterismo cardíaco expõe paciente e profissionais da saúde aos riscos da radiação ionizante. É objetivo do estudo avaliar o padrão de exposição radiológica em profissionais da saúde.
MÉTODOS: Através de um estudo prospectivo, pacientes submetidos à cateterismo cardíaco diagnóstico tiveram informações clínicas e dados relacionados ao exame coletadas. A dose de radiação recebida pelo paciente, médico operador do exame e da equipe de enfermagem foi mesurada por dosímetros digitais individuais.
RESULTADOS: O estudo incluiu 119 pacientes. Os pcts apresentaram idade média foi 58 ± 10 anos, peso 82 ± 17 Kg e altura 160 ± 8 cm. Os tempos de procedimento e fluoroscopia foram de 15 ± 4 minutos e 2 ± 1 minuto, respectivamente. Os pacientes receberam em média 549 ± 220 mGy por procedimento. A exposição radiológica dos médicos e profissionais de enfermagem foi de 0,47 ± 0,16 microSv e 0,28 ± 0,13 microSv, respectivamente. Verificou-se que os profissionais da enfermagem recebem 58% da dose que o médico operador do exame.
CONCLUSÃO: Profissionais de enfermagem são expostos a 58% da dose de radiação que o médico operador do exame. Essa achado demonstra que todos os profissionais da saúde devem utilizar os equipamentos de proteção radiológica disponível em sua totalidade.




24 - CARACTERISTICAS DOS PACIENTES COM INFARTO AGUDO DO MIOCARDIO SUBMETIDOS À ANGIOPLASTIA TRANSLUMINAL CORONÁRIA

jeferson de Paula; ANA Cleide Soares Victor

CEDIPAR - Centro de Diagnóstico, Paraná , Maringá, PR, Brasil.

INTRODUÇÃO: A doença cardiovascular corresponde à principal causa de morte no Brasil. A doença isquêmica do coração é a responsável pela maioria dos óbitos. O infarto agudo do miocárdio continua sendo o principal problema de saúde pública no mundo industrializado, apesar dos progressos no diagnóstico e tratamento nas ultimas três décadas. Cerca de 50% dos óbitos se associam ao infarto do miocárdio e que estes ocorrem uma hora após o evento e são atribuídos principalmente a arritmias. Como esta patologia pode surpreender o individuo na fase mais produtiva da sua vida, trazendo consequências psicossociais e econômicas profundamente deletérias, dá – se a importância de ampla divulgação dos fatores de risco associados. A proposta da pesquisa foi de identificar as principais características, que causaram infarto agudo do miocárdio, nos pacientes submetidos à angioplastia transluminal coronária.
MÉTODOS: É um estudo descritivo com uma abordagem quantitativa. Através de uma tabela estruturada contendo doze variáveis, foram analisados todos os prontuários de pacientes que sofrerão infarto agudo do miocárdio e submetidos à angioplastia transluminal coronária durante o ano de 2010, totalizando o número de 19 pacientes. São as variáveis: sexo, idade, peso, altura, índice de massa corpórea, obesidade, diabetes, hipertensão, tabagismo, sedentarismo, histórico familiar e dislipidemia.
RESULTADOS: Evidenciou – se que os índices são altos para fatores de risco modificáveis, ou seja, é possível minimizar as taxas de incidência deste evento através de orientações de enfermagem, para que possa melhorar a perspectiva e qualidade de vida da população.
CONCLUSÕES: É importante ressaltar que hoje podem ser propostas medidas preventivas muito antes que eles adoeçam, através da educação em saúde e também através dos programas do governo. Principalmente quando tratamos de fatores de risco modificáveis, ou seja, em grande número dos casos o infarto agudo do miocárdio pode ser prevenido, como também através do controle das doenças crônicas (hipertensão, diabetes) evitando o adoecimento crônico. O enfermeiro está inserido na equipe multiprofissional e desenvolve papel fundamental perante estes pacientes.




25 - ANÁLISE COMPARATIVA DO CUSTO DA CINEANGIOCORONARIOGRAFIA POR ABORDAGEM BRAQUIAL VERSUS FEMORAL EM UM HOSPITAL PÚBLICO DE SALVADOR-BA

Simone Leticia Souza Querino; Erenaldo de Souza Rodrigues Junior; Paulo Ribeiro Silva; Roque Aras Junior; Francisco Jose Farias B. Reis

Hospital Ana Neri Salvador, BA, BRASIL e Universidade Federal da Bahia, Salvador, BA, Brasil.

INTRODUÇÃO: Os laboratórios de Hemodinâmica se destinam a realização de exames e procedimentos intervencionistas que permitem uma resolução clínica e uma melhor investigação da condição fisiopatológica dos pacientes cardiopatas. O procedimento de cineangiocoronariografia (CACG) permite o estudo da circulação coronariana, melhorando assim o raciocínio clínico para uma intervenção terapêutica mais eficaz. A realização da CACG envolve custos associados a sua realização, e o local da punção para a realização do exame pode contribuir para um maior custo do exame. Desta forma, o objetivo desse estudo foi analisar comparativamente o custo direto da CACG por abordagem braquial versus femoral.
MÉTODOS: Trata-se de um estudo retrospectivo, qualitativo e quantitativo para definição dos custos dos procedimentos diagnósticos, cardíacos em hemodinâmica de um hospital público de referência em Salvador-Ba. Foram estudados pacientes submetidos à CACG por abordagem braquial ou femoral de urgência, emergência ou eletivo, ambos os sexos, no período de Março de 2009.
RESULTADOS: Foram estudados 40 pacientes (20 pacientes punção braquial e 20 pacientes punção femoral), com média de idade de 49,5 anos, sendo 45% (18 pacientes) do sexo masculino. O custo médio da CACG por punção braquial encontrado foi de R$ 540,32 (quinhentos e quarenta reais e trinta e dois centavos) e por punção femoral de R$ 675,05 (seiscentos e setenta e cinco reais e cinco centavos). Observa-se que o método femoral tem custo superior de 24,94% em relação ao braquial.
CONCLUSÕES: Os nossos resultados mostram menor custo direto na realização de CACG por abordagem braquial, uma vez que não necessita de internação hospitalar o que demandaria custos com nutrição, hotelaria e outros honorários profissionais.




26 - ABORDAGEM TELEFÔNICA COMO SISTEMA DE FOLLOW UP PARA PACIENTES PÓS-ANGIOPLASTIA, SEGUIMENTO CLINICO: 12 MESES

Kelly Bianca de Lima Loureiro; Marcus Paulo Cavalcante de Lima

Centro de Tratamento Cardiovascular, Brasilia, DF, Brasil.

As doenças cardiovasculares são consideradas as principais causas de morte e invalidez no Brasil e no mundo. Dados do DATASUS de 2004 indicaram que, no Brasil, houve 140 mil óbitos por doença coronária. Com o objetivo de diminuir a morbimortalidade e aumentar a sobrevida de pacientes, novas terapêuticas foi introduzidas baseadas em evidências de grandes ensaios clínicos, como a intervenção coronariana percutânea, porém a adesão ao tratamento é uma das principais dificuldades na avaliação do sucesso deste por se tratar de um procedimento minimamente invasivo. A adoção de hábitos saudáveis como a prática de atividades físicas, alimentação equilibrada, sono saudável e a cessação do tabagismo, como a manutenção do acompanhamento com o cardiologista clinico e a utilização correta dos medicamentos prescritos é apontada como importante medida para melhorar a saúde, a qualidade de vida e facilitar a prevenção de eventos recorrentes. Trata-se de um estudo realizado em uma clinica de hemodinâmica no distrito federal com objetivo de avaliar a adesão ao acompanhamento clinico dos clientes submetidos às intervenções coronarianas percutânea de janeiro á dezembro de 2009, identificar quais pacientes fizeram acompanhamento com o cardiologista e detectar se apresentaram novos eventos coronarianos. A amostra foi de 75 clientes, que realizaram angioplastia com implante de stent de diferentes sexo e faixas etárias, com base em uma população de 200. Foram inclusos na pesquisa somente os clientes em que se conseguiu contato por telefone e que foram submetidos à intervenção coronariana percutânea no centro de referência Foi considerado como adesão: o uso regular das medicações prescritas, capacidade de descrever corretamente as medicações utilizadas e assiduidade às consultas médicas. Foi utilizado o método de investigação com abordagem quantitativa exploratória.
RESULTADOS: Mostraram que 60% do grupo eram do gênero masculino, que 31% fazem parte da faixa etária de 60 á 69 anos, que a maioria dos entrevistados fazia acompanhamento com o cardiologista clínico, 20% apresentaram novos eventos, e que apena 7% deixaram o tabagismo.




27 - AVALIAÇÃO DA ANSIEDADE EM PACIENTES PORTADORES DE DOENÇA ARTERIAL CORONARIANA SUBMETIDOS A ANGIOPLASTIA: UMA COMPARAÇÃO ENTRE GÊNEROS

Denise Maria Osugui; Alessandro Ferreira Alves; Eliza Maria Rezende Dázio; Suelen de Souza Naves

MinasCardio, Varginha, MG, Brasil.

INTRODUÇÃO: A ansiedade é um estado emocional que comporta, tanto componentes psicológicos como fisiológicos sendo definida como um evento de adaptação as diferentes ocasiões impostas pela vida.
OBJETIVOS: Avaliar a ansiedade no pré angioplastia realizando um comparativo entre gêneros.
MÉTODO: Estudo quantitativo, hipotético dedutivo e comparativo. Para a coleta dos dados foi utilizado o método autoaplicável sendo este o questionário de ansiedade estado de Spilberger composto de vinte perguntas claras e objetivas.
RESULTADOS: A amostra consistiu de 65 pacientes cardíacos isquêmicos, adultos, encaminhados a uma clinica de atendimento cardiovascular. A amostra foi composta em sua maioria por indivíduos do sexo masculino com idade média de 61,5 anos. Quanto à escolaridade a maioria dos participantes possui ensino médio completo (n = 32/42,7%). As doenças associadas mais prevalentes foram a Hipertensão Arterial Sistêmica (n = 52/ 69,3%), Diabetes Mellitus (n = 1/1,3%) e a associação de Hipertensão Arterial e Diabetes (n = 16/ 21,3%). Apenas seis participantes (8,0%) não relataram nenhuma doença associada e 24 (32%) participantes afirmaram ser tabagista, entre eles 13 (29,5%) eram homens e 11 (39,5%) eram mulheres.
CONCLUSÃO: Após a análise de dados e a realização da média entre os valores da pontuação de ansiedade, as mulheres apresentaram um escore de 48,8 enquanto os homens apresentaram escore de 38, concluiu-se que mesmo a população de mulheres sendo menor que a dos homens, elas possuíram maiores índices de ansiedade.




28 - ORIENTAÇÕES PRÉ E PÓS ANGIOPLASTIA

Denise Maria Osugui; Joao Carlos Belo Lisboa Dias; Fabiano Amaral Fulgênio da Cunha

MinasCardio, Varginha, MG, Brasil.

INTRODUÇÃO: A angioplastia é um procedimento invasivo realizado com o objetivo de desobstruir as artérias coronárias com placas de ateroma. Este procedimento realizado em um serviço de hemodinâmica utiliza um balão na ponta de um cateter que, insuflado dentro da artéria libera uma mini-tela de metal chamada stent, que expandida restabelece o fluxo sanguíneo. Tal procedimento pode gerar ansiedade e preocupação no paciente e nos familiares.
OBJETIVO: Elaborar orientações claras e concisas para o paciente no pré e pós angioplastia.
MÉTODO: Realizou-se uma revisão bibliográfica, no qual foram identificados artigos de referência relacionados, bem como uma consulta ao Guideline for Percutaneous Coronary Intervencion 2011.
RESULTADO: Elaborado um manual contendo orientações relacionadas ao agendamento, tipos de documentos necessários, exames a serem apresentados no ato da admissão, medicamentos a serem suspensos, cuidados pré angioplastia desde o jejum até sua chegada no laboratório de hemodinâmica, cuidados pós angioplastia até sua chegada no quarto ou UTI e orientações para a alta.
CONCLUSÃO: Este trabalho resultou em um manual de orientações pré e pós angioplastia de um Instituto de Intervenção Cardiovascular, situado no Sul de Minas Gerais. O esclarecimento ao paciente permitirá maior tranquilidade, confiança, gerando menos ansiedade mediante ao procedimento.




29 - REGISTRO DE ENFERMAGEM EM HEMODINÂMICA DA ADMISSÃO A ALTA: UMA PROPOSTA PARA OTIMIZAR A COMUNICAÇÃO

Rosalia Daniela Medeiros da Silva

IMIP, RECIFE, PE, Brasil.

INTRODUÇÃO: Por se tratar a hemodinâmica de um setor de alta complexidade, com atividades excessivas e variadas, com intenso ritmo de produção e com muita sobrecarga de trabalho para a equipe se faz necessário uma comunicação efetiva minimizando a probabilidade de erros e colaborando para a qualidade no atendimento ao paciente. Os registros efetuados pela equipe de enfermagem têm a finalidade de fornecer informações sobre a assistência prestada, assegurar a comunicação entre os membros da equipe de saúde e garantir a continuidade das informações devendo, portanto, estar imbuídos de autenticidade e de significado legal pois refletem todo o empenho e força de trabalho da equipe de enfermagem, valorizando, assim, suas ações.
MÉTODOS: Foi elaborado um protocolo para um registro de enfermagem padronizado contendo itens que direcionam a dados pertinentes a assistência de enfermagem em hemodinâmica da admissão a alta do paciente para tornar a comunicação entre a equipe mais eficiente.
RESULTADOS: O protocolo consta de itens referentes ao preparo do paciente antes do exame, o paciente segue com esse impresso para a sala de exames aonde todos da equipe ficarão cientes de tais informações. O técnico continuará registrando os dados referentes ao procedimento neste mesmo impresso e ao ser transferido para a sala de recuperação se dá continuidade ao registro da assistência de enfermagem durante o tempo de repouso até o momento da alta quando será colocado horário, condições clínicas, destino e o paciente ou acompanhante assina caracterizando o término da permanência do paciente no serviço.
CONCLUSÕES: A utilização do protocolo possibilita uma comunicação mais efetiva e sincronizada entre os integrantes da equipe, reduz a propabilidade de erros e informações equivocadas como também padroniza o registro por parte dos técnicos de enfermagem colaborando para uma assistência de maior qualidade.




30 - ELABORAÇÃO DE PROTOCOLO: RELATO DE EXPERIÊNCIA: GERENCIAMENTO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO CLIENTE SUBMETIDO À RETIRADA DE INTRODUTOR PERCUTÂNEO

Edlene Sobral Figueiredo; Iana Patrícia Rodrigues de Melo Bomfim

Hospital Portugues, Salvador, BA, Brasil

INTRODUÇÃO: O artigo relata a experiência da enfermagem dos setores de cardiologia em medicina crítica e do laboratório de hemodinâmica de um hospital filantrópico/privado da cidade de Salvador Bahia Brasil.
MÉTODO: O gerenciamento da assistência transcorreu através da elaboração de um protocolo de monitoramento dos clientes submetidos a procedimentos minimamente invasivos como: Cinecoronariografia e angioplastia transluminal percutânea coronariana, em uso de anti agregantes plaquetários e anticoagulação profilática. Por meio de oficinas de trabalho, foram elaborados protocolos para o procedimento buscando monitorar a equipe de enfermagem na assistência prestada ao cliente submetido a retirada de introdutor percutâneo. A avaliação incluiu os pacientes submetidos às punções via radial e femoral, e dia após dia, o treinamento contribuiu para minimizar as possíveis complicações nos locais de punção após a retirada do introdutor.
RESULTADO: No decorrer do trabalho foram identificadas as necessidades como a busca de novos pontos críticos dos processos gerenciamento, revisão dos protocolos existentes obedecendo a periodicidade preconizada bem como, elaboração de novos protocolos de cuidados de enfermagem, conforme demanda de gerenciamento de eventos sentinela identificados e, o gerenciamento da aplicação dos protocolos e do conhecimento fundamento dos mesmos nas unidades de destino dos clientes seja na medicina crítica ou não crítica, elaborar protocolos de cuidados de enfermagem na retirada do introdutor percutâneo para as unidades críticas, aplicação de crioterapia para controle da complicação imediata no local de punção.
CONCLUSÃO: No transcorrer das nossas atividades pudemos concluir que, conforme acreditamos, a utilização de protocolos proporciona uma prática mais qualificada, humanizada e segura. Além disso, favorece uma assistência planejada e, consequentemente cada vez mais eficaz ao cliente.

 


 

 

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