Revista Brasileira de

Revista Brasileira de Cardiologia Invasiva
Publicação Oficial da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista ISSN: 2179-8397
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Idioma/Language: Português Inglês
Editora-Chefe
Áurea Jacob Chaves


Editores Associados
Alexandre Abizaid
Alexandre Quadros
Antonio Carlos Carvalho
Carlos A. C. Pedra
Claudia M. Rodrigues Alves
Fausto Feres
Francisco Chamié
J. Antonio Marin-Neto
J. Ribamar Costa Jr.
Luiz Alberto Mattos
Marcelo Cantarelli
Pedro A. Lemos
Pedro Beraldo de Andrade
Ricardo Alves Costa
Rogério Sarmento-Leite


Editor de Imagens em Intervenção
Daniel Chamié


Editor de Intervenções Extracardíacas
Antonio M. Kambara


Editor de Relatos de Caso
Rodolfo Staico



Suplementos - Suplemento 2 - Ano 2010

XV Jornada Brasileira de Enfermagem em Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista
 
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Rev Bras Cardiol Invas
2010;18(supl.1)

XXXII Congresso da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista

XV Jornada Brasileira de Enfermagem em Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista




Mensagem do Presidente da SBHCI

Estimado colega

Este suplemento especial reúne a contribuição científica de nossos colegas, submetida ao XXXII Congresso da SBHCI (22 a 24 de julho de 2010 - Belo Horizonte, MG).

O talento, a criatividade e a capacidade de realização de pesquisas estão aqui retratados, demonstrando o comprometimento de todos com o aprimoramento dos trabalhos em nossa área de atuação, para uma SBHCI cada vez mais fortalecida no nível científico e em benefício de nossos pacientes.

Parabenizo o grupo pelas excelentes contribuições e incentivo todos a seguir nessa trajetória, estimulando outros colegas e apoiando os mais jovens nessa importante atividade acadêmica. A SBHCI tem por objetivo incentivar cada vez mais a pesquisa científica, fornecendo o apoio necessário aos associados para que possam tornar realidade seus projetos de pesquisa. O esforço e a dedicação resultaram em trabalhos de alto nível, os quais foram criteriosamente avaliados pela Comissão Julgadora e serão apresentados em sessão plenária. Os autores desses trabalhos são convidados a publicar suas pesquisas como artigos originais na Revista Brasileira de Cardiologia Invasiva, órgão oficial de publicação científica de nossa Sociedade.

O trabalho Continua. Conclamo os colegas a, com entusiasmo redobrado, elaborar sua contribuição científica para o XXXIII Congresso da SBHCI, a ser realizado em junho de 2011 na cidade de Curitiba, PR.

Construindo uma Sociedade unida, cientificamente respeitada, Forte e expressiva, convido os colegas a submeter seus artigos originais à nossa conceituada Revista Brasileira de Cardiologia Invasiva, que, além de grande circulação nacional, tem significativa penetração nos países da América Latina e divulgação internacional através da Internet.

Desejo a todos grande congraçamento durante as atividades do congresso, cuja programação científica cuidadosamente elaborada será de grande proveito para todos nós.


Maurício de Rezende Barbosa
Presidente da SBHCI




Mensagem da Comissão de Temas Livres

Prezado colega

É com imensa satisfação que finalizamos esta etapa do processo de submissão e julgamento dos temas livres do XXXII Congresso da SBHCI (22 a 24 de julho de 2010 - Belo Horizonte, MG).

A submissão de trabalhos científicos originais para nosso evento anual manteve o patamar alcançado nos últimos anos, demonstrando de forma clara e inequívoca o comprometimento desta Sociedade com o contínuo desenvolvimento científico.

Foram totalizados 193 temas livres, distribuídos entre as áreas de doença cardiovascular adquirida, extracardíaca e cardiopatias congênitas, além dos temas relacionados à área de enfermagem e técnicos. Todos os trabalhos foram avaliados de forma cega por três distintos colegas intervencionistas, processo já consagrado, os quais, com a devida isenção, selecionaram os melhores para apresentação no congresso. Além disso, como já divulgado nos meios de comunicação da SBHCI, foram premiados os 12 trabalhos científicos que receberam as maiores notas no julgamento eletrônico. Esse trabalhos serão apresentados durante o congresso mesclados aos casos ao vivo e às conferências.

A Comissão Julgadora irá avaliar os demais temas livres selecionados para apresentação no congresso, nos formatos pôster ou oral, premiando adicionalmente mais 12 temas livres no final do evento (as regras podem ser acessadas em nosso website www.sbhci.orG.br). Os premiados deverão submeter suas pesquisas como artigos originais à Revista Brasileira de Cardiologia Invasiva (RBCI), órgão oficial de publicação científica de nossa Sociedade, enriquecendo o conteúdo desse veículo.

Esperamos a participação ativa de todos em nosso congresso, que contará com a apresentação de mais de 70 pesquisas de alto nível científico, na fronteira da produção do conhecimento da cardiologia intervencionista brasileira. Estamos certos de que a grande visibilidade desse evento contribuirá para o aprimoramento de nossa especialidade e, mais ainda, para o desenvolvimento da prática médica em nosso País.


Fernando Stucchi Devito
Coordenador de Temas Livres




Comissão de Julgamento dos Temas Livres

Adrian Paulo Morales Kormann (SC)
Adriano Dias Dourado Oliveira (BA)
Alcides José Zago (RS)
Alexandre do Canto Zago (RS)
Alexandre Schaan de Quadros (RS)
Amanda Guerra Moraes Rego Sousa (SP)
André Labrunie (PR)
Antonio Carlos de Camargo Carvalho (SP)
Antonio Carlos Neves Ferreira (MG)
Ari Mandil (MG)
Áurea Jacob Chaves (SP)
Bruno Moulin Machado (ES)
Carlos Augusto Cardoso Pedra (SP)
Carlos Augusto Formiga Áreas (MG)
César Rocha Medeiros (RJ)
Claudia Maria Rodrigues Alves (SP)
Costantino Roberto Frack Costantini (PR)
Décio Salvadori Júnior (SP)
Dimytri Alexandre de Alvim Siqueira (SP)
Eulógio Emilio Martinez Filho (SP)
Expedito Eustáquio Ribeiro da Silva (SP)
Fábio Sândoli de Brito Júnior (SP)
Fausto Feres (SP)
Fernando Stucchi Devito (SP)
Francisco José Araujo Chamié Queiroz (RJ)
Gilberto Lahorgue Nunes ((RS)
Gilvan Oliveira Dourado (AL)
Hélio José Castello Junior (SP)
Hélio Roque Figueira (RJ)
Helman Campos Martins (PB)
Jamil Abdalla Saad (MG)
Jorge Pinto Ribeiro (RS)
José Armando Mangione (SP)
José Augusto Marcondes de Souza (SP)
José Carlos Raimundo Brito (BA)
José Eduardo Moraes Rego Sousa (SP)
José Klauber Roger Carneiro (CE)
José Nogueira Paes Júnior (CE)
Júlio César Machado Andréa (RJ)
Leonardo Cogo Beck (DF)
Luiz Carlos do Nascimento Simões (RJ)
Luiz Alberto Piva e Mattos (SP)
Luiz Antonio Ferreira Carvalho (RJ)
Luiz Antonio Gubolino (SP)
Marcelo de Freitas Santos (PR)
Marcelo José de Carvalho Cantarelli (SP)
Marco Antonio de Vivo Barros (PB)
Marco Vugman Wainstein (RS)
Marcos Antonio Marino (MG)
Marcos Flávio Moellmann Ribeiro (SC)
Marden André Tebet (SP)
Maurício de Rezende Barbosa (MG)
Miguel Antonio Neves Rati (RJ)
Newton Fernando Stadler de Souza Filho (PR)
Paulo Antonio Marra da Motta (DF)
Paulo Ricardo Avancini Caramori (RS)
Paulo Sérgio de Oliveira (RJ)
Pedro Alves Lemos Neto (SP)
Raimundo João Costa Furtado (MA)
Raul D' Aurea Mora Júnior (PR)
Raul Ivo Rossi Filho (RS)
Renato Giestas Serpa (ES)
Ricardo Alves da Costa (SP)
Ricardo César Cavalcanti (AL)
Roberto José de Alvarenga Freire (MG)
Roberto Vieira Botelho (MG)
Rodolfo Staico (SP)
Rogério Eduardo Gomes Sarmento-Leite (RS)
Ronaldo da Rocha Loures Bueno (PR)
Samuel Silva da Silva (PR)
Sérgio Luiz Navarro Braga (SP)
Valmir Fernandes Fontes (SP)
Vinícius Daher Vaz (GO)
Wilson Albino Pimentel Filho (SP)




Prêmio RBCI: Melhor Tema Livre Julgamento Eletrônico 2010
Doenças Cardiovasculares Adquiridas
Apresentação Oral


001 - TRATAMENTO E SEGUIMENTO CLÍNICO TARDIO DE PACIENTES COM TROMBOSE DE STENT APÓS IMPLANTE DE STENTS FARMACOLÓGICOS NA PRÁTICA DIÁRIA DO "MUNDO-REAL" - UMA SUBANÁLISE DO REGISTRO DESIRE


Ricardo Alves da Costa; A Sousa; A Moreira; J R Costa JR; M Cano; G Maldonado; L pessoa; F Feres; C Campos; J E Sousa

HCOR - Assoc do Sanatório Sírio.

FUNDAMENTOS: O tratamento e evolução clínica de pacientes com trombose de stent (TS) após implante de stents farmacológicos (SF) permanecem controversos. Nós reportamos o seguimento clínico tardio de pts com TS definitiva após implante de SF no mundo-real.
MÉTODOS: O Registro DESIRE é um estudo prospectivo, não-randomizado, realizado em centro único, com inclusão consecutiva de pts submetidos a intervenção coronária percutânea (ICP) eletiva ou de urgência com implante de SF como estratégia inicial. Entre 05/02-02/10, 3.320 pts (4.925 lesões) foram tratados com 5.320 SF. O seguimento clínico foi realizado aos 1, 6 e 12 meses, e anualmente até 7 anos (mediana = 3,4 anos). A TS foi definida de acordo com os critérios do Academic Research Consortium, sendo que a TS definitiva foi definida como presença de síndrome coronária aguda mais confirmação angiográfica ou anátomopatológica da oclusão do stent.
RESULTADOS: No seguimento clínico tardio até 7 anos (98%), a incidência global de TS foi 1,6% (52/3320), incluindo 34 casos (65%) de TS definitva (com confirmação angiográfica). O tempo médio para ocorrência da TS definitiva (n = 34) foi 1,8 ± 1,9 anos [10 casos na fase subaguda (<30 dias); 8 na fase tardia (1-12 meses); 16 na fase muito tardia (>1 ano)], e o tratamento inclui: ICP com balão em 14 casos; ICP com stent não-farmacológico em 8; ICP com SF em 1; ICP sem sucesso em 3; cirurgia de revascularização do miocárdio em 1; terapia de reperfusão com trombolítico em 3; e tratamento conservador em 4. No seguimento tardio após TS definitiva (média: 24 meses), os pts encontravam: 56% assintomáticos, 21% morte cardíaca, 9% morte não-cardíaca, 12% angina estável, e 2% com ICC. Adicionalmente, o tempo médio entre a TS e a morte cardíaca foi de 3 meses.
CONCLUSÕES: Pts com TS definitiva após implante de SF podem se beneficiar de terapia de reperfusão na maioria dos casos; no entanto, tal evento permance associado a elevada taxa de mortalidade no seguimento clínico tardio.




002 - ESCORE DE RISCO CLÍNICO-PROBABILÍSTICO PARA INFARTO E ELEVAÇÃO DE MARCADORES DE NECROSE MIOCÁRDICA APÓS INTERVENÇÃO CORONARIANA PERCUTÂNEA

Marco Aurelio de Magalhaes; Fábio S. Brito JR.; Alexandre Abizaid; Breno Almeida; Marco Perin

Hospital Israelita Albert Einstein.

FUNDAMENTOS: A elevação dos marcadores de necrose miocárdica após intervenção coronariana está associada a incremento da morbidade e na sua forma mais acentuada, o infarto pós-procedimento (IAM) a aumento da mortalidade. O conhecimento dos fatores associados combinados através de um escore, ainda não descrito, pode permitir a seleção de pacientes para terapêuticas antiplaquetárias mais intensivas.
MÉTODO: Foi considerada elevação enzimática a presença de ck-mb > 3,4 (valor de referência (vr). IAM foi considerado quando da associação de ck-mb > 3 x vr ou elevação associada à dor precordial e/ou alteração do ecG. Os critérios de exclusão foram IAM com e sem supra do segmento ST. No modelo logístico foram estabelecidas as variáveis independentes. A linearização dos coeficientes ß permitiu a elaboração do escore de probabilidade.
RESULTADOS: De um universo de 666 intervenções coronárias consecutivas (12/02/08 até 22/02/10) analisamos 489 procedimentos. A taxa de elevação enzimática/IAM foi de 8,6%. Nesta amostra, a média das idades foi de 66 ± 12 anos, sendo 35% dos pacientes diabéticos e 23% do gênero feminino. No modelo univariado foram testadas 101 variáveis clínicas e farmacológicas, sendo elencadas 10 variáveis (p < 0,20) para o modelo logístico (hipertensão arterial sistêmica, hipercolesterolemia, doença vascular periférica, angina estável (CCS III/IV), angina instável classe III, gênero, uso de estatina, uso de IECA, revascularização miocárica prévia e o número de lesões tratadas). As variáveis independentemente associadas à elevação enzimática e IAM foram: Angina instável classe III (OR: 2,3 IC 95% [1,37-3,80]; p < 0,01), doença vascular periférica (OR:1,91 IC 95% [1,04-3,53]; p = 0,04), gênero feminino (OR: 1,66 IC 95% [1,18-2,35]; p < 0,01) e o número de lesões (OR: 1,85 IC 95% [1,41-2,42]; p < 0,01). A estatística C foi de 0,78. Atribuiu-se 2 pontos para o número de lesões e o gênero feminino e 3 pontos para a presença de doença vascular periférica e Angina instável, totalizado 10 pontos. Considerou-se baixo risco até 2 pontos (Probabilidade média (Prob.) = 6%; risco intermediário: de 3 até 5 pontos (Prob.) = 17% e alto risco: > do que 5 pontos (Prob.) = 49%.
CONCLUSÃO: Elaboramos o primeiro escore clínico de elevação enzimática e IAM pós-procedimento com boa acurácia e de fácil aplicação. A sua validação pode selecionar pacientes para terapêuticas antiplaquetárias mais intensivas bem como para a monitorização enzimática obrigatória.




003 - COMPARAÇÃO RANDOMIZADA ENTRE O STENT TAXUS E O NOVO STENT AMAZONIA PAX, COM PACLITAXEL E SEM POLÍMERO: AVALIAÇÃO COM ANGIOGRAFIA, ULTRASSOM E TOMOGRAFIA ÓPTICA

Jose de Ribamar Costa Junior; A Abizaid; F Feres; R Costa; L Tanajura; M Centemero; D Siqueira; R Staico; A Sousa; J Eduardo Sousa

IDPC.

FUNDAMENTOS: Os polímeros duráveis presentes nos stents farmacológicos (SF) de 1ª geração tem sido associados areações inflamatórias no leito coronário. Uma possível implicação clínica desteefeito tóxico seria o remodelamento vascular positivo levando ao surgimento de má-aposição e trombose tardia/muito tardia. O novo SF Amazonia PAX combina uma plataforma de Cro-Co e um potente agente anti-proliferativo, o paclitaxel (67 µg) que é eluído no interior da coronária por uma cobertura não-polimérica localizada na superfície externa do stent. No ambiente pré-clínico, 100% do fármaco é liberado nos primeiros 45 dias. No presente estudo, comparamos pormeio de desfechos substitutos, este novo SF ao stent Taxus, com paclitaxel epolímero durável.
MÉTODOS: O estudo Pax A é unicêntrico e randomizou 30 pacientes (1:1) para receber os SF Amazonia PAX ou Taxus. Foram incluídos apenas pacientes com lesões únicas de até 20 mm de extensão, em coronárias nativas de 2,5 a 3,5 mm de diâmetro. Imediatamente após o implante todos os pacientes submeteram-se a estudo com USIC, que será repetido no reestudo de 4 meses, quando também será realizado tomografia ótica (TO) de toda a população. Objetivo primário do estudo é a comparação da perda tardia (angiografia), o % de obstrução (USIC) e o % de cobertura de hastes (TO) entre os dois SF aos 4 meses.
RESULTADOS: A média de idade dos pacientes incluídos foi de 61 anos, sendo 39% mulheres e 40% diabéticos, não tendo sido observadas diferenças entre as coortes. Diâmetro de referência do vaso tratado e extensão da lesão foram de 2,9 ± 0,4 mm e 14,8 ± 3,7 mm, respectivamente, também sem diferença entre os grupos. Em todos os casos houve sucesso no implante do stent, sem quaisquer eventos na fase hospitalar. A fase de reestudo protocolar já foi iniciada, devendo se estender até Março de 2010 (25pts já foram reestudados). A análise completa de acordo com o tipo de stent estará disponível durante o evento.
CONCLUSÕES: O presente estudo representa a primeira avaliação em humanos da nova tecnologia PAX sem polímero. Aguardam-se os resultados desta análise para confirmar a exequibilidade deste novo conceito de SF.




004 - INCIDÊNCIA DE DISTÚRBIOS DA CONDUÇÃO ÁTRIO-VENTRICULAR E INTRAVENTRICULAR APÓS O IMPLANTE PERCUTÂNEO DA BIOPRÓTESE COREVALVE

Fabio Sandoli de Brito Junior; Marco Perin; Alexandre Abizaid; Breno Almeida; Marco A. Magalhães; Teresa c. Nacimento; Ivanise Gomes; Eberhard Grube; Fábio S. Brito

Hospital Albert Einstein.

O sistema de condução localizado no septo interventricular encontra-se anatomicamente contíguo ao anel valvar aórtico. Por isso, distúrbios na condução átrio-ventricular (AV) e intraventricular (IV) podem ocorrer em decorrência de inflamação, edema e esTresse mecânico causados pelas hastes metálicas da bioprótese CoreValve.
OBJETIVO: Avaliar a incidência de distúrbios da condução AV e IV após o implante percutâneo da CoreValve.
CASUÍSTICA: Entre 1/2008 e 03/2010, 24 pacientes (pts) portadores de estenose aórtica foram submetidos ao implante da CoreValve. Excluíram-se 4 pts desta análise, pois 2 eram portadores de marcapasso (MP) definitivo e 2 faleceram durante o procedimento. Dentre os demais 20 pts, a média de idade foi 80 ± 9 anos, sendo que 10 (50%) eram do sexo feminino.
RESULTADOS: Após o implante valvar, constataram-se as seguintes alterações na condução AV: 3 (15%) BAVT, 2 (10%) BAV 2º grau e 7 BAV do 1º grau, sendo 5 (25%) novos e 2 pré-existentes. Assim, distúrbios de condução mais avançados, como BAV 2º grau e/ou BAVT ocorreram em 5 (25%) pts. Esses distúrbios avançados ocorreram em 3 (75%) dos 4 pts que, antes do procedimento, apresentavam BRD. Em relação aos distúrbios da condução IV pós-implante, detectaram-se: 11 (55%) BRE, sendo 2 (10%) com BRD e BRE alternante. Nesta série, 7 (35%) pts foram submetidos ao implante de MP definitivo. As indicações deveram-se, em 5 (25%) pts ao desenvolvimento de BAV do 2º grau ou BAVT, em 1 (5%) ao BAV do 1º grau associado a BRD e BRE alternante e em 1 (5%) ao BAV do 1º grau associado a BRE, este último no início de nossa experiência. Posteriormente, outros 4 casos com BAV do 1º grau associado a BRE não tiveram o MP definitivo indicado, com excelente evolução clínica.
CONCLUSÕES: Novos distúrbios da condução AV e/ou IV são comuns após o implante da CoreValve, justificando, frequentemente, a indicação de MP definitivo. A presença do BRD pré-implante está relacionada a um maior risco de ocorrência de distúrbios da condução AV avançados, provavelmente pela alta probabilidade de desenvolvimento de BRE após o implante. A ocorrência do BRE isolado é frequente e, nesta série, não teve implicações clínicas.




005 - INCIDÊNCIA E PREDITORES DE NOVA REVASCULARIZAÇÃO DA LESÃO-ALVO EM SEGUIMENTO TARDIO NO "MUNDO-REAL": ANÁLISE CRÍTICA DO REGISTRO DESIRE

Luciano Pessoa Cavalcante; Amanda Sousa; Ricardo A Costa; Adriana Moreira; J Ribamar Costa JR; Manuel Cano; Galo Maldonado; Cantídio Campos;
Mariana Carballo; J Eduardo Sousa

Hospital do Coração ASS São Paulo.

INTRODUÇÃO: Reportamos a incidência e os preditores de nova revascularização da lesão-alvo (RLA) numa grande coorte de pacientes (pts) complexos tratados com stents farmacológicos (SF) no "mundo-real".
MÉTODOS: Entre 05/02-02/10, um total de 3.320 pts foram submetidos a intervenção percutânea eletiva ou de urgência com implante de 5,320 SFs (83% Cypher; 9% Taxus; Xience V/Promus 3%; Endeavor 4%; BioMatrix 1%) em um único centro clínico. O seguimento clínico até 8 anos (mediana: 3,4 anos) foi completo em 98%. Destes, 129 pts (3,88%) foram submetidos a RLA guiada por sintomas. A RLA foi definida como nova intervenção coronária percutâneo ou cirurgia de revascularização incluindo a lesão-alvo no seguimento tardio desse pacientes.
RESULTADOS: Entre os pacientes com RLA, 33% tinham diabetes, 61% eram portadores de doença multiarterial, 10% tinha insuficiência renal. A artéria descendente anterior foi o vaso-alvo mais frequentemente tratado (33%), e 72,3% das lesões eram de alta complexidade (tipo B2/C). Nesse grupo, foram implantados 214 SF em 191 lesões e 45% dos pacientes receberam múltiplos stents. Os seguintes preditores de RLA foram identificados: diabetes (razão de risco [RR] 1,88; intervalo de confiança[IC] 95% 1,08-3,27; p = 0,025), uso de SF Taxus (RR 1,73; IC 95% 1,20-2,50; p = 0,003), lesão ostial (RR 1,82; IC 95% 1,1-2,98; p = 0,018), ponte de safena (RR 2,36; IC 95% 1,55-3,50; p = 0,0001), lesões reestenóticas (RR 1,95; IC 95% 1,17-3,24; p = 0,009).
CONCLUSÕES: Nesse registro prospectivo do "mundo-real", no seguimento tardio, o diabetes, o uso de SF Taxus, lesão ostial, ponte de safena e lesões reestenóticas se associaram à RLA guiada por sintomas de maneira significativa.




006 - COMPARAÇÃO RANDOMIZADA ENTRE O NOVO STENT FARMACOLÓGICO VESTASYNC, COM SIROLIMUS E HIDROXIAPATITA E SEM POLÍMERO COM O SEU EQUIVALENTE NÃO-FARMACOLÓGICO

Jose de Ribamar Costa Junior; A Abizaid; F Feres; R Costa; B Almeida; F S de Brito JR; M Perin; L Tanajura; A Sousa; J Eduardo Sousa

IDPC / S Marcelina.

FUNDAMENTOS: A presença de polímeros duráveis nos stents farmacológicos (SF) de 1ª geração tem sido associada à reações inflamatórios locais que eventualmente podem culminar com trombose tardia e muito tardia destas endopróteses. Recentemente, foi desenvolvido o SF VESTAsync (VES) combinando uma plataforma metálica com uma micro-camada porosa de hidroxiapatita contendo baixa dose de sirolimus (55 µg). No estudo piloto Vestasync I, este SF mostrou-se eficaz em reduzir a proliferação neointimal no interior do stent (perda tardia de 0.36 ± 0.23 mm e % de obstrução ao USIC de 4.0 ± 2.2% no seguimento de 9 meses). No presente estudo comparamos este SF ao seu equivalente sem sirolimus, mas com hidroxiapatita.
MÉTODOS: Um total de 75 pacientes serão randomizados (2:1) para receber o SF VES (50 pts) ou seu equivalente sem sirolimus (25 pts). Incluíram-se apenas lesões únicas, de novo, < 14 mm em extensão, localizadas em coronárias nativas de diâmetro entre 2,5 e 3,5 mm. O objetivo primário é acomparação da perda tardia (angiografia) e % de obstrução (USIC) entre os dois stents aos 9 meses.
RESULTADOS: Até o momento 62 pacientes foram incluídos. A média de idade dos pacientes foi de 57 anos, sendo 23% diabéticos. Diâmetro de referência e extensão da lesão foram de 2,67 ± 0,4 mm e 14,0 ± 2,0 mm. Em todos os casos se obteve sucesso no implante do stent, com 3 casos de IAM peri procedimento (4,2%). Após alta hospitalar, houve 2 casos deRLA, sem óbitos, IAM ou trombose. Detalhamento das características clínicas e angiográficas de cada grupo bem como resultados preliminares de angiografia e USIC estarão disponíveis durante o evento.
CONCLUSÃO: Estudos pré-clinicos demonstraram papel da hidroxiapatita em reduzir inflamação vascular e proliferação neointimal. O estudo Vestasync II definirá se estasobservações se traduzem em benefícios angiográficos e ultrassonográficos quandocomparado ao mesmo stent, com adição de sirolimus.




007 - STENT FARMACOLÓGICO LIBERADOR DE ESTATINA EM LESÕES DE NOVO EM ARTÉRIAS CORONÁRIAS: ANÁLISE QUANTITATIVA E DE DISTRIBUIÇÃO DA NEOÍNTIMA

Alexandre do Canto Zago; Bruno Matte; Luciana Reginato; Ana Krepsky; Julise Balverdi; Márcia Flores; Alcides José Zago

Hospital Clínicas de Porto Alegre.

INTRODUÇÃO: As estatinas possuem proprIedades anti-inflamatórias e antiproliferativas independentemente do efeito hipolipemiante. Estudos exPerimentais demonstraram que as estatinas são capazes de reduzir tanto a resposta inflamatória quanto a hiperplasia neointimal. Foi realizada análise quantitativa e de distribuição da neoíntima para avaliar os resultados de stent farmacológico liberador de estatina no tratamento de lesões de novo em artérias coronárias neste primeiro estudo em humanos, visto que o stent farmacológico ideal deve promover proliferação neointimal leve e uniforme ao invés de suprimi-la totalmente
MÉTODOS: Foram estudados 14 pacientes consecutivos (média de idade de 63 anos, 78.5% do sexo masculino e 35,7% diabéticos) com lesões de novo com extensão £ 14 mm e localizadas em artérias coronárias com diâmetro de 3,0 a 3,8 mm, submetidos ao implante de stent farmacológico liberador de sinvastatina guiado por ultrassom intracoronário. Após 6 meses, todos os pacientes foram reestudados com cinecoronariografia e ultrassom intracoronário.
RESULTADOS: A cinecoronariografia evidenciou reestenose binária de 0%, perda tardia intra-stent de 1,05 ± 0,25 mm e estenose de 33,5 ± 7,1%. O ultrassom intracoronário mostrou média de obstrução intra-stent de 18,1 ± 9,9%, volume neointimal de 22,2 ± 10,5 mm³/stent e média de obstrução neointimal de 18,3 ± 9,4%. A distribuição de neoíntima foi considerada uniforme quando menos de 20% da extensão da neoíntima estiver fora da faixa compreedida pela média da área da neoíntima ± 20%, o que foi observado em 59% da extensão da neoíntima (p < 0,001). Também, o critério de uniformidade de distribuição da neoíntima proposto não permitia nenhuma medida de área da neoíntima fora da faixa compreedida pela média da área da neoíntima ± 100%, o que foi evidenciado em 2% da extensão da neoíntima. O stent também foi avaliado conforme os mesmos critérios e foi observado 9,5% de sua extensão fora da faixa compreedida pela média da área do stent ± 20% (p = 0,006) e nenhum segmento fora da faixa compreedida pela média da área do stent ± 100%. Não foi evidenciado trombos, reestenose, aposição incompleta ou eventos cardiovasculares maiores.
CONCLUSÕES: O stent farmacológico liberador de sinvastatina mostrou-se seguro e eficiente, pois não foi observado trombo ou reestenose. Os dados angiográficos e ultrassonográficos evidenciaram resultados similares aos dos stents convencionais, com maior proliferação neointimal em comparação aos stents farmacológicos liberadores de fármacos antiproliferativos celulares. A neoíntima mostrou distribuição não-uniforme, o que pode significar ineficácia da sinvastatina em regular o processo inflamatório ocasionado pelo implante de stent. Estudos adicionais - randomizados, controlados e com maior poder estatístico - são necessários para a avaliação dos resultados clínicos.




008 - INFLUÊNCIA DA FUNÇÃO RENAL NOS DESFECHOS CLÍNICOS DE 1 ANO DE PACIENTES SUBMETIDOS À INTERVENÇÃO CORONÁRIA PERCUTÂNEA COM IMPLANTE DE STENTS FARMACOLÓGICOS E NÃO FARMACOLÓGICOS

Daniel Chamie; J. Ribamar Costa JR.; Dimytri Siqueira; Ricardo A. Costa; Fausto Feres; Alexandre Abizaid; Marinella Centemero; Aurea J. Chaves;
Amanda G.M.R. Sousa; J. Eduardo Sousa

Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia.

INTRODUÇÃO: Insuficiência renal crônica (IRC) está associada com piores desfechos imediatos e tardios após intervenção percutânea (ICP). Existem poucos dados acerca da evolução clínica de pts com disfunção renal submetidos à ICP na era atual com stents farmacológicos (SF) e farmacologia adjunta contemporânea. Visamos determinar o impacto da IRC nos desfechos clínicos de 1 ano de pts submetidos à ICP com implante de SF e não farmacológicos (SNF).
MÉTODOS: Dados demográficos, clínicos, relacionados ao procedimento e da evoluçãoclínica em curto e longo prazo foram coletados de todos pts submetidos consecutivamente à ICP, de Jan/08 a Jan/09. Os pts foram divididos em 4 grupos de acordo com a presença ou não de IRC (ClCr < ou > 60 mL/min) e quanto ao tipo de stent utilizado (SF ou SNF). Desfecho primário foi a ocorrência de sangramento e eventos cardíacos adversos maiores (ECAM) na fase hospitalar e ao final de 1 ano. Trombose dos stents foi caracterizada de acordo com os critérios ARC.
RESULTADOS: 2333 pts foram incluídos: 155 (IRC-SF), 530 (IRC-SNF), 460 (sem IRC-SF) e 1188 (sem IRC-SNF). Os portadores de IRC tiveram maior taxa de sangramento na fase hospitalar: 2,77% (TIMI maior: 31,56%) vs 1,45% (TIMI maior: 4,2%), p = 0,04. Ao final de 1 ano, a taxa de ECAM foi de 9,0 (IRC-SF) vs. 13,4% (IRC-SNF) vs. 6,1% (sem IRC-SF) vs. 9,6% (sem IRC-SNF), p = 0,0017. Trombose definitiva/provável ocorreu em 1,3% (IRC-SF) vs. 1,1% (IRC-SNF) vs. 0,8 (sem IRC-SF) vs. 0,75% (sem IRC-SNF), p = 0,83. Na análise multivariada preditores independentes para ocorrência de ECAM foram: diabetes (HR: 3,08, IC95%: 1,61-5,92, p = 0,001); síndrome coronariana aguda (HR: 3,02, IC 95%:1,21-6,43, p = 0,001); IRC (HR: 2,98, IC 95%: 1,53-4,89, p = 0,001); lesões em bifurcação (HR: 2,79, IC 95%: 1,45-4,32, p = 0,001); extensão das lesões (HR:2,02, IC 95%: 1,23-3,56, p = 0,002); doença multiarterial (HR: 1,98, IC 95%: 1,19-3,28, p = 0,006); idade (HR: 1,43, IC 95%: 1,20-2,98, p = 0,013) e uso de SF (HR: 0,64, IC 95%: 0,35-0,89, p = 0,001).
CONCLUSÕES: Pts com IRC apresentaram maiores taxas de sangramento na fase hospitalar. Os portadores de IRC apresentaram maior ocorrência de ECAM ao final de 1 ano, guiada predominantemente pela maior ocorrência de morte e infarto na fase hospitalar. Os pts tratados com SNF apresentaram maior ocorrência de ECAM ao final de 1 ano, particularmente os portadores de IRC.




009 - EFEITOS DA TERAPIA COMBINADA CLOPIDOGREL E ATORVASTATINA EM CORONARIANOS

Luiz Fernando Pinheiro; Kasmas, S; Barbosa, SP; França, CN; Fischer, SM; Izar, MC; Carvalho, AC; Fonseca, FA

UNIFESP.

INTRODUÇÃO: A dose de 80 mg de atorvastatina (ATV) tem sido recomendada para pacientes coronarianos para redução de desfechos cardiovasculares. Entretanto, persiste controvérsia sobre possível interação farmacocinética da estatina nesta dose máxima com o clopidogrel (CLO), tienopiridínico de amplo uso em coronarianos que compartilha mesma via de metabolização hepática.
OBJETIVOS: Examinar os efeitos da interação do CLO com a ATV na ativação plaquetária.
MÉTODOS: Foram incluídos coronarianos estáveis com LDL-C < 100 mg/dl sob terapia crônica com estatinas. A estatina em uso foi suspensa por 1 sem, permanecendo os pacientes sob uso de aspirina 100 mg/d apenas nesta primeira semana. Os pacientes foram internados para quantificação dos níveis séricos dos fármacos envolvidos (cromatografia gasosa e espectrometria de massa), obtenção do perfil lipídico e estudos de ativação plaquetária (técnica do cone e placa) nas visitas VI (basal), V2 (ATV), V3 (ATV+CLO) e V4 (CLO). A ATV 80 mg foi iniciada na V1 e mantida até V3; CLO iniciado na V2 e mantido até V4.
RESULTADOS: Os valores obtidos para o Tmax (V1 = 2,28; V2 = 1,50; e V3 = 1,28 h) e Cmax (microgramos/mL) da ATV (V1 = 82,6; V2 = 164,2; e V3 = 145,8) não diferiram entre as visitas de tratamento ativo. Não foram observadas alterações na adesão/ agregação plaquetárias entre as visitas (V1 a V4).
CONCLUSÕES: O uso de CLO em pacientes sob terapia com ATV 80 mg não determinou elevação das concentrações séricas da estatina ou redução da efetividade antiplaquetária do tienopiridínico.




010 - PROCEDURAL AND 30-DAY OUTCOMES OF THE NOVEL NILE PAX® BIFURCATION DEDICATED STENT FOR TREATMENT OF BIFURCATION LESIONS

Ricardo Alves da Costa; A Abizaid; F Feres; A S Abizaid; J R Costa JR; B Garcia; J Berland; I Petrov; P Serruys; J Fajadet

Instituto Dante Pazzanese / Cardiovascular Research Center.

BACKGROUND: The Nile PAX® dedicated drug-eluting stent (Minvasys SAS, France) is a novel technology designed for treatment of bifurcation lesions that incorporates: a cobalt-chromium stent designed for treatment of bifurcations (Nile CroCo®, Minvasys SAS, France) that provides SB access without need for rewiring; a non-polymeric coating (PAX) technology; and a potent antiproliferative agent (paclitaxel).
METHODS: Since Dec/08, a total of 83 pts with single bifurcation lesion were prospectively enrolled in this non-randomized, multicenter (9 sites in Europe/South America) study. Lesion criteria were vessel size 2.5-3.5 mm in the parent vessel (PV) and 2.0-3.0 mm in the side branch (SB), and lesion length < 14 mm in the PV. Clinical follow-up was scheduled at 1, 3, 6, 9 and 12 months, and yearly up to 5 years. We report the 30-day outcomes.
RESULTS: Baseline characteristics included mean age of 63 years, 29% diabetes, 16 previous MI, and 40% previous intervention. The LAD/Dg was the most prevalent lesion location (72%), and 60% had significant involvement of the SB. Regarding procedure, PV was predilated in 97%; the study stent was successfully attempted and implanted in 100%. Overall, 23% of SB received an additional stent; and 93% had final kissing-balloon inflation. By QCA, baseline mean lesion length, vessel diameter and % diameter stenosis were: 10.9 mm, 2.99 mm and 72% in the PV, and 4.1 mm, 2.28 mm, and 38% in the SB, respectively; angiographic success (residual stenosis <50%, final TIMI 3 flow, and absence of dissection) was achieved in 98%. There was only 1 non-Q myocardial infarction during hospitalization and no additional events were reported up to 30 days follow-up.
CONCLUSIONS: The novel Nile PAX dedicated bifurcation polymer-free technology demonstrated excellent performance in the treatment of complex bifurcation lesions, including high procedural success and no events from discharge to 30 days follow-up. Longer term follow-up is warranted.




Prêmio RBCI: Melhor Tema Livre Julgamento Eletrônico 2010
Intervenção Extracardíaca
Apresentação Oral


011 - TROMBÓLISE INTRA-ARTERIAL NA FASE AGUDA DO ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL ISQUÊMICO: RESULTADOS ANGIOGRÁFICOS E EVOLUÇÃO


Carlos Henrique Falcao; Antonio Falcão; Alexandre Ulhoa; Constantino Gonzalez; Edison Sandoval Peixoto

Universidade Federal Fluminense / Hospital de Clínicas Niterói / Hospital Procardíaco.

INTRODUÇÃO: A reperfusão precoce da artéria no acidente vascular cerebral isquêmico (AVCI) melhora a evolução dos pacientes (pts) no seguimento. Nosso objetivo foi avaliar a eficiência da trombólise intra-arterial (TIA) associada à angioplastia.
MÉTODOS: Estudo prospectivo de série de 30 pts com AVCI com inicio de sintomas até 6h em território carotídeo. Foi utilizada TIA associada à angioplastia intracraniana em caso de insucesso angiográfico da TIA.
RESULTADOS: Foram incluídos trinta pts (idade média ± DP, 67 ± 33 anos) com uma pontuação média na escala do AVCI de 15 ± 17 (variação de 7 a 26). A TIA foi iniciada em um tempo médio de 266,33 ± 175 minutos do início dos sintomas. Angioplastia intracraniana foi realizada em 8 pts. A recanalização completa foi encontrada em 21 pts (70%), e parcial nos outros nove (30%). Evolução favorável (ERm < 2) foi encontrada em 53,3% da amostra total e 64% dos pts onde a artéria cerebral média (ACM) apresentava-se ocluída. Hemorragia cerebral sintomática ocorreu em cinco dos 30 pts (16,7%) e esteve associada a heparinização plena, ao uso prévio de dupla antiagregação, ao pós operatório recente de cirurgia cardíaca e alterações isquêmicas agudas extensas em análise de tomografia de crânio. Melhor evolução esteve associada ao melhor fluxo colateral (p = 0,066), envolvimento da ACM em relação aos outros sítios de oclusão (p = 0,014), envolvimento do hemisfério cerebral direito (p = 0,069), trombólise anterior a 4,5 h do inicio dos sintomas (p = 0,057). Evolução desfavoravel (ERM > 3) esteve associado a: hiperglicemia (p = 0,003), pontuação na escala do AVC de > 18 (p = 0,012) na admissão, idade avançada (p = 0,011) e doses maiores de rt-PA (p = 0,083).
CONCLUSÕES: A TIA mostrou-se um método eficaz, pois permite a avaliação precisa do ponto de oclusão, do grau de circulação colateral e apresenta elevado percentual de recanalização completa. Melhor evolução esteve associada a um melhor fluxo colateral, envolvimento da ACM, trombólise precoce e uma evolução desfavorável esteve associada a: hiperglicemia, pontuação na escala do AVC de > 18 na admissão, idade avançada e doses elevadas de rt-PA.




Prêmio RBCI: Melhor Tema Livre Julgamento Eletrônico 2010
Intervenção em Cardiopatias Congênitas
Apresentação Oral


012 - USO DA ANGIOGRAFIA ROTACIONAL 3D (3D-RA) NAS CARDIOPATIAS CONGÊNITAS: UMA EXPERIÊNCIA DE 53 CASOS


Carlos Eduardo Bernini Kapins; Ralph B Coutinho; Fabiana B Barbosa; Celia M C Silva; Valter C Lima; Antonio C C Carvalho

Universidade Federal de São Paulo / Escola Paulista de Medicina / Setor de Hemodinâmica.

INTRODUÇÃO: Os avanços no diagnóstico e tratamento das cardiopatias congênitas estão relacionados com os avanços nas imagens anatômicas. As representações anatômicas obtidas com a tomografia computadorizada, ressonância magnética e ecocardiografia tem ajudado, mas estes métodos não conseguem determinar de forma precisa os dados hemodinâmicos. Angiografia rotacional 3D (3D-RA) é um novo método de reconstrução tridimensional realizado no laboratório de cateterismo que tem sido amplamente utilizado em procedimentos neurológicos e urológicos.
OBJETIVO: Avaliar a facilidade do uso e a segurança do uso do 3D-RA nas cardiopatias congênitas.
Material e MÉTODOS: Revisão dos exames dos pacientes com cardiopatia congênita encaminhados para estudo hemodinâmico e que foram submetidos ao 3D-RA. Foi utilizado o equipamento Philips Allure FD10 e contraste de baixa osmolaridade para as angiografias. Análises subjetivas foram realizadas por dois medicos do setor de forma cega.
RESULTADOS: Um total de 53 pacientes foram revisados, somando 62 angiografias 3D-RA. Uma média de 1,9 ml/kg de contraste foi utilizado para as angiografias. Em todos os casos ocorreu planejamento de qual 3D-RA seria realizada. Uma análise subjetiva da qualidade das imagens foi considerada excelente em 45% das injeções, 39% boas e 16% não aproveitáveis. Além disso foi possível observar detalhes não revelados em angiografias regulares em 23% dos pacientes. Mais além, 43% doas pacientes tiveram benefícios das imagens 3D para decisões terapêutcias. A exposição a radiação não foi estatisticamente diferente das angiografias regulares. Nenhum paciente apresentou efeitos colaterais.
CONCLUSÃO: As imagens, obtidas com a técnica do 3D-RA, nos deram informações que algumas das angiografias convencionais não forneceram, as quais nos ajudaram no tratamento dos pacientes. Por outro lado, a utilização das imagens do 3D-RA poder-se-á reduzir o número de angiografias por procedimento, fornecer dados precisos e possui o potencial de reduzir a exposição a radiação.




Temas Livres
Intervenções em Cardiopatias Congênitas
Apresentação Oral


013 - OCLUSÃO PERCUTÂNEA DA FENESTRAÇÃO NO PÓS-OPERATÓRIO TARDIO DA CIRURGIA DE FONTAN


Roberto O Connor Reyes; Alexandra Sedek; Rodrigo Costa; Simone R F Fontes Pedra; Maria Virginia T Santana; Maria Aparecida Silva; Valmir Fernandes Fontes; Paulo Chaccur; Carlos AC Pedra

Inst. Dante Pazzanese de Cardiologia.

Oclusão percutânea da fenestração no pós-operatório tardio da Cirurgia de Fontan.
INTRODUÇÃO: A fenestração (Fen) na cirurgia de Fontan (CF) melhora o resultado imediato no pós-operatório devido à descompressão do circuito venoso-pulmonar (CVP) e aumento do débito cardíaco as custas de desaturação arterial e risco de embolia paradoxal. A Fen geralmente é ocluída percutaneamente no seguimento em médio prazo.
OBJETIVO: Relatar nossa experiência na oclusão percutânea da Fen.
MÉTODOS: De abril 2004 a julho 2009, 8 pts (idade 12,5 ± 7,4 anos; peso 37,2 ± 14,6 Kgs) operados de CF (6 tubo extra cardíaco, 2 túnel intra-atrial) foram submetidos a oclusão percutânea da Fen (5,8 ± 1,4 mm) com intervalo de 3,1 ± 2,0 anos após a CF. Apresentavam queixa de piora da cianose e cansaço aos esforços. Todos os pts realizaram teste de oclusão com balão no laboratório de cateterismo e nenhum teve aumento da pressão do CVP > 4 mmHg nem diminuição >10% da saturação venosa mista ou da pressão arterial (PA). O procedimento foi realizado sob anestesia geral com a ajuda do ecocardiograma transesofágico. Próteses usadas: Helex (4 pts), Amplatzer (2 pts), Figulla (1 pt) e 1 stent CP coberto. A coleta de dados foi realizada de forma retrospectiva.
RESULTADOS: Após a oclusão da Fen a SatO2 aumentou de 81,5 ± 6,5 para 95,9 ± 1,5% (p < 0,001) e não houve mudanças significativas da pressão no CVP (12,4 ± 3,0 vs 14,2 ± 2,2 mmHg; p = 0,177) nem da PA média (61,2 ± 12,4 vs 62,3 ± 10,0 mmHg; p = 0,861). Não houve complicações durante os procedimentos. Cinco pts apresentaram fluxo residual imediato discreto logo após o procedimento, que desapareceu durante o seguimento. Em 3 pts com Helex, o disco direito ficou discretamente protruido para o tubo extracardíaco, requerendo insuflação de balões ou implante de stent regular para se obter melhor aposição do dispositivo na parede do tubo. Três pts apresentaram arritmias supraventriculares benígnas no pós-imediato que melhoraram com medidas clínicas e saíram de alta em ritmo sinusal.
CONCLUSÕES: A oclusão percutânea da Fen na CF pode ser realizado com varias técnicas sendo um procedimento seguro e efetivo e que resulta em normalização dos níveis de saturação.




014 - EXPERIÊNCIA CLÍNICA INICIAL COM A PRÓTESE AMPLATZER DUCTAL OCCLUDER II

Marcelo Silva Ribeiro; Fabrício L. Pereira; Rodrigo N. Costa; Valmir F. Fontes; Sérgio L. N. Braga; Carlos A. C. Pedra

Inst. Cardiologia Dante Pazzanese.

INTRODUÇÃO: A oclusão percutânea do canal arterial patente (PCA) e da comunicação interventricular (CIV) é a modalidade de escolha para o tratamento destas doenças, na maioria dos casos. Várias próteses têm sido utilizadas, mas nenhuma provou ser versátil o bastante para abranger toda gama de morfologias. Relatamos a experiência inicial no uso da prótese Amplatzer Ductal Occluder II (ADO II) para tal finalidade.
MÉTODOS: De 10/09 a 03/10, 7 pacientes foram submetidos à oclusão dos defeitos: 4 masculinos; mediana de idade e peso de 20 meses (12109) e 12 kg (8,5-24); 6 deles com PCA e 1 com CIV com repercussão. Utilizamos a via venosa anterógrada e cateter terapêutico 6F para o implante. A seleção do dispositivo baseou-se na tabela proposta pelo fabricante. Um dos portadores de PCA também apresentava comunicação interatrial (CIA).
RESULTADOS: Dos pacientes com PCA, 4 tinham morfologia do tipo A de Krichenko, um do tipo D e outro do tipo E. O menor diâmetro médio do canal foi de 2,47 mm (1,6 a 2,8). Em um dos casos, não foi obtido ajuste adequado da ADO II (5-6) em PCA longo e oblíquo devido à protrusão para aorta e pulmonar, sendo substituída por um Nit Occlud 7 x 6, implantado com sucesso. O tempo médio de procedimento foi 113,5 minutos. No paciente com CIA associada, esta foi ocluída com prótese Helex 25 mm, com sucesso. A CIV foi ocluída com ADO II (5-6), com êxito. Todos pacientes apresentavam oclusão dos defeitos à ecocardiografia antes da alta, no dia seguinte. Não houveram complicações intra-hospitalares.
CONCLUSÕES: A nova prótese ADO II mostrou-se eficaz na oclusão de PCA de diferentes tamanhos e formatos e em 1 caso de CIV, denotando sua versatilidade. O seu perfil reduzido é uma vantagem adicional. Entretanto, a seleção adequada do dispositivo ainda permanece desafiadora e será melhor definida com o acúmulo de experiência.




Concorrentes ao Prêmio Abbott Cardiovascular
Intervencionistas do Ano 2010
Apresentação Oral


015 - MODELO EXPERIMENTAL DE REESTENOSE INTRA-STENT EM ARTÉRIAS CORONÁRIAS DE SUÍNOS: EFEITO DO IMPLANTE DE STENT SOBREDIMENSIONADO


Alexandre do Canto Zago; José C. Raudales; Paulo Centeno; Beatriz Kosachenco; Joice Benetti; Diovana Dallarosa; Juliana Ferst; Sandro Ramos; Alcides J. Zago

Centro Pesquisa Cardiovasc. ULBRA

INTRODUÇÃO: A reestenose intra-stent permanece como um problema a ser resolvido mesmo na era dos stents farmacológicos e estudos clínicos de reestenose intra-stent em humanos são limitados por questões éticas, portanto modelos exPerimentais são necessários para o estudo da reestenose intra-stent. O objetivo deste estudo é desenvolver e aplicar um protocolo exPerimental de indução de proliferação neointimal intra-stent significativa (reestenose).
MÉTODOS: Foi realizado cinecoronariografia em 69 suínos da raça Large White de agosto de 2006 a março de 2009, seguida de protocolo de lesão vascular mediante implante de 77 stents sobredimensionados (relação 1,2: 1 entre os diâmetros do stent e do vaso) guiados por ultrassom intracoronário. Outros 25 stents foram implantados no grupo controle, respeitando o diâmetro do vaso (relação 1: 1 entre os diâmetros do stent e do vaso). Em 28 dias, todos os suínos foram submetidos a reestudo angiográfico e ultrassonográfico.
RESULTADOS: A taxa de reestenose binária foi de 89,6% (69/77 stents) no grupo de suínos submetidos ao implante de stent sobredimensionado, enquanto no grupo controle foi de apenas 12,0% (3/25 stents), com diferença estatisticamente significativa (p < 0,0001). O diâmetro luminal mínimo e a área luminal mínima imediatamente após o implante do stent no grupo submetido ao implante de stent sobredimensionado foram significativamente maiores em comparação ao grupo controle (3,5 ± 0,3 mm e 40,7 ± 0,3mm2 vs 3,0 ± 0,2 mm e 30,2 ± 0,2mm2, respectivamente; p < 0,0001). O volume de hiperplasia neointimal foi significativamente maior no grupo submetido ao implante de stent sobredimensionado em comparação ao grupo controle (5,9 ± 0,8mm³/ mm de stent e 1,8 ± 0,7mm³/ mm de stent, respectivamente; p < 0,0001).
CONCLUSÕES: O protocolo exPerimental de lesão vascular em artérias coronárias de suínos proposto é eficaz em ocasionar proliferação neointimal significativa intrastent - reestenose, portanto este modelo exPerimental pode ser usado tanto para o estudo dos mecanismos fisiopatológicos da reestenose intra-stent quanto para objetivos terapêuticos, como a avaliação de novos fármacos, novos dispositivos e novos stents farmacológicos para a prevenção e o tratamento da reestensoe intrastent. Além disso, este modelo exPerimental demonstra que o uso de stents sobredimensionados deve ser evitado em humanos devido à indução de reestensoe, contradizendo parte do clássico conceito: quanto maior, melhor.




016 - AVALIAÇÃO POR MICROSCOPIA ELETRÔNICA DE VARREDURA DA ENDOTELIZAÇÃO PÓS IMPLANTE DE STENT FARMACOLÓGICO SCITECH EM ARTÉRIAS ILÍACAS DE COELHOS

Celso Kiyochi Takimura; Watanabe, IS; Campos, Cahm; Laurindo, FRM; Ferreira, CN; Gutierrez, PS; Aiello, VD; Morato, SP; Curado, LAF; Lemos, PA

ICB - USP / IPEN -USP / INCOR - HCFMUSP.

INTRODUÇÃO: A rápida endotelização pós implante de stent farmacológico é um fenômeno desejável por teoricamente reduzir o risco de trombose precoce e tardia. A microscopia eletrônica de varredura é método bem estabelecido para a avaliação da endotelização pós implante de stent em animal de exPerimentação.
MÉTODOS: Foram implantados pela via carotídea 12 stents (Scitech, Goiânia) (N = 4 sem recobrimento, N = 4 polímero, N = 4 sirolimus) em 12 artérias ilíacas de 6 coelhos. Após 4 semanas realizou-se angiografia e eutanásia. Os stents foram seccionados longitudinalmente e uma das metades foi encaminhada para microscopia eletrônica de varredura para avaliação da endotelização.
RESULTADOS:



CONCLUSÕES: O stent eluidor de sirolimus Scitech após 30 dias de implante em artérias ilíacas de coelhos apresenta maior área total de hastes descobertas em relação aos stents sem recobrimento e aos stents recobertos com polímero, demonstrando efetiva ação antiproliferativa do sirolimus. A endotelização, em animal de exPerimentação, deste novo stent farmacológico em 30 dias foi quase completa, assemelhando-se aos resultados observados nos stents sem droga.




017 - INTERAÇÃO ENTRE SEXO E DIABETES MELLITUS NOS DESFECHOS CLÍNICOS TARDIOS(ATÉ 8 ANOS) DOS PACIENTES NÃO SELECIONADOS SUBMETIDOS À INTERVENÇÃO CORONÁRIA PERCUTÂNEA COM STENTS FARMACOLÓGICOS NO MUNDO "REAL". RESULTADOS DO REGISTRO DESIRE-DRUG-ELUTING STENTS IN THE REAL WORLD

Adriana C Moreira; Sousa, A; Costa JR, JR; Costa, R; Cano, C; Maldonado, G; Pavanello, R; Jardim, C; Carballo, M; Sousa, JE

Hospital do Coração-ASS.

INTRODUÇÃO: Dentre os portadores de doença arterial coronária, as mulheres destacam-se por constituírem um subgrupo de maior complexidade clínica. O Diabetes (DM) é sistematicamente descrito como preditor independente de desfechos clínicos desfavoráveis após intervenções coronárias percutâneas com stents farmacológicos (SF). O objetivo deste estudo foi avaliar o impacto do diabetes na evolução clínica tardia de mulheres tratadas com stents farmacológicos.
MÉTODOS: Desde maio/2002, 3320 Pacientes(P) consecutivos foram tratados apenas com SF e incluídos no Registro DESIRE (prospectivo, unicêntrico, não randomizado). Excluímos os P com IAM recente, lesões em enxertos e aqueles com < 6 meses de evolução. Os demais (2217P) dividimos em 4 grupos: Homens Não DM (n = 1206), Homens DM (n = 468), mulheres Não DM (n = 359) e Mulheres DM (n = 184). O protocolo anti-trombótico consistiu no clopidogrel (600 mg + 75 mg/dia) e AAS 100 mg/dia mantidos por 1 ano.
RESULTADOS: Os principais dados clínicos, angiográficos e evolutivos estão descritos na tabela. A trombose protética foi similar nos grupos (2,1%, 1,9%,0,3% e 1,6%, p = 0,12). O acompanhamento clínico (mediana = 3,4 anos) foi obtido em 98% da população.



CONCLUSÕES: No presente estudo, as mulheres diabéticas tratadas com os SF cursaram com mais elevada taxa de revascularização da lesão-alvo.




018 - SIX YEARS ANGIOGRAPHIC, OCT, AND IVUS FOLLOW-UP OF NON-COMPLEX PATIENTS TREATED WITH THE BIOLIMUS A9-ELUTING STENTS WITH A BIOABSORBABLE POLYMER

Ricardo Alves da Costa; R Staico; A Abizaid; J R Costa; F Feres; M Centemero; V Esteves; A Sousa; J E Sousa; E Grube

Instituto Dante Pazzanese.

BACKGROUND: The novel BioMatrix® biolimus A9-coated stent (BA9) with a biodegradable polymer has shown efficacy in inhibiting neointimal proliferation compared to bare metal stents (BMS), and sustained safety in previous trial. However, whether the absence of a durable polymer in the BA9 maybe associated with complete stent strut coverage and improved long-term safety remains unknown.
METHODS: Between Nov/03-Mar/04, 48 pts with single de novo lesions were prospectively enrolled at one institution for percutaneous coronary intervention with BA9 (n = 32) vs. BMS (n = 16) as part of a randomized first-in-man study. Pts were assigned for 6 month angiographic/IVUS follow-up (FU), and an additional 6 years follow-up was proposed including angiographic/, VUS and Optical Coherence Tomography (OCT) analysis.
RESULTS: Overall, mean age was 59 yrs, and 22% had diabetes. By QCA, mean baseline lesion length (14.50 mm vs. 12.75 mm, p = ns) and reference diameter (2.95 mm vs. 2.97 mm, p = ns) were similar in BA9 and BMS groups, respectively. All lesions were successfully treated and there was no MACE during hospitalization. At 6-mo. FU, mean late lumen loss was 0.24 mm in BA9 vs. 0.71 mm in BMS, p < 0.001; and there were no cases of incomplete stent apposition detected by IVUS. Clinical FU up to 6 yrs (100%) demonstrated 3 TLR (2 in BMS, 1 in BA9), 2 cardiac deaths (BA9 only), and absence of definite/probable stent thrombosis (ARC). At 6 yrs QCA/ IVUS/OCT analysis (n = 15, FU ongoing), preliminary observations demonstrated complete stent strut coverage by OCT and absence of "late catch-up" phenomenon with BA9 (∆ late lumen loss between 6 months and 6 years = 0.08 mm, p = ns).
CONCLUSIONS: In this small single center experience, BA9 with a biodegradable polymer demonstrated favorable angiographic and IVUS results at mid-term FU and sustained safety and clinical efficacy in the long-term FU. Complete QCA, IVUS and OCT analysis at 6 yrs FU will be presented at the meeting.




019 - STENTS FARMACOLÓGICOS PARA O TRATAMENTO DE CORONÁRIAS DE FINO CALIBRE: A EXPERIÊNCIA MUITO TARDIA (ATÉ 7 ANOS) DO REGISTRO DESIRE

Ederlon Ferreira Nogueira; J. Ribamar JR; Amanda G. R. Souza; Adriana Moreira; R. Costa; A. Abzaid; J. E. Souza

Hospital do Coração / Inst. Dante Pazzanese de Cardiologia.

INTRODUÇÃO: O tratamento percutâneo de vasos de fino (VF) calibre sempre representou um desafio, dada as elevadas taxas de reestenose (até 50%) após uso de balão e stents não-farmacológicos (SNF). Objetivamos investigar a segurança e eficácia bastante tardia (> 1 ano) dos Stents Farmacológicos (SF) no tratamento de lesões coronárias localizadas em vasos finos (< 2,5 mm) em pacientes (pts) complexos da prática diária.
MÉTODOS: Registro unicêntrico, não-randomizado. Na presente análise selecionamos apenas os pts com lesões em VF calibre (< 2,5 mm). O objetivo primário foi a ocorrência de óbito cardíaco, IAM, nova revascularização e trombose de SF nestes pts. O seguimento clínico foi realizado por visita médica ou contato telefônico com 1,6 e 12 meses e a partir de então, anualmente até o 7º ano.
RESULTADOS: Um total de 1380 pts incluídos, sendo a maioria homens (77%) com média de idade de 64 ± 12 anos. DM em 31%, 50% de síndrome coronária aguda. O diâmetro de referência e a extensão da lesão foram de 2,3 ± 0,18 mm e 16,6 ± 9,0 mm, respectivamente. Seguimento clínico tardio (mediana de 3,2 anos) foi obtido em 98% da população. Ao final do seguimento, 77,2% dos pacientes estavam livres de qualquer evento cardíaco adverso maior. A taxa de reestenose foi de 11% e a trombose definitiva/provável do SF foi evidenciada em apenas 15 casos (1,1%).
CONCLUSÕES: O emprego de SF no tratamento de VF calibre mostrou-se seguro e eficaz, a despeito da complexidade clínica e angiográfica da população avaliada.




Temas Livres
Apresentação Pôster


020 - ACESSO RADIAL ATENUA O "PARADOXO FEMININO" ENTRE PACIENTES SUB-METIDOS À INTERVENÇÃO CORONÁRIA PERCUTÂNEA


Pedro Beraldo de Andrade; Marden André Tebet; Mônica V A de Andrade; Luiz Alberto Mattos; André Labrunie

Santa Casa de Marília.

FUNDAMENTOS: O sexo feminino é apontado como preditor de eventos adversos cardiovasculares graves entre pacientes submetidos à intervenção coronária percutânea (ICP). A maior ocorrência de sangramentos e complicações relacionadas ao sítio de punção observada entre as mulheres representa um possível fator causal responsável por esse achado. O objetivo do trabalho foi avaliar o impacto da utilização do acesso radial na equalização de desfechos adversos entre os diferentes sexos após a realização de ICP.
MÉTODOS: Registro prospectivo envolvendo pacientes consecutivos não selecionados submetidos à ICP pelo acesso radial. Comparou-se a taxa de eventos cardiovasculares adversos graves intra-hospitalares entre homens e mulheres.
RESULTADOS: No período de maio de 2008 a fevereiro de 2010, 658 pacientes realizaram ICP pelo acesso radial, sendo 210 pertencentes ao sexo feminino e 448 ao sexo masculino. Exceto por maior média de idade (65 ± 11 vs. 61 ± 11, p < 0,0001) e incidência de hipertensão arterial (84% vs. 75%, p = 0,004) observada entre as mulheres, os grupos não diferiram quanto ao percentual de diabéticos (26%), síndrome coronária aguda como forma de apresentação clínica (72%) e utilização de inibidor de glicoproteína IIbIIIa (17%). A taxa de crossover, embora baixa, foi superior no sexo feminino (3,8% vs. 1,1%, p = 0,03). Os eventos adversos hospitalares estão expressos na tabela.
CONCLUSÃO: A utilização rotineira do acesso radial atenuou a diferença observada na taxa de eventos cardiovasculares adversos graves entre homens e mulheres submetidos à ICP.






021 - INCIDÊNCIA MUITO TARDIA (ATÉ 8 ANOS) DE EVENTOS CARDÍACOS MAIORES APÓS O IMPLANTE DE STENTS FARMACOLÓGICOS EM PACIENTES NÃO SELECIONADOS DO REGISTRO DESIRE (DRUG-ELUTING STENTS IN THE REAL WORLD)

Adriana C Moreira; Sousa, A; Costa JR, JR; Costa, R; Cano, M; Maldonado, G; Pavanello, R; Feres, F; Carballo, M; Sousa, JE

Hospital do Coração - ASS.

FUNDAMENTOS: A segurança muito tardia do uso rotineiro dos stents farmacológicos (SF) é alvo de vários questionamentos. Este estudo tem como objetivo avaliar o desempenho destes instrumentais no seguimento muito tardio de pacientes do chamado "mundo real".
MÉTODO/RESULTADOS: O Registro DESIRE é um estudo prospectivo, não randomizado, unicêntrico que incluiu, entre maio/2002 e fevereiro/2010, 3320 pacientes (P) submetidos ao implante de apenas SF. O uso do AAS 100-200 mg/dia e Clopidogrel (600 + 75 mg/dia) foi mantido por 1 ano. No seguimento clínico realizado c/ 1,6, 12 meses e anualmente a partir de então, foram analisados os eventos cardíacos maiores (ECAM) e a trombose do stent-TS (critérios do ARC). Os P (média das idades 63,9 anos), eram 76,9% do sexo masculino; 76,6% hipertensos; 62,8% dislipêmicos; 29,3% diabéticos; 41,6% c/ síndrome coronária aguda. Em 62,3% havia comprometimento multiarterial e em 12% disfunção ventricular esquerda. As 4.925lesões (68,4% do tipo B2/C e 6% em enxertos venosos) foram tratadas c/ 5320 stents (Razão St/P = 1,6). O stent Cypher foi o mais frequentemente implantado (82,8%). Sucesso angiográfico 99% e sucesso do procedimento-98%. No seguimento clínico (mediana = 3,4 anos) em 98% dos P, as taxas de óbito cardíaco, infarto do miocárdio e revascularização da lesão-alvo foram 2,5%, 4,5% e 3,6%, respectivamente. A sobrevida livre de ECAM foi 89,4%. Houve 52casos (1,6%) de TS, divididas em definitivas(1,02%), provável (0,03%) ou possíveis (0,51%) e agudas (0%), subagudas (0,33%), tardias (0,57%) e muito tardias (0,66%). Na análise multivariada (Regressão de Cox): Diabetes melito (OR 1,6; IC = 1,1 a 2,2, p = 0,006), insuficiência renal (OR 1,5; IC 1,34 a 1,81, p = 0,004) proced. Multiarteriais (OR 1,39; IC = 1,03 a 1,87, p < 0,001), enxertos venosos(OR 1,63; IC = 1,22 a 2,18, p = 0,001) e lesão residual (OR 1,3; IC = 1,1 a 1,5, p = 0,034) foram preditores independentes de eventos cardíacos maiores.
CONCLUSÃO: As baixas taxas de eventos encontradas mostram que o uso rotineiro dos stents farmacológicos foi seguro e efetivo mesmo numa população não selecionada e de alto risco.




022 - RESULTADOS PRELIMINARES DO ESTUDO MULTICÊNTRICO, MULTINACIONAL PAX-B COM O NOVO STENT FARMACOLÓGICO AMAZONIA PAX COM PACLITAXEL E SEM POLÍMERO

Jose de Ribamar Costa Junior; A Abizaid; F Feres; R Costa; L Tanajura; D Siqueira; R Staico; G Maldonado; A Sousa; J Eduardo Sousa

IDPC.

FUNDAMENTOS: Uma vez que a presença de polímeros duráveis nos stents farmacológicos (SF) ditos de 1ª geração (Cyphere Taxus) tem se associado, em alguns casos, a toxicidade local coronária podendo resultar em trombose tardia e muito tardia destes stents, novas tecnologias tem sido desenvolvidas com base em sistema sem polímero. Neste grupo de SF inclui-se o Amazonia PAX, que combina uma plataforma de Co-Cro de baixo perfil (hastes de 77 µm), com menor dose de paclitaxel (~67 µg) e a tecnologiaPAX, sem polímero, para controlar a liberação do fármaco anti-proliferativo,que é 100% eluído em 45 dias do implante do SF. No presente estudo visamos estabelecer a eficácia e segurança deste novo SF.
MÉTODOS: O estudo PAX-B é um registro multicêntrico (Brasil, França e Itália),com 100 pacientes tratados com o SF Amazonia PAX. Incluíram-se pacientes com lesões de novo, de até 20 mm em extensção, em até 2 vasos coronários nativos de diâmetro entre 2,5 e 3,5 mm. Pelo protocolo os pacientes deveriam ser reestudados aos 9 meses. O objetivo primário do estudo é a avaliação da perda tardia intra-stent. Secundariamente avaliar-se-á a taxas de eventos cardíacos maiores e trombose de stent no até 3 anos do procedimento.
RESULTADOS: Entre os 100 pacientes incluídos neste estudo (Jun - Out/2009), a média de idade foi de 64 anos, sendo 21% do sexo feminino e 22% diabéticos. O diâmetro de referência dos vasos tratados e a extensão das lesões foram de 2,8 ± 0,4 mm e 16,7 ± 4,0 mm, respectivamente. A média de stent por paciente foi de1,3 e o stent foi implantado sem pré-dilatação em 60% dos casos. O SF AmazoniaPAX foi implantado com sucesso em 99% dos casos e houve 2 IAM sem supra de ST na fase hospitalar. Mais de 50% da população já realizou o reestudo de 9 meses. O completo detalhamento dos resultados de clínicos e angiográficos de 9 meses estará disponível durante o evento.
CONCLUSÕES: O presente registro, juntamente com o estudo randomizado PAX-A (conduzido em paralelo), representa a primeira avaliação em humanos da tecnologia Amazonia PAX®. Dados do seguimento clínico e angiográficos fazem-se necessários para confirmar a efetividade deste novo conceito em SF.




023 - INTERVENÇÃO CORONÁRIA TRANSRADIAL EM PACIENTES COM SÍNDROMES AGUDAS SEM SUPRA DE ST E SOB REGIME DE ENOXAPARINA: "CROSSOVER" REPRESENTA RISCO?

Dimytri A. Siqueira; J Ribamar Costa JR; Rodolfo Staico; Ricardo Costa; Alexandre Abizaid; Galo Maldonado; Luiz A. Mattos; Fausto Feres; Amanda GMR Sousa; J. Eduardo Sousa

Inst. Dante Pazzanese de Cardiologia.

FUNDAMENTOS: O tratamento otimizado das SCASSST requer o equilíbrio entre a redução de eventos isquêmicos e o não-incremento dos eventos hemorrágicos. Frequentemente, tais pts são encaminhados para coronariografia e ICP após o uso de enoxaparina SC. Neste cenário, postula-se que: 1) o "crossover" de heparinas (enoxaparina durante a fase de passivação e heparina não-fracionada na ICP) associase à maior risco de sangramentos. 2) a ICP sob o regime exclusivo de enoxaparina deve respeitar premissas a respeito da dose previamente administrada, intervalo decorrido da última dose e número de aplicações desde a internação.
OBJETIVO: Avaliar os desfechos clínicos de pts com SCASSST submetidos a ICP pela via radial, tratados com enoxaparina durante a passivação e heparina não-fracionada (HNF) durante ICP.
MÉTODOS: De 12/2007 a 12/2009, pts com SCASSST tratados com enoxaparina e submetidos à ICP foram selecionados. Estes foram agrupados conforme a via de acesso (femoral vs radial). Analisamos a ocorrência dos desfechos óbito, IAM, sangramentos total e maior conforme TIMI e complicações vasculares.
RESULTADOS: De 407 pts selecionados, 329 (80,8%) foram submetidos a ICP pela via femoral e 78 (19,2%) pela via radial. A idade foi de 62,1 ± 11,3 anos, sendo 69,1% homens. Não foram observadas diferenças nas características basais entre os grupos. Em todos os pts tratados pela via radial, HNF 100 UI/kg foi administrada durante a ICP. O sucesso angiográfico ocorreu em 97,6% dos procedimentos realizados pela via femoral e em 96,8% dos realizados pela via radial. Os eventos estão na tabela.
CONCLUSÃO: Em nossa experiência, a opção pela via radial facilitou a tomada de decisão, permitindo a administração de doses usuais de HNF para realização da ICP, sem aumento nas taxas de sangramentos e complicações vasculares.



024 - EFICÁCIA E SEGURANÇA DA UTILIZAÇÃO DA TÉCNICA TRANSRADIAL NO TRATAMENTO DAS LESÕES COMPLEXAS

Joaquim David Carneiro Neto; Pauletti, LG; Maksud, do; Gabbay, D; Júnior, RSPS; Cristóvão, SAB; Salman, AA; Mauro, MF; Dall Orto, C; Mangione, JA

Hospital Beneficência Portuguesa / H. Oswaldo Cruz / H. Aviccena.

INTRODUÇÃO: A técnica transradial (TR) algumas vantagens comparada à femoral como: maior comodidade para o paciente no pós-procedimento imediato, de ambulação precoce, menor índice de complicações vasculares e menor tempo de internação hospitalar quando comparada à técnica femoral. Entretanto, seu papel no tratamento de lesões complexas ainda não estácompletamente estabelecido.
OBJETIVO: Este trabalho tem o objetivo de avaliar aeficácia e segurança da TR no tratamento de lesões de maior complexidade.
MÉTODOS: Trata-se de uma coorte, com colheita de dados prospectiva de 666 pacientes submetidos à intervenção coronariana percutânea (ICP) pelaTR, no período de julho de 2002 a dezembro de 2009, portadores de lesões coronárias complexas tipos B2 e C de acordo com a classificação do ACC/AHA. Analisadas as características clínicas, angiográficas e os resultados hospitalares e no seguimento clínico.
RESULTADOS: A idade média foi 63 ± 11 anos e o sexo masculino esteve presente em 73%. Com relação às características clínicas observou-se: hipertensão arterial (81,1%), dislipidemia (68,5%), diabete melito (27,8%), tabagismo (24%), IAM prévio (19,5%), ICP prévia(17,1%), e cirurgia de revascularização prévia (10,1%). Doença multiarterial esteve presente em 63,5% dos p. Lesão de tronco de coronária esquerda representou 0,6% da amostra estudada. A taxa de sucesso foi de 95,8%. Complicações vasculares maiores ocorreram 5 pacientes (0,8%). Nefropatia induzida porcontraste ocorreu em 6 pacientes (0,9%). No seguimento clínico, com tempo médio de 1189 ± 911 dias de 578 pacientes (90,6%), mostrou que 90,5% encontravam-se assintomáticos, 6,1% com angina estável, 1% com angina instável. A sobrevida livre de óbito cardíaco, IAM e necessidade de revascularização do vaso alvo foi de 94,5% neste período. A taxa de trombose definitiva e provável do stent foide 0,6%.
CONCLUSÃO: A utilização da técnica transradial para o tratamento de lesões complexas mostrou-se segura e efetiva, proporcionando elevada taxa de sucesso e baixos índices de complicações vasculares na fase e resultados favoráveis no seguimento clínico.




025 - IMPLANTE PERCUTÂNEO DA BIOPRÓTESE COREVALVE PARA O TRATAMENTO DA ESTENOSE VALVAR AÓRTICA: RESULTADOS DE MÉDIO PRAZO

Fabio Sandoli de Brito Junior; Marco Perin; Breno Almeida; Alexandre Abizaid; Marco A. Magalhães; Ivanise Gomes; Teresa C Nascimento; Flavio Tarasoutchi; Eberhard Grube

Hospital Albert Einstein.

O implante percutâneo da valva aórtica (IPVAo) é um procedimento indicado para pacientes (pts) selecionados, portadores de estenose aórtica (EAo) sintomática com alto risco cirúrgico. O objetivo deste estudo foi avaliar os resultados de médio prazo do IPVAo.
MÉTODOS: pts portadores de EAo sintomática, com alto risco cirúrgico pela idade avançada ou comorbidades foram submetidos ao IPVAo utilizando-se a bioprótese CoreValve, em um único centro.
RESULTADOS: Entre 01/ 2008 e 03/2010, 24 pts consecutivos foram submetidos ao IPVAo com a bioprótese CoreValve. A média de idade dos pacientes foi 82 ± 9 anos (63 a 98), sendo 13 (54,2%) do sexo feminino. Dezoito (75%) apresentavam sintomas de insuficiência cardíaca (ICC) classe funcional III/IV e o risco cirúrgico estimado pelo EuroScore logístico foi 19,8 ± 16,3% (2,7 a 71,4). Todos os implantes foram realizados com sucesso, porém 2 (8,3%) pts faleceram durante o procedimento, um em decorrência de choque cardiogênico refratário e o outro devido à hemorragia retroperitoneal. A bioprótese de 29 mm foi utilizada em 17 (70,8%) pts e a de 26 mm nos demais. Utilizou-se a pós-dilatação da prótese em 6 (25%) pts, sendo que, ao final, apenas 2 (9%) mantiveram regurgitação perivalvar aórtica moderada ou acentuada. Após as intervenções, notou-se queda do gradiente transvalvar aórtico de pico de 88,1 ± 24 para 23,5 ± 10,3 mmHG. Sete (35%) pts necessitaram implantar marcapasso definitivo por distúrbio na condução átrio-ventricular e/ou intraventricular. O tempo médio de internação hospitalar foi 9 dias (4 a 38) e, nesse período, não ocorreram outras complicações maiores (óbito, infarto, AVC e cirurgia de urgência). O tempo médio de seguimento foi 10 meses (1 a 25,5). Nesse período, 3 (12,5%) pts faleceram por causas não cardíacas e observou-se melhora da sintomatologia de ICC, com 21 (95,5%) pts em classe funcional I/II. A avaliação ecocardiográfica no seguimento mostrou a manutenção dos benefícios obtidos imediatamente após as intervenções.
CONCLUSÃO: O IPVAo com o sistema CoreValve é eficaz para o tratamento de pts selecionados com EAo sintomática e de alto risco cirúrgico, determinando melhora dos parâmetros hemodinâmicos e clínicos no seguimento de médio prazo. Por esse motivo, o IPVAo deve ser considerado como uma boa alternativa ao tratamento cirúrgico para essa população.




026 - INCIDÊNCIA DE EVENTOS CARDÍACOS MAIORES EM DIABÉTICOS SUBMETIDOS AO IMPLANTE DE STENTS FARMACOLÓGICOS NO 'MUNDO REAL'

Adriana C Moreira; Sousa, A; Costa JR, JR; Costa, R; Cano, M; Maldonado, G; Pavanello, R; Carballo M; Staico, R; Sousa, JE

Hospita do Coração - ASS.

FUNDAMENTO: Os diabéticos constituem ainda um grande desafio às diferentes formas de tratamento da doença coronária. O objetivo deste estudo foi avaliar a eficácia dos stents farmacológicos neste subgrupo.
MÉTODOS: O Registro DESIRE (Drug Eluting-Stents In the REal world) consiste em um estudo unicêntrico, nãorandomizado, prospectivo, de 3320 pacientes submetidos consecutivamente ao implante de stents farmacológicos desde Maio/02. Excluímos os pacientes com IAM recente, lesões em enxertos e aqueles com < 6 meses de evolução. Os demais foram divididos em 2grupos: Grupo I: 725 diabéticos (19,2% dependentes de insulina) e grupo II: 1742 não diabéticos. O seguimento clínico realizado com 1, 6 e 12 meses e anualmente a partir de então.
RESULTADOS: Os diabéticos apresentaram maior prevalência do sexo feminino (27,9% VS. 22,6%, p < 0,001); média das idades mais elevada 65,2 ± 9,7 vs. 63,4 ± 11,6 anos, p < 0,001; maior comprometimento multiarterial (65,5 vs.57%, p < 0,001). A relação stents implantados/pacientes foi semelhante nos 2 grupos (1,6). A mediana do tempo de seguimento foi 3,4 anos, com elevado porcentual de seguimento (98%). Na tabela, encontram-se os resultados dos SF nessa população.



CONCLUSÃO: Apesar de não equalizar os resultados entre diabéticos e não diabéticos, as baixas taxas de eventos encontradas configuram baixo risco de eventos cardíacos maiores após o implante de SF, constituindo-se numa boa opção terapêutica para ambos os grupos.




027 - PERIPROCEDURAL MYOCARDIAL INFARCTION DURING PERCUTANEOUS CORONARY INTERVENTION IN THE "REAL-WORLD" CLINICAL PRACTICE - A SUBANALYSIS OF THE DESIRE REGISTRY

Ricardo Alves da Costa; A Sousa; A Moreira; J R Costa JR; G Maldonado; M Cano; L Pessoa; M Carballo; C Campos; J E Sousa

HCOR - Associação do Sanatório Sírio.

BACKGROUND: Periprocedural myocardial infarction (PMI) is a relatively common complication (2-12%) following percutaneous interventions; however, its clinical impact remains controversial.
METHODS: From May/02-Mar/09, 2,855 unselected pts undergoing drug-eluting stent implantation at a single center were prospectively enrolled in the DESIRE registry. PMI was defined as EKG changes and/or CKMB > 3 times the upper normal limit measured up to 48 hours post index procedure. Clinical follow-up (FU) up to 7 years was performed in 98%.
RESULTS: Mean age was 63.9 years, 29% had diabetes, and 22% previous MI. LAD was treated in 43%, 62% had multivessel disease (MVD), 6% saphenous vein grafts (SVG), and 66% of lesions (n = 4,142) were classified as type B2/C. During procedure, 6% received IIb/IIIa inhibitors, 51% had predilatation, 1.6 stents were implanted per pt, and angiographic success was achieved in 99%. PMI occurred in 3.4% of pts; however, there was no in-hospital cardiac death associated to this event. At late FU (median 3.4 years), pts with PMI had 5.2% cardiac death vs. 3.1% in pts without PMI (p = 0.15). Regarding stent thrombosis (ST), pts with PMI had increased overall ST rate (3.1% vs. 1.6%, p = 0.13) which was mainly due to a significant increase in subacute (<30 days) ST (2.1% vs. 0.3%, p = 0.02). Independent predictors of PMI were: de novo lesions (HR 3.41, p = 0.038), SVG (HR 3.21, p < 0.001), male gender (HR 2.10, p = 0.018), reference diameter (HR 1.65, p < 0.001), lesion predilatation (HR 1.61, p = 0.003), renal insufficiency (HR 1.85, p = 0.021) and MVD (HR 1.59, p = 0.044).
CONCLUSIONS: PMI occurred in 3.4% of pts and was significantly associated with de novo lesions, SVG, male gender, large vessels, predilatation, renal insufficiency, and MVD. At late FU, pts with PMI had higher rates of subacute ST (p = 0.02), and trends towards increased cardiac death and overall ST compared to pts without PMI.




028 - RESULTADOS ANGIOGRÁFICOS DO NOVO STENT FARMACOLÓGICO NÃO-POLIMÉRICO LIBERADOR DE BIOLIMUS A9 - SEGUIMENTO DE 4 MESES DO ESTUDO BIOFREEDOM

Ricardo Alves da Costa; A Abizaid; R Mehran; M A Magalhães; L Gambone; h Parise; G Schuler; K E Hauptmann; J Schofer; E Grube

Cardiovascular Research Center / Helios Heart Center.

INTRODUÇÃO: O stent farmacológico (SF) BioFreedom (BF) é uma nova tecnologia sem polímero que inclui uma superfície metálica abluminal modificada resultando em uma estrutura micro-porosa que permite a adesão e liberação de um potente agente antiproliferativo (Biolimus A9). Nós reportamos os achados angiográficos de 4 meses de um estudo inicial em humanos com o stent BF com formulação de dose padrão (DP) e dose baixa (DB).
MÉTODOS: 75 pts com lesão coronária única foram randomizados na razão 1:1:1 para o tratamento com BF-DP (15,6 µg/mm) e BF-DB (7,8 µg/mm) vs. SF Taxus (grupo controle) em 4 centros na Alemannha entre Set/08 e Jan/09. As análises angiográficas foram realizadas por um laboratório de análises angiográficas independente.
RESULTADOS: As características clínicas e angiográficas basais eram semelhantes entre os grupos, e o sucesso angiográfico foi 100%. Aos 4 meses, a perda luminal tardia (0,08 e 0,12 vs. 0,37; p < 0,002 e p < 0,0001) e o diâmetro de estenose intra-stent (7,6 e 10,1 vs. 18%; p = 0,002 e p = 0,02) foram menores com os SFs BF-DP e BF-DB vs. Taxus, respectivamente. Não ocorreram casos de reestenose intra-stent no SF BF (vs. 2 casos com Taxus). Também não foram reportados casos de trombose de stent, e/ou morte e IAM nos grupos.
CONCLUSÕES: O SF BIOFREEDOM mostrou factibilidade e segurança no tratamento de lesões coronárias. Aos 4 meses os SFs BF mostraram eficácia com redução significativa na formação de hiperplasia neointimal comparados ao SF de primeira geração Taxus.




029 - SERÁ QUE O SITIO DO ACESSO INFLUENCIA NOS RESULTADOS DA INTERVENÇÃO CORONARIANA PERCUTÂNEA? UMA COMPARAÇÃO NÃO RANDOMIZADA ENTRE A TÉCNICA TRANSRADIAL E TRANSFEMORAL

Marcelo Nakashima de Melo; J Ribamar; D Chamié; D Siqueira; F Feres; M Ortega; T Esper; C Zukowski; A Sousa; J Sousa

Dante Pazzanese.

FUNDAMENTOS: Ainda que várias publicações recentes tenham apontamdo superioridade da via radial em relação a femoral no que diz respeito a redução de complicações vasculares durante angioplastia transluminal percutânea (ATC), ainda persiste alguma dúvida sobre a efetividade desta via de acesso para realização de procedimentos mais complexos, onde o sucesso poderia ser inferior ao da via femoral. O objetivo dessa série é avaliar a segurança e a efetividade da angioplastia via radial em relação à via femoral, em uma coorte complexa, não-selecionada.
MÉTODOS: O presente registro prospectivo foi conduzido entre Dez de 2007 e Out 2009 e incluiu todos os pacientes tratados com ATC em um único centro terciário do Estado de São Paulo. Virtualmente todos os cenários clínicos e angiográficos forma incluídos nesta análise. Os objetivos primários incluíram a comparação das taxas de sucesso angiográfico obtido pelas duas técnicas bem com das taxas de complicações relacionadas ao sítio de punção, com especial ênfase para a questão do sagramento por meio da punção transradial (447) vs. punção femoral (2247). A via de acesso a ser utilizada ficou a critério do operador.
RESULTADOS: Um total de 2.694 pacientes foram avaliados (447 no grupo radial vs. 2.247 no grupo femoral). Com relação às características clínicas e angiográficas de base, não se notaram significantes diferenças entre as coortes, exceto pelo predomínio de SCA no grupo tratado via radial (35,03% vs. 31,69%, p = 0,001). No que se refere a sucesso do procedimento, não houve diferença entre os grupos (93,51% vs. 94,84%, p = 0,16). Em números absolutos, houve notável redução nas taxas de complicações vasculares (0,4% vs. 2,7%, p = 0,2) e sangramento (0,9% vs. 2,0%, p = 0,4) pela via radial, ainda que não se tenha atingido significância estatística. No que se refere aos desfechos clínicos maiores (morte, AVC e IAM), não se observaram diferenças entres as coortes.
CONCLUSÃO: Nesta análise do "mundo real" a técnica transradial se mostrou tão eficaz quanto a femoral para execução de procedimentos complexos, com tendência a menos complicações vasculares, incluindo sangramento no sítio da punção. Estes achados somados a precoce deambulação do paciente devem ser considerados quando da escolha da via de acesso para ATC.




030 - IMPLANTE VALVULAR AÓRTICO PERCUTÂNEO (IVAP): ANÁLISE IMEDIATA E DE MÉDIO PRAZO DA EXPERIÊNCIA PIONEIRA DO SUL DO BRASIL

Rogerio Eduardo Gomes Sarmento leite; Alexandre Quadros; Paulo L Prates; Ismael Voltolini; Paulo A S Filho; Tailur Grando; Imarilde Giusti; Carlos Gottschall

Instituto de Cardiologia do RS/FUC.

INTRODUÇÃO: A estenose aórtica é uma patologia de alta morbi-mortalidade que vem aumentando em prevalência com amaior longenvidade da população. A cirurgia é a abordagem clássica, mas idade eoutras comorbidades determinam maior risco operatório. O IVAP emerge comoalternativa efetiva.
MÉTODOS: Série de 12 casos com resultados imediatos e de médio prazo com implante de CoreValve® (bioprótese de pericárdio porcino suturada e stent auto-expansível de nitinol), introduzido via femoral.
RESULTADOS: O implante foirealizado com sucesso em 10 pacientes. Houve 2 óbitos, um deles por ruptura deventrículo esquerdo em paciente de 78 anos com DPOC severo (VEF1< 0,7 L)e corticoterapia crônica. Outro por morte súbita no 3º dia em uma paciente de 99 anos. Seguem avaliados 7 mulheres e 3 homens com idade média de 86,2 anos. Previamente ao IVPA todos encontravam-se em classe III/IV da NYHA, dor torácica, tonturas e síncope. Todos tinham alto risco operatório com EuroSCORE médio de 18,3% (9% a 46%) e significativos gradientes VE-aorta (média de 77 mmHg). Imediatamente pós IVPA, houve significativa queda dos gradientes VE-aorta (média de 11 mHg) e ausência de complicações maiores. Sete pacientes necessitaram de marcapasso definitivo por BAV total. No seguimento, 1 paciente reassumiu o ritmo sinusal, 2 alternam ritmo próprio com o do marcapasso e 4 permanecem dependentes do estímulo artificial. Em 30 dias todos se apresentaram sem queixas, em classe I/II, função ventricular preservada, ausência de insuficiência aórtica e gradientes pressóricos superponíveis aos da alta. Quatro pacientes completaram 1 ano de acompanhamento, permanecendo em classe funcional I/II outros 6 apresentam classe I/II no acompanhamento que varia de 1 a 6 meses.
CONCLUSÃO: A experiência inicial do Sul do Brasil com IVAP tem se mostrado efetiva a curto emédio prazo, a despeito da elevada necessidade do implante de marcapasso definitivo. Estudos adicionais ainda são necessários, mas está técnica emerge como opção para pacientes em que a cirurgia está contra-indicada.




031 - UTILIZAÇÃO DE CATETER ÚNICO DEDICADO COMPARADO À UTILIZAÇÃO DE CATETERES DE JUDKINS PARA A REALIZAÇÃO DE CORONARIOGRAFIA PELA VIA RADIAL DIREITA

Marden Andre Tebet; Andrade, PB; Andrade, MVA; Mattos, LA; Labrunie, A

Santa Casa de Marília, SP / Hospital do Coração de londrina, PR.

INTRODUÇÃO: Espasmo radial é considerado um dos principais fatores de insucesso na via radial. O tempo prolongado de exame, a utilização de cateteres de maior diâmetro, a maior manipulação e o número de cateteres utilizados estão entre as principais causas. A utilização de cateteres únicos dedicados a esse acesso poderia minimizar tais fatores, com consequente diminuição na incidência de espasmo.
MÉTODOS: Registro prospectivo de pacientes (pct) consecutivos com suspeita de doença coronária, submetidos à coronariografia pelo acesso radial direito, com introdutores 5F. Compararam-se as variáveis do procedimento (sucesso do procedimento: término do exame sem mudança da via, sucesso da estratégia inicial: conclusão do exame sem mudança(s) de catéter(es), duração do exame, tempo de fluoroscopia e número de catéteres utilizados) entre os pacientes submetidos ao exame com um cateter dedicado (OPTITORQUETM TIG, Terumo Corporation, Tokyo, Japão) com aqueles submetidos ao exame com os catéteres de Judkins (JL e JR).
RESULTADOS: Entre setembro de 2009 e fevereiro de 2010, 700 pct foram incluídos, sendo 150 que utilizaram o cateter dedicado(GI) e 550 que utilizaram os cateteres de Judkins (GII). Os grupos não diferiram quanto à idade (média de 60 anos), peso (média de 73 kg), estatura (média de 163 cm), percentual de mulheres (45%), diabéticos (30%) e isquemia silenciosa/angina estável como forma de apresentação clínica. Não houve diferenças nas taxas de sucesso do procedimento (100% vs. 98,5%, p = 0.212) e no sucesso da estratégia inicial (93.3% vs. 95%, p = 0.410). Entretanto, a duração do procedimento (13,24 ± 4,57 min. vs. 14,46 ± 6,37 min.; p = 0.008), tempo de fluoroscopia (2,56 ± 1,59 min. vs. 3,05 ± 2,47 min.; p = 0.0036) e o número médio de catéteres utilizados (1,09 ± 0,37 vs. 1,83 ± 0,83; p < 0.0001) foram significativamente menores no GI. Não houve diferenças na ocorrência de espasmo discreto/moderado (2,7% vs. 2,4%, p = 0.769), espasmo grave (0% vs. 0,2%, p = 1.000) e hematoma > 5 cm (0% vs. 0,2%, p = 1.000).
CONCLUSÃO: A utilização de catéter dedicado ao acesso radial mostrouse eficaz, segura, com uma diminuição significativa no tempo de fluoroscopia, na duração do exame e no número de catéteres, com possível redução nos custos do procedimento, porém, sem diminuir a incidência de espasmo ou outras complicações.




032 - COMPARAÇÃO DAS MEDIDAS DE ÁREA VALVAR MITRAL ATRAVÉS DE PARÂMETROS HEMODINÂMICOS INVASIVOS E ECOCARDIOGRÁFICOS APÓS VALVOPLASTIA MITRAL PERCUTÂNEA

Luis Augusto Palma Dallan; Vieira, MLC; Silva, MC; Wagner, CR; Tarasoutchi, F; Kajita, LJ; Miranda, RA; Grinberg, M; Mathias JR, W; Martinez, EE

Instituto do Coração FMUSP.

INTRODUÇÃO: O cálculo da área valvar através do método de Gorlin é consagrado e correlaciona-se de forma adequada com a real área valvar mitral (AVM). A técnica de ecocardiografia tridimensional em tempo real para avaliação da área valvar é uma técnica inovadora que vem sendo comparada com outras técnicas ecocardiográficas para cálculos de AVM já bem estabelecidas.
OBJETIVO: Comparar as medidas de AVM entre os métodos hemodinâmico invasivo (fórmula de Gorlin) e ecocardiográficos (bidimensional - 2D, pressure half-time - PHT e tridimensional em tempo real - 3D) após procedimento de valvoplastia mitral percutânea com cateter balão (VCB).
MÉTODOS: Estudo prospectivo de Fevereiro de 2009 a Fevereiro de 2010 em que foram selecionados 24 indivíduos (22 mulheres, 39 ± 12 anos), portadores de estenose mitral sintomática que foram submetidos a VCB. Foi feita a análise ecocardiográfica transtorácica 2D e 3D antes e após a VCB, em que foi aferida a AVM (planimetria 2D, PHT, eco 3D, medida invasiva) e o gradiente mitral (máx/médio). A análise estatística foi feita com determinação do coeficiente de correlação (Pearson), IC: 95%, com teste de regressão linear, teste T pareado, teste de Bland e Altman.
RESULTADOS: Foram excluídos 2 pacientes (1 por evidência de trombo em AE, 1 durante o procedimento hemodinâmico por AVM > 1,5 cm²). A correlação entre as AVM obtidas através da fórmula de Gorlin (r) e ecocardiográficas pré-valvoplastia foram: Eco 2D - r:0,5759, p < 0,0079; PHT - r:0,6758, p = 0,0011; Eco 3D- r:0,7638, p < 0,001. Pós Valvoplastia: Eco 2D - r:0,4635, p < 0,0457; PHT - r:0,5096, p = 0,0258; Eco 3D - r:0,6659, p < 0,0019.
CONCLUSÃO: Todos os métodos ecocardiográficos foram adequados para o cálculo da AVM após VCB, com valores fidedignos quando comparados à área obtida pelo método hemodinâmico invasivo. O ecocardiograma tridimensional em tempo real foi o exame que melhor se correlacionou com o cálculo hemodinâmico invasivo na determinação da AVM, tanto pré quanto pós VCB.




033 - LESÕES DE BIFURCAÇÃO COMPLEXAS TRATADAS COM STENT ÚNICO VERSUS STENT DUPLO - RESULTADOS PRELIMINARES DO ESTUDO PROSPECTIVO, RANDOMIZADO INSIDE 2

Ricardo Alves da Costa; F Feres; R Staico; J R Costa JR; D Siqueira; L A Mattos; L F Tanajura; J E Sousa; A Sousa; A Colombo

Instituto Dante Pazzanese / Centro Cuore Columbus.

FUNDAMENTOS: A técnica ideal para o tratamento de lesões de bifurcação coronária com comprometimento significativo (>50%) do vaso principal e do ramo lateral (RL) permance controversa.
MÉTODOS: 62 pts com estenose única de bifurcação verdadeira com lesão no RL > 5 mm foram prospectivamente incluídos em um centro clínico entre 05/08 e 08/09. Pelo protocolo, uma pré-dilatação no RL era realizada antes da randomização (1:1); e, no caso de pré-dilatação com sucesso (estenose < 50%, sem dissecção, fluxo TIMI 3), a lesão era alocada para tratamento com 1 stent (n = 28) vs. 2 stents (n = 28). No caso de prédilatação sem sucesso (n = 6), a lesão era tratada de acordo com o critério do operador (grupo Registro). Todos os casos foram tratados com o stent farmacológico Xience V liberador de everolimus.
RESULTADOS: No geral, a média das idades era 61 anos, 29% tinham diabetes, e 55% IAM prévio. Cerca de 84% das lesões envolviam a DA/Diagonal. No grupo 1 stent, 20% precisaram de stent adicional no RL devido a presença de estenose residual significativa, dissecção, e/ou fluxo TIMI = 0/1. No grupo Registro, 67% (4/6) foram tratados com 2 stents. Considerando o tratamento recebido, o RL demonstrou médias de diâmetro de referência: 2,59 vs. 2,47 vs, 2,52 mm (p = ns); extensão da lesão: 8,56 vs. 12,25 vs. 18,54 mm (p < 0,001); e diâmetro de estenose: 71 vs. 80,1 vs. 93,2% (p = 0,01), para os grupos 1 stent vs. 2 stents vs. Registro, respectivamente. Similarmente, o sucesso angiográfico (estenose < 50%, sem dissecção, fluxo TIMI = 3 nos 2 ramos) foi menor no grupo Registro (91 vs. 100 vs. 67%).
CONCLUSÕES: Lesões de bifurcação coronária complexas com lesões longas no RL podem se beneficiar de estratégia inicial de 2 stents na maioria dos casos (> 60%), a qual está associada a elevada taxa de sucesso angiográfico e patência do RL. Dados angiográficos preliminares sugerem que a extensão e gravidade da lesão no óstio do RL são preditores de tratamento mais complexo com 2 stents.




034 - INCIDÊNCIA, PREDITORES E IMPACTO CLÍNICO INTRA-HOSPITALAR DE PACIENTES DE ALTA COMPLEXIDADE APRESENTANDO SANGRAMENTO ASSOCIADO A INTERVENÇÃO CORONÁRIA PERCUTÂNEA (ICP)

Cleverson Neves Zukowski; J. R. Costa; V. Esteves; R. Costa; R. Barbosa; D. Siqueira; R. Staico; A. Abizaid; F. Feres

Instituto Dante Pazzanese.

INTRODUÇÃO: As complicações hemorrágicas periprocedimento coronário percutâneo associam-se a maior taxa de eventos adversos como morte e infarto agudo do miocárdio(IAM) tanto na fase intra-hospitalar como no seguimento a longo prazo.
MÉTODOS: Entre janeiro de 2008 e junho de 2009,2831 pacientes foram submetidos à ICP em um hospital cardiológico da rede pública estadual de São Paulo. Foram coletadas retrospectivamente informações de um banco de dados,em relação às variáveis clínicas,fatores periprocedimento e evolução clínica intra-hospitalar.O sangramento foi classificado de acordo com os critérios de TIMI e GUSTO.
RESULTADOS: Sangramento de qualquer tipo foi reportado em 1.7% da coorte estudada. A análise univariada demonstrou um maior percentual de mulheres (46 vs. 31%, p = 0,01) e insuficiência renal crônica (43,7 vs. 28,6%, p = 0,01) em pacientes com esta complicação. Além disso, pacientes com sangramento tiveram síndrome coronária aguda sem supra de ST (37,5 vs. 18%, p < 0,001) e com supra de ST (25 vs 13%, p = 0,01) com maior frequência de apresentação clínica inicial. A presença de choque cardiogênico (12,5 vs 0,6%, p < 0,001) e utilização de inibidores de glicoproteína IIb/IIIA(29,1 vs 7,1 p < 0,001) desempenharam importante papel nos pacientes com sangramento. Notavelmente, pacientes com utilização da via radial para realização da ICP se apresentaram com menor frequência desta complicação (8,3 vs 17,1%, p = 0,04). A maior parte do grupo com sangramento se apresentou com sangramento leve pela classificação de GUSTO e TIMI. Quanto aos desfechos clínicos na fase intra-hospitalar o grupo com sangramento demonstrou maior percentual de óbito (10,4% VS. 0,7%, p < 0,001) e insuficiência renal aguda (IRA) pós-ICP (16,7 vs 1,65%, p < 0,001)em relação aos pacientes sem sangramento. A análise multivariada estará disponível durante o congresso.
CONCLUSÃO: Na presente análise preditores maiores de sangramento pós ICP foram sexo feminino, IRC, apresentação de síndrome coronária aguda, choque cardiogênico, utilização de inibidores de glicoproteína IIb/IIIa e utilização de via de acesso femoral. Na fase intra-hospitalar o sangramento relacionado à ICP associou-se a maior taxa óbito e de IRA pós-intervenção. A utilização da via radial pode representar uma interessante alternativa especialmente para aqueles pacientes de alto risco.




035 - SEGUIMENTO TARDIO DE PACIENTES DO MUNDO REAL SUBMETIDOS A ANGIOPLASTIA COM STENTS ELUIDORES DE EVEROLIMUS

Marcus Ernesto Sampaio Lacativa; Rodolfo F Cardoso; Rodrigo F Cardoso; Paulo G S Lacativa; Maria de Fatima Franco; Leonardo F de Oliveira; Julio E Campos; Luiz Paulo R Alves; Francisco C Cardoso

HEMOCOR / HSCOR.

INTRODUÇÃO: Estudos randomizados multicêntricos sobre stents eluidores de everolimus mostraram eficácia e segurança satisfatórios em populações selecionadas. Os estudos apresentando resultados tardios em pacientes do mundo real ainda são escassos.
OBJETIVO: Detectar prevalência de eventos cardíacos maiores (morte de origem cardíaca, infarto do miocárdio e revascularizaçáo do vaso alvo) em longo prazo (após 18 meses de seguimento) em pacientes submetidos a angioplastia com stents eluidores de everolimus.
MÉTODOS: Questionário estruturado foi utilizado para coleta de dados, realizado através de contato telefônico em pacientes (ou familiares - em caso de óbito) submetidos a implante de stents eluidores de everolimus há pelo menos 18 meses. Pacientes submetidos a implante de outro tipo de stent no mesmo vaso ou admitidos com IAM em Killip IV foram excluídos.
RESULTADOS: De 107 pacientes, 96 foram contactados (89,7%), com implante de um total de 140 stents (1,5 stent/paciente) e seguimento médio de 24,5 ± 4,1 meses (de 18 a 32 meses). A média de idade foi de 65,0 ± 10,0 anos, com 36,5% de diabéticos. As lesões tratadas possuíam um comprimento médio de 26,0 ± 12,2 mm com calibre médio do vaso de 2,9 ± 0,4 mm. Em 11 casos (11,5%) mais de um stent foi implantado no mesmo vaso, com sobreposição de hastes. Houve 6 eventos cardíacos maiores (6,2%), sendo um óbito de origem cardíaca (1,1%) por infarto do miocárdio 21 meses após o implante do stent, 4 revascularizações do vasoalvo (4,2%), sendo um caso de revascularização da lesão-alvo e um paciente apresentou IAMssST 9 meses após o implante do stent. Houve um óbito de origem não-cardíaca 18 meses após o implante do stent. Em 12 casos (12,5%) foi realizado o re-estudo angiográfico, por opção do médico Assistente, com análise de 15 stents (10,7%). Somente um stent apresentou critérios angiográficos de reestenose.
CONCLUSÕES: Resultados tardios de stents eluidores de everolimus em pacientes com lesões complexas na prática clínica diária mostraram eficácia e segurança na presente análise. A baixa taxa de eventos cardíacos maiores com 2 anos de seguimento torna o stent eluidor de everolimus uma atraente alternativa no tratamento percutâneo de doença coronariana.




036 - IMPLANTE PERCUTÂNEO DE PRÓTESE VALVAR AÓRTICA: SELEÇÃO E RESULTADOS INICIAIS DE UMA ABORDAGEM MULTIDISCIPLINAR

Dimytri A. Siqueira; Alexandre Abizaid; Eberhard Grube; Manuel Cano; Adriana Moreira; Magaly Santos; AuriStela Ramos; Fausto Feres; Amanda Sousa; J. Eduardo Sousa

Inst. Dante Pazzanese de Cardiologia / Hospital do Coração.

INTRODUÇÃO: O implante percutâneo de prótese aórtica constitui estratégia inovadora para o tratamento de pts com EAo, nos quais a cirurgia seja de alto risco. O processo de seleção é fundamental para seu sucesso, e ênfase na abordagem multidisciplinar é requerida.
OBJETIVO: Descrever a experiência inicial na seleção e tratamento destes pts.
MÉTODOS: Desde out/09, pts com EAo severa e contraindicação cirúrgica foram avaliados por equipe multidisciplinar (clínicos, intervencionistas, cirurgiões e especialistas em imagens cardiovasculares). Os critérios de seleção e os resultados do implante da prótese aórtica CoreValve® (Medtronic Inc) foram prospectivamente analisados.
RESULTADOS: Até fev/10, 17 pts consecutivos foram avaliados: a idade foi de 82 ± 6,8 anos, sendo 73% do sexo feminino. Todos apresentavam classe funcional III/IV NYHA, angina ou síncope. A estimativa de mortalidade cirúrgica conforme EUROscore logístico foi de 28,3 ± 18,4%. A área valvar era de 0,73 ± 0,15 cm² e a fração de ejeção VE de 60,2 ± 14,3%. Dois pts foram excluídos por critérios anatômicos e funcionais (disfunção VE por IAM prévio e trombo apical), 2 por critérios clínicos (comorbidades c/ redução sobrevida) e 1 foi encaminhado à cirurgia. Outro pt com prótese biológica prévia faleceu antes do procedimento. O implante da prótese foi realizado com sucesso em 11 pts (100%). Todos os procedimentos foram realizados por dissecção femoral. Prótese adicional foi necessária em 1 pt. Observou-se queda significativa do gradiente transvalvar médio (52 ± 37 p/ 19 ± 10 mmHg, p = 0,01). Dois pts possuíam marcapasso prévio, e um necessitou de marcapasso definitivo. Houve 1 um óbito durante os primeiros 30 dias. Após acompanhamento de 78 ± 32 dias, 1 paciente faleceu por sepse decorrente de complicações vasculares. Todos os pts apresentaram melhoria de sintomas.
CONCLUSÕES: Nesta casuística inicial, o implante de prótese valvar aórtica foi oferecido à maioria dos pts avaliados. O tratamento mostrou-se eficaz, com mortalidade inferior à estimada por escore cirúrgico.




037 - ESTUDO DESCRITIVO DE PACIENTES COM SÍNDROME CORONÁRIA AGUDA E DOENÇA RENOVASCULAR ATEROSCLERÓTICA

Edson Antonio Bregagnollo; Fábio Cardoso Carvalho; Luiz Cuadrado Martins; Gustavo H. Bregagnollo; Roberto J. S. Franco

Faculdade de Medicina UNESP / Faculdade de Medicina UFSC.

INTRODUÇÃO: A doença arterial aterosclerótica renovascular (DRA) ecoronária (DAC) estão frequentemente associadas. O tratamento da DRA é controverso e a presença de doença cardiovascular associa-se com aumento de eventos adversos e modifica o manejo dos pacientes (P) com DRA. A população comDRA que se apresenta inicialmente com síndrome coronária aguda (SCA) ainda não foi devidamente caracterizada.
OBJETIVO: descrever as características clínicas e laboratoriais de uma população que a DRA foi diagnosticada em vigência SCA.
MÉTODOS: Foram revisados os prontuários de 172P submetidos a angiografia coronária e renal em vigência de SCA, em hospital de referência, nível 3, que tinham estenose significativa (> 60% do diâmetro) de artéria renais e DAC (> 70%) em pelo menos um vaso no período de setembro de 2005 a dezembro de 2009. Foram incluídos no estudo 56P que tiveram seguimento posterior em nosso Serviço.
RESULTADOS: O tempo médio de seguimento foi de 17,2 meses com 11 óbitos. A idade média foi 67 ± 12 anos, 26 homens, 72% tabagistas, 45,2% diabéticos, 22,5% tinham evidências de arteriopatia periférica, 66,2% eram dislipidêmicos e 94,4% hipertensos. A creatinina (CR) inicial foi 1,3 ± 0,5 mg/dl. Onze pacientes apresentavam DRA bilateral e, em média, duas coronárias acometidas. A média da pressão arterial foi 151/91 mmHg com uso de duas (mediana) classes de antihipertensivos. A taxa de filtração glomerular estimada pela fórmula MDRD passou de 61,5 para 53,9 ml/min (p = 0,27) no final do seguimento, sendo que 5P dobraram a CR. A média do colesterol total no início foi 185 mg/dl, contra 165 ao final do seguimento (p = 0,03). A maioria (94,4%) dos pacientes foi submetida à revascularização miocárdica com melhora significativa dos sintomas de angina, sem alteração da classe funcional da insuficiência cardíaca. Durante o seguimento 72,2% dos pacientes usavam estatinas, 83% ácido acetilsalicílico e 80% inibidor da enzima de conversão da angiotensina. Nenhum P necessitou de diálise devido a nefropatia induzida por contraste.
CONCLUSÕES: A investigação invasiva sistemática das artérias renais em Pcom SCA resultou em detecção precoce da DRA, visto que os pacientes deste estudo apresentavam menor CR e níveis menos elevados de PA, comparados a P com DRA em acompanhamento na Disciplina de Nefrologia de nossa Instituição.




038 - IMPACTO DA INTERVENÇÃO CORONÁRIA PERCUTÂNEA PRIMÁRIA NA EVOLUÇÃO INTRA-HOSPITALAR E EM 1 ANO DE PACIENTES DIABÉTICOS

Rodrigo Trajano Sandoval Peixoto; Edison C S Peixoto; Claudio B Benchimol; Angelo L Tedeschi; Marcello A Sena; Bernardo K D Gonçalves

Hospital Procordis / Univ. Federal do Rio de Janeiro / Univ. Federal Fluminense.

INTRODUÇÃO: Há pior evolução dos pacientes diabéticos com infarto agudo do miocárdio (IAM), mesmo após intervenção coronária percutânea primária (ICPP). Estudos como o PAMI, não mostraram melhora da evolução dos pacientes diabéticos (GD) comparados com não diabéticos (GnD). O objetivo foi avaliar o impacto da ICPP na evolução intra-hospitalar (EIH) e em 1 ano dos pacientes diabéticos.
MÉTODOS: Estudo prospectivo não randomizado. Foram 477 pacientes entre 1999 e 2005 e Delta T < 12 horas, e selecionados 450 pacientes (excluídos pacientes com stents farmacológicos), tratados com stent convencional (stent) 368 (81,8%), balão 79 (17,5%), Monocordil (0,2%) e lesão não ultrapAssada 2 (0,4%). No GD de 121 pacientes e GnD de 329 pacientes, utilizou-se stent 101 (83,5%) e 267 (81,2%) ou balão, monocordil e não ultrapassagem 20 (16,5%) e 62 (18,8%), (p = 0,5725) e utilizou-se testes do Qui-quadrado ou exato de Fisher e t de Student.
RESULTADOS: No GD e GnD encontramos: idade 63,1 ± 10,0 e 62,3 ± 11,7 anos (p = 0,4434), Delta T de 3,48 ± 2,45 e 3,41 ± 2,35 horas (p = 0,7706), IAM prévio 22 (18,2%) e 46 (14,0%), (p = 0,2700), dislipidemia 79 (65,3%) e 170 (51,7%), (p = 0,0099), doença multivascular 80 (66,1%) e 200 (60,8%), (p = 0,3015), disfunção ventricular esquerda grave 19 (15,7%) e 27 (8,2%), (p = 0,0199), sucesso 114 (94,2%) e 300 (91,7%), (p = 0,3804), lesões C em 57 (47,1%) e 123 (37,6%) pacientes, (p = 0,0688) e, na EIH houve: reinfarto em 1 (0,8%) e 5 (1,5%), (p = 0,4757) e óbito 2 (1,7%) e 9 (2,7%), (p = 0,3924). Na evolução de 1 ano houve seguimento dos pacientes que receberam alta: de 103 (85,1%) dos 121 pacientes, do GD e em 267 (83,7%) dos 319 pacientes do GnD, estando: assintomáticos ou oligossintomáticos 85 (84,2%) e 240 (89,9%), (p = 0,1268), com angina instável 10 (9,9%) e 14 (5,2%), (p = 0,1063), novo IAM 1 (0,8%) e 5 (1,5%), (p = 0,4757), reestenose 9 (8,9%) e 17 (6,4%), (p = 0,5124) e óbito 1 (0,8%) e 5 (1,87%), (p = 0,4057).
CONCLUSÕES: No grupo GD predominou dislipidemia e disfunção ventricular grave e não houve diferença para eventos e mortalidade entre os grupos na EIH e na evolução de 1 ano.




039 - STENTS DE AÇO INOXIDÁVEL VERSO CROMO COBALTO NO MESMO PACIENTE E NA MESMA ARTÉRIA. A REESTENOSE ESTÁ RELACIONADA AO INDIVÍDUO OU AO TIPO DE STENT?

George Cesar Ximenes Meireles; Luciano Abreu; Antonio Forte; Marcos Sumita; Carlos Domingues; Desidério Favarato; Abraão Barbosa; Marcello Pelegrini

H. Stela Maris.

INTRODUÇÃO: Evidências clínicas têm sugerido que os pacientes tratados com stents com hastes metálicas finas (< 100 M m de espessura) apresentam menor proliferação neo-intimal e melhor evolução que pacientes tratados com stents com hastes mais grossas. O uso da liga cromo-cobalto permite a construção de stents com hastes de menor diâmetro. Os objetivos deste estudo foram comparar os stents de cromo cobalto aos de aço inoxidável na redução da perda tardia e da taxa de reestenose aos seis meses pós-implante no mesmo paciente e na mesma artéria.
MÉTODOS: Trata-se de subanálise de estudo randomizado, prospectivo, comparativo do implante de stents de aço inoxidável verso stents de cromo cobalto, em 187 pacientes e dentre esses, 64 pacientes (67 artérias) apresentavam 2 lesões no mesmo vaso distando no mínimo 5 mm entre elas e foram submetidos a implante de um stent de cromo cobalto(Prokinetic) e um stent de aço inoxidável na mesma artéria.
RESULTADOS: A idade média foi 59,5 ± 10,1 anos com predomínio do sexo masculino (66%). As características clínicas basais foram semelhantes por tratar-se do mesmo paciente. Foram implantados 67 stents de cromo cobalto e 67 stents de aço inoxidável em 64 pacientes (67 artérias). As características angiográficas são apresentadas na tabela abaixo. Em 15 artérias (22,5%) ocorreu concordância da reestenose, em 40 artérias (59,7%) concordância da ausência de reestenose e discordância em 12 artérias(17,8%); p = 0,8, teste de McNemar's.
CONCLUSÃO: A taxa de reestenose e perda tardia, quando comparados os stents de aço inoxidável verso cromo cobalto, independeram do tipo de stent.



040 - QUAIS OS RESULTADOS DO TRATAMENTO PERCUTÂNEO DA DAC NO MUNDO REAL?O REGISTRO SAFIRA

David Gabbay; Leonardo C. Rocha; Maria Fernanda Zulani; Salvador B. Cristovão; João Batista O.; Danilo F.O. Maksud; Joaquim David C.; Ricardo S.Parente; Eduardo Erudilho; José Armando Mangione

H. Beneficencia Portuguesa SP / H. Alemão O. Cruz.

INTRODUÇÃO: Os stents farmacológicos(SF) mostraram-se efetivos nos estudos randomizados na redução da revascularização do vaso alvo(RVA). Entretanto, estes estudos,devido a rIgorosos critérios de seleção e exclusão, foram realizados em pacientes estáveis, com lesões coronárias de menor complexidade, não refletindo a prática clínica diária. O registro SAFIRA foi idealizado para avaliar a eficácia e segurança dos SF em uma extensa coorte de pacientes do "mundo real",com um período de seguimento clínico de até 7 anos.
MÉTODOS E RESULTADOS: Entre julho de 2002 e dezembro de 2009, foram incluídos 1231 pacientes (p), com 1827 lesões tratadas com stents farmacológicos (média 1,48 stent/paciente) em 3 centros. A idade média foi de 64,0 ± 11,69 anos, sendo 71,6% do sexo masculino, 32,2% diabéticos, 65,2% dislipidêmicos e 77,4% hipertensos. Segundo o quadro clínico 11,75% estavam assintomáticos, 46,5% apresentavam angina estável e 35,8% síndrome coronária aguda. O sucesso do procedimento foi de 97,9%. No seguimento clínico,de 1134p (94,15%) em um período médio de 1106 ± 772 dias,observouse taxas de:óbito cardíaco 1,9%, infarto agudo do miocárdio 1,4%, e RVA 4,9%. A incidencia de trombose definitiva/provável foi de 1,2%. A sobrevida livre de eventos cardíacos adversos maiores(ECAM) neste período foi de 91,8%.
CONCLUSÕES: A análise de até 7 anos de evolução dos pacientes do registro SAFIRA demonstrou efetividade e segurança dos stents farmacológicos no tratamento da doença arterial coronária em nosso meio, com taxas favoráveis de ECAM e de trombose do stent em uma população com diferentes graus de complexidade clínica e angiográfica.




041 - EXISTEM VANTAGENS DA TÉCNICA RADIAL NO TRATAMENTO DA DOENÇA ARTERIAL CORONÁRIA EM PACIENTES DIABÉTICOS?

David Gabbay; Leonardo C.Rocha; Maria Fernanda Zulani; Salvador B.Cristovão; João Batista O.; Danilo F.O. Maksud; Joaquim David C.; Ricardo S. Parente; Nádia Mendonça c.; José Armando Mangione

H. Beneficencia Portuguesa São Paulo / H. Alemão Osvaldo Cruz.

INTRODUÇÃO: Pacientes diabéticos submetidos ao tratamento invasivo da doença arterial coronária(DAC) apresentam resultados imediatos e tardios mais desfavorávies comparados aos não diabéticos. Além disto, é mais frequente nos diabéticos a ocorrência de doença vascular periférica que dificulta a utilização da via de acesso Femoral. Na literatura são escassos os relatos sobre os resultados da técnica radial (TR) nesta população.
OBJETIVOS: Avaliar se a utilização da TR proporciona melhores resultados hospitalares e no seguimento clínico em diabéticos com DAC, comparado a técnica femoral (TF).
MÉTODOS: Estudo multicêntrico, não randomizado, prospectivo, em diabéticos submetidos à intervenção coronária percutânea (ICP) eletiva por TR e TF.
RESULTADOS: De julho de 2006 a dezembro de 2009, foram realizadas 788 ICP em diabéticos, 68% TF e 32% TR. Nas características clínicas básicas notou-se idade média semelhante entre os grupos (p = 0,188) e maior incidência da TR no sexo masculino 70,2% x 59,3%, (p = 0,004), de doença coronária estável 67,5% x 44,8% (p = 0,001) e de hipertensão arterial sistêmica 91,7% x 21,3%, (p = 0,001). Na TF observou-se maior taxa de revascularização miocárdica cirúrgica prévia 12,3% x 24,6% (p =0,001). O sucesso do procedimento e os eventos cardíacos adversos maiores(ECAM) na fase hospitalar foram semelhantes entre os grupos(TR 96,4% x TF 94,6%, p = 0,344),(TR 2,4% x TF 2,3% (p = 0,851), respectivamente. Entretanto a TR mostrou menor incidência de complicações vasculares maiores 0% x 2,5% (p = 0.028) e no seguimento clínico médio de 748 ± 386,97 dias, maior porcentagem de pacientes assintomáticos 88% x 80,1% (p = 0,014) e menor ocorrência de ECAM 9,3% x 13,7% (p = 0,12).
CONCLUSÕES: Nesta coorte,a TR mostrou-se uma técnica atrativa para o tratamento da DAC em diabéticos,com elevado índice de sucesso do procedimento e diminuição das complicações vasculares maiores na fase hospitalar comparada a TF. No seguimento clínico observou-se na TR, maior taxa de pacientes assintomáticos e menor ocorrência de eventos adversos.




042 - INCIDÊNCIA E PADRÃO DE RECORRÊNCIA ANGIOGRÁFICA EM LESÕES CORONÁRIAS COMPLEXAS TRATADAS COM STENTS FARMACOLÓGICOS (SF) NO MUNDO-REAL - ANÁLISE DO REGISTRO DESIRE

Luciano pessoa Cavalcante; Sousa, A; Costa, RA; Moreira, A; Costa, JR; Cano, M; Maldonado, G; Campos, C; Carballo, MT; Sousa, JE

Hospital do Coração ASS são Paulo.

INTRODUÇÃO: Os SF reduziram a perda luminal tardia (PLT), reestenose e nova revascularização comparado aos stents não-farmacológicos (SNF). Reportamos achados angiográficos de pacientes (pts) não-selecionados tratados com SF submetidos a reestudo angiográfico.
MÉTODOS: Entre 05/02-02/10, 3.320 pts foram submetidos a intervenção eletiva ou de urgência com 5.320 SFs (83% Cypher; 9% Taxus; Xience/Promus 3%; Endeavor 4%; BioMatrix 1%) em um único centro. O seguimento clínico até 8 anos (mediana: 3,4 anos) foi completo em 98%. Destes, 687 pts (980 lesões/1.077 SFs) realizaram reestudo angiográfico, indicado por recorrência dos sintomas e/ou prova funcional positiva para isquemia (51%), ou decisão do clínico de referência. Reestenose foi definida como estenose > 50% pela angiografia coronária quantitativa (ACQ) no reestudo.
RESULTADOS: Nos pts submetidos a reestudo, 29% eram diabéticos, 62% tinham doença multiarterial, e 11% insuficiência renal. A Descendente Anterior foi o vaso mais tratado (42%), sendo 67% das lesões de alta complexidade (tipo B2/C). Pela ACQ, as médias da extensão da lesão e diâmetro de referência eram 16,26 mm, e 2,75 mm, respectivamente; no reestudo angiográfico (tempo médio: 12 meses), a média de PLT foi de 0,48 ± 0,28 mm, e 11,2% apresentaram reestenose (85,3% padrão focal). O uso de SF Cypher foi menor no grupo com reestenose vs. sem reestenose (67% vs. 86%, p < 0,001).
CONCLUSÕES: Nesses pts complexos tratados com SF no mundo-real com reestudo angiográfico tardio, a taxa de recorrência foi relativamente baixa (11,2%), associada a um padrão benigno na maioria dos casos (reestenose focal em 85%) e menor uso de SF Cypher (p < 0,001).




043 - ANALISE DOS PREDITORES CLÍNICOS DA TROMBOSE AGUDA E SUB-AGUDA ENTRE PACIENTES DE "MUNDO REAL" TRATADOS COM STENT NÃO FARMA-COLÓGICO EM UM CENTRO TERCIÁRIO DE ALTA COMPLEXIDADE

Marcelo Nakashima de Melo; j Ribamar; R Costa; D Siqueira; f Feres; M Ortega; C Collet; G Maldonado; a Sousa; j Sousa

Dante Pazzanese.

OBJETIVOS: A trombose de stent (TS) tem sido descrita como um evento infrequente na fase atual da cardiologia intervencionista (1-2%), entretanto, seu impacto clínico pode ser catastrófico, com elevadas taxas de mortalidade (até de 50%). Ainda que o foco atual de investigação seja a trombose após uso de stents farmacológicos (SF), sua ocorrência após implantes de stents não-farmacológicos (SNF) também merece atenção.
MÉTODOS: Entre Dez/07 e Dez/08 foram avaliados 1.602 pacientes consecutivamente submetidos à intervenção percutânea (eletiva e emergência) em um centro único terciário onde o uso de SNF representa a rotina do serviço. TS foi classificada de acordo com os critérios do ARC. Nós reportamos o seguimento clínico de 12 meses, com ênfase nos preditores e na evolução dos pacientes acometidos por este sério evento adverso.
RESULTADOS: Entre os 14 pacientes que evoluíram com TS (todas definitivas), a grande maioria era do sexo masculino (70%) com idade média de 69 anos. Notavelmente, 57.14% eram diabéticos e 57% foram tratados em vigência de IAM com supra de ST (ATC primária ou resgate). A artéria descendente anterior foi o vaso mais frequentemente envolvido (57.14%). Onze casos de TS (79%) ocorreram nos primeiros 30 dias do procedimento. Comparado com pacientes sem TS, pacientes com TS apresentaram mais interveções prévias (73% versus 15%, p < 0.0001), mais fluxo coronário TIMI 0/1 pré-intervenção (87% versus 1%, p < 0.0001), e mais apresentação clinica inicial de IAM com choque cardiogênico (29% versus 0.82%, p < 0.0001). Estes casos de TS foram tratados com angioplastia com balão em 57% (8/14) e com um novo SNF em 36% (5/14); Na evolução de um ano, observou-se mortalidade cardíaca de 25% e recorrência de TS de 20% entre estes 14 pacientes avaliados.
CONCLUSÕES: Nesta análise da prática clinica do "mundo real" incluindo pacientes tratados com SNF como estratégia-padrão, a taxa de TS definitiva em 1 ano foi de 0.9%, e teve como preditores a apresentação clinica inicial de infarto do miocárdio com choque cardiogênico, fluxo coronário TIMI 0/1 pré-intervenção e intervenção coronariana prévia. A maioria de TS foi subaguda e associou-se a elevada mortalidade cardíaca (27%) e re-trombose (20%).




044 - ESTUDO OBSERVACIONAL DOS EFEITOS DAS ESTATINAS, SOBRE O PROGNÓSTICO GERAL E RENAL, EM PACIENTES (PC) PORTADORES DE DOENÇA RENOVASCULAR ATEROSCLERÓTICA (DRA)

Edson Antonio Bregagnollo; Fábio Cardoso Carvalho; Luiz Cuadrado Martins; Gustavo H. Bregagnollo; Vanessa S. Silva; Roberto J. s. Franco

faculdade de medicina UNESP / faculdade de medicina UFSC.

INTRODUÇÃO: O tratamento da DRA é controverso e a angioplastia das artérias renais parece não alterar significativamente o prognóstico de todos pacientes. Os inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECA), em estudo observacional, mostraram associação com melhor sobrevida.O benefício das estatinas é bem estabelecido nos pc com doença aterosclerótica coronária, mas nunca foi testado nos portadores de DRA.
OBJETIVO: Avaliar os benefícios das estatinas no prognóstico geral e renal de pc com DRA.
MÉTODOS: Estudo observacional de 104 pc consecutivos com diagnóstico de DRA por arteriografia renal seletiva, média de acompanhamento de 24,9 meses. Os pc foram divididos em dois grupos: 68 pc que usaram estatinas (grupo:E) e 36 que não usaram (grupo:NE). Variáveis com potencial impacto na sobrevida foram comparadas entre os dois grupos e as que apresentaram p < 0,10 foram selecionadas para inclusão no modelo de regressão proporcional múltipla de Cox para avaliar sua associação com a sobrevida geral e renal. Co-linearidades foram testadas e excluídas, quando presentes. No resultado final foi considerado significante p < 0,05. Os desfechos avaliados foram: oóbito (geral), o aumento da creatinina para o dobro do inicial ou a entrada em diálise (renal). Foram construídas tábuas de sobrevida geral e renal pelo métodode Kapplan-Meier.
RESULTADOS: Além do uso das estatinas, foram incluídas no modelo de Cox: gênero, doença arterial coronária, número de classes de anti-hipertensivos, no final do seguimento, uso de ácido fólico, uso de beta-bloqueadores, uso de IECA, proteinúria de 24horas, taxa de filtração glomerular basal e redução de LDL-colesterol. Apenas o uso das estatinas manteve associação independente com a sobrevida geral: E = 5,9% vs NE = 36,1%; p < 0,001. Em relação à sobrevida renal, o uso de estatinas e a taxa de filtração glomerular se associaram de forma independente com o prognóstico renal E = 7,4% vs NE = 38,9%; p < 0,01. Não houve diferenças significantes nas demais variáveis avaliadas.
CONCLUSÕES: Este é o primeiro estudo, de nosso conhecimento, que associa o uso de estatinas à melhora do prognóstico geral e renal. O tratamento com estatina associou-se com melhora das taxas de mortalidade global e de progressão para insuficiência renal. Os resultados sugerem a necessidade de estudos prospectivos randomizados controlados para explorar os potenciais efeitos benéficos das estatinas não podem ser atribuídos apenas à redução dos níveis lipídicos.




045 - INTERVENÇÃO PERCUTÂNEA CORONÁRIA DIRETA SEM CORONARIOGRAFIA PRÉVIA - REGISTRO

Wilson Albino Pimentel Filho; Edson Bocchi; Milton Macedo Soares; Wellington Custódio; Waigner Pupim; Paulo Maiello; Julio Domingos; Jorge Büchler; Stoessel Assis; Egas Armelin

Beneficência Portuguesa - SP / Hospital Samaritano - Campinas.

INTRODUÇÃO: O objetivo deste artigo é correlacionar e avaliar a confiabilidade da angiotomografia de coronária composta de 64-detectores (AT-64) com a a coronariografia convencional (CCv) no tratamento intervencionista percutâneo (TIP), em pacientes (P) sem CCv prévia.
MÉTODOS: Foram estudados prospectivamente 100 pacientes submetidos ao TIP apenas diagnosticado a DACG pela AT-64. Foram incluídos apenas aqueles pacientes que exibiam o diagnostico com a AT-64 de uma ou mais lesões obstrutiva significativa das artérias coronárias.
RESULTADOS: A correlação entre as duas técnicas foram: quanto à sensibilidade em lesões > 50% de obstrução da coronária: por paciente, de 100%, por artérias, de 90% e por segmentos, de 87%. Quanto à especificidade em lesões > 50% de obstrução da coronária: por paciente, de 90%, por artéria, de 92% e, por segmento, de 96%. O valor preditivo positivo (VPP), foi de 100% por paciente, de 80% por artéria e 75% por segmento. O valor preditivo negativo foi de 100% em todas as situações, por paciente, por artéria e por segmento.
CONCLUSÕES: A AT-64 proporcionou a realização do TIP sem adição de mais um procedimento em 90% dos P, demonstrando altos índices de sensibilidade, especificidade e valor preditivo positivo e negativo.




046 - PERCUTANEOUS CORONARY INTERVENTION IN NONAGENARIAN

Wilson Albino Pimentel Filho; Milton M. Soares; Wellington Custódio; Julio Domingos; Tiago Miranda; Dourival Cardozo; Waigner Pupim; Paulo Maiello; Jorge Büchler; Egas Armelin

Beneficência Portuguesa - SP / Instituto de Cardiologia - SP.

INTRODUCTION: We conducted a retrospective study to analyze the results of percutaneous coronary intervention (PCI) in nonagenarians.
METHODS: Between January 1995 and January 2009, we retrospective studied 31 nonagenarian patients that were submitted for PCI, group (G)-1. At the same period, 6222 patients with age ¡Â 80 years old submitted to PCI, were retrospective studied too. These patients were involved for comparison and were denominated control group, G-2. In both groups, major adverse cardiovascular events (MACE) were evaluated at this studied period.
RESULTED: The nonagenarian patients presented more chronic co-morbid diseases (p = 0.029), diabetes (p = 0.025), three vessel disease (p = 0.022), unstable angina (p = 0.033) and an LV ejection fraction < 50% (p = 0.0009). Also, occurred more periphery vascular complications as a result of the peripheral vascular disease (p = 0.0031). Immediately success of the PCI was 87.0% in G-1 versus 91.5% in G-2. The MACE (in-hospital mortality, cerebral stroke, myocardial infarction, angina return e all causes of mortality) index was different between groups and was significant higher in G-1 (p = 0.045). Using Cox multivariate proportional hazard regression model, the presence of left ventricular ejection fraction < 50%, the higher numbers of vessels involved, the presence of the left main disease, the unstable angina and the existence of diabetes, played a role in predicted MACE in G-1 versus G-2, (p = 0.049).
CONCLUSIONS: Nonagenarian patients (G-1) had a higher incidence of cardiac and non-cardiac complications than younger patients (G-2). However, when the technical approaching is promising and the nonagenarian patients are clinically healthy, PCI was technically successful and yielded an acceptable outcome.




047 - INTERVENÇÃO CORONÁRIA PERCUTÂNEA EM IDOSOS. ANÁLISE CLINICA, ANGIOGRÁFICA E RESULTADOS HOSPITALARES

Marcelo Jose de Carvalho Cantarelli; Hélio Castello; Rosaly Gonçalves; Silvio Gioppato; Evandro Ribeiro; João Guimarães; Patricia Silva; Nelson Thomas; Leonardo Almeida; Ricardo Cavalcante

Hospital Bandeirantes - SP.

INTRODUÇÃO: A intervenção coronária percutânea (ICP) tem se associado a piores resultados em pacientes (p) idosos, no entanto com o aumento da expectativa de vida da população, esta modalidade de tratamento da doença coronariana tem sido cada vez mais a eles aplicada. Analisamos os resultados hospitalares da ICP em idosos acima dos 70 anos.
MÉTODOS: 6067 p foram submetidos à ICP consecutivamente de janeiro de 2002 a novembro de 2009 e divididos em dois grupos: e (G1) 1769 p > 70 anos. (G2) 4298 p <70 anos.
RESULTADOS: Sexo feminino (44,60% x 28,66% p < 0,001), diabetes (33,69% x 25,90% p < 0,001), hipertensão arterial (85,99% x 79,93% p < 0,001), cirurgia de revascularização prévia (15,04% x 7,84% p < 0,001), síndrome coronariana aguda (32,47% x 29,57% p < 0,001), coronariopatia triarterial (14,04% x 10,18% p < 0,001), lesões em descendente anterior (40,53% x 36,74% p < 0,001), lesões calcificadas (39,48% x 31,11% p < 0,001) e uso de stents farmacológicos (9,03% x 7,04% p = 0,004) foram mais frequentes no G1. No G2, tabagismo (38,83% x 15,02% p < 0,001), IAM (27,22% x 18,60% p = 0,043) e lesões com trombos (12,40% x 8,17% p < 0,001) foram mais frequentes. Com relação ao IAM a ocorrência de Killip III e IV foi maior no G1 (9,12% x 2,31% p < 0,001) bem como a proporção de angioplastias primárias (40,12% x 26,50% p < 0,001). Não ocorreram diferenças em relação ao sucesso clínico da ICP (95,2% G1 x 96,67% G2 p = 0,103). O óbito hospitalar no entanto, foi mais elevado em G1 (1,02% x 0,54% p = 0,006).
CONCLUSÕES: Nos idosos submetidos à ICP prevalecem o sexo feminino, a hipertensão e o diabetes. Com maior extensão da doença coronária e p com IAM em Killip III e IV, este grupo apresentou maior mortalidade hospitalar.




048 - EFICÁCIA E SEGURANÇA DOS STENTS FARMACOLÓGICOS NO TRATAMENTO DE PACIENTES PORTADORES DE DOENÇA ARTERIAL CORONÁRIA CRÔNICA. DADOS DO REGISTRO SAFIRA

Joaquim David carneiro Neto; Pauletti, LG; Maksud, DO; Gabbay, D; Júnior, RSPS; Cristóvão, SAB; Salman, AA; Mauro, MF; Lapa, GA; Mangione, JA

Beneficencia Portuguesa.

INTRODUÇÃO: A indicação da intervenção coronária percutânea (ICP), em pacientes estáveis portadores de doença arterial coronária (DAC) é motivo de controvérsia. Além disto, existem poucos relatos na literatura a respeito do emprego dos stents farmacológicos (SF) nesta população.
OBJETIVOS: Avaliar a eficácia e segurança do uso dos stents farmacológicos no tratamento de pacientes estáveis portadores de DAC no "mundo real".
MÉTODOS: Estudo de coorte realizado através dos dados obtidos em 3 centros, do registro SAFIRA, em pacientes estáveis submetidos à ICP com stents farmacológicos. Foram analisadas as características clínicas básicas, angiográficas e a evolução na fase hospitalare no seguimento clínico.
RESULTADOS: No período de julho de 2002 a dezembro de 2009, o procedimento foi realizado em 218 pacientes. A idade média foi de 63 ± 10 anos havendo predominância do sexo masculino (22,9%). A análise das características clínicas básicas mostrou as seguintes incidências: hipertensão arterial 80,3%, dislipidemia 77,5%, diabete melito 33,9%, ICP prévia 21,6%, tabagismo 16,1% e cirurgia de revascularização prévia 14,2%. As lesões de maior complexidade tipo B2 e C estiveram presentes em 57,8% dos p e 58,3% eram portadores de doença multiarterial. Lesão de tronco de coronária esquerda representou 4,1% da amostra estudada. O sucesso do procedimento foi de 98,6%. Na fase hospitalar não ocorreu óbito, nem necessidade de revascularização de urgência, 3 pacientes (1,4%) apresentaram IAM. Complicações vasculares estiveram presentes em 3 pacientes (1,4%). O seguimento clínico de 91,2% dos pacientes, com tempo médio de 1110 ± 990 dias, mostrou que 87,8% encontravamse assintomáticos, com 7,7% com angina estável, 1% com angina instável. A sobrevida livre de eventos adversos maiores (óbito cardíaco, IAM e necessidadede revascularização do vaso alvo) neste período foi de 93,4%. A taxa de trombose definitiva foi de 1% e não ocorreram casos de trombose provável ou possível.
CONCLUSÃO: A utilização dos stents farmacológicos em pacientes estáveis portadores de DAC no "mundoreal" mostrou-se um procedimento efetivo e seguro, apresentandose como uma alternativa atrativa de tratamento. Estes achados verificados contrastam favoravelmente com os obtidos em recente estudo randomizado.




049 - IMPLANTE DE STENTS FARMACOLÓGICOS (SF) EM PACIENTES COM DOENÇA CORONÁRIA ESTÁVEL: SEGUIMENTO CLÍNICO TARDIO ATÉ 7 ANOS DE UMA GRANDE COORTE

Sergio Costa Tavares Filho; Sousa, AGMR; Costa, RA; Moreira, A; Costa JR, JR; Feres, F; Mattos, LA; Gama, G; Esteves, V; Sousa, JE

Hospital do Coração.

FUNDAMENTOS: A intervenção coronária percutânea (ICP) em pacientes portadores de angina estável permanece controversa. Estudos recentes comparando terapia medicamentosa otimizada (TMO) versus implante de stent não-farmacológico + TMO como estratégia inicial nessa população demonstraram resultados clínicos similares no seguimento de longo prazo, incluindo taxas de revascularização da lesão-alvo (RLA) entre 20-30%. Nós reportamos os resultados tardios de pacientes com doença arterial coronária (DAC) estável (angina estável ou isquemia silenciosa) tratados com SF no mundo-real.
MÉTODOS: No registro DESIRE, 2.500 pacientes do mundo-real tratados com SF foram incluídos de forma consecutiva a partir de Mar/02 em centro único. Critérios de inclusão eram pacientes com indicação de ICP eletiva ou de emergência, e presença de pelo menos 1 lesão > 50% de estenose. O seguimento clínico foi realizado aos 1, 6 e 12 meses e anualmente até 6 anos (mediana 3,4 anos). No geral, 1.199 pacientes apresentavam DAC estável (48% da população do registro DESIRE), e os resultados são reportados abaixo.
RESULTADOS: A média das idades foi de 64 anos, 79% eram homens, 78% tinham hipertensão, 30% diabetes, 20% infarto do miocárdio (IM) prévio, e 52% tinham revascularização prévia. Em relação as características angiográficas, 56% apresentavam doença multiarterial. No procedimento, a DA foi o vaso-alvo mais acometido (44%), 66% das lesões tinham alta complexidade (tipo B2/C), incluindo 24% com calcificação significativa. Foram implantados 1.815 SFs (1,5 stents/pacientes) em 1.658 lesões, e o sucesso angiográfico (estenose residual < 20% com fluxo TIMI 3) foi de 99%. Pela angiografia quantitativa, as médias dos diâmetro de referência do vaso e da extensão da lesão foram de 2,74 ± 0,48 mm e 16,26 ± 8,33 mm, respectivamente. Observando-se os resultados clínicos constatamos, na fase intra-hospitalar (N = 1199), 0,2% de morte cardíaca, 1,3% de IM, 0,1% de RLA, 1,5% de eventos clínicos maiores e nenhum caso de trombose de stent. Considerando-se o seguimento tardio (N = 1158), observamos 1,6% de morte cardíaca, 2,4% de IM, 3,3% de RLA, 7,3% de eventos clínicos maiores e 1,2% de trombose de stent.
CONCLUSÕES: Nessa análise, pacientes do mundo-real portadores de DAC estável tratados com SF apresentaram excelente evolução clínica no seguimento de longo prazo até 6 anos, incluindo taxa de RLA < 4%, e segurança sustentada. Comparados a dados históricos, tais achados demonstram grande benefício do SF nessa população, sugerindo que a ICP com SF pode ser uma alternativa inicial segura e eficaz no tratamento de pacientes com DAC estável.




050 - TABAGISMO E INTERVENÇÃO CORONÁRIA PERCUTÂNEA. ASPECTOS CLÍNICOS, ANGIOGRÁFICOS E RESULTADOS HOSPITALARES

Marcelo Jose de Carvalho Cantarelli; Helio Castello; Rosaly Gonçalves; Silvio Gioppato; Evandro Ribeiro; João Guimarães; Higo Noronha; Leonardo Almeida; Nelson Thomas; Thomas conforti

Hospital Bandeirantes - SP.

INTRODUÇÃO: O tabagismo é importante fator de risco aterotrombótico estando presente em 31% dos pacientes (p) submetidos à intervenção coronária percutânea (ICP) em nosso serviço. Analisamos apectos clínicos, angiográficos e resultados hospitalares dos tabagistas submetidos a ICP.
MÉTODOS: 5466 p foram submetidos consecutivamente à ICP, no período de janeiro de 2002 a outubro de 2009. Destes, 1745 eram tabagistas (T) e 3721 não tabagistas (NT).
RESULTADOS: Entre T predominou p do sexo masculino (75,19% x 62,08% p < 0,001), mais jovens (56,4 x 64,5 anos p < 0,001) com quadro clínico de IAM (37,54% x 19,49% p < 0,001), uniarteriais (56,54% x 47,04% p < 0,001), lesão-alvo em coronária direita (39,41% x 28,8% p < 0,001), lesões longas (14,70% x 12,03% p = 0,001), bifurcações (5,57% x 3,88% p = 0,002), lesões com trombos (15,40% x 8,96% p < 0,001) e fluxo TIMI 0 pré-ICP (18,02% x 11,20% p < 0,001). Nos NT prevaleceram cirurgia de revascularização prévia (13,01% x 4,47% p < 0,001), ICP prévia (16,21% x 11,46% p < 0,001), diabetes (33,51% x 16,73% p < 0,001), hipertensão arterial (86,86% x 70,66% p < 0,001), dislipidemia (44,02% x 39,77% p = 0,003), angina estável (31,47% x 17,54% p < 0,001), lesões calcificadas (37,31% x 27,67% p < 0,001) e uso de stents farmacológicos (8,92% x 5,82% p < 0,001). O sucesso clinico da ICP (96,50% em T x 96,13% em NT p = 0,497) e óbito hospitalar (0,63% em T x 0,73% em NT p = 0,693) foram semelhantes entre os grupos.
CONCLUSÕES: Entre tabagistas prevalecem homens jovens, com menor ocorrência de outros fatores de risco, que se apresentam à ICP com quadro de IAM com lesões coronárias complexas e trombóticas. Não há diferenças nas taxas de sucesso do procedimento e da mortalidade hospitalar.




051 - INTERVENÇÃO CORONÁRIA PERCUTÂNEA COM STENTS FARMACOLÓGICOS EM OCTOGENÁRIOS

Ricardo Santana Parente Soares Junior; Ana PT Cardoso; David Gabbay; Joaquim DC Neto; Danilo FO Maksud; Salvador AB Cristóvão; Adnan A Salman; Maria Fernanda Z Mauro; Jose A Mangione H.

Beneficência Portuguesa SP / H. Oswaldo Cruz / H. Aviccena.

INTRODUÇÃO: Os stents farmacológicos (SF) demonstraram diminuição da necessidade de revascularização nos estudos randomizados, entretanto, seu emprego em octagenários, população portadora de doença arterial coronária (DAC) mais complexa, não está completamente esclarecido.
MÉTODOS: Estudo observacional, multicêntrico, prospectivo, de 95 pacientes (p) submetidos à intervenção coronária percutânea (ICP) eletiva com SF no período de janeiro de 2002 a dezembro de 2009. Analisadas as características clínicas e angiográficas, evolução hospitalar e tardia.
RESULTADOS: A idade média foi de 83 ± 3,66 anos, sendo 52,6% do sexo masculino, 149 lesões e 149 STENTS implantados. A clínica foi de angina estável em 57,9% dos casos. Características: HAS 86,3%, DLP 56,8%, DM 22,1%, ICP prévia 21,1%, revascularização cirúrgica 16,8%, tabagismo 6,3% e disfunção ventricular severa 4,2%. A análise angiográfica evidenciou 72,5% com lesões tipo B2/C e 47,4% triarterial.O sucesso do procedimento foi de 92,6%. Na fase hospitalar houve 4 óbitos, sendo 3 de origem cardíaca (3,2%), 1 IAM não q (1,1%), 9 complicações vasculares (10,3%) e 12 nefropatia induzida por contraste (13,2%). No seguimento de 98,9% dos p, com tempo médio de 1287 ± 581,33 dias, 87,4% encontravamse assintomáticos, ocorreu 1 óbito (1,1%) de origem cardíaca e 3 necessitaram de nova revascularização percutânea (3,4%). A sobrevida livre de eventos maiores foi de 82,8%. Verificou-se 1 caso de trombose definitiva (1,1%).
CONCLUSÕES: A ICP com a utilização de SF em pacientes com idade 3 80 anos, mostrou-se segura e eficaz, apresentando-se como uma opção atrativa de tratamento nesta população.




052 - NT-PROBNP CORRELACIONA COM LESÃO PROXIMAL DE ARTÉRIA DESCENDENTE ANTERIOR EM PACIENTES ADMITIDOS COM SÍNDROME CORONARIANA AGUDA

Antonio Carlos Mansur Bedeti; Antonio P S Lanna; Karen S Avelar; Sarah M Silva; Augusto L Filho; Jose R M Junior; Mario L F Perez; Gilmar Reis

Santa Casa de Belo Horizonte.

FUNDAMENTOS: A porção amino-terminal precursora do BNP (NT-proBNP) tem sido utilizada como prognóstico em pacientes (P) com insuficiência cardíaca e insuficiência coronariana aguda (ICO), entretanto pouco utilizada em nosso meio, entretanto o exame não tem sido correlacionado com a anatomia coronariana.
OBJETIVOS: Avaliar se há correlação com NT-proBNP e a anatomia coronariana.
MATERIAL E MÉTODOS: Avaliamos 48P admitidos com ICO, sendo 27 homens, com idade média de 60,9 ± 10,9 anos. Vinte e cinco P em prevenção 2ª (9 submetidos a revascularização prévia), 45% dos P com > 03 fatores de risco para ICO. Amostra de NT-proBNP foi colhida até 24 hs do último episódio de angina > 10 min duração em repouso. Troponina > LSN em todos os pacientes, sendo média 21,9, ±43,9 ng/dl. A classificação de Killip foi 1,4 ± 0,4 (1-2), sendo realizado coronariografia em 42 P, sendo 37 multivascular e 29 com lesão de artéria descendente anterior proximal (DA). P foram seguidos por 13,4 ± 5,2 m. MACE ocorreu em 18 P (06 óbitos). NT-proBNP associou-se com eventos (p < 0,0001; 3869 ± 5375 pg/ml para eventos versus 1853 ± 1839 pg/ml para ausência de eventos). O NT-proBNP correlacionou com as seguintes variáveis:



CONCLUSÃO: NT-proBNP apresentou significativa associação com presença de lesão de DA proximal e com a ocorrência de eventos maiores no seguimento ambulatorial nesta amostra não-selecionada de pacientes.




053 - HÁ BENEFÍCIO DO USO DO STENT FARMACOLÓGICO NO TRATAMENTO DE PACIENTES IDOSOS (>75 ANOS) COM DOENÇA ARTERIAL CORONÁRIA? COM-PARAÇÃO NÃO RANDOMIZADA NO MUNDO REAL

Marcelo Nakashima de Melo; J Ribamar; R Costa; D Siqueira; F Feres; A Abizaid; M Ortega; L Freitas; A Sousa; J Sousa

Dante Pazzanese.

FUNDAMENTOS: Pacientes cada vez mais idosos vêm apresentando coronariopatia obstrutiva, com consequente necessidade de procedimentos de revascularização. Os stents farmacológicos (SF) demonstraram superioridade global em relaçao aos stents não-farmacológicos (SNF) na redução da hiperplasia neointimal, reestenose, e revascularização da lesão-alvo (RLA). No entanto, reportamos o impacto dos SF em pacientes >75 anos tratados no mundo-real.
MÉTODOS: A partir de Dez/2007 até Dez/2008, 276 pacientes com idade >75 anos foram submetidos a ICP com implante de stent em um centro único. As características basais, dados do procedimento, e seguimento clínico de 1 ano foram avaliados de forma retrospectiva, e os pacientes foram comparados de acordo com o tipo de stent recebido: SF = 51 vs. SNF = 225.
RESULTADOS: No geral, a média das idades foi de 79 anos. O grupo SF apresentava mais diabetes 39 vs. 28%, p = 0,03; dislipidemia 82 vs. 63%, p = 0,003; e angioplastia prévia 24 vs. 16%, p = 0,06; mas menos apresentação de síndrome coronária aguda 12 vs. 22%, p =0,04, comparado ao SNF. Em relação ao procedimento, o número de lesões tratadas foi 1,5 com SF vs. 1,3 com SNF, p = NS, e as lesões tratadas com SF receberam stents menos calibrosos (diâmetro nominal do stent: 2,86 mm no grupo SF vs. 3,09 no grupo SNF, p = 0,03). No seguimento clínico de 12 meses, nenhum paciente foi submetido a RLA, e o óbito cardíaco foi 3% no grupo SNF vs. 0% no grupo SF, p = NS.
CONCLUSÕES: Nessa análise retrospectiva de mundo-real, a indicação de utilização de SF para tratamento de lesões coronárias em pacientes idosos >75 anos esteve associada a maior presença de co-morbidades (diabetes, dislipidemia, intervenção prévia), múltiplas lesões e vasos pequenos. Notavelmente, o SF foi menos utilizado nos quadros agudos. Nesse estudo, as baixas taxas de eventos adversos até 12 meses podem refletir a menor sintomatologia, sub-diagnóstico e sub-tratamento frequentemente encontrado nessa população.




054 - EVOLUÇÃO EM LONGO PRAZO DA VALVOPLASTIA MITRAL COM A TÉCNICA DE INOUE VERSUS A DO BALÃO ÚNICO

Edison Carvalho Sandoval Peixoto; Ivana P Borges; Rodrigo T S Peixoto; Ricardo T S Peixoto; Paulo S Oliveira; Mario Salles Netto; Pierre Labrunie

Cinecor Hospital Evangélico / Procordis / Uiversidade Federal Fluminense.

INTRODUÇÃO: O balão de Inoue (BI) é mundialmente utilizado. A técnica do balão único (BU) obtém resultados semelhantes com custo menor. O objetivo foi estudar a evolução em longo prazo das 2 técnicas e determinar variáveis independentes para sobrevida e sobrevida livre de eventos maiores (EM).
MÉTODOS: Estudo prospectivo não randomizado. De 525 procedimentos realizados, estudamos 311 procedimentos realizados entre 04/1990 e 12/2009, e seguidos em longo prazo por 51 ± 33 meses, 256 com BU Balt (GBU) com evolução de 55 ± 33 meses e 55 com BI (GBI) com evolução de 33 ± 27 meses (p < 0,0001). Foram utilizados testes do: Qui-quadrado ou exato de Fischer, t de Student, curvas de Kaplan-Meier e análise multivariada de Cox.
RESULTADOS: No GBI e GBU encontrou-se: sexo feminino 41 (74,5%) e 222 (86,6%), (p = 0,0233) e idade, fibrilação atrial, área valvar mitral (AVM) pré-VMB e escore ecocardiográfico foram semelhantes, sendo a AVM pós-VMB respectivamente de 2,05 ± 0,53 (1,00 to 3,30) e 2,02 ± 0,37 (1,10 a 3,30) cm² (p = 0, 9509) e no final da evolução AVM de 1,70 ± 0,41 e 1,54 ± 0,51 cm² (p = 0,0883), nova insuficiência mitral grave 5 (12,8%) e 17 (8,2%), (p = 0,3592), nova VMB 1 (1,8%) e 12 (4,7%), (p = 0,4772), cirurgia valvar mitral na evolução 3 (5,5%) e 27 (10,5%), (p = 0,3634), óbitos 2 (3,6%) e 11 (4,3%), (p = 1,000) e EM 5 (9,1%) e 45 (17,6%), (p = 0,1762). A técnica do BI versus a do BU não predisse sobrevida ou sobrevida livre de EM. Variáveis que predisseram independentemente sobrevida foram: idade <50 anos (p = 0,016, HR = 0,233), escore ecocardiográfico < 8 (p < 0,001, HR = 0,105), área efetiva de dilatação do balão utilizado, (p < 0,001, HR 16,838) e cirurgia valvar mitral na evolução (p = 0,001, HR = 0,152) e sobrevida livre de EM: comissurotomia prévia (p = 0,012, HR = 0,390) e AVM pós VMB > 1,50 cm² (p < 0,001, HR = 7,969).
CONCLUSÕES: A evolução em longo prazo dos dos grupos do balão de Inoue e do balão único Balt foi semelhante. Predisseram independentemente sobrevida e/ou sobrevida livre de eventos maiores: idade < 50 anos, escore ecocardiográfico < 8 pontos, área efetiva de dilatação do balão, AVM pós VMB > 1,50 cm² e ausência de comissurotomia prévia e de cirurgia valvar mitral na evolução.




055 - RESULTADOS IMEDIATOS E EVOLUÇÃO INTRA-HOSPITALAR APÓS INTERVENÇÃO PERCUTÂNEA DE ARTÉRIA RENAL

Ricardo Trajano Sandoval Peixoto; Edison C S Peixoto; Carlos R P Oliveira; Angelo L Tedeschi; Rodrigo T S Peixoto; Marcello A Sena; Ronaldo Villela

Hospital Procordis / Cinecor Hospital Evangélico / Univ. Federal Fluminense.

INTRODUÇÃO: Na intervenção percutânea de artéria renal (IPAR) o stent é obrigatório na lesão de óstio, mas o balão é preferencial na displasia fibromuscular. O objetivo foi avaliar resultados e evolução intra-hospitalar da IPAR.
MÉTODOS: Análise retrospectiva do banco de dados prospectivo. Estudou-se 102 procedimentos, Grupo Antigo (GA), com 25 procedimentos, de 1981 a 1992 e o Grupo Novo (GN), de 1993 a 2009, com 77. Utilizou-se stent na maioria dos casos no GN. No GA, não estava disponível o stent. Foram utilizados os testes: Quiquadrado, t de Student e regressão logística múltipla (RLM).
RESULTADOS: Encontrou-se no GA e GN: idade 45,8 ± 17,4 e 67,1 ± 14,6 (p < 0,0001) anos; sexo feminino 13 (52,0%) e 42 (54,5%), (p = 0,8244), etiologia aterosclerótica predominante 16 (64,0%) e 65 (84,1), (p = 0,1131), doença unilateral 20 (80,0%) e 51 (66,2%), (p = 0,2937), lesão ostial 4 (16,0%) e 45 (58,4%), (p < 0,0001), sucesso técnico 21 (84,0%) e 76 (98,7%), (p = 0,0123) e boa resposta da pressão arterial (PA) 20 (80,0%) e 66 (85,7%), (p = 0,7142). No GA, utilizou-se balão em 24 (96,0%) procedimentos e no GN, balão em 14 (18,2%) e stent em 59 (76,6%) (p < 0,0001) e em 1 procedimento de cada grupo não foi utilizado balão ou stent por não ter sido ultrapAssada a obstrução. Pré-procedimento a PA sistólica era nos GA e GN: 184 ± 33 e 170 ± 35 mmHg (p = 0,1007) e a PA diastólica: 111 ± 18 e 96 ± 18 mmHg (p = 0,0003) e pós-procedimento a PA sístólica foi de 147 ± 28 e 142 ± 23 mmHg (p = 0,4074) e a PA diastólica 92 ± 16 e 80 ± 10 mmHg (p = 0,0036). Em 2 pacientes com insuficiência renal aguda (IRA), a função renal foi normalizada após a IPAR. Não houve óbito no procedimento e 1 óbito intrahospitalar no GN por doença coronária. Predisseram melhor resultado técnico: GN (p = 0,022), etiologia (p = 0,038) e uso de stent (p < 0,001). Na RLM nenhuma variável predisse independentemente melhor resultado.
CONCLUSÕES: O GA era mais jovem. No GN havia mais lesão ostial, menor PA diastólica pré e pós-IPAR e maior sucesso técnico, com uso de stents. Houve significativa queda da PA pós-procedimento. A IRA foi revertida em 2 pacientes.




056 - PADROES DE DISTRIBUIÇAO DOS DIFERENTES TIPOS CLÍNICOS DE INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO CONFORME A NOVA CLASSIFICAÇAO UNIVERSAL

Alexandre Schaan de Quadros; M Rover; D Welter; A Abelin; D Rodrigues; M Bosco; S Torrano; J Martins; R Sarmento-Leite; C Gottschall

Instituto de Cardiologia do RS / FUC.

INTRODUÇÃO: A definição universal de infarto agudo do miocárdio (IAM) recentemente adotada incorpora o entendimento fisiopatológico, classificando esta doença em cinco diferentes tipos. A frequência da apresentação e implicações clínicas destes tipos de IAM foram pouco estudadas.
MÉTODOS: Registro prospectivo, com a inclusão de todos pacientes (pts) consecutivamente atendidos com IAM com supradesnivelamento do segmento ST em um centro de referência em cardiologia desde Dezembro de 2009. Foram excluídos casos com > 12h de evolução, < 18 anos ou com recusa a participar. Todos pts foram entrevistadose acompanhados por um dos investigadores.
RESULTADOS: A média de idade dos 115 pts incluídos até 31 de janeiro de 2010 foi de 58 ± 10,7anos sendo 63% do sexo masculino. A estratégia de reperfusão inicial foi a ICP em 96% dos casos. Em relação aos tipos de IAM: Tipo 1 = 90% (evento primário e espontâneo); Tipo 2 = 3% (2º a > demanda ou < suprimento); Tipo 4A = 1% (associado à angioplastia coronariana); Tipo 4B = 3% (trombose de stent); Tipo5 = 4% (associado à cirurgia cardíaca). Não houve diferença estatisticamente significativa quanto a desfechos adversos hospitalares entre os tipos. Dados comparativos com maior n (o registro encontra-se em andamento e incluindoaproximadamente 60 pts/mês) serão apresentados no congresso.
CONCLUSÕES: Em um centro de referência em cardiologia o evento coronariano primário é o tipo clínico mais comum de IAM, e eventos associados à revascularização miocárdica são o segundo tipo mais frequente. A avaliação das implicações clínicas desta nova classificação pode ter influência na sua adoção mais abrangente na prática clínica diária.




057 - INTERVENÇÃO CORONÁRIA PERCUTÂNEA EM MULHERES. DIFERENÇAS CLÍNICAS, ANGIOGRÁFICAS E RESULTADOS HOSPITALARES

Marcelo Jose de Carvalho Cantarelli; Hélio Castello; Rosaly Gonçalves; Silvio Gioppato; Evandro Ribeiro; João Guimarães; Jairon Alencar; Patricia Silva; Nelson Thomas; Leonardo Almeida

Hospital Bandeirantes.

INTRODUÇÃO: A doença cardiovascular tem apresentado alta morbi-mortalidade entre mulheres. se há diferenças na apresentação clínica, angiográfica e nos resultados hospitalares entre homens e mulheres submetidos à intervenção coronária percutânea (ICP).
MÉTODOS: 6067 pacientes foram submetidos consecutivamente à ICP, no período de janeiro de 2002 a novembro de 2009 em nosso serviço. Destes, 2021 eram do sexo feminino (F) e 4046 do sexo masculino (M).
RESULTADOS: O sexo feminino apresentou-se mais idoso (64,8 x 60,4 anos p < 0,001) e com maior ocorrência de diabetes (30,23% x 22,95% p < 0,001), hipertensão arterial (79,02% x 70,88% p <0,001), dislipidemia (40,92% x 37,20% p < 0,001), síndrome coronariana aguda (33,40% x 29,02% p < 0,001) e IAM em killip IV (5,09% x 2,39% p = 0,048%). Entre os homens prevaleceram cirurgia de revascularização prévia (10,83% x 8,16% p < 0,001), história de IAM prévio (18,96% x 15,34% p <0,001), tabagismo (32,43% x 21,43% p < 0,001), apresentação clínica em IAM (25,88% x 22,37% p < 0,001), coronariopatia triarterial (14,44% x 10,54% p < 0,001) e lesões com trombos (11,73% x 9,93% p =0,018). Não houve diferenças entre os grupos quanto a ICP prévia, complexidade angiográfica, circulação colateral, uso de stents farmacológicos, sucesso clínico da ICP (96,78% em F x 96,24% em M p = 0,285) e óbito hospitalar (0,89% em F x 0,57% em M p = 0,149).
CONCLUSÃO: Mulheres apresentam-se à ICP mais idosas, com hipertensão arterial, diabetes, em síndrome coronariana aguda e em grupo funcional mais avançado quando em IAM. No entanto estas diferenças não se refletiram de maneira significativa sobre o sucesso do procedimento e a mortalidade hospitalar.




058 - EVOLUÇÃO CLÍNICA TARDIA DE MULHERES SUBMETIDAS A INTERVENÇÃO CORONÁRIA PERCUTÂNEA(ICP). AS DIFERENÇAS EM RELAÇÃO AOS HOMENS AINDA PERSISTEM?

Sergio Costa Tavares Filho; Costa,RA; Costa JR, JR; Siqueira, D; Feres, F; Abizaid, A; Gama, G; Esteves, V; Sousa, AGMR; Sousa, JE

Inst Dante Pazzanese de Cardiologia.

INTRODUÇÃO: O sexo feminino (SF) tem sido descrito como um preditor de pior evolução clínica em pts submetidos à intervenção coronária percutânea (ICP). Consequentemente, inúmeros esforços tem sido incorporados na prática clínica com objetivo de otimizar os resultados neste subgrupo de alto risco. No entanto, o impacto da ICP moderna em mulheres permanece controverso.
MÉTODOS: Total de 1.825 pts (552 mulheres vs. 1.273 homens) encaminhados para ICP eletiva ou de urgência em hospital terciário entre Jan/08 e Jan/09.
RESULTADOS: Comparadas aos homens, as mulheres apresentavam maior média de idade (63 vs. 61 anos, p = 0,001), mais diabetes (35 vs. 26%, p < 0,001), hipertensão (89 vs. 80%, p < 0,001), dislipidemia (75 vs. 62%, p < 0,001), insuficiência renal (40 vs. 24%, p < 0,001); mas menos tabagismo atual (17 vs. 23%, p = 0,001) e IAM prévio (41 vs. 48%, p = 0,005). Com relação à apresentação clínica, 52% das mulheres tinham angina estável vs. 42% dos homens (p < 0,001). O vaso-alvo mais acometido foi a DA (34 vs. 33%, p = NS), e stents farmacológicos foram utilizados em torno de 30% em ambos os grupos. O sucesso angiográfico (96,2 vs. 97,5%) e do procedimento (96,9 vs. 96,5) foram similares. No entanto, as mulheres apresentaram mais complicações vasculares (3,6 vs. 1,9%, p = 0,03). A Tabela apresenta os resultados preliminares do seguimento tardio até 6 meses (n = 1.151).
CONCLUSÕES: Neste estudo incluindo pts provenientes da prática diária tratados com ICP, o SF demonstrou maior perfil de risco e pior evolução intrahospitalar devido, principalmente, a maior taxa de complicações vasculares. Resultados preliminares do seguimento de 6 meses mostraram baixa incidência de eventos, sem diferença significativa entre os sexos. O seguimento completo de 6 meses será apresentado no Congresso.





059 - STENTS FARMACOLÓGICOS VS. NÃO-FARMACOLÓGICOS EM LESÕES DE PONTE DE VEIA SAFENA

Carlos adolfo Collet; J Ribamar Costa; Amanda Sousa; Fausto Feres; Rodolfo Staico; Manuel Cano; Leandro F. Freitas; Galo Maldonado; Alexandre Abizaid; J Eduardo Sousa

Instituto Dante Pazzanese / Hospital do Coração.

INTRODUÇÃO: O advento dos stents eluídos com fármacos (DES) têm melhorado os desfechos da intervenção coronária percutânea nos mais variados ecomplexos cenários, no entanto o benefício destes dispositivos para o tratamento de lesões em ponte de veia safena (PVS), quando comparado com stent sem fármacos (BMS), ainda é controverso. O objetivo deste estudo foi comparar a taxa de eventos adversos cardíacos maiores (ECAM) entre DES e BMS em lesões de PVS em pacientes do mundo real.
MÉTODOS: Incluímos pacientes de dois centros terciários (um público e outro privado) com a mesma equipe de cardiologia intervencionista, entre maio 2006 e janeiro 2009. Todos os pacientes do centro privado receberam DES e os pacientes da instituição pública BMS. Exceto pelo tipo de stent implantado, as outras terapias adjuvantes estavam igualmente disponíveis em ambos os centros. Excluímos pacientes que se apresentaram com infarto agudo do miocárdio e com reestenose intra-stent. O desfecho primário foi a taxa de ECAM intra-hospitalar e no seguimento em 12 meses.
RESULTADOS: 221 foram incluídos e divididos segundo o tipo de stent implantado (151 com DES e 72 com BMS). Idade media da coorte foi de 67,8anos e tempo de cirurgia de revascularização miocárdica de 10.9 anos. Os pacientes no grupo de BMS tinham mais DM (57% vs. 30.7%, p < 0.01). Outras características basais não foram diferentes entre os grupos. O sucesso angiográfico foi atingido em > 97% dos casos nos dois grupos (p = NS). Na fase intra-hospitalar houve uma tendência a maior taxa de ECAM no grupo DES (8.7% vs. 3.4, p = 0.1) devido a uma incidência maior de infarto periprocedimento. (7.1% vs. 2.6%, p = 0.1). Em 12 meses, a taxa de ECAM foi semelhante entre os grupos (14.2% DES vs. 16.6% BMS, p = 0.8) com uma maior incidência de nova revascularização de lesão-alvo no grupo BMS (6.9% vs. 3.4%, p = 0.1).
CONCLUSÕES: A despeito da tendência a menor necessidade de reintervenção entre os pacientes tratados com BMS para lesões em pontes de safena, no geral não houve diferença entre as taxas cumulativas de eventos adversos maiores entre as coortes avaliadas.




060 - IMPLANTE DE STENTS FARMACOLÓGICOS ELUÍDOS EM EVEROLIMUS NA PRÁ-TICA CLÍNICA DIÁRIA: ANÁLISE DOS PRIMEIROS 12 MESES

Jose Ary Boechat; Julio Andrea; Leandro Cortes; Helio Figueira

Clinica São Vicente / Hospital Cardiotrauma / Hospital de Clinicas de Niteroi.

INTRODUÇÃO: Stents farmacológicos revestidos com everolimus tem se mostrado seguros e efetivos no contexto dos estudos randomizados. Dispomos, no entanto de poucas informações do seu uso em situações cotidianas.
MÉTODOS: De Out/ 07 a Dez/09, 124 pacientes com estenoses coronarianas "de novo" em vasos nativos foram tratados exclusivamente com implante de stents revestidos com everolimus (média 1,37 stents/pat). Idade média (62,1 ± 11,9 anos), sendo 66,1% do sexo masculino. Elevado percentual de pacientes com diabetes (49,2%) e insuficiência renal (4,8%). Quadro estável na maioria dos casos (51,6%), com angina instável (37,1%), infarto sem Q (9,7%) e infarto com supra (1,6%). Doença multiarterial em 54,8%, com disfunção moderada/severa do VE em 10,5%, sendo 24,2% com infarto prévio. Predomínio de lesões complexas B2/C (64,5%), sendo o vaso mais abordado a descendente anterior (66,1%), sendo o implante monitorizado com IVUS em 57,3%. Implante de stents < 2,75 mm em 38,7%.
RESULTADOS: Sucesso angiográfico em todos os casos, com "no reflow"em 0,8%, e infarto pós em 1,6%. Nenhum óbito nos primeiros 30 dias de procedimento, com 2 episódios de trombose subaguda (1,6%) por desContinuação precoce do tienopiridínico. Seguimento clínico de 92% dos casos pelo período médio de 12,4 meses com eventos cardíacos maiores em 4,1%, e necessidade de reintervenção em 2%. Nenhum óbito tardio, com infarto não fatal em 1 caso (2%).
CONCLUSÕES: Estudo sugere que o uso de SF revestidos com everolimus numa população não selecionada é seguro, com reduzida ocorrência de eventos adversos nos primeiros 12 meses após o seu implante.




061 - COMPARAÇÃO DAS MEDIDAS DE ÁREA VALVAR MITRAL ATRAVÉS DE PARÂMETROS HEMODINÂMICOS INVASIVOS E ECOCARDIOGRAFIA TRIDIMENSIONAL EM TEMPO REAL APÓS VALVOPLASTIA MITRAL PERCUTÂNEA

Luis Augusto Palma Dallan; Vieira MLC; Silva MC; Wagner CR; Tarasoutchi F; Kajita LJ; Miranda RA; Grinberg M; Mathias JR W; Martinez EE

Incor-Instituto do Coração - HCFMUSP.

INTRODUÇÃO: A técnica de ecocardiografia tridimensional em tempo real para avaliação da área valvar é uma técnica inovadora que deve ser validada na comparação com técnicas de cálculos de área valvar já consagrados. O cálculo da área valvar através do método de Gorlin já foi bem estabelecido e correlaciona-se de forma adequada com a verdadeira área valvar mitral (AVM).
OBJETIVOS: Comparar as medidas de AVM entre os métodos hemodinâmico e ecocardiográfico, respectivamente através de parâmetros hemodinâmicos invasivos (fórmula de Gorlin) e parâmetros obtidos na ecocardiografia tridimensional em tempo real (eco 3D) após procedimento de valvoplastia mitral percutânea por cateter balão (VCB).
MÉTODOS: Estudo prospectivo de Fevereiro de 2009 a Fevereiro de 2010 em que foram selecionados 24 indivíduos (22 mulheres, 39 ± 12 anos), portadores de estenose mitral sintomática que foram submetidos a VCB. Foi feita a análise ecocardiográfica transtorácica 2D e 3D antes e após a VCB, em que foi aferida a área valvar mitral (AVM) (planimetria 2D, PHT, eco 3D, medida invasiva) e o gradiente mitral (máx/médio). A análise estatística foi feita com determinação do coeficiente de correlação (Pearson), IC: 95%, com teste de regressão linear, teste T pareado, teste de Bland e Altman.
RESULTADOS: Foram excluídos 2 doentes (1 por evidência de trombo AE, 1 durante procedimento hemodinâmico por AVM > 1,5 cm²). A média da AVM obtida através do cálculo hemodinâmico foi de 1,73 cm², enquanto a média obtida pelo eco 3D foi de 1,72 cm². A correlação entre as AVM obtidas através da fórmula de Gorlin (r) e ecocardiográficas 3D pré-valvoplastia foram: r: 0,7638, p < 0,001; pós valvoplastia: Eco 3D - r: 0,6659, p < 0,0019.
CONCLUSÃO: O ecocardiograma tridimensional em tempo real é um exame adequado para a avaliação e cálculo da AVM após procedimentos de VCB, com valor fidedigno quando comparado ao consagrado cálculo da AVM obtido pelo método hemodinâmico invasivo pela fórmula de Gorlin.




062 - EFETIVIDADE CLÍNICA DOS STENTS FARMACOLÓGICOS IMPLANTADOS EM IDOSOS (> 75 ANOS)

Jose Ary Boechat; Julio Andrea; Leandro Cortes; Helio Figueira

Clinica São Vicente / Hospital Cardiotrauma / Hospital de Clínicas de Niteroi.

INTRODUÇÃO: Estudosrandomizados tem demonstrado que os stents farmacológicos são seguros e efetivos quando comparados aos convencionais. Entretanto, apesar dos idosos representarem uma porção crescente da população, eles não são adequadamente representados nos estudos atuais de revascularização.
MÉTODOS: De Jun/02 a Dez/09, 317 pacientes idade acima de 75 anos foram tratados por ICP exclusivamente com implante de stents farmacológicos (SF) ou stents convencionais (SC). Excluídos pacientes com quadro de IAM, infarto sem Q e intervenção em pontes de safena. 134 submetidos a implante de SF (média 1,31 stents/pac) e 183 a SC (média 1,54stents/pac). Idade média (79,6 vs 80,4 anos, p = 0,1) e sexo masculino (53 vs 55,2%, p = 0,3). Fatores de risco: diabetes (43,3 vs 18%, p < 0,001), insuficiência renal (6,7 vs 4,9%, p = 0,3), HAS (86,6 vs 89,6%, p = 0,2), tabagismo (1,5 vs 5,5%, p = 0,05), dislipidemia (62,7 vs 59,6%, p = 0,3), infarto prévio (23,1 vs 14,8%, p = 0,04), lesão de reestenose (18,7 vs 2,2%, p < 0,001) e ATC prévia (42,5 vs 21,3%, p < 0,001). Características angiográficas: multiarteriais (63,4 vs 59,6%, p = 0,2), disfunção do VE (16,4 vs 20,2%, p = 0,2), lesão calcificada (38,1 vs 36,6%, p = 0,4), vaso < 2,75 (44,8 vs 39,3%, p = 0,1), lesão tipo B2/C (61,9 vs 54,6%, p = 0,1) estent > 20 mm (64,2 vs 44,3%, p < 0,001).
RESULTADOS: Sucesso angiográfico (99,3 vs 98,9,5%, p = 0,6). Infarto pós (3,7 vs 3,8%, p = 0,6), no reflow (0 vs 1,1%, p = 0,3). Trombose subaguda (0 vs 0,5%, p = 0,5), óbito em 30 dias (0,7 vs 1,6%, p = 0,4) e nenhum caso de cirurgia de emergência. Seguimento tardio em 82% dos pts por 49,2 meses com ECM em (11,8 vs 20,7%, p = 0,06) e RLA (4,3vs 7,4%, p = 0,2). Óbito e infarto tardio em 8,6 vs 15,7%; p = 0,08.
CONCLUSÕES: A intervenção coronária percutânea em idosos está associada a elevada taxa de sucesso, e reduzida ocorrência de eventos nos primeiros 30 dias em pacientes sem infarto. No seguimento tardio os SF resultam em reduções da taxa de reestenose clínica comparáveis aqueles com menos de 75 anos. Pacientes tratados com SF apresentaram melhor evolução clínica do que aqueles tratados com SC.




063 - TENDÊNCIAS TEMPORAIS DO TRATAMENTO PERCUTÂNEO DA ANGINA ESTÁVEL

Carlos Augusto Homem de Magalhaes Campos; Expedito E. Ribeiro; Henrique Ribeiro; Marco A. Perin; Pedro A. Lemos; Andre G. Spadaro; Gilberto Marchiori; Pedro Horta; Luis J. Kajita; Eulogio E. Martinez

Instituto do Coração / HC-FMUSP.

INTRODUÇÃO: Existem controvérsias acerca da generalização dos achados dos estudos randomizados na doença arterial coronária estável. Uma perspectivada importância de um ensaio clínico pode ser alcançada com a documentação das práticas da intervenções coronárias percutâneas ao longo do tempo.
MÉTODOS: Trata-se de um registro realizado em um centro terciário de atenção em cardiologia. Pacientes com angina estável submetidos a tratamento percutâneo no período de 2002 a 2009 foram divididos em 4 biênios. Dados clínicos, angiográficos e de evolução intra-hospitalar foram comparados entre os grupos.
RESULTADOS: Um total de 7969 indivíduos foram incluídos nesta análise. Houve aumento progressivo na incidência de hipertensão (78,3%; 84,8%; 88,2% e 91,1%; P < 0,01, respectivamente) e dislipidemia (62%; 77,3%; 82,3% e 87,6; P < 0,01). Foram tratadas lesões mais longas (15,37 ± 7,52; 16,91 ± 6,41; 17,89 ± 6,41;19,02 ± 7,94; P < 0,01) com uma maior prevalência de lesões complexas (AHA/ACC) tipo C (18%; 23,6%; 22% e 30%; P < 0,01) e maior utilização de stents farmacológicos (4,32%; 19,88%; 30,76%; 34,8%, P < 0,01). Neste período houve maior índice de sucesso do procedimento (95,32%; 94,54%;96,57%; 96,67%; P < 0,01) com redução significativa na ocorrência de oclusões agudas/sub-agudas (0,8%; 0,39%; 0,3% e 0,21%; P < 0,01) e óbitos intra-hospitalares (1,16%; 0,98%; 0,52%; 0,41%; P < 0,01).
CONCLUSÕES: Neste registro foi observado um diferente perfil de pacientes submetidos ao tratamento da doença arterial coronária estável. Apesar da maior complexidade angiográfica, a intervenção percutânea é cada vez mais segura, permitindo elevados índices de sucesso com reduzidas taxas de mortalidade intra-hospitalar.




064 - IMPACTO DO QUADRO CLÍNICO NA MORTALIDADE INTRA-HOSPITALAR EM PACIENTES TRATADOS COM INTERVENÇÃO CORONÁRIA PERCUTÂNEA NO BRASIL - UMA ANÁLISE DO REGISTRO ICP-BR

Pedro Alves Lemos Neto; CR Medeiros; JA Marin-Neto; CA Polanczyk; Alp Ribeiro; L Lodi; Fra Oliveira; R Sarmento-Leite; LJ de Paula; LA Mattos

Colaborad. ICP-BR.

INTRODUÇÃO: Atualmente, há poucas informações fidedignas com relação à incidência de óbito intra-hospitalar em indivíduos tratados por intervenção coronária percutânea no Brasil. Relatamos a mortalidade pós-angioplastia em pacientes incluídos no âmbito do Registro ICP-BR.
MÉTODOS: O Registro ICP-BR capta de maneira prospectiva, através de uma rede informatizada via web, informações sobre angioplastias coronárias realizadas no Brasil (fase piloto: 8 centros nacionais). O presente relato analisou a mortalidade intra-hospitalar dos primeiros 1249 pacientes incluídos na base de dados, de acordo com o quadro clínico à admissão.
RESULTADOS - A idade média era de 63,7 ± 11,3 anos e 36,1% eram diabéticos. À admissão, 38,5% tinham isquemia silenciosa, angina estável, ou dor atípica, 39,0% tinham coronariopatia aguda sem supradesnível ST, 18,1% tinham infarto com supradesnível ST e 4,4% tinham "equivalente isquêmico". A mortalidade intra-hospitalar é sumarizada na Tabela:



CONCLUSÃO: No registro multicêntrico ICP-BR, a mortalidade intra-hospitalar após tratamento coronário percutâneo foi baixa, relativamente a todos os quadros clínicos à admissão


065 - SEGURANÇA E EFICÁCIA DO IMPLANTE DE STENT FARMACOLÓGICO: REGISTRO DE UM ANO DE SEGUIMENTO

Andre Luiz da Fonseca Feijo; André Sousa; Nelson Mattos; Guilherme Laval; Constantino Gonzalez; Rodrigo Verney; João Assad; Carlos Falcão; Luiz Antônio Carvalho

Hospital Pró-Cardíaco.

INTRODUÇÃO: A utilização dos stents farmacológicos (SF) nos mais variados cenários clínicos e em lesões de maior complexidade é uma realidade. Este trabalho têm como objetivo de monitorar a efetividade e a segurança dos SF na intervenção coronária percutânea (ICP) na prática clínica atravé de um registro prospectivo.
MÉTODOS: Entre março/2008 a fevereiro/09 foram incluídos 257 pacientes (pt) tratados apenas com SF: taxus®, cypher®, endeavor® e promus® em 298 ICP. A média de idade foi 66,7 ± 11,3 anos; 74,3% pts masculinos; 24,9% diabéticos; 54,8% em síndrome coronária aguda; 62% multiarteriais e 14,3% lesões reestenóticas. O total de 510 lesões receberam 532 SF, sendo 395 taxus, 71 endeavor, 45 cypher e 21 promus. A média de 2,0 SF/Pt, com 2,77 ± 0,41 mm de diâmetro e 21,5 ± 6,8 mm de extensão dos SF. Utilizado ABCIXIMAB em 8,5%. Cada ICP é identificada em um formulário padronizado e os pts têm seguimento hospitalar e através de contato telefônico em um e seis meses, assim como em um e dois anos para aferição dos eventos cardíacos maiores (ECM). Os dados coletados são armazenados em um programa para este fim.
RESULTADOS: Obtevese sucesso em 99.7% dos procedimentos com 0,5%(3) de falha no implante dos SF; complicações vasculares maiores de 2% e 1% de menores; 0,3% de nefropatia por contraste, infarto (IAM) em 1%, e mortalidade hospitalar de 1,1%. O tempo médio de internação foi 2,8 ± 2,5 dias. As tromboses aguda/subaguda (< 30 dias) e tardia (> 31 a 360 dias) ocorreram em 0,77% em cada período (incidência global de 1,4%). Os ECM acumulados em 30 dias e 6 meses foi de 3,87%, sendo 3 óbitos (1,16%); 3 IAM (1,16%), 4 ICP na lesão alvo (1,55%). Em um ano a ocorrência de ECM foi de 3,5% restrita a revascularização da lesão alvo.
CONCLUSÕES: A análise inicial deste registro demonstra elevada efetividade e alto grau de segurança, com reduzida necessidade de nova revascularização. Ao final do seguimento de dois anos poderá confirmar a sua eficácia e segurança.




066 - SISTEMA INTEGRADO DE DADOS DE INTERVENÇÃO CORONÁRIA PERCUTÂNEA NO BRASIL (REGISTRO ICP-BR): PERFIL CLÍNICO DOS PRIMEIROS 1250 PACIENTES INCLUÍDOS

Pedro Alves Lemos Neto; C.R. Medeiros; J.A. Marin-Neto; C.A. Polanczyk; M.V. Wainstein; A.L.P. Ribeiro; F.R. A. de Oliveira; R. Sarmento-Leite; L.A. P. Mattos; M.R. Barbosa

Colaboradores do Registro ICP-BR.

INTRODUÇÃO: A presente proposta objetiva a formação de um sistema que possibilite a coleta detalhada de dados, prospectivamente, relativos às características basais e à evolução dos indivíduos tratados por intervenção coronária percutânea no Brasil.
MÉTODOS: O Registro ICP-BR foi constituido por meio de uma rede informatizada para a captação de dados, via web, sobre angioplastias coronárias realizadas no dia-a-dia da cardiologia intervencionista, sem critérios de exclusão. Em sua fase piloto de implementação, o sistema foi testado em 8 centros nacionais. Relatamos os perfil clínico dos primeiros pacientes incluídos.
RESULTADOS: De 03/2009 a 12/2009, foram incluídos 1249 pacientes na base de dados. No total, 59,8% foram tratados pelo Sistema Único de Saúde, 38,4% por planos de saúde e 1,8% eram pagantes. A idade média era de 63,7 ± 11,3 anos, 36,1% eram diabéticos; 12,0% tinham cirurgia e 26,9% angioplastia prévias. À admissão, 38,5% eram estáveis e 18,1% tinham infarto com supradesnível ST. Ultrassom intracoronário ou reserva fracionada de fluxo foram utilizados em 2,8% dos casos. Stents foram utilizados em 93,2% e stents farmacológicos em 16,2% dos pacientes. A incidência de eventos adversos intra-hospitalares e tardios estará disponível à época da apresentação.
CONCLUSÃO: Este primeiro registro nacional para a avaliação da evolução pós-angioplastia coronária incluiu pacientes com uma ampla gama de perfis clínico, reflexo da prática clínica variada da cardiologia intervencionista no Brasil.




067 - IMPLANTE DE STENT COM ELUIÇÃO DE SIROLIMUS PARA TRATAMENTO DE LESÕES SEGMENTARES MUITO LONGAS

George Cesar Ximenes Meireles; Micheli Galon; Gilberto Marchiori; Sérgio Kreimer

Hospital do Servidor P. Estadual.

INTRODUÇÃO: As lesões coronárias segmentares (>20 mm) são mais propensas à reestenose e, portanto, são beneficiadas com o implante de stents farmacológicos. Estudos dedicados dessas lesões (>26 mm de extensão) mostraram que quanto mais longa a estenose a ser tratada maior a expectativa para a ocorrência de reestenose, com a aplicação de stents não farmacológicos. Os objetivos desse estudo foram avaliar a segurança e eficácia do implante do stent Supralimus no tratamento de lesões segmentares muito longas.
MÉTODOS: Estudo prospectivo sequencial, unicêntrico em pacientes com doença arterial coronária submetidos a no mínimo um implante de stent Supralimus (eluído com sirolimus) com extensão de 39 ou 40 mm. Inclusão: lesões com extensão > 33 mm e diâmetro > 2,5 mm e < 4 mm.
RESULTADOS: Foram incluídos 26 pacientes com idade de 66,3 ± 6,8 anos e predomínio do sexo masculino (65,4%). Dentre as características basais observou-se hipertensão arterial em todos, diabetes em 65,4%, dislipidemia em 80,8%, insuficiência renal crônica em 15,4%, angina estável em 38,5% e lesão reestenótica em 26,9% dos pacientes. O sucesso angiográfico ocorreu em todos os procedimentos. As vias de acesso foram femoral (53,8%) e radial (46,2%). As lesões eram tipo C, com extensão de 44 ± 10,6 mm e porcentual de estenose de 87,3 ± 8,8%. A artéria descendente anterior foi o vaso predominante (65,4%). Os vasos apresentavam diâmetro de 2,9 ± 0,4 mm e os stents, diâmetro médio de 3 ± 0,4 mm e extensão média de 48 ± 12,6 mm. A pré-dilatação e pós-dilatação foram realizadas em todos os pacientes. Em 6 pacientes foram implantados outros stents (Xience, Endevor e Biomatrix) e em 3 pacientes outro stent Supralimus para cobertura de toda a lesão. A quantidade de contraste radiológico foi 169,4 ± 42,8 ml e o tempo de fluoroscopia 16 ± 7,7 min. Ocorreu um caso de insuficiência renal aguda. O seguimento clínico foi 519,3 ± 211,7 dias. Ocorreu uma revascularização da lesão-alvo por reestenose intra-stent (3,8%) e 2 revascularizações de outro vaso (7,7%).
CONCLUSÃO: Os resultados do implante do stent Supralimus para o tratamento de lesões segmentares muito longas mostraram ser seguro, com baixa taxa de resvacularização da lesão-alvo aos 12 meses pós-implante.




068 - UTILIZAÇÃO DO ACESSO RADIAL ELIMINA O RISCO DE SANGRAMENTO GRAVE RELACIONADO AO SÍTIO DE PUNÇÃO DURANTE INTERVENÇÃO CORONÁRIA PERCUTÂNEA PRIMÁRIA

Pedro Beraldo de Andrade; Marden André Tebet; Mônica V A de Andrade; Luiz Alberto Mattos; André Labrunie

Santa Casa de Marília.

FUNDAMENTOS: O acesso radial associa-se a baixa ocorrência de complicações hemorrágicas relacionadas ao sítio de punção. Essa característica o torna potencialmente vantajoso nas síndromes coronárias agudas, onde é frequente o uso agressivo de terapia antitrombótica. O objetivo do trabalho foi avaliar a eficácia e segurança do acesso radial na realização de intervenção coronária percutânea (ICP) primária, onde atrasos na reperfusão advindos de maior dificuldade técnica representariam um fator limitante ao seu emprego.
MÉTODOS: Registro prospectivo envolvendo pacientes consecutivos com diagnóstico de infarto agudo do miocárdio < 12h de evolução, submetidos à ICP primária pelo acesso radial. Os desfechos de eficácia constituíram-se em mortalidade hospitalar, tempo porta-balão, obtenção de fluxo final TIMI III e conclusão do procedimento sem mudança da via de acesso (crossover). A segurança foi avaliada através da taxa de sangramento grave e ocorrência de complicações relacionadas ao sítio de punção.
RESULTADOS: Entre fevereiro de 2007 e novembro de 2009, 211 pacientes foram submetidos à ICP primária, dos quais 201 (95%) através do acesso radial. Neste grupo, a média de idade foi de 59,6 anos, sendo 27% do sexo feminino, 22% portadores de diabetes melito, com tempo médio de isquemia de 5h. A artéria descendente anterior foi o vaso culpado em 42% dos casos, sendo 89% das lesões classificadas como tipo B2/C. Cateteres de aspiração manual de trombo e inibidores da glicoproteína IIb IIIa foram utilizados em 47% e 72% dos procedimentos, respectivamente. Stents foram utilizados em 97,5% dos casos, com tempo porta-balão médio de 82 min. Fluxo final TIMI III foi obtido em 91,5% dos procedimentos, resolução do segmento ST em 88,5%, com taxa de crossover de 1,5%. A mortalidade hospitalar foi de 4,5% e a taxa de sangramento grave de 1%, sendo um caso de hemorragia digestiva alta e uma queda de hemoglobina de 5g/dl, sem exteriorização clínica.
CONCLUSÕES: O acesso radial representa uma via eficaz e segura para a realização de ICP primária por operadores habituados ao emprego da técnica, com ocorrência virtualmente nula de complicações vasculares relacionadas ao sítio de punção.




069 - NOVA TÉCNICA PARA TRATAMENTO DE LESÕES CORONÁRIAS EM BIFURCA-ÇÃO, COM "KISSING" DURANTE A LIBERAÇÃO DOS STENTS. "THE ALONGSIDE TECHNIQUE"

Pedro Alves Lemos Neto; Eulógio Martinez; Pedro Lemos; Marco Perin; Expedito Ribeiro; Antonio M. Oliveira; José A. Souza; Marco Magalhaes; John Ambrose; Jose A. Ramires

INCOR.

INTRODUÇÃO: Apresentamos uma nova técnica para o tratamento de lesões em bifurações em que os stents já são liberados através de "kissing ballons".
TÉCNICA: Com os stents no ramo lateral (RL) e na artéria principal (AP) adequadamente posicionados (stent do RL com recobrimento do, sem que penetre na AP por mais de 1 mm), procede-se a liberação simultânea de ambos stents, com alta pressão no stent do RL e pressão de aproximadamente 10 atm no stent da AP. Após dessuflação dos stents retira-se o catéter balão correspondente ao stent do RL, que irá deslizar entre o stent da AP e a parede do vaso, mantendo-se o stent da AP em posição (Fig 1D). A seguir o balão do stent da AP é insuflado a alta pressão e retirado após dessuflação. Ao final do procedimento o ramo lateral pode ser novamente canulado para a eventual insuflação simultânea final com dois balões ("kissing").
RESULTADOS: A técnica foi empregada em 30 pacientes consecutivos. Houve sucesso angiográfico em 100% dos casos. O catéter-balão correspondente ao stent do RL deslizou suavemente entre o stent da AP e a parede do vaso em todos os casos. A dilatação em "kissing balloon" ao final do procedimento foi deixada a critério dos operadores, tendo sido realizada em menos de 25% dos casos. Não houve casos de obito, infarto com onda Q, reintervenção ou trombose nos primeiros trinta dias após as intervenções.
CONCLUSÕES: Acreditamos que a liberação simultânea dos dois stents faça com que o material da placa se distribua ao longo das paredes dos vasos, com baixa probabilidade de deslocamento para a óstio do ramo lateral.




070 - COMPARAÇÃO DE STENTS FARMACOLÓGICOS VERSUS STENTS NÃO FARMA-COLÓGICOS NO TRATAMENTO PERCUTÂNEO DE BIFURCAÇÕES CORONÁRIAS

Carlos adolfo Collet; Amanda Sousa; Ricardo Costa; Fausto Feres; Manuel Cano; Adriana Moreira; Leandro Freitas; Thais Lima; Alexandre Abizaid; J Eduardo Sousa

Inst. Dante Pazzanese / Hospital do Coração.

INTRODUÇÃO: O tratamento percutâneo de bifurcações coronárias Continua sendo um desafio para a cardiologia intervencionista. Técnicas simples implantando um stent no vaso principal e stent provisional no ramo lateral têm mostrado resultados comparáveis com técnicas mais complexas. O uso stents eluídos com fármacos está associado com melhores resultados clínicos comparados com stent não farmacológicos. Neste estudo, buscamos comparar as taxas de eventos cardíacos adversos maiores (ECAM) entre stent farmacológicos (DES) e não farmacológicos (BMS) no tratamento de bifurcações coronárias usando a técnica de stent provisional no ramo lateral como estratégia inicial.
MÉTODOS: Entre Janeiro 2007 e Janeiro 2009, em dois centros um privado e outro público, 260 pacientes consecutivos (DES 116, BMS 144), com lesão em uma bifurcação coronária necessitando o uso de dois guias para proteção do ramo lateral foram consecutivamente tratados com técnica de stent provisional no ramo lateral e incluídos neste estudo. Objetivou-se comparar as taxas de ECAM intra-hospitalares e no seguimento ao 12 meses.
RESULTADOS: As características clínicas basais foram comparáveis entre os grupos, com diabetes melito em 17,8% DES vs. 22% BMS (p = 0,39). Lesão na bifurcação descendente anterior/diagonal foi a mais prevalente (68% DES vs. 65% BMS, p = NS). No total 306 stents foram implantados,o grupo de DES recebeu mais de um stents em 29% dos casos vs. 4,2% no grupo BMS (p < 0,001), resultando em 1,25 stent por bifurcação no grupo farmacológico e1,1 stent por bifurcação no grupo não farmacológico (p < 0,001). Aos 12 meses, as taxas de ECAM foram significativamente mais baixas no grupo tratado com stents farmacológicos (6.9% vs. 13.7%, p = 0.03).
CONCLUSÕES: Comparado com stents não farmacológicos, o uso de stents farmacológicos em bifurcações coronárias usando a técnica de stent provisional no ramo lateral como estratégia inicial esteve associado com redução na taxa de ECAM aos 12 meses.




071 - EFEITO DA SUPLEMENTAÇÃO COM MINERAIS ANTIOXIDANTES EM PACIENTES SUBMETIDOS A ANGIOPLASTIA CORONÁRIA E EM USO DE ROSUVASTATINA

Maria sanali Moura de Oliveira Paiva; Cavalcanti, KS; Schwarzschild, LF; Abdalla,DS; Oliveira, Larr; Dias,PCD; Cabral, DQ; Oliveira, IR

Natal Hospital Center.

INTRODUÇÃO: Ensaio clínico randomizado duplo-cego, para avaliar o efeito da suplementação oral de zinco (30 mg/d) e selênio (150 mg/d), sobre o perfil lipídico, biomarcadores do status de zinco e selênio, esTresse oxidativo e inflamação em 76 pacientes com angina estável, submetidos a angioplastia coronária, em uso de rosuvastatina 10 mg, no período de janeiro de 2008 a abril de 2009.
MÉTODOS: Coleta de dados feita antes da ATC e 4 meses após, avaliando-se: zinco e selênio plasmático e eritrocitário, perfil lipídico, LDL minimamente oxidada, anticorpos anti-LDL(-), imunocomplexos Ac = LDL(-), marcadores de inflamação e enzimas antioxiDantes. Feito avaliação clínica para detectar eventos como morte, acidente vascular cerebral, infarto agudo do miocárdio, novas angioplastias e revascularização miocárdica cirúrgica.
RESULTADOS: Predominou o gênero masculino, idade média de 60 anos, ex-fumantes, hipertensos, obesos. O status do zinco e selênio não modificou-se, a terapia com rosuvastatina reduziu o colesterol total, colesterol n-HDL, triglicérides e proteína C-reativa, independente da suplementação com zinco e selênio. Apenas 4 pacientes (5.2%) evoluiram com angina do peito. Nenhum caso de morte, AVC, IAM, nova ATC ou RM foi detectado.
CONCLUSÕES: O uso da rosuvastatina associada ou não à suplementação com zinco e selênio não modificou o LDL(-), Ac anti-LDL(-), imunocomplexos, IL-6 e as atividades das enzimas superóxido dismutase e glutationa peroxidase.




072 - INCIDÊNCIA DE EVENTOS CARDÍACOS ADVERSOS MAIORES NO SEGUIMENTO CLÍNICO TARDIO (ATÉ 8 ANOS) DE PORTADORES DE INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA SUBMETIDOS AO IMPLANTE DE STENTS FARMACOLÓGICOS NO MUNDO "REAL"

Adriana C Moreira; Sousa, A; Costa JR, JR; Costa, R; Cano, M; Maldonado, G; Feres, F; Cavalcante, L; Carballo, M; Sousa, JE

Hospital do Coração - ASS.

INTRODUÇÃO: Diversos estudos randomizados demonstraram significativo benefício do uso dos stents farmacológicos (SF) em vários subgrupos clínicos e angiográficos. Entretanto, os portadores de insuficiência renal (IRC) cursam com maior ocorrência de eventos clínicos. O objetivo deste estudo foi avaliar os preditores de eventos após ICP com SF nesta população de alto risco.
MÉTODOS: Desde maio/ 2002, 3320 P consecutivos foram tratados apenas com SF e incluídos no Registro DESIRE(prospectivo, unicêntrico, não randomizado).Excluímos os P com IAM, lesões em enxertos e aqueles com < 6 meses de evolução. Os demais dividimos em 2 grupos de acordo com a função renal (Grupo I: Clearance Cr < 60 e Grupo II: ClCr > 60). Protocolo anti-trombótico: clopidogrel (600 mg+75 mg/dia) e AAS (100 mg/dia) por 1 ano.
RESULTADOS: Incluímos 710 P no Grupo I e 1524 P no Grupo II. No grupo I, os P apresentavam idade mais elevada (74 vs. 60 anos, p < 0,001) e mais mulheres (40,6% VS. 15,8%,p < 0,001). O acompanhamento clínico (mediana = 3,4 anos) foi obtido em 98% da população. Não houve diferença entre os grupos quando considerados os eventos cardíacos combinados (13% vs. 11,4%, p = 0,28) e o infarto do miocárdio(6,8% VS. 5,5%, p = 0,22). No grupo I, a revascularização da lesão-alvo foi menos frequente (2,5% vs. 4,8%, p = 0,01) entretanto, o óbito cardíaco foi mais elevado (4,2% vs. 1,7%, p < 0,001). A taxa de trombose protética foi semelhante entre os grupos (1,3 x 1,1%, p = 0,75). A cirurgia de revascularização miocárdica prévia (OR =2,05;I C1,22 - 3,44, p =0,007), o Diabetes mellitus (OR = 2,6; IC1,18 - 5,72, p = 0,017) e angina instável (OR = 2,17; IC1,16 - 4,07, p = 0,015) foram preditores de óbito cardíaco nesta população.
CONCLUSÕES: No presente estudo, o uso dos SF aboliu o efeito negativo da IR referente à necessidade de nova revascularização e trombose. A mais elevada taxa de mortalidade pode ser justificada pela maior complexidade clínica desta população.




073 - ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE SISTEMA DE PROTEÇÃO DISTAL E NOVO STENT DEDICADO MGUARD PARA O TRATAMENTO DE LESÕES COMPLEXAS EM PONTES DE SAFENA

Vinicius Esteves; José Ribamar Costa; Ricardo Costa; Cleverson Zukowski; Felipe Maia; Carlos Collet; Rodolfo Staico; Fausto Feres; Alexandre Abizaid

Dante Pazzanese.

INTRODUÇÃO: A intervenção coronária percutânea (ICP) em pontes de safena (PS) Continua sendo um grande desafio para os intervencionistas por suas maiores taxas de complicação periprocedimento e reestenose. A incorporação dos filtros de proteção distal (FPD) reduziram os eventos de embolização distal, no entanto, aumentaram significativamente o tempo e o custo dos procedimentos. O novo stent balão expansível MGuard foi desenvolvido com uma malha polimérica ultra fina revestindo a porção externa de um stent convencional com o objetivo de reduzir a embolização distal durante a ICP.
MÉTODOS: Foram comparados retrospectivamente 38 P em dois grupos com lesões de alta complexidade em PS tratadas com implante de stent(s) convencional(is) e FPD (GRUPO A) ou tratados com o stent MGuard (GRUPO B). O estudo teve como objetivo primário a comparação entre os dois grupos em relação ao sucesso imediato do procedimento e a taxa de eventos combinados (morte, infarto e revascularização da lesão alvo) na fase hospitalar.
RESULTADOS: Dentre os P incluídos 57,9% eram do grupo A, sendo que as características demográficas foram similares entre os grupos com média de idade de 68,05 ± 9,62 anos, com 81,6% do sexo masculino e 47,4% diabéticos. A média de idade das PS foi de 10,4 ± 5,47 anos. Angiograficamente os P do grupo A apresentavam maior carga trombótica 50% vs 6,3% do grupo B (p = 0,004) e maior número de P com lesões ostiais 59,1% vs 12,5% (p = 0,004). Inibidor da glicoproteína IIbIIIa foi utilizado em 27,3% do Grupo A contra 6,3% do grupo B. Houve 100% de sucesso imediato nos procedimentos e nenhum caso de morte, infarto e/ou revascularização da lesão alvo na fase hospitalar.
CONCLUSÃO: Nessa análise o stent MGuard demonstrou ser um dispositivo seguro e eficaz para o tratamento de lesões em pontes de safena. Comparações randomizadas deverão ser realizadas no futuro para confirmar estes resultados preliminares.




074 - DOIS ANOS DE SEGUIMENTO CLÍNICO, DE UMA COORTE DE PACIENTES COMPLEXOS, NÃO-SELECIONADOS, TRATADOS COM STENT SUPRALIMUS, ELUÍDO COM SIROLIMUS EM POLÍMERO BIODEGRADÁVEL

Gustavo do Prado Monteiro; Rasquin, J; Costa, J R; Chamié, D; Costa, R; Chaves, A; ferez, F; Abizaide, A; Souza, A R; Souza, J E

Dante Pazzanese.

INTRODUÇÃO: A presença de polímeros duráveis em stents eluídos com fármacos (SEF) têm sido relacionada com reações coronárias locais. Recentemente, sistemas de SEF com polímero biodegradável têm emergido para minimizar esses efeitos. O stent Supralimus (SS) combina um polímero bioabsorvível e eluído com sirolimus.
MÉTODOS: A análise representa um estudo não randomizado e de centro único. Pacientes foram arrolados e avaliados clinicamente de forma prospectiva aos 1,6,12 e 24 meses. Os critérios de exclusão foram o tratamento de lesões em enxertos de veia safena e intervenção no Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) com elevação do segmento ST. Regime de terapia anti-plaquetária dupla foi prescrita por um mínimo de 6 meses. O alvo primário do estudo foi a ocorrência de eventos cardiovasculares maiores (ECM) no seguimento. Trombose do stent foi classificada de acordo com a definição da American Research Consortium (ARC).
RESULTADOS: Um total de 47 pacientes (53 lesões/58 stents) foram arrolados. A média de idade foi de 60 anos com 32% do sexo feminino e 17% diabéticos. A artéria descendente anterior foi o vaso alvo em 76% dos casos. SS foi usado para tratar reestenose intra-stent de stents não eluídos com fármacos e oclusão total coronária, em 25% e 6% dos casos, respectivamente. Lesões tipo B2/C corresponderam a 68% das lesões tratadas. A média de referência do diâmetro do vaso e comprimento da lesão foram de 2.89 +- 0.32 mm e 25.5 +- 8.9 mm. Durante a fase hospitalar teve uma morte cardíaca (trombose aguda do stent) sem nenhum outro ECM até os 30 dias. Aos 24 meses, a taxa de ECM foi de 14.9% com 3 casos de mortalidade por todas as causas (6.3%), 4 casos de IAM (8.5%) e 3 casos de revascularização da lesão alvo (6.3%). Trombose do stent definitiva ocorreu em 1 paciente (2.1%).
CONCLUSÕES: SS para o tratamento de pacientes complexos apresentou bom perfil de segurança no seguimento clínico em longo prazo, com baixas taxas de ECM e trombose do stent. Estudos com coortes maiores de pacientes e com perfil de complexidade similar são necessários para confirmar essas observações preliminares.




075 - IMPACTO DOS STENTS FARMACOLÓGICOS EM PCTES COM DAC ESTÁVEL SUBMETIDOS A INTERVENÇÃO CORONÁRIA PERCUTÂNEA NA PRÁTICA CLÍNICA DO MUNDO REAL

Sergio Costa Tavares Filho; Sousa, A; Costa, RA; Moreira, A; Costa JR, JR; Feres, F; Abizaid, A; Rinaldi, F; Britto, A; Sousa, JE

Inst. Dante Pazzanese cardiologia / Hospital do Coração.

INTRODUÇÃO: Estudos recentes sugerem ausência de benefício da intervenção coronária percutânea (PCI) com stents convencionais (BMS) em relação à terapia clínica otimizada em pacientes selecionados com doença arterial coronariana (CAD) estável. Nós avaliamos o impacto dos stents farmacológicos (DES) nos pacientes com CAD estável na prática clínica do mundo real.
MÉTODOS: De maio/2002 a abril/ 2009, 3.744 pacientes com CAD estável (angina estável ou isquemia silenciosa com teste funcional positivo para a isquemia) que se submeteram à PCI foram alocados em 2 braços, onde DES (n = 1.519) e BMS (n = 2.225) estavam disponíveis como estratégias de PCI.
RESULTADOS: A idade média era de 62 anos (p = ns), e 30% tinha diabetes (p = ns). O DES tinha maior proporção do sexo masculino (78 vs 65%, p < 0,001), e menos infarto miocárdico (IM) prévio (20 vs 34%, p < 0.001). A artéria descendente anterior foi tratada em 37 vs 36% (p = ns), mas o DES teve lesões mais complexas (tipo B2/C em 66% vs 43%, p < 0,001). O sucesso angiográfico e do procedimento foi similar (99.6 vs 99%, e 98.5 vs 99%; respectivamente). Desfechos clínicos tardios em seguimento médio de 3,2 anos (tabela).
CONCLUSÕES: O DES demonstrou superioridade sobre o BMS como uma estratégia terapêutica primária nos pacientes com CAD estável, incluindo taxas significativamente mais baixas de revascularização do vaso-alvo. Houve taxas similares de morte, IM e trombose de stent.






076 - TERAPIA PERCUTÂNEA PARA A DOENÇA OBSTRUTIVA DO ENXERTO DE VEIA SAFENA. O GRANDE DESAFIO

Paulo Cicero Aidar Maiello; Wilson Pimentel; Wellington Custódio; Milton M. Soares; Waigner Pupim; Dourival Cardozo; Tiago Miranda; Jorge Büchler; Stoessel Assis; Egas Armelin

Beneficiência Portuguesa-SP / Instituto de Cardiologia-SP.

INTRODUÇÃO: Avaliar a melhor técnica de tratar com a intervenção percutânea (IP) a doença obstrutiva do enxerto de veia safena (EVS).
MÉTODOS: Foram avaliados 200 pacientes (P) que se submeteram a IP: 200 P "sem" o uso do filtro distal de proteção (FDP), grupo (G)-1 e 100 P "com" o uso do FDP, G-2. Em 45 P foi implantado o stent farmacológico (STF): G-1, 25 P, G-2, 20 P. Nos demais P foi implantado os stents convencionais. Não houve diferenças demográficas entre os grupos.
RESULTADOS: Ver tabela.



CONCLUSÕES: Ocorreram melhores resultados nos P que utilizaram o FDP. Também houve uma redução na necessidade de nova revascularização naqueles P que se implantou o STF.




077 - O NT-PROBNP PODE SER ÚTIL NA AVALIAÇÃO DE PACIENTES ADMITIDOS COM INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO?

Antonio Carlos Mansur Bedeti; Antonio P S Lanna; Karen S Avelar; Sarah M Silva; Augusto L Filho; Jose R M Junior; Mario L F Perez; Gilmar Reis

Santa Casa de Belo Horizonte.

FUNDAMENTOS: A porção amino-terminal precursora do BNP (NT-proBNP) possui boa correlação prognóstica em pacientes (P) com insuficiência cardíaca e insuficiência coronariana aguda (ICO), entretanto pouco utilizada em nosso meio.
OBJETIVOS: Avaliar o potencial prognóstico deste marcador em pacientes com síndromes coronarianas isquêmicas em nosso meio.
MATERIAL E MÉTODOS: Avaliamos 48 P com idade média de 60,9 ± 10,9 anos (27 homens), admitidos com infarto agudo do miocárdio (IAM), sendo 22 (45,8%) com supra ST e 26 (54,2%) sem supra ST. Vinte e cinco P (52%) em prevenção 2ª e nove P já submetidos a revascularização prévia. Amostra de NT-proBNP, troponina I colhida até 24 hs do último episódio de angina > 10 min duração em repouso. Quarenta e dois (87,5%) foram submetidos a coronariografia, 37 dos quais com doença multivascular. Em 38 P (79,2%) a fração de ejeção foi >35%. Seguimento ambulatorial de todos os pacientes realizado por 13,4 ± 5,2 meses. Dezoito P (37,5%) apresentaram eventos (MACE), sendo 06 óbitos. O NT-pro-BNP apresentou elevação significativa em pacientes com prevenção secundária, na presença de lesão proximal de artéria descendente anterior e pacientes com fração ejeção < 35%. Variável discriminatória - Eventos Variável Resultado P s/ evento c/ evento



CONCLUSÃO: Nesta amostra não-selecionada de pacientes com infarto agudo do miocárdio, o nível de NT-proBNP possui associação com a gravidade do quadro coronariano e com o prognóstico em seguimento de curto prazo, podendo ter papel incremental aos índices prognósticos utilizados nesta população.




078 - USO DO STENT ASTRON PULSAR NA DOENÇA CAROTÍDEA: SEGURANÇA, EFI-CÁCIA, SUCESSO E DURABILIDADE DA TERAPÊUTICA ENDOVASCULAR EM CENTRO ÚNICO

Roberto Jose de Queiroz Crepaldi; Alexandre S. Vasconcellos; Mauro I. Pena; Rene A. Miranda

Hospital Arnaldo Gavazza Filho.

INTRODUÇÃO: O acidente vascular ateroembólico (AVE) representa a terceira causa mais frequente de morte e deficiência de longo prazo em nosso meio. Ocasiona custos diretos e indiretos altíssimos aos governos. O objetivo desse trabalho é determinar a segurança, eficácia, sucesso e durabilidade do uso do Stent Astron Pulsar (Biotrinik) associado a proteção intracraniana na prevenção do AVE.
MÉTODOS: No período de Julho de 2006 a Janeiro de 2010, trinta e nove pacientes (42 stents), foram submetidos a terapêutica endovascular com neuroproteção em nosso serviço. Idade média (71 anos), sexo masculino prevalente(58%) e octagenários (10,3%). Critérios de inclusão foram pacientes sintomáticos com lesoes >50% e assintomáticos >80%. Duplex scan e arteriografia cerebral foram realizados em (71,1 e 14,3%), respectivamente.
RESULTADOS: Sucesso procedimento (100%),Taxas de AVE maior (2,56% - 01 paciente com embolia ocular), AVE menor (2,56% 01 paciente com paresia menbro superior esquerdo) e óbito (2,56% - causa cardíaca nao relacionada com intervenção carotídea). Acidente vascular embólico ocorreu no grupo pacientes sintomáticos e o óbito no grupo octagenários. Sobrevida livre de eventos ateroembólicos cerebrais foi de (92,32%) após 3 anos e meio.
CONCLUSÕES: Uso do Stent Astron Pulsar na angioplastia carotídea com neuroproteção sugere segurança, eficácia e durabilidade em pacientes do mundo real portadores de aterosclerosclerose carotídea sintomática e assintomática. Logicamente precisamos de um número muito maior de pacientes tratados com esse dispositivo para confirmação desses resultados.




079 - EXPERIÊNCIA CLÍNICA NO USO DOS PLUGS VASCULARES AMPLATZER

Fabricio Leite Pereira; Ribeiro, Marcelo S; Costa, Rodrigo N; Braga, Sergio L N; Fontes, Valmir F; Pedra, Carlos A C

Inst. Dante Pazzanese de Cardiologia / Hospital do Coração.

INTRODUÇÃO: Os plugs vasculares Amplatzer® I e II (PVA I e II) são dispositivos de Nitinol auto-expansíveis, de baixo perfil especialmente desenvolvidos para oclusão de estruturas vasculares. Relatamos nossa experiência com estes dispositivos em dois centros de referência.
MÉTODOS: Estudo retrospectivo dos pacientes (pts) que realizaram procedimentos de oclusão sob anestesia geral desde 2005. Foram utilizadas próteses 30-50% maiores que o vaso alvo, implantadas por via venosa femural e jugular interna ou arterial femural e braquial por cateteres terapêuticos ou bainhas longas 6 e 7 F.
RESULTADOS: Identificados 11 pts (63% masculino) com mediana de idade e peso de 11 anos (11 meses a 70 anos) e de 45 kgs (7 e 53), respectivamente. Em 2 pts foi utilizado o PVA II e no restante o PVA I, de diâmetros de 4 a 16 mm. Em 2 pts com fístulas coronárias, houve oclusão completa dos vasos. Em 2 pts com fístula arterio-venosa pulmonar, foram utilizados além dos PVAs, outras próteses Amplatzer e coils de Gianturco, permanecendo mínimo fluxo residual em ambos casos. Em 3 pts com fistulas veno-venosas no PO de Glenn ou Fontan, houve oclusão completa dos vasos com auxílio de coils adicionais. Em 2 pts com colaterais sistêmico-pulmonares no PO de atresia pulmonar com CIV, houve oclusão completa em 1 com auxílio de coils. Em 1 pt com anastomose de Blalock-Taussig no PO de Glenn houve oclusão completa da anastomose. Em todos os pts não houve dificuldades para a progressão da prótese até o vaso alvo e nem para liberação do dispositivo. Em 1 pt com fistula pulmonar houve suspeita de pneumonia 15 dias após, sendo tratado com antibióticos. Não houve episódios de embolização ou mortalidade.
CONCLUSÕES: Os PVAs mostraram-se adequados e versáteis para oclusão de diferentes estruturas vasculares, com facilidade de implante e bons índices de oclusão. Em alguns casos, houve necessidade de uso de outros dispositivos. Nestes casos, os PVAs funcionam bem para ancorar os dispositivos adicionais.




080 - ATRIOSSEPTOSTOMIA COM BALÃO GUIADA POR ECOCARDIOGRAMA NA PRÁ-TICA ATUAL: QUANDO A RADIOSCOPIA AINDA É NECESSÁRIA?

Renata Mattos Silva; Flavia Gurgel; Luiz Carlos Simões; Fabio Bergman; Erika Porto; Paulo Martins Soares; Vivian Carrara; Rosanea Rodrigues; Yeti Sztajnbok; Claudia Fernanda Fonseca

Instituto Nacional de Cardiologia.

INTRODUÇÃO: A atriosseptostomia com balão (ATB), descrita por Rashkind W em 1966, é importante no manejo de recém nascidos (RN) com cardiopatias congênitas (CC), sendo considerada uma paliação inicial segura. Na maioria das vezes é orientado de forma segura pela ecocardiografia doppler (ECD) à beira do leito.
OBJETIVO: Analisar as técnicas (ECD ou radioscopia) nas ATB em centro terciário de cardiologia pediátrica e as justificativas para o procedimento guiado por radioscopia.
MÉTODOS: Estudo retrospectivo de série de casos de ATB em RN de janeiro/2006 a janeiro/ 2010. Analisamos as justificativas para a realização do estudo sob radioscopia e as complicações comparando os dois métodos.
RESULTADOS: Foram revisadas 62 ATB em RN, cujos diagnósticos foram: 55% transposição dos grandes vasos da base (TGVB) com septo interventricular íntegro (SI); 4,8% TGVB com comunicação interventricular (CIV) e estenose pulmonar (EP); 8% TGVB com CIV; 3,2% TGVB com CIV e coarctação da aorta; 9,6% hipoplasia de cavidades esquerdas (HCE); 13% atresia pulmonar (AP) com SI; 1,6% dupla via de saída de ventrículo direito (DVSVD) com bandagem de artéria pulmonar (BAP); 1,6% DVSVD com atresia mitral; 3,2% anomalia de Ebstein + EP. Em 8 RN (12,9%) a ATB sob radioscopia foi necessária e em 5 (8%) se utilizaram ambos os métodos. Dificuldades para se cruzar o septo pela ECD (8 RN), complicações com necessidade da visão radioscópica (1 RN), estudo radiográfico ou procedimento intervencionista simultâneos (4 RN) constituíram as justificativas para o deslocamento do RN à sala de hemodinâmica. Ocorreram 2 (3,2%) complicações maiores, relacionadas à ATB com ECD.
CONCLUSÕES: A ATB guiada por ECD é relativamente segura e preferível por diminuir a exposição à radiação e dar mais rapidez ao procedimento. No entanto, em casos específicos, como em patologias com átrio esquerdo pequeno (na HCE por exemplo), o suporte radioscópico pode ser necessário e trazer maior eficiência e segurança ao procedimento.




081 - IMPLANTE DE VALVA AÓRTICA PERCUTÂNEO(COREVALVE): SELECAO, MONI-TORAÇÃO E ACOMPANHAMENTO ECOCARDIOGRÁFICO

Jairo A.Pinheiro JR.; Adriana Moreira; Vera M.Gimenes; Jose Eduardo M.R.Souza

IEP - Hopsital do Coracao - HCOR.

INTRODUÇÃO: O implante percutâneo de Valva Aórtica (CoreValve) é uma alternativa emergente para pacientes idosos com estenose aórtica grave (EAo) ao tratamento cirúrgico convencional. O procedimento oferece menor morbidade e mortalidade. O ecocardiograma é a ferramente ideal para seleção e monitorização do procedimento.
MÉTODO/RESULTADOS: No período de Outubro de 2009 a Fevereiro de 2010, 04 pacientes (p) idosos com EAo foram selecionados e realizaram o procedimento no Hospital do Coracao - Hcor. O ecocardiograma proporcionou medidas de selecao, monitorização do implante, a avaliação de refluxos e a melhora da função ventricular ainda na fase hospitalar.



CONCLUSÃO: Embora a experiência seja pequena, não ocorreram complicações e o ecocardiograma mostra-se exuberante desde a seleção, monitorização periprocedimento e acompanhamento deste grupo específico de pacientes.




082 - EXPERIÊNCIA INICIAL COM FECHAMENTO PERCUTÂNEO DE FORAME OVAL SEM ECOCARDIOGRAMA NA SALA DE HEMODINÂMICA

Rogerio dos Anjos Miranda; Ecryd C. F. A. Elias; Rafaella Coelho Gatto; Luiz Junya Kajita

Instituto do Coração-HC/FMUSP.

INTRODUÇÃO: O aperfeiçoamento das técnicas de tratamento percutâneo de defeitos cardíacos, objetivando a minimização do tempo, custos e complicações nos procedimentos, tem sido comum na cardiologia intervencionista. Desse modo, vários são os estudos que sustentam a não utilização de ecocardiografia em sala de hemodinâmica, no fechamento percutâneo de forame oval (FOP).
MÉTODOS: Foram avaliados 9 pacientes durante o período de 2003 a 2009. As variáveis foram idade, sexo, presença de aneurisma de septo, tipos e tamanhos das próteses, e ecocardiograma de controle antes da alta. Os pacientes foram submetidos apenas à anestesia local. Um atriograma direito foi realizado para avaliar o posicionamento da prótese antes de sua liberação.
RESULTADOS: Dos 9 casos, 5 do sexo masculino, com uma mediana de idade de 45,5 anos, todos com eventos relacionados a possível embolia paradoxal. As próteses utilizadas foram Amplatzer (6), Cardia (2) e Figulla (1). Os ecocardiogramas realizados antes da alta confirmaram adequada implantação das próteses e sem "shunts" residuais.
CONCLUSÃO: A despeito do pequeno número de pacientes avaliados, o fechamento percutâneo de forame oval sem ecocardiograma mostrou-se seguro nas várias próteses implantadas. Como vantagens do método, os pacientes não foram submetidos à anestesia geral ou a mais de um acesso venoso femoral.




083 - IDENTIFICAÇÃO E SEGURANÇA DAS COMPLICAÇÕES NO FECHAMENTO PERCUTÂNEO DE COMUNICAÇÕES INTERATRIAIS EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Renata Mattos Silva; Flavia Gurgel; Luiz Carlos Simões; Fabio Bergman; Paulo Soares; Erika Porto; Gabriel Camargo; Euclides; Paula Vargas; Maria Fernanda Torres

Instituto Nacional de Cardiologia.

INTRODUÇÃO: Os dispositivos para a oclusão percutânea (OP) de comunicações interatriais (CIAs) têm sido aperfeiçoados desde a primeira descrição do procedimento por King e Mills em 1976. As próteses disponíveis atualmente, embora com características diversas entre si, de modo geral utilizam bainhas menores e têm perfil mais baixo. As complicações imediatas (embolização, derrame pericárdico, arritmias, hematomas, etc.) são hoje tecnicamente minimizadas, tornando o procedimento seguro e eficaz mesmo em crianças e adolescentes.
OBJETIVOS: Determinar a frequência e a gravidade de complicações imediatas e nas primeiras 24 horas pós procedimento na OP de CIAs em pacientes com menos de 18 anos em série sequencial de casos em nosso serviço.
MÉTODOS: Analisamos 28 casos de fevereiro/2008 a fevereiro/2010, nos quais obtivemos 100% de sucesso na oclusão do defeito atrial. Revisamos a ocorrência de complicações, sexo, idade, tamanho do defeito, tamanho e tipo de prótese utilizada e uso ou não do ecocardiograma intracardíaco (ICE) concomitantemente ao ecocardiograma transesofágico (ETE).
RESULTADOS: Os pacientes tinham de 5 a 18 anos e 22 (78,6%) eram do sexo feminino. Três tipos de prótese foram utilizadas: AmplatzerR em 18 casos (64,3%), AtriaseptR em 8 (28,6%) e SolysafeR em 2 (7,1%). O ICE foi usado em 5 pacientes (17,9%). O tamanho da CIA variou de 8 a 32 mm, e um caso apresentava dois defeitos de 16 e 6 mm, que foram ocluídos com somente uma prótese. A menor prótese tinha 8 mm e a maior 32 mm. Houve 5 complicações em 4 pacientes (14,3%), sendo 2 derrames pericárdicos que não necessitaram de pericardiocentese (ambos com a AtriaseptR e 1 com ICE), 1 taquicardia supraventricular revertida com amiodarona, 1 embolização da prótese ao átrio esquerdo imediatamente após sua liberação (resgatada e trocada por outra maior em seguida) e 1 prótese que ficou superdimensionada, trocada por uma menor antes da sua liberação. Nenhuma outra complicação maior foi observada neste período e a alta ocorreu em até 48 h em todos os casos.
CONCLUSÕES: A segurança da OP de CIAs já está bem estabelecida em adultos, embora algumas complicações conhecidas devam ser evitadas e monitoradas. Observamos que, em crianças e adolescentes, o procedimento é igualmente seguro, e que as complicações preditivas são tratadas com segurança e eficácia.




084 - COMPARAÇÃO DO ÍNDICE DE NAKATA PELA AR-3D E PELA ANGIOGRAFIA BIDIMENSIONAL EM PACIENTES PRÉ-OPERATÓRIO DE FONTAN

Carlos Eduardo Bernini Kapins; Ralph B Coutinho; Celia M C Silva; Valter C Lima; Antonio C C Carvalho

Universidade Federal de São Paulo / Escola Paulista de Medicina / Setor de Hemodinâmica.

INTRODUÇÃO: O índice de Nakata têm sido utilizado como índice preditor de complicações às cirurgias tipo Glenn, Fontan e Fallot. A técnica de angiografia rotacional com reconstrução tri-dimensional (AR-3D) tem demonstrado grande valor, sendo já comprovada sua utilização na população pediátrica. Nosso objetivo foi avaliar o índice de Nakata pela angiografia bidimensional e pela AR-3D em pacientes em pré-operatório de cirurgia de Fontan.
MÉTODOS: Pacientes que foram encaminhados para realização de cateterismo diagnóstico como avaliação préoperatória de circulação de Fontan foram incluídos neste trabalho. O cálculo do índice de Nakata pelo bidimensional foi realizado através da fórmula: soma das áreas seccionais da origem dos ramos pulmonares dividida pela superfície corpórea,com a área calculada pela área seccional de um cilindro). O índice de Nakata pela AR-3D foi calculada pela formula acima citada, mas com o uso do cálculo da área através de uma elipse.
RESULTADOS: Um total de 6 casos foram analisados não ocorrendo diferenças significativas entre os diâmetros na angiografia bidimensional em relação aos valores obtidos pela AR-3D mas havendo diferenças significativas nas áreas seccionais dos ramos pulmonares obtidos pelos métodos AR-3D e bidimensional. A quantidade de contraste foi maior na AR-3D que na angiografia bidimensional (2,51 ± 0,29 ml/kg x 1,07 ± 0,10; p < 0,05). O indicador DAP em 2 casos foi discretamente inferior no bidimensional que no AR-3D (2076 e 2039 mGy.cm2 2D x 2241 e 2779 mGy.cm2 AR-3D).
CONCLUSÕES: O uso da AR-3D para avaliar circulação pulmonar pré cirurgia tipo Glenn fornece em uma só injeção informações no mínimo semelhantes às da angio convencional, usando dose média maior de contraste e dose total maior de radiação. Há semelhança nas medidas do diâmetro mas não das áreas seccionais das pulmonares entre os dois métodos. A implicação destes achados para os resultados cirúrgicos necessitará uma avaliação prospectiva futura.





085 - UTILIZAÇÃO DA ANGIOGRAFIA ROTACIONAL COM RECONSTRUÇÃO TRIDIMENSIONAL (AR-3D) EM COARCTAÇÃO DE AORTA - ELIMINAÇÃO DO USO DE RM E CT PRÉ INTERVENÇÃO

Carlos Eduardo Bernini Kapins; Ralph B Coutinho; Celia M C Silva; Valter C Lima; Antonio C C Carvalho

Universidade Federal de São Paulo / Escola Paulista de mMedicina / Setor de Hemodinâmica.

INTRODUÇÃO: Pacientes com Coarctação de Aorta (CoAo), quer nativa ou recoarctação, antes de dilatação percutânea ou colocação de stent, necessitam avaliação de sua anatomia, ou por angiotomografia(CT) ou por angiorressonância. O uso da AR-3D diminuiu a necessidade de outros exames prévios de imagem na área de intervenções neurológicas.
OBJETIVO: Avaliar o uso da AR-3D em pacientes encaminhados para o tratamento percutâneo de CoAo.
MÉTODOS: Pacientes encaminhados para o tratamento percutâneo de CoAo foram submetidos às incidências habituais de angiografia a AR-3D antes do tratamento. As medidas em ambos os métodos foram comparadas e a análise do segmento doente pelo aplicativo AVA do Philips Allure AR-3D foi realizada em todos os casos.
RESULTADOS:Utilizamos este procedimento em 3 casos, sendo 2 recoarctações e 1 coarctação nativa. As medidas tanto pelo AR-3D quanto pela angiografia bidimensional foram semelhantes, mas em ângulos não habituais encontramos maior estenose da área coarctada Quando somamos as angios convencionais nas duas incidências na angiografia planar vemos que a AR-3D isolada diminui a quantidade de contraste e de radiação do caso como apresentado na tabela abaixo. A análise do AVA confirmou o tamanho dos balões e dos stents a serem utilizados nos 3 casos,que ficaram sem gradiente significativo após o tratamento.



CONCLUSÕES: O uso da AR-3D em CoAo elimina a necessidade de outro exame de imagem antes do procedimento. Se fosse utilizada apenas a AR-3D para avaliar a área coarctada teríamos diminuído a quantidade de contraste e de radiação em cada um dos casos, o que somado à ausência de radiação pela eliminação da CT proporcionaria maior segurança a estes pacientes submetidos a intervenção percutanea. A AR-3D foi precisa para a escolha de balões e stent.


Temas Livres
XV Jornada de Enfermagem
Apresentação Oral


001 - CATETERISMO CARDÍACO: INCIDÊNCIA DE COMPLICAÇÕES NO SÍTIO DE PUNÇÃO


Felice Isabel Postai Martins; Carmen Maria Lazzari; Maria Denis da Silva Luiz

Hospital de Clinicas Porto alegre / Univers do Vale do Rio dos Sinos.

INTRODUÇÃO: O cateterismo cardíaco, por sua característica invasiva, é considerado um procedimento de risco e pode ocasionar eventos adversos, que variam de complicações menores sem repercussão clínica a longo prazo (bradicardia transitória) a quadros graves com elevada morbimortalidade (tamponamento cardíaco). O reconhecimento de fatores de risco pela equipe de enfermagem, permite evitar ou minimizar complicações maiores. Este estudo tem como objetivo verificar a incidência de complicações após a punção, retirada do introdutor valvulado e compressão da artéria femoral ou radial, em pacientes que realizaram cateterismo cardíaco e verificar a associação entre os fatores de risco e a ocorrência de complicações no sítio de punção.
MÉTODOS: Foi realizado um estudo de coorte, prospectivo, em um hospital universitário, referência em cardiologia intervencionista, da região sul do Brasil. Foram incluídos pacientes submetidos a cateterismo cardíaco diagnóstico, no período de setembro de 2009 à janeiro de 2010. Os pacientes foram observados e avaliados por 5 h após o procedimento em busca de possível complicação.
RESULTADOS: Foram incluídos 400 indivíduos, com idade média de 60,8 ± 11,5 anos, com predomínio do sexo masculino (56,8%). No grupo estudado, 82,8% eram portadores de HAS (hipertensão arterial sistêmica) e 42,8% apresentavam IMC (índice de massa corporal) acima de 25 Kg/m². A maioria dos procedimentos (98,5%) foram realizados pela via femoral e, em 99,2% foram utilizados introdutores 6F. O tempo médio de compressão da artéria femoral após retirada do introdutor foi de 17 minutos. Complicações vasculares ocorreram em 17% da população sendo o hematoma médio (2 a 8 cm) a complicação mais frequente. A HAS e o IMC > 25Kg/m² foram os fatores de risco estatisticamente significativos associados ao surgimento de hematomas (p < 0,007 e 0,035, respectivamente).
CONCLUSÕES: Podemos observar, neste estudo, que a maioria das complicações foram de leve a moderada gravidade. O mesmo reafirma, conforme literatura, ser a HAS e o IMC elevado, fatores de risco para o desenvolvimento de complicações. A equipe de enfermagem deve estar atenta a estes e a outros fatores preditivos de eventos para que possa intervir e minimizar os danos relacionados à punção.




002 - REFLEXÃO SOBRE O PROCESSO DE TRABALHO DE ENFERMAGEM DO HUAP: UMA RELAÇÃO DE PRAZER E SOFRIMENTO

Patrocinia Goncalves Delatorre; Espindola, E.A UFF.

O trabalho tem sido objeto de investigação por ser gerador de prazer e sofrimento, o que justifica a relevância do estudo para o trabalhador e a organização a qual ele está inserido. Destaca-se como método a Psicodinâmica do trabalho usando teorias de Christopher Dejours. Esta pesquisa teve como objetivo estudar os fatores que levam os profissionais de enfermagem do setor de Hemodinâmica do Hospital Universitário Antonio Pedro da Universidade Federal Fluminense, estando sob as mesmas condições de trabalho, a apresentar comportamentos diferentes. A metodologia utilizada é de caráter qualitativo, do tipo pesquisa de campo utilizando-se um questionário semi-estruturado como meio de coleta de dados. Analisou-se o processo de trabalho e as experiências de prazer e sofrimento exPerimentados por esta equipe. Procuramos identificar o significado real do trabalho na vida desses trabalhadores. Verificamos a existência de sofrimento relacionado a organização do serviço do hospital e a existência do prazer relacionado ao ato de cuidar de outro ser humano. A utilização das diversas estratégias de defesa para enfrentar o sofrimento resulta em diferentes tipos de comportamentos. Propomos mudanças no modelo de gerenciamento e do processo de trabalho dessa equipe e a criação de espaços públicos para reflexão e discussão sobre este assunto valorizando cada escuta, pois desta forma encontraremos a melhor forma de gerenciar pessoas e lidar com os conflitos existentes no trabalho.




003 - TEMPO DOR-DECISÃO E DOR-ATENDIMENTO DE PACIENTES ADMITIDOS COM SÍNDROME CORONARIANA AGUDA E MANEJO INTRA-HOSPITALAR

Catia Simoni Siqueira Teixeira; Carisi Anne Polanczyk; Raquel LutkMeier; Eneida Rejane Rabelo

UFRGS/PPG Ciencias Cardiovasculares / Hosp. de Clínicas de Porto Alegre / Hospital Moinhos de Cento/RS.

INTRODUÇÃO: Dados brasileiros são escassos descrevendo o perfil temporal de acesso ao melhor tratamento na Síndrome Coronariana Aguda (SCA) e, indicam que estes diferem entre hospitais públicos e privados. O objetivo deste estudo foi avaliar as janelas temporais de pacientes com SCA e fatores que interferiram em cada uma das etapas, desde a identificação dos sinais e sintomas até o manejo intrahospitalar em dois hospitais.
MÉTODOS: Pacientes admitidos com SCA em dois hospitais - um público e universitário, o outro privado, Porto Alegre, RS, foram incluídos entre janeiro de 2006 e setembro de 2008. Dados clínicos e demográficos foram extraídos do prontuário; tempo e fatores associados com a demora foram coletados por meio de entrevista; tempo decorrido entre o início dos sintomas e a decisão de procurar ajuda foi denominado tempo-decisão (TD), e o decorrido entre o início dos sintomas e o primeiro atendimento, tempo dor-atendimento (TDA).
RESULTADOS: Incluiu-se 148 pacientes, idade 62 (± 12) anos; o TD foi 42,5(15-187) min e TDA 191(60-374) min; 59 (40%) dos pacientes reconheceram os sintomas como evento cardíaco, destes, o TD foi 30 (10-120) min vs 60(20-240) min (P = 0,125) e TDA 150(60-285) min vs 240(64-429) min (P = 0,063); pacientes com > 8 anos de estudo apresentaram menor TD (P = 0,0015); pacientes admitidos à noite e em dias não úteis tiveram menor TD (P = 0,021) e menor TDA (P = 0,044); 46 (75%) receberam terapia de reperfusão; o tempo porta-balão foi 90(65-170) min; o tempo porta-eletrocardiograma foi 17(4-38) min e menor no hospital privado (P = 0,033), sendo esta a única diferença entre os hospitais.
CONCLUSÕES: Pacientes que reconheceram os sintomas como sendo um evento cardíaco apresentaram menores janelas temporais, assim como aqueles admitidos em horário noturno, dias não úteis e com maior escolaridade. O tempo porta-balão está dentro das diretrizes para 50% dos pacientes. Os benefícios da terapia não diferem entre os hospitais.




004 - COMPARAÇÃO ENTRE A EFICÁCIA DA HEMOSTASIA E O GRAU DE CONFORTO DO CURATIVO COMPRESSIVO X PULSEIRA HEMOSTÁTICA TR-BAND APÓS PROCEDIMENTOS HEMODINÂMICOS DIAGNÓSTICOS VIA RADIAL

Decio Santos; Vitorino, JR; Rodrigues, G; Hammer, R; Martins, Z; Cirico, ML; Migueletto, BC; Zappi, DM; Roma, EA; Cury, A

CCI Santa Catarina, Joinville/SC.

INTRODUÇÃO: A artéria radial como via de acesso na cardiologia intervencionista tem sido objeto de interesse crescente, por possuir inúmeras vantagens para os pacientes, além de baixo risco para complicações vasculares, podendo ser utilizada tanto em exames diagnósticos como terapêuticos. Após o término do procedimento, diferentes dispositivos podem ser utilizados para hemostasia.
OBJETIVOS: Comparar a eficácia da hemostasia e o grau de conforto referido pelos pacientes com o curativo compressivo e a pulseira hemostática TR-BAND em procedimentos hemodinâmicos diagnósticos.
MÉTODOS: Estudo prospectivo realizado em um serviço de Hemodinâmica de hospital público de Joinville/SC. No período de 01/12/2009 a 31/01/2010, 62 pacientes (p) foram submetidos a cateterismo cardíaco pela via radial. Após o término do procedimento e retirada imediata do introdutor, foi utilizado alternadamente o curativo compressivo e a pulseira hemostática TR-BAND. Após 1 hora, o dispositivo escolhido foi retirado e prenchida uma ficha com as características clínicas dos p, do procedimento, da hemostasia, além do grau de conforto dos p referido durante a hemostasia.
RESULTADOS: Foram analisados 62 procedimentos, sendo que 31 p (50%) utilizaram curativo compressivo e 31 p (50%) a pulseira hemostática. Utilizou-se cateteres 5 F em 60 p (96,7%) e 4F em 2 p. A idade dos p variou de 37 a 85 anos (média 60,7 anos). 37 p (59,6%) eram do sexo masculino, 43 p (69,3%) tabagistas, 50 p (80,6%) hipertensos e 12 p (19,3%) diabéticos. Sangramento ocorreu após a retirada de 5 curativos (8%) e 3 pulseiras (4,8%). Foi realizado novo curativo compressivo em 6 casos e nos outros dois compressão manual. 15 p (24,1%) do grupo curativo compressivo e 9 p (14,5%) do grupo pulseira referiram desconforto durante a hemostasia. Não houveram complicações relacionadas a hemostasia em nenhum paciente.
CONCLUSÕES: Ambos dispositivos se mostraram eficazes na hemostasia da artéria radial ao término dos procedimentos hemodinâmicos diagnósticos, porém a utilização da pulseira hemostática TR-BAND esteve associada a maior conforto para o paciente.




005 - O PREPARO E APRIMORAMENTO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM PARA ASSISTÊN-CIA NO PROCEDIMENTO DE SUBSTITUIÇÃO PERCUTÂNEA DE VALVA AÓRTICA

Ivanise Maria Gomes Amorim; Oliveira, IS; Mascaro JR, R

Hospital Israelita Albert Einstein.

INTRODUÇÃO: A substituição percutânea da valva aórtica (SPVAo) permite tratar a estenose aórtica grave sintomática em pacientes com idade avançada e com alto risco cirúrgico. Esta técnica foi introduzida no Brasil por esta Instituição em 2008. Devido a alta complexidade dos casos e desafios do pioneirismo deste procedimento no país, a equipe de enfermagem deve possuir preparo específico. O objetivo deste estudo é descrever a capacitação da equipe de enfermagem para atuar nos procedimentos de SPVAo.
MÉTODOS: Estudo descritivo sobre preparo e aprimoramento da equipe de enfermagem para o procedimento de SPVAo. Iniciou-se com treinamento teórico sobre a patologia e o procedimento. Posteriormente foi necessária a adequação e padronização de itens utilizados fora do país para a realidade nacional. Para o atendimento em sala foram definidas atribuições dos membros da equipe considerando a Assistência de enfermagem durante a anestesia, montagem da mesa e preparo do paciente, montagem da valva, controle e registro dos itens utilizados, cuidados com os sítios de punções pós retirada de introdutores (6 e 18Fr), dispositivos invasivos e mobilização para o transporte. Aos enfermeiros coube a supervisão direta da equipe e a realização da sistematização da Assistência de enfermagem.
RESULTADOS: Foram realizados 22 procedimentos de SPVAo em pacientes de alta complexidade e não foram identificados eventos adversos graves relacionados à Assistência de enfermagem ou que pudessem ser atribuídos à falta de preparo da equipe. Considerando a curva de aprendizagem e aprimoramento, atualmente o número de profissionais de enfermagem exigidos em sala durante o procedimento foi reduzido em 33% sem comprometer a qualidade da Assistência prestada e a segurança do paciente.
CONCLUSÕES: O procedimento de SPVAo é considerado complexo devido ao perfil do paciente atendido. O preparo da equipe de enfermagem foi fundamental para sucesso da Assistência prestada e segurança do paciente.




006 - FATORES DE RISCO DOS PACIENTES COM SÍNDROME CORONARIANA QUE REALIZARAM INTERVENÇÃO PERCUTÂNEA NA FASE AGUDA E ADERÊNCIA AO TRATAMENTO TRINTA DIAS APÓS O PROCEDIMENTO

Elyana Reducino dos Santos; rita de cássia f grassia; Teresa C D C Nascimento

hospital Albert Einstein.

INTRODUÇÃO: A doença arterial coronariana (DAC) é a principal causa de mortalidade e a que mais consome recursos na área da saúde. As síndromes coronarianas agudas (SCA) compreendem uma varIedade de estados isquêmicos que englobam a angina instável e o infarto agudo do miocárdio, com ou sem supradesnivelamento do segmento ST. São considerados fatores de risco para DAC: a hipertensão arterial sistêmica, diabete melito, dislipidemia, história familiar e tabagismo. Um dos tratamentos de escolha é a intervenção coronária percutânea (ICP). O controle dos fatores de risco e a adesão ao tratamento clínico podem garantir um número menor de eventos cardíacos maiores. Portanto, o papel do enfermeiro na orientação, ensino, avaliação e acompanhamento, embasado em dados estatísticos confiáveis, são de importância relevante na ciência do cuidar.
OBJETIVO: Identificar o perfil epidemiológico dos pacientes submetidos à ICP na SCA e identificar aderência ao tratamento 30 dias após o procedimento.
MÉTODOS: Estudo quantitativo realizado em um hospital de São Paulo. Dados coletados de março de 2008 a março de 2009.
RESULTADOS: 207 pacientes: 72% masculino, com idade de 66,4 ± 13,80, peso 79 ± 15,65 e altura de 1,69 ± 9,71. A maioria, 65,7% dos pacientes eram hipertensos e 56,5% portadores de hipercolesterolemia. Aderência ao tratamento 30 dias após a intervenção: todos referiram fazer acompanhamento médico, 7,14% realizaram exames cardiológicos não invasivos e 87% usavam dupla antiagregação plaquetária.
CONCLUSÕES: os pacientes foram predominantemente do sexo masculino, com 72%. Quanto à idade, a média geral foi de 66 anos, porém houve uma diferença entre homens e mulheres, respectivamente 64 e 73 anos. Hipertensão e dislipidemia esteve presente em ambos sexos igualmente. Os pacientes tiveram aderência ao tratamento 30 dias após a intervenção, por fazerem acompanhamento médico e uso das medicações prescritas.




007 - CARACTERIZAÇÃO E AVALIAÇÃO DO CONHECIMENTO DA EQUIPE DE ENFER-MAGEM NO CUIDADO PÓS-PROCEDIMENTO CORONÁRIO INVASIVO

Monica Vieira Athanazio de Andrade; Natália felício; Robson Barbosa; Márcio Mielo; Regina Silva; Pedro Andrade; Marden Tebet; André Labrunie

Santa Casa de Marília / Hospital do Coração de Londrina.

FUNDAMENTOS: A avaliação do sucesso do procedimento coronário invasivo não se restringe à sala de exame, extendendo-se até o momento da alta hospitalar, livre de complicações, como as relacionadas ao curativo compressivo, que variam do hematoma à síndrome compartimental, bem como lesões de pele. Este estudo objetiva caracterizar e avaliar o conhecimento da equipe de enfermagem no cuidado pós-procedimento coronário invasivo e propor um treinamento em serviço contemplando as necessidades levantadas.
MÉTODOS: Durante 4 dias, em todos os períodos, foram distribuídos questionários para a equipe de enfermagem das alas de internação que admitem pacientes submetidos a procedimentos coronários invasivos. Após análise das respostas, realizou-se treinamento seguido de aplicação de similar instrumento de avaliação do conhecimento obtido.
RESULTADOS: De 145 auxiliares de enfermagem e 25 enfermeiros, participaram deste estudo 70 e 5, respectivamente. Vinte foram excluídos por não terem realizado a avaliação pós-treinamento, perfazendo uma amostra de 53 auxiliares de enfermagem e 2 enfermeiros. As diferenças observadas no percentual de assertivas corretas após o treinamento estão expressas na tabela.
CONCLUSÃO: O método de intervenção realizada colaborou significativamente na identificação das necessidades da equipe de enfermagem, permitindo direcionar um treinamento eficaz a fim de padronizar os cuidados e melhorar a qualidade da Assistência prestada pós-procedimento.







008 - RELATO DA EXPERIÊNCIA COMO ENFERMEIRA DO LABORATÓRIO DE INTERVENÇÃO CARDIOVASCULAR NA IMPLANTAÇÃO PERCUTÂNEA DE PRÓTESE AÓRTICA

Luciana Cristina Lima Correia Lima; Lima; L C L C; Carvalho; L A F

Hospital Procardíaco - RJ.

INTRODUÇÃO: A estenose aórtica é a doença valvar mais comum no coração, acometendo cerca de 5% da população acima de 75 anos. O resultado é uma obstrução do sangue do coração para a artéria aorta, com graves repercussões para o paciente. O implante da prótese valvar por via percutânea tem sido considerado uma opção de tratamento segura para esta população e marca a rápida evolução da cardiologia intervencionista.
MÉTODOS: Trata-se de um estudo descritivo, objetivando relatar a experiência na Assistência ao paciente e equipe, bem como os resultados obtidos pelo Laboratório de Intervenção Cardiovascular (LICV) no tratamento da estenose aórtica com implante valvar percutâneo da prótese aórtica Corevalve®. Estudo de coorte prospectivo dos primeiros oito casos realizados.
RESULTADOS: No período de Julho a Dezembro de 2009, oito pacientes com média de idade de 81 anos foram tratados com a prótese aórtica Corevalve. A via de acesso de escolha em todos os casos foi a femoral, por dissecção do sítio de punção, sendo o implante possível em 100% dos casos. A técnica de abordagem por dissecção foi realizada por uma equipe cirúrgica, sob sedação leve e anestesia local. Os pacientes ficaram controláveis e bem tolerantes durante o implante da prótese. Alguns pacientes necessitaram de implante de pace definitivo, por apresentarem bloqueio átrio-ventricular como complicação, sendo realizado ao final de cada tempo do implante valvar. Contudo, o tempo de liberação da prótese tem sido cada vez menor. A taxa de sucesso observada na amostra deveu-se, em grande parte, a adequada indicação e seleção dos pacientes. A ocorrência de complicações periprocedimento foi baixa, sendo sempre associadas à alta morbidade dos pacientes.
CONCLUSÕES: Os dados apresentados demonstram que o implante valvar percutâneo da prótese Corevalve® foi uma alternativa segura de tratamento para a estenose valvar nos pacientes para os quais a substituição cirúrgica tradicional não seria uma opção segura. A triagem adequada dos pacientes teve grande importância no sucesso dos procedimentos e no progresso recente que vem sendo descritos pelos Centros que realizam a técnica.A experiência na Assistência ao paciente e equipe, nesta técnica que vem avançando em nosso país, é um diferencial para o profissional enfermeiro que atua em Cardiologia Intervencionista.




009 - QUIMIOEMBOLIZAÇÃO HEPÁTICA PERCUTÂNEA EM PACIENTES PORTADORES DE PLAQUETOPENIA GRAVE: SEGURANÇA NA RETIRADA DO INTRODUTOR COM MENOR CUSTO

Irisvaldo Souza de Oliveira; Gomes, IM; Mascaro JR, R; Campos, JC; Nasser, F; Affonso, BB

Hospital Israelita Albert Einstein.

INTRODUÇÃO: A quimioembolização hepática percutânea (QEHP) representa uma opção terapêutica paliativa para pacientes portadores de hepatocarcinoma. Entretanto, a associação frequente de plaquetopenia está relacionada a maiores taxas de complicações hemorrágicas no sítio de punção. A administração de aférese de plaquetas (AP) ou plaquetas randômicas (PR) administradas pré procedimento são opções na prevenção destas complicações. Os avanços tecnológicos nos dispositivos para hemostasia do sítio de punção nos permitiram utilizá-lo como alternativa para os pacientes plaquetopênicos. O objetivo deste estudo é avaliar o benefício quanto aos custos em relação à administração de AP, PR e a utilização de dispositivos hemostáticos (DH) sem comprometer a segurança do paciente.
MÉTODOS: Definiram-se como parâmetros para utilização de DH e administração de AP ou PR, a plaquetometria sérica menor do que 50X103/mm3. Avaliaram-se o custo da administração de uma unidade de AP, seis unidades de PR e do DH. A retirada do introdutor arterial ocorreu sob compressão manual nos pacientes que receberam AP e PR.
RESULTADOS: Até 2007 o protocolo do serviço era a administração de plaquetas nos pacientes submetidos à QEHP com plaquetopenia associada. A partir de 2008 iniciou-se a utilização do DH Perclose-Proglide™ como rotina nestes pacientes. O custo do DH é 88,6% menor que seis plaquetas randômicas e 81,7% menor que a administração de uma aférese de plaquetas por paciente. Todos os pacientes foram avaliados pela equipe de enfermagem por 6 horas após o procedimento e liberados para residência posteriormente por não apresentarem complicações hemorrágicas.
CONCLUSÕES: A utilização do DH Perclose-Proglide™ nos pacientes submetidos à QEHP com plaquetopenia associada foi segura e eficaz, representando menor custo sem comprometer a segurança do paciente.




010 - EFICÁCIA NO TRATAMENTO ENDOVASCULAR DO MIOMA UTERINO

Julliana Carvalho de Campos; Gomes, IM; Oliveira, IS; Mascaro JR, R; Nasser, F; Affonso, BB; Messina, ML; Silva, SGJ; Zlotnik, E

Hospital Israelita Albert Einstein / Hospital das Clínicas - FMUSP.

INTRODUÇÃO: O tratamento endovascular através da embolização dos miomas uterinos (EMUT) tornou-se uma alternativa para pacientes que desejam engravidar e não desejam ser submetidas ao tratamento convencional (histerectomia e miomectomia) e clínico (análogo do hormônio liberador de gonadotrofinas -GnRH). O aumento na incidência de miomas uterinos tem sido observado em maior número de pacientes devido a opção de gestação tardia. Muitas dessas pacientes apresentam desejo gestacional e a embolização é uma alternativa minimamente invasiva e viável. O objetivo deste estudo foi avaliar a segurança e eficácia de um procedimento alternativo em pacientes portadores de mioma uterino.
MÉTODOS: As pacientes foram selecionadas por um ginecologista e avaliadas com ultrassonografia e ressonância nuclear magnética (RNM) para indicação do tratamento de embolização e foram submetidas a EMUT através de cateterismo seletivo das artérias uterinas. O controle pós-embolização foi realizado após 6 meses através de RNM. A segurança foi avaliada através do baixo índice de complicações e a eficácia do tratamento, através de consultas pós-procedimento e a redução do tamanho das lesões.
RESULTADOS: De 23/09/ 2008 à de 04/03/2010 foram tratadas 98 pacientes com média das idades de 37 ± 4,7 anos. No tratamento de embolização uterina a média de internação por pacientes foi de apenas 2 dias, onde apenas 1 paciente (1,02%) obteve necrose, infecção e parturição de mioma, o qual foi removido através de miomectomia, e 2 outras pacientes (2,04%) foram re-internadas para controle da dor. Não houve nenhuma recidiva dos nódulos embolizados, onde todos apresentavam sinais de necrose e diminuição dos nódulos definidos pela RNM de controle.
CONCLUSÕES: O método de tratamento endovascular do mioma uterino se mostrou eficaz, seguro e com total satisfação das pacientes.


Temas Livres
XV Jornada de Enfermagem
Apresentação Pôster


011 - SEGUIMENTO DE ENFERMAGEM DAS COMPLICAÇÕES DE SITIO DE PUNÇÃO FEMORAL EM IDOSOS APÓS PROCEDIMENTOS DE CARDIOLOGIA E RADIOLOGIA INTERVENCIONISTA


Cristiane Maria Covello; Edgar G. Victor; Dinaldo C. de Oliveira; Noemy A. C. Gomes; Ana Beatriz Pereira

Hospital das Clinicas - UFPE

INTRODUÇÃO: A idade avançada acima de 60 anos é um preditor para complicações do sítio de punção femoral, com OR de 1,41 entre 60 e 69 anos e OR de 2,73 entre 70 e 79 anos. Algumas complicações não ocorrem imediatamente após o procedimento podendo levar alguns dias para aparecer ou exacerbar-se. O objetivo deste estudo é determinar a frequência de hematomas e equimoses no sítio de punção femoral em idosos após procedimentos de Cardiologia e Radiologia Intervencionista, e no seguimento de enfermagem.
MÉTODOS: Estudo prospectivo com 36 idosos que realizaram procedimentos de Cardiologia e Radiologia Intervencionista no período de Nov/2009 e fev/2010, o sítio de punção foi avaliado para a presença de hematoma e equimose antes da retirada do introdutor arterial, logo após a compressão do sítio de punção e no seguimento de enfermagem de sete dias.
RESULTADOS: Dados demográficos: idade média de 66,9 ± 5,9 anos, 57,1% do sexo feminino, 80% procedentes de zona urbana, 55% aposentados. Comorbidades: Hipertensão Arterial Sistêmica 94,4%, Síndrome Metabólica 88,6%, Diabetes Mellitus 44,4%, obesidade 28,6%, Dislipidemias 69,5%. Complicações do sítio de punção: total de hematomas 15(44,1%), imediatamente após o procedimento 04 (11,8%), após compressão do sítio de punção 02 (5,9%) e no seguimento de 07 dias 09 (26,5%). Total de equimoses 13 (32%), imediatamente após o procedimento 01(2,9%), após compressão do sítio de punção 03 (8,8%) e no seguimento de 07 dias 09 (26,5%). Dois pacientes não compareceram no seguimento.
CONCLUSÕES: A maior frequência de hematomas e equimoses foi identificada no seguimento de sete dias, podendo inferir a importância do acompanhamento destes pacientes pelo enfermeiro. A perda de seguimento foi pequena, revelando a importância desta avaliação para o paciente.




012 - AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DA OXICODONA EM PACIENTES SUBMETIDAS A EMBOLIZAÇÃO UTERINA

Julliana Carvalho de Campos; Gomes, IM; Oliveira, IS; Mascaro JR, R; Nassser, F; Affonso, BB; Messina, ML; Freire, GMG; Oliveira, MLP

Hospital Israelita Albert Einstein.

INTRODUÇÃO: A embolização das artérias uterinas (EMUT) produz dor intensa no pós-operatório imediato, secundária a isquemia. O esquema analgésico habitual consiste na infusão de morfina no intra e pós-operatório. Comparada à morfina, a oxicodona de liberação lenta (OLL) é quase duas vezes mais potente e está associada a menor incidência de efeitos colaterais. A influência de OLL na dor pós-operatória e o consumo de analgésicos têm sido avaliados após várias intervenções cirúrgicas. O estudo pretende averiguar o benefício da associação de OLL à analgesia habitual.
MÉTODOS: No período de 03/03/2009 a 15/12/2009 44 pacientes foram tratadas por EMUT e divididas em dois grupos do estudo: grupo 1 (22 pacientes) receberam oxicodona 20 mg 1 h antes do procedimento e a cada 12 horas por 24 h, via oral; grupo 2 (22 pacientes) receberam placebo. Todos as pacientes foram igualmente anestesiadas durante o procedimento com raquianestesia e morfina 200 mcg e receberam ao final do procedimento, cetoprofeno 100mg e dipirona 2g para complementação da analgesia. Os resgates para analgesia foram feitos com administração de bolus de morfina 2 mg através de bomba de analgesia controlada pelo paciente (PCA) com intervalo de 5 minutos e limite de 4 h de 20 ml. A ação da OLL foi avaliada pela presença e intensidade da dor durante 24 h após o procedimento, através da escala verbal numérica (EVN) de 0 a 10.
RESULTADOS: O Grupo 1 apresentava média de idade de 36 ± 4,6 anos contra 38 ± 4,5 anos do grupo 2. No Grupo 1, 6 pacientes (27%) não apresentaram dor; 5 pacientes (23%) relataram dor de intensidade igual ou inferior a 4 e 11 pacientes (50%) relataram dor de intensidade superior a 4. No Grupo 2, 22 pacientes (100%) apresentaram dor e 9 pacientes (41%) com intensidade < 4 e 13 pacientes (59%) > 4.
CONCLUSÕES: A oxicodona se mostrou eficaz e benéfica na ação analgésica de pacientes submetidas a embolização uterina.




013 - REMOÇÃO IMEDIATA DO INTRODUTOR ARTERIAL FEMORAL PÓS-INTERVENÇÃO CORONÁRIA PERCUTÂNEA PELO ENFERMEIRO

Diogo Jose Arnoso dos Santos; Luciano Abreu; Antonio Forte; Marcos Sumita; Carlos e Magalhães; Abraão J Barbosa; Marcello Pelegrini; George Meireles

Hospital Stella Maris

OBJETIVO: Avaliar a eficácia e segurança da retirada de introdutor arterial pelo enfermeiro imediatamente após o término de intervenção coronária percutânea via femoral.
MÉTODO: Trata-se de registro prospectivo da retirada de introdutor arterial pelo enfermeiro, em 105 pacientes com diagnóstico de síndrome coronária aguda sem supradesnivelamento do segmento ST ou angina estável, submetidos a intervenções coronárias percutâneas, via punção da artéria femoral, no período de setembro de 2009 a fevereiro de 2010. Foram excluídos os pacientes com complicações vasculares ou locais durante o procedimento, obesidade mórbida, doenças hemorrágicas e doença vascular arterial periférica. Hematoma foi definido como inchaço palpável maior que 5 cm no local da punção. Complicação maior foi definida como sangramento com diminuição da hemoglobina > 3 g/dl e do hematócrito > 10% e cirurgia vascular. A dose de heparina foi 5000 UI EV. Os introdutores foram retirados imediatamente após o término do procedimento e foi realizada compressão mecânica por período mínimo de 30 min. Após a compressão, os pacientes permaneceram em repouso no leito por 6 horas.
RESULTADOS: A idade dos pacientes foi 58,9 ± 9,1 anos com predomínio do sexo masculino (66,7%). Punção arterial femoral prévia foi observado em 48,6% dos pacientes. Os introdutores foram 6F (10,5%), 7F (62,8%) e 8F (26,7%). O tempo de duração dos procedimentos foi 66,2 ± 20,1 min. e o tempo de compressão foi 30,1 ± 1 min. Não foram observadas hematomas e complicações maiores.
CONCLUSÃO: A retirada de introdutor arterial pelo enfermeiro imediatamente após a intervenção coronária percutânea via femoral mostrou-se um procedimento eficaz e seguro.




014 - PROCEDIMENTOS INVASIVOS PERCUTÂNEOS: DESCONFORTOS RELATADOS PELOS PACIENTES

Emiliane Nogueira de Souza; Caroline Dal Piva; Eliani C Vaz; Silvia GoldMeier; Maria Antonieta Moraes

PPG Lato Sensu: Enfermagem / Instituto de Cardiologia do RS / FUC

INTRODUÇÃO: Os relatos de desconforto dos pacientes submetidos a procedimentos invasivos percutâneos são frequentes na prática clínica da enfermagem, principalmente relacionadas à permanência prolongada no leito e à dor no local da punção durante a compressão.
OBJETIVO: Descrever os desconfortos dos pacientes submetidos a cateterismo cardíaco ou angioplastia coronariana pelas vias de acesso femoral e radial.
MÉTODOS: Estudo transversal, realizado no período de abril a junho de 2009, em um laboratório de hemodinâmica da região do Vale do Rio dos Sinos no Rio Grande do Sul. Incluiu-se pacientes adultos submetidos a cateterismo e angioplastia coronariana. A coleta de dados foi realizada através de um instrumento estruturado aplicado no momento final do repouso, constituído por dados sócio-demográficos, clínicos e relacionados aos procedimentos.
RESULTADOS: Incluíram-se 305 pacientes (276 via femoral e 29 radial), com idade média de 60,2 ± 10,8 anos, 160(52,5%) do sexo masculino. Os desconfortos mais prevalentes foram: dor lombar 201(65,9%) e mal-estar 105 (34,4%). Os pacientes submetidos a procedimentos pela via radial relataram ter mais dor no local da punção, quando comparados aos puncionados na via femoral (58,6% vs 30,8%; p = 0,004). No entanto, estes pacientes relataram mais dor lombar (69,2% vs 34,5%; p < 0,001) e mal-estar (36,2% vs 17,2%; p = 0,042).
CONCLUSÕES: Os desconfortos predominantesrelatados pelos pacientes submetidos a procedimentos percutâneos por punção radial foi dor no local da punção e, naquelessubmetidos à punção femoral foi lombalgia.




015 - O ENFERMEIRO ATUANDO NO IMPLANTE PERCUTÂNEO DE VÁLVULA AÓRTICA: RELATO DE EXPERIÊNCIA

Maria Helena de Almeida; Edna Valéria da Silva; Andrea Cotait Ayoub

Instituto Dante Pazzanese.

INTRODUÇÃO: A estenose aórtica é caracterizada pela obstrução da via de saída ventricular esquerda. Atualmente o implante percutâneo de válvula aórtica restringe-se a um grupo de pacientes que seja pela idade avançada ou presença de comorbidades apresentam contra indicação ou risco elevado para o tratamento cirúrgico convencional. Este implante consiste na dissecção da artéria femoral para introdução de um sistema contendo uma prótese aórtica montada e suturada em stent de nitinol auto-expansível. Para o procedimento é de competência do enfermeiro hemodinamicista prever e prover os materiais específicos para cada tempo do exame, organizar a sala, aplicar a sistematização de enfermagem, orientar e preparar o paciente, observar e Assistir as reações clinicas e as intercorrencias, atender a equipe médica e acompanhar o paciente à unidade de terapia intensiva.
MÉTODOS: Estudo descritivo com base na literatura dos últimos 10 anos e na experiência das autoras.
RESULTADOS: Integração entre equipe de enfermagem, médica e administrativa de forma organizada, garantindo uma Assistência planejada, organizada e segura.
CONCLUSÕES: Os avanços tecnológicos na área de hemodinâmica são constantes, sendo necessário o enfermeiro buscar atualizações frequentes, garantindo a sua ativa participação durante todo o procedimento.




016 - "SERÁ QUE OS PACIENTES SUBMETIDOS À CINEANGIOCORONARIOGRAFIA SABEM O QUE É ESSE EXAME?"

Carolina Vivian Gianvecchio; Regimar Carla Machado;

Angiocenter Hemodinâmica / UNIVAP

INTRODUÇÃO: Com o desenvolvimento tecnológico e o aprimoramento das técnicas terapêuticas, tem-se realizado a cineangiocoronariografia como principal método diagnóstico para as doenças cardíacas, principalmente o Infarto Agudo do Miocardio. Apesar da grande disponibilidade de informações, os pacientes ainda chegam ansiosos, com medo e muitas dúvidas para realizar o exame.
OBJETIVO: Investigar o conhecimento dos pacientes que se submeteram ao exame de cineangiocoronariografia.
MÉTODOS: É um estudo descritivo com uma abordagem quantitativa. Para a coleta de dados foi criado um instrumento de coleta de dados baseado na revisão bibliográfica e experiência profissional. Este instrumento primeiramente foi submetido ao ajuizamento e posteriormente corrigido e adaptado seguindo as orientações e sugestões dos juizes. O instrumento foi aplicado previamente nos pacientes que se submeteriam ao exame de cineangiocoronariografia.
RESULTADOS E DISCUSSÃO: a amostra constituiu de 20 pacientes, dos quais 60% eram do sexo masculino e 40% do sexo feminino. Quanto ao nível de escolaridade, 30% relataram ter ensino fundamental, 15% ensino médio e 15% de ensino superior. A procedência de 50% de pacientes para a realização do exame foi de internação hospitalar e dentre estes, 40% não souberam responder sobre a necessidade do preparo para a realização do exame. Referente ao conhecimento da indicação do exame de cateterismo cardíaco, 28% responderam não conhecer e 35% referiu não ser a primeira vez em realizar o procedimento. Outra questão importante foi quando à explicação do exame quando solicitado, em que, 65% responderam não terem recebido informações sobre as indicações e importância do procedimento. Dos 35% de pacientes que referiram ter informações sobre o exame, a maioria relatou que a fonte desses informações foi familiares ou por vizinho.
CONCLUSÕES: Apesar da grande disponibilidade de informações nos meios de comunicação, tais como, internet, televisão, revistas, jornais, os pacientes são mal informados. Independentes do número de vezes que realizou o exame, não conhecem as informações sobre as indicações e a importância da cineangiocoronariografia.




017 - DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM RELACIONADOS ÀS COMPLICAÇÕES VASCULARES PÓS-INTERVENÇÃO CORONÁRIA PERCUTÂNEA (ICP)

Karina Siniscalco Coutinho; Sílvia Helena de S. Ramos; Rosana Pires Russo Bianco

Hospital e Maternidade São Camilo

INTRODUÇÃO: A maior aplicabilidade de Intervenções Coronárias Percutâneas (ICPs), visto seu alto índice de sucesso imediato, e a busca por otimizar seus resultados, podem estar associados à elevação no número de complicações advindas destes procedimentos. As do tipo vasculares (pseudo-aneurisma, fístula arteriovenosa, dissecção, trombose ou embolia no leito da punção, hematoma retroperitonial, hematoma significativo e sangramento externo) são consideradas relativamente frequentes e estão relacionadas ao aumento de morbi-mortalidade. O objetivo deste estudo foi identificar diagnósticos de enfermagem (DE) de acordo a NANDA, relacionados às complicações vasculares em pacientes submetidos a ICPs, descrevendo suas características definidoras e fatores relacionados, bem como elaborar instrumento para registrar e acompanhar estas intercorrências.
MÉTODO: Trata-se de pesquisa de campo retrospectiva e transversal, de abordagem quantitativa, realizadas através de busca em prontuários de pacientes submetidos à ICP entre de janeiro de 2007 a agosto de 2009, e que desenvolveram complicações vasculares.
RESULTADOS: Observou-se incidência de 2,9% ao ano deste agravo. Da amostra estudada 55,6% era do sexo feminino, a média idade de 67 anos. Quanto a antecedentes pessoais: 55,6% obesos, 33,3% tabagistas, 88,9% dislipidêmicos, 100% hipertensos, 44,5% diabéticos do tipo 2 e 55,6% possuíam quadro clínico de infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST. Das complicações identificadas observou-se 44,4% de pseudo-aneurisma e de sangramento externo e 11,1% de hematoma, sendo que 44,5% delas necessitaram de transfusão sanguínea. A via de acesso femoral foi utilizada em todos os casos e a hemostasia feita por compressão manual em 88,9%. Todos os achados do estudo corroboram aos dados de literatura consultados. Com a identificação dos problemas de enfermagem caracterizaram-se oito DE: Proteção Ineficaz (100%); Risco de Sangramento (100%); Risco de infecção (100%); Dor Aguda (55,6%); Perfusão Tissular Periférica Ineficaz (55,6%); Integridade Pele Prejudicada (55,6%); Débito Cardíaco Diminuído (44,5%); Integridade Tissular Prejudicada (44,5%). Para identificar, registrar e acompanhar estas complicações foi proposta a implantação de instrumento elaborado pelas autoras para normalizar a dinâmica do enfermeiro no controle destes agravos e oferecer ao cliente intervenções personalizadas e diretivas.
CONCLUSÕES: Assim evidencia-se que o enfermeiro é elemento chave na vigilância pós ICP para controlar e prevenir as complicações vasculares. A sistematização e documentação de sua Assistência visam ao cuidado de enfermagem seguro, efetivo e eficaz.




018 - IMPLANTAÇÃO DA CIRURGIA SEGURA NA HEMODINÂMICA

Gustavo Cortez Sacramento; Paula T. Hirayama; Silvio C. Conejo

Hospital Totalcor

INTRODUÇÃO: Em 2008, a Organização Mundial da saúde (OMS) revelou que foram realizadas 234.000.000 cirurgias no mundo, uma para cada 25 pessoas. Cerca de 2.000.000 de pacientes morreram nesses procedimentos e 7.000.000 apresentaram complicações, 50% delas consideradas evitáveis. E mais, para cada 300 pacientes admitidos nos hospitais, 12 morrem em virtude de procedimentos cirúrgicos. A realização de procedimento cirúrgico em paciente errado, técnica cirúrgica inadequada, sítio cirúrgico incorreto, material incorreto ou faltante e antecedente alérgicos são situações que poderiam ser evitadas com adoção de medidas; como dupla checagem das informações em sala, utilizando-se um checklist específico.
OBJETIVO: Implantação de rotina de dupla checagem e checagem dos dados do paciente junto à equipe médica e de enfermagem.
MÉTODO: Levantamento bibliográfico sobre a cirurgia segura (guideline do World Health Organization), checklist pré-operatório e benchmarking em centro cirúrgico de hospitais acreditados. Após o levantamento dos dados foram criadas as seguintes etapas: Dupla checagem junto à pulseira de identificação do paciente, impresso com checklist pré-operatório de cirurgia correta, quadro intraoperatório em sala.
RESULTADO: A realização da dupla checagem por meio de um profissional com a participação do paciente e de toda a equipe envolvida no procedimento é essencial ao sucesso do mesmo. Em nossa instituição o coordenador do checklist é o médico hemodinamicista que realizará o procedimento ou dará início ao exame (punção arterial).
CONCLUSÃO: A dupla checagem e o checklist realizado em todas as etapas do procedimento Vieram acrescentar qualidade e garantia de cirurgia segura na hemodinâmica.

 


 

 

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