Revista Brasileira de

Revista Brasileira de Cardiologia Invasiva
Publicação Oficial da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista ISSN: 2179-8397
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Idioma/Language: Português Inglês
Editora-Chefe
Áurea Jacob Chaves


Editores Associados
Alexandre Abizaid
Alexandre Quadros
Antonio Carlos Carvalho
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Claudia M. Rodrigues Alves
Fausto Feres
Francisco Chamié
J. Antonio Marin-Neto
J. Ribamar Costa Jr.
Luiz Alberto Mattos
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Pedro A. Lemos
Pedro Beraldo de Andrade
Ricardo Alves Costa
Rogério Sarmento-Leite


Editor de Imagens em Intervenção
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Editor de Intervenções Extracardíacas
Antonio M. Kambara


Editor de Relatos de Caso
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Suplementos - Suplemento 1 - Ano 2008

Temas Livres do XXX Congresso da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista
 
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MENSAGEM DO PRESIDENTE DA SBHCI

Luiz Alberto Mattos

Colegas e Amigos da SBHCI, minha saudação!

Chegamos novamente ao nosso Congresso anual, reunião deste departamento que floresceu e uma Sociedade se tornou, a trigésima edição, idade da maturidade, seja profissional seja científica.

A realização de um evento deste porte é a comunhão de esforços, agregados sob uma gerência determinada, sistemática, inovadora e, acima de tudo, apaixonada por tudo que efetiva, paixão esta denominada “SBHCI”.

A complexidade cada vez mais crescente para que esta jornada se consume com êxito se inicia com organização, transparência e uma agenda temporalmente respeitada, reparando os erros anteriores, antecipando as dificuldades, projetando o evento em uma grande angular de perspectivas.

O envolvimento é múltiplo, com interesses e focos de diversas matizes, mas que ao final se reúnem para um facho de luz único, a oferta de mais uma oportunidade de educação continuada, atualização científica, encontro social e praça para interação direta dos fornecedores de materiais e dispositivos que utilizamos todos os dias, para assim aplacarmos a dor e afastarmos o risco de morte dos nossos pacientes.

É o momento de agradecer à Comissão Científica Central da SBHCI, responsável pela confecção do conteúdo programático em união com a Diretoria da SBHCI, ao Presidente local do evento e seus comissionados, aos colegas que gerenciaram o concurso de temas livres, àqueles que contribuíram para as filmagens dos casos clínicos, à nossa equipe de colaboradoras, às assessorias de informática, de viagem e de organização, à montadora e a todos aqueles envolvidos diretamente na construção da nossa casa por quase três dias.

Agradeço com ênfase aos parceiros desta Sociedade, parceiros estes que muito além das perspectivas ofertadas pela concessão de cotas de patrocínio, que lhes impulsiona no mercado e os eleva economicamente, seguem leais a um grupamento, comprometidos com o bem estar dos pacientes, atingidos por meio das mentes e das mãos dos médicos aqui reunidos, sobre a égide desta Sociedade.

Citar os nomes daqueles que de fato se aplicaram, muito além de apenas postar o seu nome em grifo, promoveria uma lista monótona à leitura, mas a consciência do dever cumprido para com os seus pares está em suas almas e na sua retina ao capturar nestas linhas o meu mais sincero “muito obrigado”.

Desejo que usufruam destes quase 3 dias de programação plena disposta em 4 salas simultâneas de exposições, da ampla feira de exposição, que participem da Assembléia Societária, que se reencontrem, relembrem o passado e projetem um futuro melhor para todos nós.

Em Recife, cidade Luz, que me abençoa todos os dias e noites em que o reencontro, que me apazigua e fortalece, que soberana na sua majestade, reforça a humildade e respeito pelo amor à vida e a quem amamos, “eu vi o mundo, e ele começava em Recife..”

Um Ótimo Congresso!


Luiz Alberto Mattos
Presidente SBHCI




MENSAGEM DA COMISSÃO DE TEMAS LIVRES

Fernando Stucchi Devito


Caros colegas,

O XXX Congresso da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI) enseja o envolvimento de toda a nossa Sociedade para o contínuo desenvolvimento científico.

Com o programa de valorização e incentivo à produção científica da SBHCI, recebemos, neste ano, um número recorde de submissões de temas livres, desde a implantação do sistema eletrônico de submissão e julgamento. O crescimento das submissões foi de mais de dez pontos porcentuais em relação ao ano anterior, totalizando 241 temas livres. Destes, foram validados 221 trabalhos científicos, sendo 197 relacionados à área médica.

Todos os trabalhos foram analisados por três julgadores distintos de forma cega, entre os 64 membros titulares da SBHCI que aceitaram participar do julgamento no sistema eletrônico. O padrão das avaliações foi muito homogêneo (mais de 95%) e os poucos casos de discrepâncias nas notas (diferencial maior ou igual a cinco) foram encaminhados para novo julgamento.

Devido à disponibilidade dos espaços para a apresentação no Evento, foram aprovados 36% dos trabalhos submetidos, ou seja, 71 Temas livres, aqueles que obtiveram, no julgamento eletrônico, média aritmética final igual ou superior a 6,67.

Com a grande expectativa da premiação dos Temas livres neste ano, esperamos um interesse ainda maior nesta atividade durante o Congresso. Com exceção dos oito trabalhos já premiados na fase inicial com o prêmio “Prêmio Melhor Tema livre - Julgamento Eletrônico”, todos os temas livres (setenta trabalhos) a serem apresentados (categoria oral e pôster) irão concorrer aos demais prêmios oferecidos pela SBHCI, confira as regras no site http://www.congressosbhci.com.br/2008 A SBHCI agradece a todos os participantes deste processo, que acreditam na importância do desenvolvimento científico da Cardiologia Intervencionista Brasileira.

Um grande abraço


Fernando Stucchi Devito
Comissão Julgadora dos Temas Livres
XXX Congresso da SBHCI 2008




COMISSÃO DE JULGAMENTO DOS TEMAS LIVRES DO XXX CONGRESSO DA SBHCI

Fernando Stucchi Devito (SP)
Rogério Eduardo Gomes Sarmento-Leite (RS)
Wilson Albino Pimentel Filho (SP)
LISTA DOS JULGADORES



LISTA DOS JULGADORES





Prêmio Melhor Tema livre - Julgamento Eletrônico - XXX Congresso SBHCI 2008

DOENÇAS CARDIOVASCULARES ADQUIRIDAS APRESENTAÇÃO ORAL



001 - INCIDÊNCIA E PREDITORES DE TROMBOSE DE STENT APÓS IMPLANTE DE STENTS FARMACOLÓGICOS EM PACIENTES NÃO-SELECIONADOS COM LESÕES CORONÁRIAS COMPLEXAS TRATADOS NO MUNDO REAL - RESULTADOS DO REGISTRO DESIRE (DRUG-ELUTING STENT IN THE REAL WORLD)

RICARDO ALVES DA COSTA; AMANDA G. M. R. SOUSA; ADRIANA MOREIRA; J. RIBAMAR COSTA JR.; GALO MALDONADO; MANUEL CANO; FAUSTO FERES; LUIZ A. MATTOS; OTÁVIO BERWANGER; J. EDUARDO SOUSA;

HOSPITAL DO CORAÇÃO - ASSOCIAÇÃO DO SANATÓRIO SÍRIO - SP

Fundamentos: No Registro DESIRE, pacientes com indicação de intervenção coronária percutânea de rotina ou urgência foram incluídos de forma prospectiva e consecutiva em um único centro para tratamento com stent farmacológico (SF). Métodos: Um total de 2.329 pacientes com 3.575 lesões foram tratados com SF entre 2002 e 2007. Seguimento clínico foi realizado aos 1, 6 e 12 meses e anualmente até 5 anos. Trombose de stent foi definida de acordo com o Academic Research Consortium. Resultados: Média das idades era 63.8 anos, 29% eram diabéticos, 51% tinha revascularização prévia, 41% apresentaram quadro clínico de síndrome coronária aguda (incluindo 15% infarto agudo do miocárdio com supra de ST), 66% das lesões tinham alta complexidade (tipo B2/C pelos critérios do ACC/AHA), incluindo 29% com calcificação moderada/grave. A taxa cumulativa de trombose de stent no seguimento clínico tardio (2,6 ± 1,2 anos) foi de 1,6% [0,5% sub-aguda (<30 dias); 0,8% tardia (1-12 meses); 0,3% muito tardia (>12 meses). Na análise multivariada, os seguintes preditores independentes de trombose de stent foram identificados: tabagismo atual [RR 2,56; 95%IC 1,16-5,56; p=0,018], intervenção no IAM [RR 2,55; 95%IC 1,28-5,08; p=0,008], presença de calcificação moderada/grave na lesão [RR 2,50; 95%IC 1,16-5,39; p=0,020], e estenose residual no seguimento tratado [RR 1,23; 95%IC 0,99-1,53; p=0,063]. Conclusão: No Registro DESIRE, pacientes não-selecionados com lesões complexas tratados com SF apresentaram taxa de trombose de stent de 1,6% no seguimento clínico de até 5 anos. A maioria dos eventos ocorreu entre 1 e 12 meses (trombose tardia), e foi associado a tabagismo atual, intervenção no IAM, presença de calcificação moderada/grave na lesão, e estenose residual no seguimento tratado.


002 - MELHORA DOS ÍNDICES DE REPERFUSÃO MIOCÁRDICA COM UTILIZAÇÃO DE CATETERES DE TROMBECTOMIA NO INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO

ROGERIO LUCIANO SOARES DE MOURA; FERNANDO JOSÉ TAVARES; FERNANDO BARRETO; CARLOS BARRETO; MARCUS COSTA;

HOSPITAL BALBINO - RIO DE JANEIRO - BRASIL

Fundamento: Apesar da grande efetividade da angioplastia primária no IAM com elevação do segmento ST, a embolização distal de material aterotrombótico relaciona-se com redução da perfusão miocárdica e pior evolução. Objetivo: Demonstrar a importância da utilização dos cateteres de trombectomia em pacientes com infarto agudo miocárdio com elevação do segmento ST (IAMCEST) e a efetividade desses dispositivos na melhora da perfusão miocárdica. Materiais e Métodos: Estudo prospectivo randomizado 1:1, realizado em um único centro, no qual foram incluídos 152 pacientes com quadro de IAMCEST e Delta T de até 6. Foram divididos em 2 grupos, sendo o Grupo I – 76 pcts (GI) tratado de forma convencional através de angioplastia com Stent e o Grupo II – 76 pcts (GII) submetido a trombectomia com cateter aspirador de trombo, antes do implante do Stent. Os parâmetros de avaliação da melhora da perfusão miocárdica foram a queda do segmento ST > 70% e a medida do Blush miocárdico (? 2), avaliados como desfecho primário. O desfecho secundário foi a ocorrência de eventos cardíacos maiores (ECM) 9 meses após o procedimento (morte, novo IAM e trombose de Stent). Todos os pacientes fizeram uso de inibidor IIb/IIIa durante o procedimento. Resultados: Em 81.6% dos casos do GII, conseguimos aspiração efetiva de trombos, baseado em análise macroscópica do material aspirado. Houve melhora significativamente estatística nos índices de reperfusão avaliados: queda do ST >70% (43,4% x 88,2% / P<0.001) e Blush miocárdico ? 2 (61.8% x 89.5% / P= 0.012). Não observamos diferença na ocorrência de ECM no período intrahospitalar ou no acompanhamento tardio (9 meses). Conclusão: A utilização da trombectomia como adjuvante nos procedimentos de angioplastia primária mostrou-se efetiva na melhora da perfusão miocárdica no grupo de pacientes estudados.


003 - RISCO DE REESTENOSE EM PACIENTES SUBMETIDOS A IMPLANTES DE STENTS CORONARIANOS

ALEXANDRE QUADROS; CARLOS A M GOTTSCHALL; DAYANE DIEHL; ANA PAULA R RODRIGUES; MATEUS D VIZZOTTO; FERNANDA O CAMOZZATTO; JOÃO M P MARTINS; LA HORE CORREA RODRIGUES JÚNIOR; GIANA SASSI; THAIS B MODKOVSKI

INSTITUTO DE CARDIOLOGIA DO RS / FUC – PORTO ALEGRE - RS

Introdução: O perfil de risco de reestenose de populações tratadas com implante de stents coronarianos em nosso meio não é conhecido. Esta informação tem importância na decisão de incorporar uma estratégia seletiva de implante de stents farmacológicos pelo sistema público de saúde. Objetivos: Avaliar o risco de reestenose antes do procedimento de uma população de pacientes (pts) tratados com stents coronarianos. Métodos: Estudo observacional de corte transversal, com 4482 pts tratados com 5336 stents de janeiro de 2000 a dezembro de 2007. As características clínicas e angiográficas foram avaliadas. O risco de reestenose foi avaliado conforme a presença de diabete, pela extensão da lesão e o diâmetro do vaso. Foi aplicado um escore de reestenose previamente validado, com pontuação de 0 a 5 conforme a presença de diabetes mellitus (1 ponto), o diâmetro de referência do vaso tratado (3,5 mm=0) e a extensão da lesão (>20 mm=2 pontos, 10-20 mm=1, e Resultados: A média de idade foi de 60,64 ± 10,65 anos e 32% eram do sexo feminino. A média do diâmetro de referência do vaso tratado foi de 3,10 ± 0,51 mm, a média de extensão da lesão foi de 13,2 ± 5,9 mm, e 20% dos pts apresentava diabete. A distribuição dos pts conforme os pontos no escore de reestenose foi a seguinte: escore 0 = 4% dos pts; escore 1 = 22%; 2 =-34%; 3 = 29%; 4 = 9%; e escore 5 = 1% dos pts. Quanto à extensão da lesão, 8% apresentava lesões > 20 mm, e em relação ao diâmetro de referência, 28% apresentava vasos < 3 mm. Conclusão: Nesta população representativa da prática clínica diária de um centro de referência para cardiologia intervencionista, a maioria dos pts apresentava risco de reestenose baixo ou intermediário pelos critérios validados neste escore. A adoção de stents farmacológicos somente naqueles com alto risco de reestenose representaria seu uso em no máximo 20% dos procedimentos realizados atualmente


004 - RESULTADOS IMEDIATOS E TARDIOS DAS BIFURCAÇÕES TRATADAS COM STENTS FARMACOLÓGICOS. COMPARAÇÃO DAS ESTRATÉGIAS DE 1 STENT VERSUS 2 STENTS

BRENO OLIVEIRA ALMEIDA; MARCO A. MAGALHÃES; FÁBIO SÂNDOLI DE BRITO JR.; ALEXANDRE ABIZAID; TERESA C. NASCIMENTO; IVANISE GOMES; MARCO A. PERIN;

HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN – SÃO PAULO - SP

Fundamentos: Os stents farmacológicos reduziram a necessidade de nova revascularização nas lesões bifurcadas. Entretanto, o seguimento tardio e a estratégia mais adequada (1stent vs. 2stents) não estão bem estabelecidos. Métodos: De 06/2002 a 12/2006, 156 pacientes consecutivos com lesões coronarianas envolvendo bifurcações foram tratados com implante de stents farmacológicos. Comparou-se a taxa de eventos adversos combinados (óbito, infarto e revascularização do vaso alvo (RVA)) e a incidência de trombose do stent conforme a estratégia adotada (1 stent: ramo principal vs. 2 stents: ramo principal e ramo lateral). Resultados: A média das idades foi 65 ± 12 anos, 76% eram do sexo masculino e 30% diabéticos. O seguimento médio foi de 2,4 ± 1,3 anos. Utilizou-se a estratégia com 1 stent em 67% dos pacientes. Bifurcações verdadeiras ocorreram em 47% dos casos. A estratégia de 2 stents foi adotada em 33% dos casos (Crush:15%; Cullote: 3%; T-stent:10%; kissing stent simultâneo: 4%; V-stent:1%). Kissing balloon final foi utilizado em 86% dos casos. A sobrevida livre de eventos combinados estimada foi de 95% na estratégia com 1 stent vs. 87% com 2 stents; p Log Rank=0,03.). O risco ajustado para o uso de 2 stents foi 2.8 [IC 95%: 1,01-7,57; p=0.05]. A taxa de trombose no emprego de 1 stent em comparação com 2 stents foi 2% vs. 4%; p=0.5. Conclusões: O emprego dos stents farmacológicos nas bifurcações apresenta baixas taxas de eventos combinados no seguimento tardio e aparentemente a estratégia de 1 stent permanece a mais adequada.



005 - IMPACTO DOS MEIOS DE CONTRASTE IODIXANOL E IOXAGLATO NA REPERFUSÃO MIOCÁRDICA EM PACIENTES SUBMETIDOS À ANGIOPLASTIA PRIMÁRIA NO INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO

JOSE KLAUBER ROGER CARNEIRO; FILHO JMB; PIERRE AGM; COUTINHO MMV; OLIVEIRA MD; JUCÁ F; ARCANJO FS; OLIVEIRA F; MONTE V; CARAMORI PRA;

HOSPITAL DO CORAÇÃO DE SOBRAL - CE

Introdução: Uma significante proporção de pacientes com infarto agudo do miocárdio (IAM) e submetidos à angioplastia primária (AP) tem prejuízo na integridade microvascular e na perfusão miocárdica. É possível que os meios de contraste utilizados durante a AP interfiram na perfusão miocárdica por alterarem mecanismos celulares implicados neste processo. Objetivo: Comparar os meios de contraste iodixanol (não-iônico isosmolar) e ioxaglato (iônico de baixa osmolaridade) na perfusão miocárdica tecidual em pacientes com IAM submetidos à AP. Métodos: Estudo randomizado com uma população de 201 pacientes com IAM com tempo dor-porta < 12 horas submetidos à AP. O desfecho primário do estudo foi a presença de no-reflow definido como corrected TIMI frame count (CTFC) > 40 quadros, e o desfecho secundário foi a composição de morte cardíaca, reinfarto e acidente vascular cerebral (AVC) durante a hospitalização. Resultados: CTFC > 40 após AP ocorreu em 22,9% dos pacientes no grupo do ioxaglato e em 19,8% no grupo do iodixanol; p=0,611. Pela análise multivariada foram preditores independentes de no-reflow: diabete melito (OR=6,06; IC95% 1,6 - 21,7; p=0,0050), tempo de isquemia (OR=1,005; IC95% 1,002 – 1,008; p=0,0008), infarto em parede anterior (OR=4,07; IC95% 1,24 – 13,29; p=0,0100) e o volume de contraste usado no procedimento (OR=1,08; IC95% 1,003 – 1,180; p=0,0400). O desfecho secundário ocorreu em 9,5% dos pacientes no grupo do ioxaglato e em 9,4% no grupo do iodixanol; p=1,000. Conclusão: O presente estudo não demonstrou diferenças significativas na incidência de no-reflow entre os meios de contraste ioxaglato e iodixanol nos pacientes com IAM submetidos à AP. Também não foram observadas diferenças significativas na incidência dos desfechos clínicos combinados de morte, reinfarto ou AVC.


006 - RESULTADOS TARDIOS DO USO IRRESTRITO DOS STENTS FARMACOLÓGICOS NA PRÁTICA CLÍNICA DIÁRIA

MARCO ANTONIO PERIN; BRENO O. ALMEIDA; MARCO A. MAGALHÃES; ALEXANDRE ABIZAID; TERESA C. NASCIMENTO; IVANISE GOMES; FÁBIO S. BRITO JR.;

HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN – SÃO PAULO - SP

Fundamentos: Os estudos randomizados que avaliaram a segurança e eficácia dos stents farmacológicos demonstraram a redução sistemática na taxa de revascularização do vaso alvo em pacientes selecionados. Entretanto, a vigilância do impacto tardio dos stents farmacológicos em pacientes pertencentes à prática clínica diária ainda é necessária. Métodos: De 16/05/02 a 31/01/2007, 1111 pacientes consecutivos foram tratados com 1911 stents farmacológicos. Avaliaram-se a taxa global e os preditores independentes de eventos adversos maiores (óbito global, infarto e revascularização do vaso alvo) e a incidência de trombose do stent de acordo com os critérios ARC. Resultados: No total, a idade média foi de 66 ± 12 anos, 78% eram do sexo masculino e 31% diabéticos. A mediana do seguimento clínico foi de 2,3 anos (variação interquartil:1,2-3,4). Utilizou-se o stent eluidor de sirolimus (Cypher®) em 55% dos casos, stent eluidor de paclitaxel (Taxus®) em 28% e outros em 17% dos pacientes. Angina estável/isquemia silenciosa e síndrome coronariana aguda foram as apresentações clínicas em 40% e 60% dos pacientes, respectivamente. A intervenção envolveu bifurcações em 15%, enxerto venoso em 5% e múltiplos vasos em 29% dos casos. A taxa de eventos adversos maiores combinados cumulativa foi de 14%. A necessidade de revascularização do vaso alvo ocorreu em 7,5% dos pacientes e a taxa de trombose do stent (definitiva) ocorreu em 1,3% dos pacientes. Na regressão logística binária, os preditores independentes de eventos adversos maiores foram a presença de diabetes (OR:1,5 IC 95%[1,1-2,4]; p<0,05). Conclusões: Esse registro, composto por pacientes pertencentes à prática clínica diária e, portanto de maior complexidade anatômica e clínica, demonstrou baixas taxas de eventos e de nova revascularização do vaso alvo no seguimento tardio.


007 - COMPARAÇÃO ENTRE STENT FARMACOLÓGICO E STENT CONVENCIONAL PARA O TRATAMENTO DO INFARTO COM SUPRADESNIVELAMENTO DO SEGMENTO ST

MARCO AURELIO DE MAGALHAES PEREIRA; FÁBIO S. BRITO JR.; BRENO O. ALMEIDA; ALEXANDRE ABIZAID; TERESA C. NASCIMENTO; IVANISE GOMES; MARCO A. PERIN;

HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN – SÃO PAULO - SP

Fundamentos: Estudos randomizados que avaliaram o emprego dos stents farmacológicos no infarto agudo do miocárdio com supra do segmento ST (IAMSST) demostraram resultados conflitantes. Além disso, o seguimento tardio, após 2 anos, é pouco conhecido. Métodos: De 01/01 a 12/07 foram tratados 251 pacientes consecutivos com IAMSSTe implante de stent. Comparou-se a taxa de eventos cardíacos maiores cumulativa (óbito, infarto e revascularização do vaso alvo) dos 112 (45%) pacientes que receberam stent convencional vs. 139 (55%) pacientes que foram tratados com stents farmacológicos. Resultados: No total, a média das idades foi de 63 ± 12 anos, 77% eram do sexo masculino e 23% diabéticos. A mediana do seguimento clínico foi de 2,6 anos (variação:1,3-4,3). As características basais e do procedimento (idade,sexo, taxa de sucesso imediato, Killip > 3 à admissão, fração de ejeção do ventrículo esquerdo, uso de abciximab e diâmetro de referência) foram semelhantes entre os grupos. O tempo de dupla antiagregação plaquetária foi de 1,3 ± 0,8 anos no grupo que recebeu stent farmacológico. Os pacientes que receberam stent convencional apresentaram maior taxa de eventos cardíacos maiores cumulativos (23,4% vs. 9,4%; p).



008 - 700 CASOS DE ANGIOPLASTIA EM INFARTO AGUDO. PREDITORES DE MORTALIDADE.EXPERIÊNCIA DE 10 ANOS

MARCELLO AUGUSTUS DE SENA; BERNARDO KREMER DINIZ GONCALVES; RODRIGO TRAJANO S. PEIXOTO; ANGELO LEONE TEDESCHI;

PROCORDIS – NITERÓI - RJ

Fundamento: Angioplastia coronária é o método de escolha de reperfusão em infarto agudo do miocárdio (IAM) em centros especializados. Objetivo: Avaliar os pacientes (pc) admitidos com IAM com supra ST e submetidos a angioplastia primária que evoluiram para óbito intra-hospitalar. Identificar preditores de mortalidade. Delineamento: Estudo retrospectivo, consecutivo, de um único centro não-randomizado. Resultados: Entre julho de 98 e dezembro de 07 foram realizadas 703 angioplastias primárias. Excluídos os pc com delta T > 12 horas, selecionados 672 pc. Destes 59 pc (8,8%) evoluíram para óbito intra-hospitalar. Este grupo de pc apresentava predomínio do sexo feminino (45,8% x 30,7%, p=0,03), idade mais avançada (72,2 x 62,2, p. Conclusão: Os preditores de mortalidade identificados neste grupo de pacientes foram os seguintes: Sexo feminino, idade superior a 75 anos, presença de choque cardiogênico, delta T alargado, acometimento multiarterial, presença de calcificação coronária, fenômeno de no reflow e baixo fluxo TIMI3 pós.




Temas Livres

DOENÇAS CARDIOVASCULARES ADQUIRIDAS APRESENTAÇÃO ORAL



009 - SEGUIMENTO CLÍNICO DE PORTADORES DE INSUFICIÊNCIA RENAL SUBMETIDOS À INTERVENÇÃO CORONÁRIA PERCUTÂNEA COM STENTS FARMACOLÓGICOS

ADRIANA C MOREIRA; LUCIANO CAVALCANTE; AMANDA SOUSA; J.RIBAMAR COSTA JR; RICARDO COSTA; MANUEL CANO; GALO MALDONADO; LUIZ MATTOS; FAUSTO FERES; J.EDUARDO SOUSA;

HOSPITAL DO CORAÇÃO – ASS – SÃO PAULO - SP

Fundamentos: A insuficiência renal é tradicionalmente relacionada à evolução desfavorável após intervenção coronária percutânea. Os stents farmacológicos (SF) podem beneficiar este subgrupo de pacientes (P). Métodos e Casuística: De Maio/2002 a Julho/2007, os P tratados exclusivamente com SF foram prospectivamente incluídos neste registro e seguidos com 1, 6 e 12 meses e a partir de então anualmente. Excluíram-se P em fase aguda de IAM e com lesões em enxertos. Os demais foram divididos em 2 grupos de acordo com o comprometimento da função renal (Clearence de Cr < 60 e > 60). Todos foram tratados pré-ICP com clopidogrel (600mg+75mg/dia) e AAS (100mg/dia). Os antiplaquetários foram mantidos por 1 ano após a alta hospitalar. O objetivo primário foi comparar a ocorrência de eventos cardíacos maiores entre os 2 grupos. Resultados: 490 P com disfunção renal e 1010 P com função renal preservada foram incluídos. A média das idades foi mais elevada nos P com Clearance <60 (74,3 ± 10,2vs55,4 ± 8anos,p ± 1,3 anos) obtidos em 95% da população estão descritos na tabela.

Conclusão: No que se refere a necessidade de nova revascularização e trombose, o uso de SF aboliu o efeito negativo da IR. Porém, dada a maior complexidade clínica deste subgrupo de pacientes, a taxa de mortalidade continua superior à dos P com função renal preservada.


010 - RESULTADOS TARDIOS DO EMPREGO ROTINEIRO DOS STENTS FARMACOLÓGICOS NOS PACIENTES DIABÉTICOS

BRENO OLIVEIRA ALMEIDA; MARCO A. MAGALHÃES; FÁBIO S. BRITO JR.; ALEXANDRE ABIZAID; TERESA C. NASCIMENTO; IVANISE GOMES; MARCO A. PERIN;

HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN – SÃO PAULO – SP

Fundamentos: Pacientes diabéticos caracterizam-se pela elevada taxa de eventos cardíacos maiores após intervenção coronária percutânea, em parte relacionada à reestenose intrastent. O impacto tardio do uso rotineiro de stents farmacológicos nestes pacientes ainda é controverso. Métodos: De 05/2002 a 01/2007, 1111 pacientes foram tratados com 1911 stents farmacológicos (1,7 stent/paciente). Destes, 336 (31%) eram diabéticos. Comparou-se a taxa de eventos cardíacos maiores (óbito, reinfarto, revascularização da lesão alvo) e a incidência de trombose relacionada ao stent (critérios ARC) nos diabéticos vs. não diabéticos. Resultados: No total, a média das idades foi 66 ± 12 anos. A mediana de seguimento clínico foi de 2,3 anos (variação interquartil:1,2-3,4). Os pacientes diabéticos apresentaram maior taxa de dislipidemia (55% vs. 48%, p=0,04), hipertensão (70% vs. 59%; p). Conclusões: Nesta população não selecionada e de uso rotineiro de stents farmacológicos, a presença do diabetes permanece associada a maiores taxas de revascularização da lesão-alvo.


011 - IMPACTO DO ULTRASOM INTRACORONARIO PARA GUIAR O IMPLANTE DE STENTS FARMACOLÓGICOS NA REDUÇÃO DOS EVENTOS CLÍNICOS A LONGO PRAZO

COSTANTINO ORTIZ COSTANTINI; COSTANTINO O COSTANTINI; SERGIO G TARBINE; MARCELO F SANTOS; MARCOS BUBNA; ANICI BELEMER; EDNA DUARTE; MARCOS DENK; ROBSON SIPRAKI; COSTANTINO R COSTANTINI;

HOSPITAL CARDIOLOGICO COSTANTINI / FUNDAÇÃO FRANCISCO COSTANTINI – CURITIBA - PR

Introdução: Por permitir uma área luminal final maior, o ultrasom intracoronario (USIC) diminui a necessidade de reintervenção dos stents convencionais. O impacto clinico tardio deste método para guiar o implante de stents farmacológicos (SF) não foi ainda determinado. Métodos: Foram analisados 1350 pacientes consecutivos com DAC e que foram tratados com o implante de stents farmacológicos guiado pelo USIC e que alcançaram pelo menos 6 meses de evolução pós implante. Dois grupos foram comparados de acordo à utilização (USIC, N=952) ou não (NUSIC, N=398) do USIC para guiar o implante do SF. Os grupos foram comparados com testes estatísticos habituais. Um valor de p (FVA) (Morte,infarto, trombose ou reintervenção do vaso tratado). Resultados: A idade média foi de 63 anos nos dois grupos. Diabéticos representaram 33% dos pcts nos dois grupos. O grupo USIC foi mais complexo que o NUSIC (Doença multiarterial 46%vs54%, p=0.01; bifurcação tratada 51% vs 44%, p=0.03; Relação stent/lesão 1,2VS 1,14, p=0.05). A média de acompanhamento foi de 30 meses nos dois grupos. O grupo USIC apresentou uma taxa de FVA de 13,5% VS 18,8%, p=0.013, diferença produzida principalmente pela menor taxa de trombose de SF no grupo USIC (0,96% VS 2,52%,p=0.02). Na análise de regressão logística a presença de doença multiarterial (p). Conclusão: Nesta analise retrospectiva de pacientes não selecionados a utilização do USIC diminui de forma significativa a falha do vaso tratado. Esta diminuição foi determinada principalmente pela redução das taxas de trombose do stent. O beneficio do USIC estaria determinado pela comprovação da adequada expansão e aposição do stent contra a parede vascular.


012 - RESULTADOS CLÍNICOS TARDIOS (2 ANOS) DE PACIENTES NÃO-SELECIONADOS COM LESÕES CORONÁRIAS COMPLEXAS TRATADOS COM STENT ELUIDOR DE ZOTAROLIMUS (ENDEAVOR) NA PRÁTICA CLÍNICA DO “MUNDO REAL”

FAUSTO FERES; COSTA, R A; BERALDO, P; COSTA JR, J R; TANAJURA, L F; STAICO, R; MAIA, J P; SIQUEIRA, D; SOUSA, A G M R; SOUSA, J E M R;

INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA – SÃO PAULO - SP

Fundamentos: O stent eluído com zotarolimus Endeavor demonstrou excelente segurança e eficácia clínica no tratamento de pacientes com doença arterial coronária incluídos em estudos controlados envolvendo lesões não-complexas. No entanto, o impacto do stent Endeavor na prática clínica do mundo real pernamece desconhecido. Métodos: Entre Janeiro e Março de 2006, 100 pacientes com indicação de intervenção coronária percutânea de rotina ou urgência foram incluídos de forma prospectiva e consecutiva num registro unicêntrico onde o stent Endeavor foi utilizado como estratégia inicial de tratamento. Resultados: 39% dos pacientes eram diabéticos, e 81% das lesões eram de alta complexidade (tipo B2/C de acordo com o ACC/AHA). Um total de 140 lesões foram tratadas com sucesso com 174 stents Endeavor, e o sucesso do procedimento foi de 98% (2 pacientes apresentaram infarto agudo do miocárdio não-Q). O diâmetro médio do vaso foi 2.69mm, e a extensão da lesão 16.0 mm; no reestudo angiográfico aos 6 meses (96%), a perda luminal tardia foi de 0.66 mm, e a taxa de reestenose no segmento tratado foi de 8,2%. A reestenose foi aumentada em diabéticos (15,5 vs. 2,6%, p=0,009), e a presença de diabetes foi o único preditor independente de reestenose angiográfica [RR=15,27 (95%IC 2,45-95,04), p=0,003]. No seguimento clínico de 1 ano (100%), a taxa cumulativa de eventos cardícos adversos maiores (ECAM) foi de 6% (4% de revascularização do vaso alvo, RVA); aos 2 anos (96%), a taxa cumulativa de ECAM foi de 8,3% (6,3% RVA). Não houve ocorrência de morte ou trombose de stents durante todo o período de seguimento clínico. Conclusão: Nesse estudo prospectivo envolvendo pacientes não-selecionados do mundo real com lesões complexas, o stent eluído com zotarolimus Endeavor demonstrou excelente segurança e eficácia clínica sustentadas no seguimento tardio de 2 anos, incluindo taxa de RVA de 6.3% e ausência de eventos trombóticos ou morte.


013 - STENTS FARMACOLÓGICOS COM POLÍMERO BIODEGRADÁVEL E ELUIÇÃO DE PACLITAXEL (INFINNIUM) E DE SIROLIMUS (SUPRALIMUS) REDUZEM A NECESSIDADE DE NOVA INTERVENÇÃO EM CASOS COMPLEXOS: ACHADOS DO ESTUDO CONTROLADO E RANDOMIZADO PAINT

PEDRO ALVES LEMOS NETO; INVESTIGADORES DO ESTUDO PAINT;

ESTUDO MULTICÊNTRICO BRASILEIRO – INCOR – HC/FMUSP – SÃO PAULO – SP

Fundamentos: O presente estudo objetiva avaliar o impacto de dois novos stents com polímeros biodegradáveis, eluidores de paclitaxel e sirolimus respectivamente, no tratamento de pacientes com alto risco de reestenose. Material e Métodos: No estudo randomizado PAINT, 275 pacientes foram alocados para stent com polímero biodegradável eluidor de paclitaxel, ou sirolimus, ou stent convencional (proporção 2:2:1). O presente estudo inclui 187 pacientes (paclitaxel=80 pts, sirolimus=69 pts, controle=38 pts) que apresentavam uma ou mais das seguintes características: vaso fino (diâmetro do stent=2,5 mm), lesão longa (comprimento do stent >23 mm), ou diabetes. Resultados: No total, 45% eram diabéticos. O comprimento e o diâmetro dos stents foram de 23,2 ± 4,0 mm (63% dos stents >23 mm) e de 3,0 ± 0,4 mm (27% dos stents=2,5 mm) respectivamente. Após um seguimento de 260 ± 116 dias, as taxas de eventos para os grupos Infinnium, Supralimus e controle foram: morte (3,0% vs. 1,5% vs. 0%; p=0,6), infarto do miocárdio (2,5% vs. 3,4% vs. 6,7%; p=0,9) e revascularização do vaso alvo (1,5% vs. 1,5% vs. 10,5%; p=0,013). Os dados da angiografia de controle e a evolução clínica após 1 ano estarão disponíveis no momento da apresentação. Conclusão: Achados preliminares do estudo randomizado PAINT sugerem que, em comparação com stents convencionais, ambas as formulações de stents farmacológicos com polímero biodegradável (paclitaxel ou sirolimus) são eficazes na redução do risco de nova revascularização em 260 dias em pacientes com alto risco de reestenose, sem aumento na incidência de morte ou infarto do miocárdio.


014 - INSUFICÊNCIA RENAL AGUDA PÓS INTERVENÇÃO CORONÁRIA NO INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO:PREDITORES E EVOLUÇÃO CLÍNICA EM 1ANO

RAPHAEL LANZA E PASSOS; JOSÉ FÁBIO ALMIRO SILVA; FRANCISCO CARLEIAL FEIJÓ DE SÁ; DIMYTRI ALEXANDRE A. SIQUEIRA; FAUSTO FERES; ALEXANDRE ABIZAID; RODOLFO STAICO; LUIZ ALBERTO MATTOS; AMANDA G.M.R. SOUSA; J. EDUARDO SOUSA;

INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA – SÃO PAULO – SP

Fundamento: A ocorrência de insuficiência renal aguda (IRA) associa-se a pior evolução pós-infarto agudo do miocárdio (IAM), sendo de natureza multifatorial. Os preditores e o prognóstico da IRA pós-intervenção coronária percutânea (ICP) primária ainda não estão bem estabelecidos. Objetivo: Identificar os preditores de IRA em pacientes (P) com IAM com supra de ST submetidos a ICP primária e determinar a evolução clínica desta condição. Método: Estudo retrospectivo no qual foram incluídos P com quadro de IAM com supra de ST submetidos a ICP primária no período de 2002 a 2007. Os P foram classificados quanto a presença de IRA–aumento da creatinina ?0,5mg/dl ou >25% em relação aos valores basais. Os P foram acompanhados clinicamente por 1 ano através de revisão de prontuário e contato telefônico para avaliação de eventos maiores. Resultados: Foram incluídos 150 P com média de idade de 60 anos,sendo 73%do sexo masculino. Fatores considerados relevantes de risco de IRA como diabetes mellitus (34%), killip >1 (27%), volume de contraste e fármacos também foram avaliados. A IRA ocorreu em 15,3% dos P. Após análise multivariada, a apresentação ou ocorrência de Killip >1 (p=0,021), o uso de aminas vasoativas (p=0,033) e a necessidade de ventilação mecânica (p=0,002) estiveram associados à IRA. Após 1 ano os eventos óbito (p=0,001), hemodiálise (p=0,281) e eventos combinados óbito-hemodiálise (p=0,001) foram significativos nos P com IRA. Conclusão: Os principais preditores de IRA após ICP primária relacionam-se com a má evolução clínica intra-hospitalar. A IRA pós ICP primária constitui preditor independente de mortalidade/eventos maiores em 1 ano.


015 - HIDRATAÇÃO COM BICARBONATO DE SÓDIO NA PREVENÇÃO DE NEFROPATIA POR CONTRASTE: ESTUDO CLÍNICO MULTICÊNTRICO

VITOR OSORIO GOMES; LASEVITCH, R; MACHADO, B; ARRUDA, JA; LIMA, V; PEREZ-ALVA, JC; ARNDT, M; BRITO JUNIOR, FS; CARAMORI, P; CENTRO DE TERAPIA ENDOVASCULAR -

HOSPITAL MÃE DE DEUS / SERVIÇO DE HEMODINÂMICA - HOSPITAL SÃO LUCAS-PUCRS – PORTO ALEGRE – RS

Introdução: A hidratação com bicarbonato de sódio se mostrou útil na prevenção de nefropatia induzida por contraste (NIC) em um pequeno estudo unicêntrico. No entanto, o papel dessa estratégia em pacientes submetidos a cateterismo cardíaco (CAT) não está bem estabelecido. Nós avaliamos o efeito da hidratação com bicarbonato de sódio na prevenção de NIC nessa população. Métodos: Ensaio clínico randomizado envolvendo 301 pacientes com creatinina sérica (Cr) >1,2 mg/dl ou depuração da creatinina endógena (DCE) < 50 ml/min que realizaram CAT em 8 centros nacionais e 1 centro de fora do país. Os pacientes foram randomizados para receber hidratação com bicarbonato de sódio 8,4% (154 ml) diluído em 846 ml de SG 5%, iniciando 1h antes do procedimento na dose de 3 ml/Kg/h e após 1 ml/kg/h por mais 6h, ou hidratação com SF 0,9% no mesmo volume e intervalo de tempo. Todos os procedimentos foram realizados com contraste iônico de baixa osmolaridade. A Cr foi medida antes do procedimento e 48h após, sendo considerado NIC o aumento de 0,5 mg/dl da Cr. Resultados: Não houve diferença quanto às características demográficas e do procedimento entre os 2 grupos. A incidência de NIC foi 6,1% no grupo bicarbonato e 6,0% no grupo SF (p=0,96). Os resultados principais são mostrados na tabela.

Conclusão: Nesse estudo multicêntrico, a hidratação com bicarbonato de sódio não se mostrou superior a hidratação com SF 0,9% na prevenção de NIC em pacientes submetidos a CAT.



Prêmio Abbott Vascular Intervencionista do Ano 2008 - Temas Livres

DOENÇAS CARDIOVASCULARES ADQUIRIDAS APRESENTAÇÃO ORAL



016 - PERFIL DE SEGURANÇA DOS STENTS FARMACOLÓGICOS NAS SÍNDROMES CORONÁRIAS AGUDAS: ANÁLISE DE 900 CASOS CONSECUTIVOS

CARLOS AUGUSTO HOMEM DE MAGALHAES CAMPOS; PEDRO A. LEMOS; EXPEDITO E. RIBEIRO; JOAO L. FALCAO; ANDRE G. SPADARO; LUIZ J. KAJITA; PEDRO HORTA; GILBERTO MARCHIORI; EULOGIO E. MARTINEZ;

INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FACULDADE DE MEDICINA DA USP – SÃO PAULO – SP

Fundamentos: Os stents farmacológicos constituem um grande avanço no tratamento da doença coronária. No entanto, seu emprego nas síndromes coronárias agudas tem sido objeto de intensa discussão científica. População e métodos: De maio de 2002 e setembro de 2006, 910 pacientes consecutivos foram tratados com implante de pelo menos um stent farmacológico e foram incluídos na presente análise. Os pacientes foram divididos em 2 grupos de acordo com o quadro clínico de admissão: 1) Grupo Estável (635 portadores de angina estável) e 2) Grupo Instável (275 pacientes com infarto recente ou angina instável). Analisamos as características clínicas, angiográficas e a ocorrência tardia de eventos adversos. Resultados: As características clínicas entre os grupos foram semelhantes, exceto pela maior freqüência de tabagistas nos instáveis e de intervenção percutânea prévia nos estáveis. Aqueles com síndromes instáveis apresentaram significativamente menor diâmetro luminal mínimo (0,8 ± 0,3 vs. 0,9 ± 0,3), maior diâmetro de referência (2,6 ± 0,5 vs. 2,5 ± 0,4) e maior grau de estenose luminal percentual (68,7 ± 10,5% vs. 64,8 ± 10%); sendo as demais características angiográficas semelhantes entre os grupos. Após 588 dias (mediana do tempo de seguimento), os grupos, estável e instável, tiveram índices semelhantes de re-infarto (2,8 vs. 5%;p=0,1), revascularização do vaso alvo (6 vs. 7,7%; p=0,4) e óbito (4,5 vs. 6,5%; p=0,2), respectivamente. No entanto, quanto à ocorrência de trombose, esta foi significativamente mais freqüente nos pacientes com quadros coronarianos agudos (1,4 vs. 4,4%; p=0,02), principalmente pela ocorrência de trombose tardia (2,9 vs. 0,6; p=0,01). Conclusão: Nesta população, os stents farmacológicos demonstraram ser uma ferramenta com bom perfil de segurança no tratamento das síndromes coronárias agudas em relação aos pacientes com doença coronária crônica, considerando que o diagnóstico à admissão, por si, já os expõe a um maior risco de eventos adversos.


017 - ATÉ QUE PONTO A COMPLEXIDADE CLÍNICA E ANGIOGRÁFICA INFLUI NOS RESULTADOS IMEDIATOS E TARDIOS DE PACIENTES TRATADOS COM STENTS FARMACOLÓGICOS? – UMA COMPARAÇÃO ENTRE INDICAÇÕES “ON LABEL”E “OFF LABEL” NO REGISTRO DESIRE

JOSE DE RIBAMAR COSTA JUNIOR; AMANDA SOUSA; ADRIANA MOREIRA; RICARDO COSTA; MANUEL CANO; GALO MALDONADO; CANTÍDIO CAMPOS NETO; CÉSAR JARDIM; OTAVIO BERWANGER; J EDUARDO SOUSA;

INSTITUTO DE ENSINO E PESQUISA DO HOSPITAL DO CORAÇÃO – ASS – SÃO PAULO – SP

Introdução: Após o questionamento da segurança tardia dos stents farmacológicos (SF) de 1ª geração, a agência reguladora americana FDA emitiu parecer contendo as indicações clínicas e angiográficas para as quais o uso de tais stents estaria embasado por estudos clínicos (indicações “on label”). Foram assim considerados os pacientes (P) com isquemia silenciosa/angina estável, portadores de lesão de novo, única, Métodos: Entre Maio/2002 e Maio/2007 todos os P tratados exclusivamente com SF em nosso serviço foram incluídos neste registro e divididos em 2 grupos de acordo com o tipo de indicação para a intervenção percutânea (“on label” vs. “off label”). Excluíram-se desta análise P tratados em fase aguda de IAM e aqueles com lesões em enxertos venosos/arteriais. O objetivo primário foi comparar a taxa de eventos cardíacos maiores (ECAM) e trombose de stent (TS) entre os grupos no seguimento clínico tardio (> 1 ano). Resultados: Dos 2.014 P tratados, 1.533 (76%) o foram por indicações “off label”. Seguimento clínico foi obtido em 97% da população (média de 2,6 ± 1,2 anos). Ao final de 5 anos, 95% dos P “on label” e 92% dos “off label” estavam livres de ECAM (p=0,02). Esta diferença deveu-se a maior incidência de IAM (2,3% vs. 1,6%, p=0,04) e óbito cardíaco (2,7% vs. 1,0%, p. Conclusão: Ainda que o uso de SF em situações “off label” tenha cursado com pior evolução tardia em relação ao grupo de baixa complexidade (“on label”), as baixas taxas de ECAM.


018 - O IMPACTO DOS FATORES CLÍNICOS E ANATÔMICOS NA INCIDÊNCIA DE EVENTOS EM PACIENTES TRATADOS COM STENTS FARMACOLÓGICOS

MARCO AURELIO DE MAGALHAES PEREIRA; FÁBIO S. BRITO JR.; BRENO O. ALMEIDA; ALEXANDRE ABIZAID; TERESA C. NACIMENTO; IVANISE GOMES; MARCO A. PERIN;

HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN – SÃO PAULO – SP

Fundamentos: O emprego “Off-label” dos stents farmacológicos está associado a maiores taxas de eventos em comparação com as indicações “On-label”. O conhecimento do impacto individual e da interação entre as variáveis clínicas e anatômicas pode permitir a adoção de medidas farmacológicas e intervencionistas objetivando a melhora dos resultados. Métodos: De 06/02 a 01/07, 1073 pacientes consecutivos foram tratados com stents farmacológicos e classificados em: Grupo I (controle: n=214) - características “On-label” e ausência de diabetes; Grupo II (clínico: n=223) - síndrome coronariana aguda de alto risco, infarto agudo do miocárdio ou a presença de diabetes; Grupo III (anatômico:n=297) - vaso fino, bifurcações, enxertos venosos, (múltiplos stents ou intervenção multiarterial) e Grupo IV (clínico-anatômico: n=339) - pelo menos uma característica clínica e uma anatômica. Compararam-se as taxas de eventos combinados maiores (óbito global, revascularização do vaso alvo (RVA), e trombose do stent). Resultados: No seguimento clínico de 2,4 ± 1,3 ano, a incidência de eventos combinados maiores foi 14%. Observou-se um crescente aumento na taxa de eventos combinados do grupo I ao IV (6,5% vs. 10,3%, vs. 15,8% vs. 19,5%; p).



019 - ATIVAÇÃO INFLAMATÓRIA SISTÊMICA: HÁ DIFERENÇA ENTRE OS STENTS CONVENCIONAIS E FARMACOLÓGICOS?

ROGERIO LUCIANO SOARES DE MOURA; MARCUS COSTA; FERNANDO BARRETO; FERNANDO JOSÉ TAVARES; CARLOS EDUARDO BARRETO;

HOSPITAL BALBINO - RIO DE JANEIRO - BRASIL

Fundamento: A utilização de Stents nas intervenções coronárias percutâneas (ICP) induz a ativação de resposta inflamatória sistêmica, conforme previamente publicado. Objetivo: Comparar o grau de ativação da resposta inflamatória sistêmica entre os stents convencionais (SC) e os Stents Farmacológicos (SF). Materias e Métodos: Estudo prospectivo, não-randomizado, envolvendo 182 pacientes, divididos em três grupos: Grupo I (64 pcts) submetidos a ICP com SC, Grupo II (53 pcts) submetidos à ICP com SF com Sirolimus e o Grupo III (65 pcts) submetidos a ICP com SF com Paclitaxel. Foram dosados os níveis séricos de Proteína C Reativa (PCR) antes, 24 h e 1 mês após o procedimento. Todos os pacientes encontravam-se em uso de terapêutica antiagregante plaquetária dupla e estatina, além das medicações habituais. Foram excluídos pacientes com síndromes coronarianas agudas, processos infecciosos ativos, neoplasias, tabagistas, obesos (IMC > 35), hepatopatas e diabéticos. O desfecho primário foi a redução da PCR e o desfecho secundário a ocorrência de eventos cardíacos maiores (morte, IAM, trombose de Stent). Resultados: Não houve diferença estatística com relação a ocorrência de ECM entre os grupos (0% x 1.8% x 1.5%). Em relação aos níveis de PCR, não observamos diferença signicativamente estatística entre os grupos no pré-procedimento. Houve um aumento dos níveis de PCR após 24 horas nos três grupos, igualmente sem significância estatística. Entretanto, observamos uma nítida redução dos valores após 1 mês no G I em relação aos grupos G II e G III, os quais não apresentaram diferença estatisticamente relevante entre si (1,1 ± 0,7 mg/l vs 5,2 ± 1,3 mg/l vs 5,9 ± 1,4 mg/l/p. Conclusão: A resposta inflamatória se faz presente quando da utilização de ambos os tipos de Stents, porém mostra-se mais duradoura nos pacientes submetidos a implante de SF, não havendo diferença entre os dois tipos de SF utilizados.


020 - EFICÁCIA DOS STENS FARMACOLÓGICOS EM PACIENTES COM PERDA DE FUNÇÃO RENAL

VITOR OSORIO GOMES; RICARDO LASEVITCH; CARISI POLANCZYK; MARCELO ARNDT; ANA KREPSKY; PATRICIA BLAYA; PATRICIA HICKMANN; DENISE OLIVEIRA; LUIS SMIDT; PAULO CARAMORI;

CENTRO DE TERAPIA ENDOVASCULAR - HOSPITAL MÃE DE DEUS / SERVIÇO DE HEMODINÂMICA - HOSPITAL SÃO LUCAS-PUCRS – PORTO ALEGRE – RS

Introdução: Pacientes com insuficiência renal crônica (IRC) submetidos à angioplastia coronariana (ACTP) com implante de stents convencionais (BMS) apresentam mais reestenose e piores desfechos clínicos. Há limitada informação a respeito desempenho dos DES em pacientes com perda de função renal. Métodos: Essa é uma sub-análise de um registro de pacientes submetidos a implante de DES com seguimento de até 5 anos. Um total de 460 pacientes foram divididos em 2 grupos de acordo com a creatinina sérica (Cr). Resultados: O tempo médio de seguimento foi 23 ± 12 meses, sendo o seguimento máximo de 64 meses. Apresentavam Cr > 1,5 mg/dl 66 pacientes e 394 pacientes tinham Cr.

Conclusão: Em pacientes submetidos a ACTP com DES, a IRC está associada a maior incidência de IAM e maior mortalidade. Entretanto não foi observado impacto dos níveis de creatinina sobre a incidência de RVA, indicando que a eficácia dos DES em prevenir reestenose seja mantida mesmo em pacientes com perda de função renal.



Temas Livres

CARDIOPATIAS CONGÊNITAS



021 - RESULTADOS TARDIOS DE PACIENTES SUBMETIDOS À OCLUSÃO PERCUTÂNEA DO DEFEITO DO SEPTO ATRIAL

BRUNO MACEDO DE AGUIAR; JOSÉ CARLOS R BRITO; MARIA LÚCIA DUARTE; CANDICE PORTO; ADRIANO OLIVEIRA; MARCELO GOES; FERNADO BULLOS F; A AZEVEDO J; ADEMAR S F; HEITOR G CARVALHO;

HOSPITAL SANTA IZABEL – SALVADOR – BA

Fundamento: Os resultados imediatos de pacientes (pc) submetidos à oclusão percutânea do defeito do septo atrial (DAS) pela prótese Amplatzer (PA) estão bem estabelecidos, porém, pouco tem sido relatado a respeito do seguimento tardio. Material: Noventa e três pc portadores de DSA tipo ostium secundum, idade variando de 7 a 75 anos (média= 39 anos), 77 % do sexo feminino, tratado com sucesso, entre março de 2001 a fevereiro de 2008, pelo implante percutâneo da PA, compõem o contingente avaliado. Quando da alta hospitalar, os pc foram orientados a usar AAS 100mg e também fazer profilaxia para endocardite durante seis meses. Também foi orientados realização de ecocardiograma bidimensional com Dopller e mapeamento de fluxo a cores (Eco2D) nos 3º e 6º meses e anualmente após o tratamento. No seguimento tardio os pc ou seus médicos assistentes foram contatados por telefone com perguntas específicas sobre sintomas e dados do Eco2D. Resultados: Foram obtidas informações de 82 (88%) pc. O período de acompanhamento variou de 1 mês a 84 meses (média 38 meses). Todos os pc contatados realizaram, pelo menos, 1 Eco2D no seguimento. 81 (99%) pc estão vivos e assintomáticos. Um pc foi a óbito por insuficiência cardíaca após 3 anos do tratamento e nesse, o Eco2D mostrou oclusão do DSA. A exceção de 1 pc com discreto shunt, nos demais (99%), o DSA foi ocluido. Não ocorreram complicações tais como embolização da PA e necessidade de cirurgia eletiva ou de emergência. Conclusões: A oclusão percutânea do DSA pela PA apresentou excelentes resultados tardios com alto percentual de oclusão do DSA.


022 - OCLUSÃO PERCUTÂNEA DE COMUNICAÇÃO INTER ATRIAL TIPO OSTIUM PRIMUM (CIA OP) – NOVA OPÇÃO TERAPÊUTICA OU APENAS UM GOLPE DE SORTE?

FRANCISCO JOSE ARAUJO CHAMIE DE QUEIROZ; DANIEL CHAMIÉ; JORGE HADDAD; MARIA LUISA MEURER; MARIA LUISA ARAGÃO; ELEPHTERIOS SIDERIS;

HOSPITAL DOS SERVIDORES DO ESTADO - MS, RJ.

Introdução: Até o momento, o uso percutâneo de próteses para o fechamento das CIA OP era considerado impossível.Os autores relatam pela primeira vez, um caso bem sucedido de oclusão percutânea de CIA OP utilizando Transcatheter Patch. Relato de caso: TST, m, 25 a, portador de CIA OP e cleft mitral, sem regurgitação significativa. Operado em 2005, apresentou CIA OP residual de 16 mm. Recusou nova cirurgia. Após consentimento informado, foi referido para tentativa de oclusão percutânea. Métodos: O diâmetro estirado da CIA mediu 21 mm, obtido pela oclusão do defeito com balão medidor CMD Sizing Balloon inflado com 6ml de solução salina e contraste. Sobre guia rígida introduzida na aorta descendente foi posicionada bainha de Mullins 12 F através do defeito. Foi selecionado Patch de tamanho médio, com cola cirúrgica de Polietileno Glicol montado sobre balão medidor CMD e introduzido através da bainha longa. O sistema foi recuado, ocluindo o defeito e expandindo o patch. Mantendo o sistema imobilizado, o paciente foi encaminhado para unidade fechada. Resultados: O balão foi retirado sob fluoroscopia e ETE na manhã seguinte, deixando o patch aderido ao septo atrial. ETE de controle mostrou CIA OP completamente fechada, sem shunt residual nem interferência sobre as valvas átrio-ventriculares. O mesmo aspecto foi obtido no ETT de controle apos um mês. Não houve complicações relativas ao procedimento, até a presente data. Conclusões: O fechamento com Transcatheter Patch, neste caso, foi possível, seguro, e eficaz. Esta técnica só deverá ser tentada por profissionais experientes em intervenção, só devendo ser utilizada em casos extremamente selecionados. Mais estudos se fazem necessários para melhor estabelecer a segurança, eficácia e reprodutibilidade desta técnica.


023 - OCLUSÃO PERCUTÂNEA DOS DEFEITOS DO SEPTO ATRIAL UTILIZANDO MAIS DE UMA PRÓTESE

FRANCISCO JOSE ARAUJO CHAMIE DE QUEIROZ; DANIEL CHAMIÉ; SERGIO RAMOS; JOÃO CARLOS TRESS; ROSAURA VICTER;

CARPE - CARDIOLOGIA PEDIÁTRICA E FETAL DO RIO DE JANEIRO - RJ / INTERCAT - CARDIOLOGIA INTERVENCIONISTA - RIO DE JANEIRO - RJ

Introdução: O uso de mais de uma prótese tem sido descrito, mas ainda há poucos estudos sobre o assunto, especialmente no que diz respeito ao seguimento de longo prazo. Métodos: desde abril de 1999 a dezembro de 2007 selecionamos aqueles portadores de defeitos múltiplos, que necessitaram mais de uma prótese para sua oclusão. Incluímos, também, dois casos de pacientes com shunt residual e que necessitaram de um segundo dispositivo. Os casos foram todos selecionados através de ecocardiogramas transesofágicos. Resultados: No período mencionado, 211 pacientes foram submetidos a fechamento percutâneo de CIAs. Destes, 14 pacientes necessitaram uso de duas próteses para oclusão de seus defeitos. O implante foi possível em todos os casos. O diâmetro dos orifícios menores mediu 10,5 ± 4,0 mm e dos maiores 20,6 ± 5,5 mm. Foram utilizadas 30 próteses, sendo 29 Amplatzer para CIA e uma Amplatzer para forame oval. O diâmetro central das próteses de CIA variou de 5 a 34 mm (16,8 ± 7,6 mm). A prótese de forame oval foi de 25 mm. Não houve complicações graves ou óbitos. Shunt residual imediato estava presente em três pacientes. Conclusões: Apesar de tecnicamente mais complexo, o fechamento das CIA com duas próteses é possível, seguro e eficaz. Até o presente momento o uso de duas próteses metálicas não parece ser danoso ao septo atrial ou a estruturas vizinhas. Apesar disso, mais estudos são necessários para definir a segurança deste procedimento, especialmente em crianças.


024 - OCLUSÃO PERCUTÂNEA DE COMUNICAÇÃO INTER VENTRICULAR PERIMEMBRANOSA (CIV PM). TRANSCATHETER PATCH - UMA NOVA OPÇÃO?

FRANCISCO JOSE ARAUJO CHAMIE DE QUEIROZ; DANIEL CHAMIÉ; JORGE HADDAD; MARIA LUIZA MEURER; MARIA LUISA ARAGÃO; FELIPE WERNECK; ELEPHTERIOS SIDERIS;

HOSPITAL DOS SERVIDORES DO ESTADO – MS - RJ

Introdução: o fechamento percutâneo das CIV PM apresentou resultados iniciais bastante satisfatórioscom as próteses Amplatzer. A ocorrência de Bloqueio AV Total (BAVT) imprevisível e, tardio em alguns casos, fez com que a maioria dos Serviços buscasse uma outra opção, mais segura, para esses casos. Apresentamos aqui, a nossa experiência inicial com o “Transcatheter Patch” no fechamento desse defeito. Métodos: foram selecionados dois pacientes através de ecocardiogramas transtorácicos (ETT). Foi realizado cateterismo direito e esquerdo por punção de artéria e veia femoral sob monitoração contínua por ecocardiograma transesofágico (ETE) e fluoroscopia. Após as angiografias, a CIV foi cruzada com o cateter arterial e obtida alça artério-venosa com uma guia de troca capturada através de cateter laço de 20mm e retirada pela veia. Pela extremidade venosa era introduzida bainha de Mullins 10F e posicionada em aorta ascendente. No seu interior era avançado “Transcatheter Patch” pequeno, com cola de Polietileno Glicol aplicada, montado sobre balão medidor CMD até a extremidade da bainha longa. O balão era inflado e recuado até ocluir o defeito, expandindo o patch. Angiografias de controle eram obtidas em VE e o sistema era fixado na pele. Os pacientes eram mantidos imobilizados por 4 horas. Resultados: ambas as pacientes eram do sexo feminino. As idades eram 3 e 21 anos e os pesos 15 e 25 Kg, respectivamente. As CIV mediram 4 e 8 mm. Obteve-se a oclusão satisfatória de ambos os defeitos. Os balões foram retirados após 4 h. Em um o patch se deslocou e foi imediatamente retirado com laço. A paciente aguarda novo procedimento. No outro caso, o procedimento foi bem sucedido. Os ETT de controle mostraram a CIV fechada, sem shunt residual. Não ocorreram complicações maiores ou óbitos. Conclusões: o fechamento de CIV PM com ”transcatheter patch” se mostrou possível e relativamente simples. Maior experiência ainda é necessária para avaliar a eficácia e segurança do método.


025 - INTERVENÇÕES PERCUTÂNEAS EM NEONATOS PORTADORES DE CARDIOPATIAS CONGÊNITAS EM HOSPITAL PEDIÁTRICO DO NORDESTE. EXPERIÊNCIA INICIAL

JULIANA RODRIGUES NEVES; SANTIAGO RAUL ARRIETA; CLEUSA LAPA; RENATA CASSAR; SANDRA S. MATTOS; ANUSKA LINS; CATARINA CAVALCANTI; CRISTINA VENTURA; MARCO RIVERA;

IMIP - INSTITUTO MATERNO-INFANTIL DE PERNAMBUCO – RECIFE – PE

Introdução: O manuseio de neonatos portadores de cardiopatias congênitas (CC) é um verdadeiro desafio. Recentemente vários procedimentos percutâneos têm sido utilizados para o tratamento paliativo ou definitivo destes pts com altos índices de sucesso e baixa morbi-mortalidade. Objetivo: Relatar a nossa experiência inicial com intervenções percutâneas em neonatos portadores de cardiopatias congênitas internados num hospital pediátrico do nordeste. Material e método: De 11/05 a 02/08 foram realizados 438 cateterismos cardíacos em pacientes (pts) portadores de cc, destes 45 (10,5%) foram intervenções realizadas neonatos. A idade e o peso médio foram 16,6 ± 14,3 dias e 2,92 ± 1,8 kg. Os procedimentos foram divididos em grupos: grupo A, valvoplastia pulmonar (incluído perfuração com radiofreqüência); Grupo B, valvoplastia aórtica; grupo C, implante de stent no canal arterial em cardiopatias complexas hipofluxo pulmonar; grupo D, Abordagem híbrida (stent no canal arterial + bandagem pulmonar + atriosseptostomia) para hipoplasia do VE; grupo E, atriosseptostomias. Resultados: A intervenção foi realizada com sucesso em 43 crianças (95,5%) com uma mortalidade relacionada ao procedimento (MRP) de 6,6% (3 pts). No grupo A (22 pts) houve sucesso em 20 pts, 1 pts foi a óbito devido a perfuração da via de saída do VD, não houve mortalidade hospitalar (MH) neste grupo. Grupo B (4 pts) sucesso imediato em 100% sem complicações e sem MH. Grupo C (7 pts) sucesso em todos os casos sem MRP porem com MH de 57% (4 pts). Grupo D houve 2 óbitos (MRP 33%) e não houve MH. Finalmente no grupo E (5 pts) não houve complicações nem mortalidade. Conclusão: As intervenções percutâneas no período neonatal apresentam um bom resultado em grande parte dos pacientes portadores de cardiopatias graves, sendo uma boa alternativa terapêutica definitiva e ou paliativa.


026 - OCLUSÃO PERCUTÂNEA DA COMUNICAÇÃO INTERVENTRICULAR MUSCULAR EM PACIENTES COM GRAVE DISFUNÇÃO VENTRICULAR

JULIANA RODRIGUES NEVES; SANTIAGO RAUL ARRIETA; MARIA ESTER CORREIA; FLAVIO ROBERTO OLIVEIRA; VINICIUS DAHER VAZ; SANDRA MATTOS; RENATA CASSAR; MONICA COSTA; VITOR GUERRA;

INSTITUTO MATERNO-INFANTIL DE PERNAMBUCO – RECIFE – PE

Introdução: O tratamento cirúrgico de pacientes (pts) portadores da comunicação interventricular muscular (CIVm) com disfunção ventricular esquerda grave apresenta resultados pouco alentadores. O tto percutâneo vem se tornando uma alternativa segura e eficaz para estes doentes. Objetivo: Relatar a nossa experiência no fechamento percutâneo da CIVm em pacientes portadores de disfunção ventricular esquerda grave. Material e método: Desde 01/07 até 11/07 foram realizados 3 fechamentos percutâneos em 3 pts. A CIVm foi secundaria a infarto agudo de miocárdio (IAM) em 2 pts e um pts tinha CIVm apical congênita e encontrava-se na fase subaguda de miocardite viral. Dois pts eram do sexo masculino e a mediana da idade e peso foram de 46,6 anos (7-69) e 49 Kg (20-80). O tempo médio pós IAM foi de 20 dias (10-30). A fração de ejeção media foi de 21% (±11%). Os três pts encontravam-se na UTI e em uso de drogas vasoativas. Resultados: O procedimento foi realizado com sucesso e sem complicações nos três pts. O diâmetro médio foi de 13,3 ± 6,1 mm. A relação prótese/defeito foi de 2/1 e a próteses utilizadas foram Amplatzer muscular VSD occluder (2 pts) e Amplatzer ASD occluder (1pts) O tempo médio de procedimento foi de 3,2 ± 0,8 hs e o tempo de fluoroscopia foi e 56 ± 27 min. Durante o internamento um pts (pósIAM) foi a óbito no 3 dia após implante devido a assistolia. O tempo médio de internação foi de 4,2 ± 1,9 dia e no seguimento ambulatorial (9 meses) os pacientes encontram-se em classe funcional I-II. No ecocardiograma de controle não houve shunt residual e houve melhora da fração de ejeção para 44 % no pt com CIVm pós IAM e 42% no pt com miocardite viral. Conclusão: A oclusão percutânea da CIVm em pacientes com disfunção ventricular esquerda severa é um procedimento seguro e eficaz porém são necessário estudos maiores para avaliar a incidência de morbi-mortalidade.


027 - AVALIAÇÃO PELA ECOCARDIOGRAFIA 3D DO FECHAMENTO POR TÉCNICAS HEMODINÂMICAS DE DEFEITOS CONGÊNITOS RESTRITIVOS DO SEPTO INTERVENTRICULAR POR MOLAS “NIT OCCLUD”.

LUIZ CARLOS N SIMOES; LUCIANO BELEM; CLAUDIA LACÊ; RENATA MATTOS; PAULO RENATO TRAVANCAS; MONICA CELENTE; ANA HELENA J L DORIGO; J G ATHAYDE; PAULO SERGIO OLIVEIRA;

INSTITUTO NACIONAL DE CARDIOLOGIA - MS - RJ

Fundamento: A técnica para fechamento percutâneo de defeitos do septo interventricular (CIVs) e o desenho ideal das próteses encontram-se em período de debate. Objetivo: Avaliar em estudo prospectivo, a eficácia de molas no fechamento de CIVs restritivas, perimembranosas ou musculares de 1/3 médio através da avaliação pela ecocardiografia 3D. Métodos: Dez pacientes (pts) foram selecionados para a oclusão sendo 09 portadores de CIVs perimembranosas e uma muscular. A idade dos pts variou de 12 a 28 anos (m=16.4 a) e peso corporal de 24 a 47 kg (m=38 kg). A pressão pulmonar foi normal em todos e a sobrecarga volumétrica de cavidades esquerdas foi diagnosticada em 07 (10). Um dos casos tinha regurgitação aortica leve e um regurgitação VE>AD. Todos procedimentos foram monitorados pela ETE e radioscopia. Resultados: Em todos os procedimentos foram utilizadas molas “Nit Occlud” reforçadas desenhadas para o fechamento de CIVs. As dimensões da prótese foram selecionadas de acordo com as dimensões do defeito do septo interventricular, sua morfologia e de sua relação com os folhetos da valva aórtica. Após o implante pequeno shunt residual foi observado em 03 pts e após os primeiros 03 meses de seguimento somente um paciente apresentava pequeno shunt. As próteses utilizadas em todos os procedimentos foram 10/6 (4) e 12/6 (6). A eco 3D foi aplicada em todas reavaliações pré e pós alta permitindo estabelecer uma relação tridimensional entre a prótese e as demais estruturas cardíacas. Conclusões: O fechamento por cateteres de CIVs com molas “Nit Occlud” é técnica promissora para os defeitos restritivos e com morfologia de túnel no lado ventricular direito. A ETE e a radioscopia foram fundamentais para o posicionamento da prótese assim como para sua estabilização e liberação e a Eco 3D na análise de sua eficácia terapêutica permitindo identificar sua adaptação ao defeito interventricular e às estruturas cardíacas adjacentes.


028 - BANDAGEM DAS ARTÉRIAS PULMONARES (BAPS) OU “STENT”DO DUCTO ARTERIOSO (DA) COMO PRIMEIRA AÇÃO NA ATRESIA AÓRTICA?

LUIZ CARLOS N SIMOES; PAULO SERGIO OLIVEIRA; RENATA MATTOS; CLAUDIA LACÊ; PAULO RENATO TRAVANCAS; JOSÉ CALIANE; DENOEL OLIVEIRA; ANDREIA VIVIANNI; CARLA VERONA;

INSTITUTO NACIONAL DE CARDIOLOGIA - MS - RJ

Fundamento: O DA pérvio é essencial aos pacientes (pts) com AAo para a manutenção do fluxo sistêmico A BAPs tem sido realizada junto a estabilização do DA com “stents”em um conjunto de ações que necessita da transformação da sala de hemodinâmica tradicional em uma sala cirurgica. Objetivo(s): Demonstrar que quando do procedimento “híbrido” no tratamento da AAo, a estabilização do ducto arterioso com “stent”, pode ser prévia a BAPs e realizada em locais e tempo independentes. Métodos: Dez neonatos que receberam “stents” em nosso Instituto com diagnóstico de AAo, como tratamento paliativo foram revisados. Todos receberam “stents” auto-expansíveis. Nos 10 casos a veia femoral foi utilizada, O ducto arterioso foi avaliado por aortografia em obliqua esquerda cranial. O comprimento do “stent escolhido foi o de cobrir toda a área ductal e de não alterar o fluxo para as artérias pulmonares principais. Resultados: Observamos a permeabilidade do DA após a expansão dos “stents” em todos os casos e os “stents” mantiveram-se pérvios durante o seguimento pós procedimento (6 a 55 dias m=33). Em cinco casos realizamos a BAPs e em um “shunt” invertido entre a AP e o TBC e a BAPs. O tempo entre o implante do “stent” e a cirurgia de BAPs foi de 06h a 70 h (m=35). A avaliação do posicionamento dos “stents” pré e pós BAPs demonstrou estabilidade em todos os casos avaliados independente da relação entre o tempo do procedimento hemodinâmico e o cirúrgico. Conclusões: Em nossa série de pts com AAo, a estabilização do DA prévio à BAPs, não foi fator preditivo de sua migração ou de dificuldades cirúrgicas o que permite que esta seqüência possa ser utilizada.


029 - TRATAMENTO PERCUTÂNEO DA ESTENOSE AÓRTICA VALVAR CRÍTICA. RESULTADOS IMEDIATOS E TARDIOS EM 16 ANOS DE EXPERIÊNCIA

RAUL IVO ROSSI FILHO; MONICA SCOTT BORGES; JOÃO LUIZ MANICA; PAULO RENATO M MACHADO;

INSTITUTO DE CARDIOLOGIA DO RS /FUC – PORTO ALEGRE – RS

Introdução: A estenose aórtica crítica é grave e necessita intervenção terapêutica precoce. Sabe-se que a valvoplastia percutânea possui bons resultados imediatos e a curto prazo.Poucos estudos demonstram a efetividade desse método a longo prazo. O objetivo deste estudo é relatar a experiência de 16 anos de valvoplastia aórtica percutânea em recém-natos e lactentes pequenos em um centro terciário. Métodos: Entre março de 1991 e julho de 2007, 31 crianças portadoras de estenose aórtica valvar crítica foram submetidas a dilatação percutânea. A idade média foi de 22 ± 19 dias e o peso médio de 3310 g (1840 a 4400 g). Todos os pacientes apresentavam insuficiência cardíaca congestiva, associado ou não a colapso circulatório. Houve predomínio do acesso femoral (74,2%), mas, após 2003, o acesso carotídeo através de dissecção cirúrgica passou a ser a primeira opção. Foram utilizados balões Tyshak-minir entre 4 a 8 mm de diâmetro. Resultados: Imediatamente após o procedimento houve queda significativa do gradiente máximo VEAo ao ecocardiograma de 75 ± 22 para 33 ± 16 mmHg (p). Conclusões: O tratamento percutâneo para a estenose aórtica crítica em recém-nascidos e lactentes pequenos selecionados é seguro e eficaz, sendo a terapêutica de escolha com bons resultados a curto e longo prazo.


030 - IMPLANTE DE STENT NO CANAL ARTERIAL ATRAVÉS DE VIA CAROTÍDEA EM CRIANÇAS GRAVES PORTADORAS DE CARDIOPATIAS CONGÊNITAS COM HIPOFLUXO PULMONAR

SANTIAGO RAUL ARRIETA; JULIANA R NEVES; MARCO RIVEIRA; EUCLIDES TENORIO; RENATA CASSAR; ANUSKA LINS; CRISTINA VENTURA; FERNANDO MORAES; CLEUSA LAPA;

IMIP-INSTITUTO MATERNO INFANTIL PROF.F.FIGUEIRA - RECIFE - PE

Introdução: A cirurgia de Blalock Taussig é o método de escolha para o tratamento (tto) paliativo das cardiopatias congenitas (CC) com hipofluxo pulmonar (HiP); porem em determinadas situações o risco de sua realização é consideravelmente alto. O implante de stent no canal arterial (CA) vem sendo utilizado como tto paliativo em diversas situações, realizado geralmente através da veia ou da arteria femoral; porem as dificuldades técnica e as complicações vasculares não são infreqüentes. Relatamos a nossa experiência inicial com implante de stent no CA através do acesso carotídeo (AC) em crianças (cça) graves com CC e HiP. Material e método: O AC foi obtido mediante dissecção e punção direta. Após angiografias um guia 0,014" era posicionado na artéria pulmonar (AP) e posteriormente foi realizado o implante de stent. O stent utilizado foi o Liberte – Boston scientific. O tamanho do stent foi escolhido de acordo à anatomia do CA, tamanho da AP e do peso da cça. Todas as cça tinham condições de co-morbidade importantes (sepses 3; prematuridade2; ileostomia 2). Resultados: De 05/07 a 03/08 foram implantados 8 stents em 7 cça. A mediana de idade e peso foram 11dias (8-270) e 2,3 K (1,7-8) respectivamente. As CC foram atresia pulmonar (APu) com CIV 2; APu com septo integro 2 e CC complexa 3 cça.Os diâmetros do CA no local da estenose pré e pós intervenção foram 2,1 ± 0,8 e 3,7 ± 0,4 mm (p). Conclusão: O implante de stent no CA através da via carotídea é uma alternativa segura e eficaz em cças graves portadosas de CC com HiP.


031 - INTERVENÇÕES PERCUTÂNEAS NAS ESTENOSES DOS TUNEIS INTRA-ATRIAS NOS PACIENTES SUBMETIDOS A CIRURGIA DE SENNING

SANTIAGO RAUL ARRIETA; JULIANA R NEVES; GUSTAVO ANDRADE; MONICA FIORI; CATARINA CAVALCANTI; RENATA CASSAR; ANUSKA LINS; CRISITINA VENTURA; CLEUSA LAPA;

IMIP-INSTITUTO MATERNO INFANTIL PROF. F. FIGUEIRA – RECIFE- PE

Introdução: As estenoses dos túneis intra-atrias (TIAs) sistêmico ou pulmonares no pós operatório tardio (POT) da cirurgia de Senning não são um achado infreqüente podendo as vezes ser muito deletérias para o paciente (pte), recentemente tem sido realizado a dilatação com cateter balão com ou sem stent para tratar estas lesões com bons resultados. Objetivo: Relatar nossa experiência no tratamento percutâneo das estenoses dos TIAs no PO tardio de cirurgia de senning. Material e método: De 04/06 a 01/08 foram realizados 5 procedimentos em 4 pts. Três implantes de stent nos TIAs sistêmicos (Grupo 1) mediante acesso venoso (2), punção transhepatica (1) e 2 dilatações com cateter balão nos TIAs pulmonares (Grupo 2) realizadas por via arterial retrograda. O tempo médio entre o diagnostico da estenose e a cirurgia foi de 15 (10-24) anos. A sindrome da VCS estava presente em 1 pts e 2 tinham ascite importante. Todos os pts recebiam medicação para insuficiência cardíaca. Resultados: No Grupo1 a estenose estava localizada na VCI (2) e na VCS (1).O diâmetro (Ø) no local de estenose foi 5,75 ± 2,5 mm e o Ø de referência proximal foi 17,5 ± 1,9 mm. O diâmetro pós foi 17,3 ± 2 mm (p Grupo 2, houve aumento significativo do Ø da estenose de 5 ± 2mm para 16 ± 3 mm. O gradiente pré caiu de 16 ± 3 mmHg para 4 ± 2 mmHg. Um paciente apresentou edema agudo de pulmão durante a intervenção com evolução favorável. Os balões utilizados foram o MaxiLD com Ø médio de 18,9 ± 4,72. O tempo medio de internamento foi de 28 ± 3 hs. Durante o seguimento clínico e ecocardiográfico de 16 ± 3 meses não havia sinais de estenose e os pacientes encontram-se assintomáticos. Conclusão: O tratamento percutâneo das estenoses dos TIAs no POT de cirurgia de Senning é uma alternativa segura e eficaz, com baixo índice de morbi-mortalidade.



Temas Livres

DOENÇAS CARDIOVASCULARES ADQUIRIDAS APRESENTAÇÃO PÔSTER



032 - IMPACTO DOS STENTS FARMACOLÓGICOS NO TRATAMENTO PERCUTÂNEO DE LESÕES CORONÁRIAS EM BIFURCAÇÃO - RESULTADOS CLÍNICOS TARDIOS DE UM ESTUDO COMPARATIVO E NÃO RANDOMIZADO

ALAOR MENDES; COSTA, R; LIMA, A; COSTA, JR; MOREIRA, A; SOUSA, A; MATTOS, LA; ABZAID, A; FERES, F; SOUSA, JE;

INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA / HOSPITAL DO CORAÇÃO – SÃO PAULO – SP

Introdução: Os benefícios dos stents farmacológicos (SF) têm sido confirmados em muitos subgrupos de alto-risco, sua eficácia e segurança no tratamento de lesões coronárias em bifurcação ainda são controversas. Métodos: Estudo retrospectivo e não randomizado, 79 pacientes com lesões coronárias em bifurcação que foram tratados com SF em um único centro privado que dispunha deste dispositivo como estratégia inicial para as intervenções coronárias percutâneas (ICP), e 106 pacientes portadores de lesões em bifurcação tratados apenas com stents não-farmacológicos (não-SF) em um hospital público no mesmo período. Sucesso angiográfico foi definido como estenose residual Resultados: As características clínicas de ambos os grupos eram similares (p=NS), e 85% das lesões envolviam tanto o vaso principal (VP) como o óstio do ramo lateral (RL). Conclusões: Nesta análise, a maioria das ICP de lesões em bifurcação foram realizadas utilizando-se a técnica de stent provisional com implante de apenas 01 stent. No geral, elevadas taxas de resultado angiográfico subótimo foram encontradas no RL (>20%), independentemente do dispositivo utilizado. Os benefícios associados ao emprego dos SF tornaram-se evidentes pela diminuição significativa nas taxas de RLA, sem riscos adicionais que comprometessem sua segurança, após seguimento de 01 ano.



033 - RESULTADOS PRELIMINARES DO NOVO DISPOSITIVO TMI ANTARES PARA RAMOS LATERAIS (RL) DE BIFURCAÇÕES PARA O TRATAMENTO DE LESÕES CORONÁRIAS DE NOVO EM BIFURCAÇÕES

ALAOR MENDES; RICARDO A COSTA; JOSE RIBAMAR COSTA; ANDREA ABIZAID; LUIZ ALBERTO P MATTOS; FAUSTO FERES; AMANDA GMR SOUSA; J EDUARDO SOUSA; EITAN KONSTANTINO; ALEXANDRE ABIZAID;

INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA – SÃO PAULO – SP

Introdução: o stent Antares SAS (TriReme Medical Inc. Antares SAS Stent®) foi desenvolvido para facilitar o acesso ao RL, melhorando seu posicionamento e suporte ostial. Constitui-se num stent de aço inoxidável 316L balão-expansível compatível e de baixo perfil 6-Fr. com estrutura de suporte para RL (“Estrutura de preservação ostial“) no seu centro, cateter de balão de troca rápida e guia de estabilização de RL – que permite acesso direto ao RL após liberação do stent no vaso principal (VP), sem necessidade de recruzar o stent. O stent SAS Antares oferece 4 marcadores radiopacos na saída do RL para melhor posicionamento e cobertura ostial do RL. Reportamos os resultados “First in Man“ de 30 dias da experiência com o Stent Antares SAS. Métodos: um total de 9 pacientes (P) e 9 lesões foram consecutivamente incluídos neste estudo prospectivo conduzido numa única instituição. Oito de 9 lesões tinham envolvimento significativo de ambos ramos e DA/Diagonal foi a localização prevalente de lesão (78%). Resultados: referência média do diâmetro e comprimento do vaso no index para VP e RL foram 3,00 ± 1,00 mm/2,24 ± 0,39 mm e 10,11 ± 2,03 mm/6,28 ± 3,07 mm, respectivamente. O stent Antares SAS foi implantado com sucesso em todos os casos (pressão de liberação média de 13,3 ± 3,0 atm). Pós-dilatação com balão único foi realizada em todos os VPs e em 89% dos RLs, 56% com dilatação simultânea dos balões. Não houve implante de stents adicionais no RL e sucesso per-procedimento foi alcançado em 100% (estenose residual). Conclusões: neste pequeno estudo “first in man“, o stent Antares SAS dedicado a bifurcações demonstrou segurança e resultados agudos excelentes, desta forma, poderá representar uma alternativa para o tratamento de lesões coronárias em bifurcações. Estudos maiores com seguimento de longo prazo são necessários.


034 - RESULTADOS PRELIMINARES DO NOVO STENT FARMACOLÓGICO VESTASYNC®, COM SIROLIMUS E SEM POLÍMERO

ALEXANDRE CUNHA ABIZAID; J RIBAMAR COSTA JR; RICARDO COSTA; FAUSTO FERES; L FERNADO TANAJURA; GALO MALDONADO; DIMYTRI SIQUEIRA; LUIS ALBERTO MATTOS; AMANDA SOUSA; J EDUARDO SOUSA;

INSTITUTO DANTE PAZZANESE / CARDIOVASCULAR RESEARCH CENTER – SÃO PAULO – SP

Fundamentos: Recentemente a segurança tardia dos stents farmacológicos (SF) de 1ª geração tem sido questionada. A presença de um polímero sintético durável nestes stents tem se associado a reações inflamatórias locais podendo levar a importante remodelamento arterial positivo, má-aposição adquirida do stent e trombose tardia. Recentemente desenvolveu-se o stent Vestasync®, que combina uma plataforma de aço inoxidável com microporos impregnados com Sirolimus (dose de 55 mg). A liberação do fármaco ocorre em 40 dias e é controlada por uma fina camada de hidroxiapatita, material biocompatível, encontrado naturalmente no organismo humano. Neste estudo visamos investigar a segurança, desempenho e eficácia deste novo SF. Métodos: Em maio de 2007, 15 pacientes com lesões únicas, de novo, Resultados: A idade média da população incluída foi de 63 anos, sendo 16% diabéticos. O diâmetro de referência e a extensão da lesão foram 2,8 ± 0,3 mm e 9,8 ± 2,0 mm, respectivamente. Obteve-se sucesso do procedimento em todos os casos. Não houve eventos adversos durante hospitalização, 30 dias e 6 meses de evolução. No re-estudo protocolar de 4 meses observou-se uma perda tardia intra-stent e no seguimento de 0,27 ± 0,27 mm e 0,18 ± 0,31 mm, respectivamente. Ao ultra-som o%de obstrução do stent foi de 2,8%. Não houve casos de restenose binária e/ou clínica. Conclusões: Na evolução de curto prazo, o SF de 3ª geração Vestasync®, demonstrou ser seguro e com excelente resultado. Estudos randomizados, com população mais complexa e seguimento clínico mais extenso são necessários para ratificar os ótimos resultados iniciais.


035 - COMPARAÇÃO DA UTILIZAÇÃO DAS VIAS RADIAL E NÃO-RADIAL NA FASE AGUDA DO IAM

ALEXANDRE DAMIANI AZMUS; LEONARDO ALVES; GUILHERME ALMEIDA; ROSA MARIA SOUZA;

HOSPITAL DE CARDIOLOGIA DA SANTA CASA DE RIO GRANDE – RS

Introdução: A opção da escolha da via de acesso pode estar relacionado a características do próprio paciente (P) e da experiência do operador. Objetivo: O objetivo principal deste estudo é comparar as características e os resultados dos pacientes submetidos à intervenção coronariana percutânea (ICP) no IAM conforme as vias de acesso arterial. Material e Métodos: Foram analisados uma coorte prospectiva e consecutiva de pacientes tratados na fase aguda do IAM entre 2003 e 2007, incluindo-se intervenção primária e resgate. Os dados foram analisados em programa SPSS/12. As variáveis foram comparadas entre grupo radial (R) e não-radial (NR). Para as variáves categóricas utilizou-se teste qui-quadrado e, para as contínuas, teste T. Resultados: Foram analisados 319 P distribuídos conforme via de acesso radial (112P/35%) e não-radial (206P/64,7% femoral; 1P/0,3% braquial), não havendo conversão de uma via para outra. Não houve diferença entre os grupos em relação as variáveis intervalo de dor, HAS, diabete mélitus, história familiar, dislipidemia, história de intervenção ou cirurgia prévias, tempo porta-balão e tipo de intervenção (resgate ou primária). Em comparação ao NR, o grupo radial se mostrou mais freqüentemente do sexo masculino (78% R x 60% NR, p=0,001), tabagista (43% R x 29% NR, p=0,019) e em KILLIP I (96% R x 85% NR, p=0,002). A idade foi em média 59 ± 10 (R) e 63 ± 13 (NR) (p=0,001). A via R foi de escolha em 50% para um operador, 38% para o segundo e 22% para o terceiro. Acesso radial foi de escolha na minoria dos casos atendidos em horário não-regular (15% R x 85% NR, p=0,001). Por se tratar de grupo selecionado e, possivelmente, de menor gravidade, os pacientes do grupo R apresentaram maior taxa de sucesso (95% R x 84% NR, p=0,006) e menor mortalidade hospitalar (2,7% R x 12,6% NR, p=0,004). Conclusões: Os pacientes submetidos a ICP por via radial foram selecionados, constituindo-se de subgrupo de menor risco de mortalidade hospitalar.


036 - COMPLICAÇÕES VASCULARES EM 4595 PACIENTES SUBMETIDOS A IMPLANTES DE STENTS CORONARIANOS

ALEXANDRE QUADROS; ROGERIO SARMENTO-LEITE; CARLOS A M GOTTSCHALL; DAYANE DIEHL; ANA PAULA R RODRIGUES; MATEUS D VIZZOTTO; FERNANDA O CAMOZZATTO; JOÃO M P MARTINS; LA HORE CORRÊA RODRIGUES JUNIOR; DULCE I WELTER;

INSTITUTO DE CARDIOLOGIA DO RIO GRANDE DO SUL IC/FUC – PORTO ALEGRE – RS

Fundamento: As complicações vasculares (CV) são uma das principais causas de morbidade e mortalidade em pacientes (pts) submetidos às intervenções coronarianas percutâneas (ICP), mas muitos estudos anteriores já não refletem a prática clínica atual. Objetivos: Avaliar a prevalência de CV e seus preditores em uma população de pts tratada com ICP contemporaneamente. Métodos: Estudo observacional de corte transversal, com pts tratados com stents de janeiro de 2000 a dezembro de 2007. As características clínicas, angiográficas, e a evolução intrahospitalar dos pts foram avaliadas e registradas em banco de dados informatizado. Foram excluídos pts com óbito hospitalar ou cirurgia cardíaca de urgência. CV foram definidas como sangramento maior, cirurgia vascular ou hematoma > 10 cm. Os dados foram analisados com SPSS 11,0, e as características dos pts com e sem CV foram comparadas com teste t e qui-quadrado. Os preditores independentes de CV foram identificados por análise de regressão logística múltipla. Resultados: A população estudada consistitu de 4595 pts com 5485 stents implantados, sendo que a média de idade foi de 60,64 ± 10,65 anos e 32% eram do sexo feminino. As ICP foram realizadas pela via femoral em 95% dos casos (5% pela via radial), 85% dos procedimentos com introdutores 6F (em 15% foram usados introdutores 7F). Foram registradas CV em 162 pts (3,3%). Por análise multivariada, o único preditor de CV foi o uso de introdutores 7F: razão de chance=3,05, intervalo de confiança=1,2-7,8; p=0,02. Pelo teste de Hosmer-Lemeshow goodness-of-fit, o modelo utilizado demonstrou boa calibração para a amostra analisada (qui-quadrado=6,9; p=0,55). Conclusão: Nesta grande população de pts tratados em um centro de referência predominantemente pela via femoral, a prevalência de CV maiores foi baixa.O principal preditor de CV foi o calibre do introdutor arterial utilizado.


037 - DEPRESSÃO, ESTRESSE E ANSIEDADE E O RISCO DE NOVOS EVENTOS CARDIOVASCULARES APÓS INTERVENÇÕES CORONARIANAS PERCUTÂNEAS

ALEXANDRE QUADROS; EDSON E A MINOZZO; GIUSEPPE DE LUCA JUNIOR; SHANA H WOTTRICH; HENRIQUE Z KUNERT; EVELYN S. R. VIGUERAS; GIANA SASSI; THAIS B MODKOVSKI; PATRICIA P RUSHCEL; CARLOS A M GOTTSCHALL;

INSTITUTO DE CARDIOLOGIA DO RS - IC/FUC – PORTO ALEGRE – RS

Fundamento: As características psicológicas estão associadas com maior risco de eventos cardiovasculares maiores (ECVM) em vários subgrupos de pacientes (pts), mas dados referentes á sua prevalência e influência no prognóstico em indivíduos submetidos a intervenções coronarianas percutâneas (ICP) em nosso meio não são disponíveis. Objetivos: Investigar a prevalência da depressão, ansiedade, estreesse psicológico e personalidade tipo D e sua influência no prognóstico de pts submetidos a ICP. Métodos: Estudo de coorte prospectivo, com pts submetidos a ICP eletivas em um centro de referência. Após o procedimento, os seguintes questionários foram aplicados: BDI para depressão, BAI para ansiedade, ISSL para estresse e DS14 para verificação de personalidade Tipo D. As características clínicas, angiográficas e relacionadas os procedimentos foram avaliadas em todos pts. O seguimento clínico é realizado após um ano para avaliação de ECVM. Resultados: Os 104 pts foram incluídos no período de março a dezembro de 2006, sendo que a média de idade foi de 60,8 ± 9,7 anos e 59% eram do sexo masculino. Em relação às características demográficas, 28% já tinha sido submetido a tratamento psicológico e 30% fazia uso de psicofármacos Em relação aos diagnósticos psicológicos, personalidade Tipo D foi identificada em 36% dos casos, 32% apresentou ansiedade moderada/grave, 27% apresentou depressão moderada/grave, e 66% dos pts encontrava-se com estresse, sendo 25% desses com as formas crônica e grave. Os dados completos relacionados ao seguimento e desfechos dos pts estão em avaliação e serão apresentados no congresso. Conclusões: Pacientes submetidos a ICP têm alta freqüência de estresse e um quarto deste pts apresenta depressão. A avaliação destas características tem sido investigada com o objetivo de uma estratificação mais acurada do risco de novos ECVM após as ICP.


038 - HIPERPLASIA NEOINTIMAL INTRA-STENT E PROGRESSÃO DE PLACA NO VASO ALVO EM PACIENTES TRATADOS COM STENTS ELUÍDOS COM ZOTAROLIMUS: UMA ANÁLISE DE CORRELAÇÃO COM ULTRASSOM INTRA-CORONÁRIO SERIADO

ANDRE FARINELLI LIMA BRITO; J RIBAMAR COSTA; ALAOR MENDES; JULIO MAIA; RODOLFO STAICO; RICARDO COSTA; FAUSTO FERES; LUIZ ALBERTO P MATTOS; AMANDA GMR SOUSA; J EDUARDO SOUSA;

INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA – SÃO PAULO – SP

Histórico: A resposta inflamatória no segmento coronário tratado (SCT - intra-stent e bordos 5mm proximal e distal) pode ocorrer após angioplastia coronária (ATC) resultando em grau variado de hiperplasia neointimal (HNI). Não está definido se existe uma correlação entre o grau de HNI no SCT e a progressão de ateromas localizados no mesmo vaso, fora do SCT. Métodos: Entre 01/2006 e 10/2006, 36 pacientes (P) com 40 lesões de novo em artérias coronárias foram submetidos a ATC com 45 stents eluídos com Zotarolimus e realizaram ultrassom intra-coronario (USIC) logo após a ATC e em 6 meses. Os segmentos localizados além do SCT de cada P foram pareados através do USIC no índex e re-estudo. Com programa específico, mediu-se os volumes do vaso, lúmen e placa nestes segmentos, correlacionando-os com o grau de HNI intra-stent. Com o Teste de Spearman avaliouse o grau de HNI intra-stent e a progressão de placa nos segmentos pareados. Comparou-se o grau de progressão de placa no segmento proximal versus segmento distal do SCT, através do teste de Wilcoxon. Resultados: 69,5% dos P eram homens, 25% diabéticos, 69 segmentos (37 distais e 32 proximais ao stent) foram pareados no índex e seguimento (média de comprimento analisado por segmento= 11,1 ± 4,7 mm). No SCT, a porcentagem de obstrução por HNI foi de 14,5 ± 14,9%. Ateromas proximais aos stents progrediram mais do que os distais (20,0 ± 58,6 mm3/mm versus 7,3 ± 25,8 mm3/mm, P 0,36). Não houve correlação entre o grau de HNI intra-stent e o grau de progressão de placa nos segmentos proximal (R -0,015; P 0,93), distal (R -0,16; P 0,36) e em ambos segmentos (R - 0,026; P 0,85). Conclusão: O grau de HNI pós ATC em stents com Zotarolimus foi baixo e não se correlacionou com a progressão de placa fora do SCT. A progressão de placa 3X maior proximal ao SCT pode se dever à sua maior manipulação durante a ATC e/ou a um efeito do “washout” do fármaco para o leito distal do vaso, apesar do P não ter sido significativo.


039 - DIABETES MELLITUS: O FATOR DE RISCO COM MAIOR IMPACTO NA SOBREVIDA A LONGO-PRAZO EM PACIENTES TRATADOS COM STENT METÁLICO CORONÁRIO.

ANTONIO JOSE NERI-SOUZA; ANDERSON JORGE NASCIMENTO; WALDEMAR SOUZA OLIVEIRA; NILSON RAMOS; ANTONIO GILSON LAPA GODINHO; ALVARO RABELO JUNIOR;

FUNDAÇÃO BAHIANA DE CARDIOLOGIA – SALVADOR – BA

Objetivos: (1) Primário: comparar a sobrevida a longo-prazo de pacientes diabéticos (DM) e não-diabéticos (NDM), submetidos a implante de stent metálico coronário; (2) Secundário: identificar, através de análise multivariada, quais fatores clínicos e/ou angiográficos contribuíram para a sobrevida a longo-prazo em DM e NDM. Fundamentos: Diabetes Mellitus está associado com maior risco de reestenose e morte pós-implante de stent. Contudo, o impacto do diabetes na sobrevida a longo-prazo (maior que 01 ano) em pacientes tratados com stent ainda não está completamente esclarecido. Métodos: Estudo prospectivo com 902 pacientes tratados com implante de stent metálico com sucesso, classificados em DM (n=225) e NDM (n=677). Utilizou-se o Método de Kaplan-Meier para a construção das curvas de sobrevida e o teste de log-rank para comparar a probabilidade de sobrevida entre os dois grupos. Modelos multivariados foram construídos para identificar variáveis independentes relacionadas a sobrevida a longo prazo. Resultados: O seguimento clínico variou de 18 a 108 (média=44) meses. A sobrevida a longoprazo foi menor entre os DM (87,9% vs 92,0%; p<0,05). A pior sobrevida a longoprazo foi observada em pacientes com os quatro fatores de risco para doença coronária, quando comparada aos pacientes sem nenhum destes fatores de risco (72,7% vs 91,5%; p<0,0001). A análise multivariada identificou diabetes mellitus como preditor independente de pior sobrevida (p<0,03). Idade (p<0,0001), quadro clínico (p<0,004) e disfunção ventricular esquerda (p<0,02) foram preditores independentes em DM. Idade (p<0,0001) e disfunção ventricular esquerda (p<0,002) foram preditores independentes em NDM. Conclusões: DM tratados com stent coronário apresentam pior sobrevida a longo-prazo quando comparados a NDM. Idade, quadro clínico e função ventricular esquerda foram preditores independentes em DM. Idade e função ventricular esquerda foram preditores independentes em NDM.


040 - COMPARAÇÃO ENTRE STENT ELUIDOR DE SIROLIMUS VERSUS STENT ELUIDOR DE PACLITAXEL EM VASOS DE PEQUENO CALIBRE (2.5 mm) NA PRÁTICA CLÍNICA DIÁRIA

BRENO OLIVEIRA ALMEIDA; MARCO A. MAGALHÃES; FÁBIO S. BRITO JR.; ALEXANDRE ABIZAID; IVANISE GOMES; TERESA C. NASCIMENTO; MARCO A. PERIN;

HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN – SÃO PAULO – SP

Fundamentos: Vasos de pequeno calibre e o tamanho do stent permanecem como preditores de reestenose na era dos stents farmacológicos. Dados comparativos, neste contexto, relacionados à eficácia entre o stent eluidor de sirolimus (SES) e paclitaxel (SEP) são conflitantes e afetados pela definição de vaso de pequeno calibre e pelo seguimento angiográfico. Portanto, o objetivo deste estudo é comparar o seguimento clínico entre SES vs. SEP na prática clínica diária. Métodos: De 06/02 a 01/07, 163 pacientes consecutivos receberam stents de pequeno calibre (2.5 mm). Destes, 149 (91%) foram tratados com SES (n=117) ou PES (n=32), compondo a população deste estudo. Comparou-se a taxa de eventos maiores combinados (óbito, infarto e revascularização da lesão alvo (RLA) ) e taxa de trombose do stent entre os 2 grupos. Resultados: As características basais foram semelhantes entre os respectivos grupos de stents, exceto pela presença do comprimento total do stent/paciente > 20 mm mais freqüente no grupo SES (54% vs. 31%, p=0,028). O seguimento clínico médio foi de 2,5 ± 1,3 anos. Os resultados encontram-se expostos de forma cumulativa na tabela. Conclusões: Nesta população de pacientes pertencentes à prática clínica diária e tratados com stents farmacológicos de pequeno calibre, não observamos diferenças clínicas significativas entre SES e PES.



041 - COMPLICAÇÕES POR SANGRAMENTO COMO FATOR PREDITOR DE EVENTOS ADVERSOS APÓS INTERVENÇÃO CORONARIANA PERCUTÂNEA

CLARISSA CAMPO DALL ORTO; WILLI, LF; NOGUEIRA, MSF; LAPA, GA; OLIVEIRA, JB; ZULIANI, MF; CRISTÓVÃO, SAB; SALMAN, AA; MANGIONE, JA;

HOSPITAL BENEFICÊNCIA PORTUGUESA / HOSPITAL ALEMÃO OSVALDO CRUZ – SÃO PAULO – SP

Introdução: Recentes trabalhos da literatura demonstraram que os pacientes que apresentam complicações por sangramento têm maior incidência de eventos adversos após intervenção coronariana percutânea (ICP). Objetivos: Avaliar essa questão nos pacientes submetidos a ICP no nosso serviço. Métodos: Estudo observacional de dados colhidos de maneira prospectiva comparando pacientes que apresentaram sangramento (GS) com os pacientes que não apresentaram sangramento (GNS) em pacientes submetidos a ICP, de junho de 1996 a fevereiro de 2008. Foram avaliadas as características clínicas, a evolução hospitalar e tardia. Resultados: Foram realizadas 8730 ICP no período do estudo. Tivemos maior incidência de sangramento no sexo feminino (59,9% x 33%, com p). Conclusão: Houve maior incidência de sangramento no sexo feminino e nos pacientes que receberam IGP IIbIIIa. O GS teve uma taxa de IAM não Q, IRA e óbito hospitalar e tardio não cardíaco maior que o GNS. Não houve diferença estatística com relação ao desfecho composto (óbito, IAM e RM), porém com uma tendência do mesmo ser maior no grupo que apresentou sangramento.


042 - RESULTADOS DO REGISTRO SISC (STENT IN SMALL CORONARIES) : UMA ANÁLISE SERIADA COM ANGIOGRAFIA E ULTRA-SOM INTRACORONÁRIO

DANIEL CHAMIE; J. RIBAMAR COSTA JR.; ALEXANDRE ABIZAID; FERNANDO DEVITO; FAUSTO FERES; LUIZ ALBERTO P. MATTOS; RODOLFO STAICO; ANDRÉA ABIZAID; AMANDA G. M. R. SOUSA; J. EDUARDO SOUSA;

INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA – SÃO PAULO – SP

Fundamentos: O CardioMind (CMI) Stent Delivery System™ consiste de um stent auto-expansível, de nitinol, com hastes ultra-finas (0.0024"), incorporado a um guia 0.014", dedicado à lesões em vasos finos (VF) e anatomias complexas. Permite aposição completa das hastes do stent à parede do vaso com menores pressões de insuflação e injúria vascular. Visamos compará-lo, no tratamento de lesões em VF, ao stent Multi-Link Pixel™, balão-expansível, não farmacológico e de hastes finas (0.0039") também desenvolvido para este subtipo de lesões. Métodos: 22 pacientes (pts) foram consecutivamente tratados com o CMI e comparados a 33 pts consecutivos tratados com o Pixel™. Apenas lesões de novo, < 14 mm de extensão, em vasos nativos de 2,0 a 2,5 mm de diâmetro, foram incluídas. O objetivo primário foi a comparação da perda luminal tardia (PT) pela angiografia e formação da hiperplasia neointimal (HNI) pelo ultra-som intracoronário (USIC), entre os grupos, aos 6 meses de seguimento. Resultados: As características clínicas eram similares. O grupo CMI tinha vasos de menor diâmetro. A tabela sumariza os resultados angiográficos e do USIC aos 6 meses. Reestenose binária ocorreu em 4 pts do grupo CMI e em 10 do Pixel™ (P=0,34).

Conclusões: O stent CardioMind™ mostrou superior redução da perda tardia e formação de hiperplasia neointimal comparado ao stent Multi-Link Pixel™ no tratamento de lesões em vasos finos. O impacto clínico destes achados deve ser avaliado numa coorte maior de pacientes.


043 - STENTS ELUIDORES DE SIROLIMUS COM E SEM COBERTURA POLIMÉRICA: UM ESTUDO SERIADO COM ANGIOGRAFIA E ULTRA-SOM INTRACORONÁRIO

DANIEL CHAMIE; J. RIBAMAR COSTA JR.; ALEXANDRE ABIZAID; FAUSTO FERES; ANDRÉA ABIZAID; LUIZ ALBERTO P. MATTOS; RODOLFO STAICO; LUIZ FERNANDO L. TANAJURA; AMANDA G.M.R. SOUSA; J. EDUARDO SOUSA;

INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA – SÃO PAULO – SP

Fundamentos: Embora o uso de polímeros em stents farmacológicos (SF) promova melhor cinética de liberação da droga, sua presença permanente na parede do vaso foi associada à intensa resposta inflamatória com remodelamento vascular positivo e casos de trombose tardia. Não está claro se sua ausência pode comprometer a eficácia destes SF. O recém desenvolvido SF Vestasync™ (VES) combina uma plataforma de aço inoxidável com uma superfície nanoporosa de hidroxiapatita, impregnada com formulação não polimérica de Sirolimus (55?g). Visamos comparar a eficácia deste SF de 3ª geração com o stent polimérico Cypher® (SES), liberador de Sirolimus. Método: 15 pacientes (pts) com lesões únicas de novo, 3,0 a 3,5 mm de diâmetro foram consecutivamente tratados com o VES e, comparados à uma coorte histórica de 15 pts consecutivamente tratados com o SES. Objetivo primário foi comparar a perda luminal tardia (PT) medida pela angiografia e o percentual de obstrução da hiperplasia neointimal (HNI) pelo ultra-som intracoronário (USIC) aos 4 meses de seguimento. Resultados: Características clínicas e angiográficas eram similares entre os grupos. A tabela mostra os dados angiográficos e do USIC. Não houve casos de trombose de stents até o segmento realizado.

Conclusões: Esta análise mostra equivalência entre os 2 sistemas de SF na redução da HNI. A ausência do polímero não teve impacto na eficácia deste novo stent de 3ª geração. Seguimento mais longo e com número maior de pts é necessário para confirmar seu perfil de segurança.


044 - SEGURANÇA E EFICÁCIA DE UM NOVO SISTEMA DE STENT COM REDE DE PROTEÇÃO PARA PREVENÇÃO DE EMBOLIZAÇÃO DISTAL: RESULTADOS PRELIMINARES DO ESTUDO INSPIRE

FELIPE SOUZA MAIA DA SILVA; COSTA, R; ABIZAID, A; BRITO, AL; MENDES, A; FERES,F; STAICO, R; COSTA,RA; SOUZA, AGMR; SOUSA, JE;

INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA – SÃO PAULO – SP

Fundamentos: Distúrbios de fluxo coronário do tipo “slow flow” e “no-reflow” estão associados com pior prognóstico imediato e tardio após intervenção coronária percutânea (ICP). A abordagem de lesões em pontes de safena (PS) constitui cenário frequentemente associado a esta complicação. Recém desenvolvido, o stent balãoexpansível Mguard® (Inspire MD ltd.) combina uma rede de nível mícron (malha de fibras de polietileno tereftalato) presa às hastes de um stent não farmacológico, conferindo um baixo perfil a este dispositivo. Objetivos: Avaliar o desempenho e eficácia deste novo stent para o tratamento percutâneo de PS (sem filtro de proteção distal) e estenoses em artérias coronárias nativas contendo trombo. Metodologia: Estudo unicêntrico, não-randomizado com pacientes consecutivos portadores de lesões de novo em PS ou vasos nativos com evidência angiográfica de trombo. Todos os pacientes foram pré-tratados com clopidogrel (bolus de 300 mg seguida por 75 mg/dia) e AAS (200 mg/dia). Ultrasom intracoronário (USIC) foi realizado ao final da ICP. Avaliou-se o sucesso do procedimento e o sucesso clínico, definido pela ausência de eventos cardíacos maiores na fase hospitalar (FH) e com 30 dias. Todos os pacientes serão acompanhados por 1, 6 e 12 meses. Nova angiografia e USIC serão realizados aos 6 meses de evolução. Resultados: De novembro/2007 a março/2008, um total de 12 pacientes (13 lesões) com idade média de 66 anos foram incluídos. Em 9 casos a lesão tratada situava-se em PS. O stent Mguard foi implantado com sucesso em 100% dos casos, com obtenção de fluxo TIMI 3 e blush 3 na totalidade das ICPs; não foi observado má-aposição de hastes no USIC pós-ICP. Na FH não houve elevação enzimática (CKMB > 3x valor de referência). Ao final de 30 dias todos os pacientes encontravam-se assintomáticos. Conclusão: Na amostra de pacientes avaliada, o uso do sistema de stent com rede de proteção embólica mostrou-se seguro e eficaz dispensando o uso do filtro de proteção distal.


045 - CARGA E COMPOSIÇÃO DA PLACA ATEROSCLERÓTICA NO TERRITÓRIO PROXIMAL DA ÁRVORE CORONÁRIA À ANGIOTOMOGRAFIA DE 64 COLUNAS DE DETECTORES

JOAO LUIZ DE ALENCAR ARARIPE FALCAO; SHIOZAKI, A; COELHO, OR; FALCÃO, BAA; CAMPOS, CAH; RIBEIRO, EE; SPADARO, AG; MARCHIORI, GGA; ROCHITTE, CE; LEMOS, PA;

INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FACULDADE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO - SP

Fundamentos: A carga e a composição da placa aterosclerótica nas porções proximais das coronárias de pacientes portadores de coronariopatia obstrutiva parece se correlacionar com a incidência de eventos futuros. Avaliar a carga e composição da placa aterosclerótica de pacientes coronariopatas, de forma não invasiva, tem se tornado possível com o advento da angiotomografia de coronárias. Métodos: Realizou-se angiotomografia de coronária eletiva (Toshiba Aquillion 64) para avaliação de carga aterosclerótica global e caracterização radiológica da placa no tronco da coronária esquerda (TCE) e 5 cm proximais da coronária direita (CD), circunflexa (Cx) e descendente naterior (DA) de portadores de coronariopatia obstrutiva (software SurePlaque Tm-Vital Image). Resultados: A população do estudo tinha idade média de 57 ± 10 anos; 70% eram homens. A incidência de fatores de risco foi: hipertensão 75%, diabetes melitus 50%, tabagismo atual 35% e hipercolesterolemia 55%. A área média do vaso, a área luminal média e a carga média de placa foram 27,8 ± 8,6 mm2; 15,0 ± 5,9 mm2 e 46,7% para o TCE; 16,9 ± 4,6 mm2; 7,2 ± 2,7 mm2 e 57,2% para DA; 14,0 ± 3,2 mm2; 5,7 ± 1,7 mm2 e 58,2% para a Cx e 20,3 ± 4,9 mm2; 9,5 ± 3,5 mm2 e 53,5% para a CD. A placa fibrosa, com densidade entre 30 e 600 HU, predominou (cerca de 85% da composição da placa). O componente de placa hipodensa (até 30HU) oscilou entre 5 e 10% e o componente calcificado entre 5 e 15% da composição da placa. Conclusões: A angiotomografia de pacientes coronariopatas demonstra elevada carga de placa nos segmentos proximais das coronárias. O componente fibroso (densidade entre 30 e 600 HU) predomina nas porções proximais das arvóre coronária.


046 - SEGUIMENTO TARDIO DOS STENTS FARMACOLOGICOS IMPLANTADOS EM INDICAÇÕES ‘ON” E “OFF-LABEL”

JOSE ARY BOECHAT; J. ANDREA; L. CORTES; H. FIGUEIRA;

CLÍNICA SÃO VICENTE / HOSPITAL CARDIOTRAUMA – RIO DE JANEIRO – RJ

Fundamentos: na prática clínica os stents farmacológicos (SF) têm sido utilizados em situações não avaliadas nos grandes trials randomizados (indicações “off label”). Objetivo: avaliar os achados tardios dos SF em situações “on” e “off label”. Materiais e métodos: de Jun/02 a Dez/07, 653 pts foram tratados somente com SF. 309 pts com SF “on label” (grupo I-309 stents). Indicações “off label”: FE 70 anos (26,5 vs 27,6%, p=0,4). Angina estável (46,3 vs 45,9%, p=0,4), instável (40,5 vs 35,8%, p=0,1), infarto sem Q (12,9 vs 15,7%, p=0,1) e ATC primária (0 vs 3,8%, p20 mm (41,7 vs 62,8%, p<0,001). Resultados: Sucesso angiográfico (99,4 vs 100%, p=0,3). Múltiplos stents (0 vs 62,8%, p. Conclusão: o implante de SF “off-label” foi seguro, sem aumento do risco de trombose de stent, infarto do miocárdio ou óbito. Além disso, o implante “off label” não foi associado a aumento de eventos tardios e revascularização da lesão alvo.


047 - TRATANDO A REESTENOSE DE STENTS FARMACOLÓGICOS COM IMPLANTE DE OUTRO STENT FARMACOLÓGICO: EXPERIÊNCIA ACUMULADA DE 5 ANOS DO REGISTRO DESIRE

JOSE DE RIBAMAR COSTA JUNIOR; AMANDA SOUSA; RICARDO COSTA; ADRIANA MOREIRA; GALO MALDONADO; MANUEL CANO; CANTÍDIO CAMPOS NETO; RICARDO PAVANELLO; OTAVIO BERWANGER; J EDUARDO SOUSA;

INSTITUTO DE ENSINO E PESQUISA DO HOSPITAL DO CORAÇÃO – ASS – SÃO PAULO – SP

Fundamentos: Apesar da notória redução nas taxas de restenose com os stents farmacológicos (SF), ela ainda ocorre em 5 a 15% dos casos. A história natural e o melhor tratamento para esta complicação ainda não estão definidos. Métodos: Entre Maio de 2002 e Março de 2007, 2.081 pacientes foram consecutivamente tratados com SF neste registro unicêntrico. Todos os casos consecutivos de restenose de SF tratados com implante de outro SF foram incluídos nesta análise. O tipo de SF implantado (Cypher ouTaxus) para tratar a restenose ficou a critério do operador. Acompanhamento clínico foi obtido com 1, 6 e 12 meses e então anualmente até 5 anos. O objetivo primário foi avaliar a incidência de nova revascularização da lesão-alvo, trombose de SF e óbito cardíaco. A trombose foi classificada segundo critérios do ARC. Resultados: Um total de 61 pacientes (2,9%) apresentaram restenose clínica de seus SF. Dentre eles, 16 foram referidos para tratamento cirúrgico devido progressão da doença aterosclerótica em outros territórios. Dos 45 pacientes (65 lesões) tratados percutaneamente com outro SF, 64% eram diabéticos e 27% apresentavam angina instável como manifestação inicial da restenose. A maioria das restenoses foi do tipo focal (65%) e se predomínio por determinado tipo de SF (1,6% após Taxus versus 1,3% com Cypher, p=NS). O diâmetro de referência do vaso tratado e a extensão da lesão foram 2,8 mm ± 0,5 mm e 16 mm ± 7,1 mm, respectivamente. Seguimento clínico foi obtido em toda a população (média de 2,7 ± 1,1 anos). No acompanhamento clínico tardio não ocorreu nenhum óbito cardíaco e/ou trombose de SF. Entretanto, 6 pacientes (13,3%) evoluíram com nova restenose clínica. Conclusões: Embora infreqüente, a restenose de SF apresenta um prognóstico menos favorável no longo prazo, essencialmente devido à elevada necessidade de nova re-intervenção. Diferentes estratégias de tratamento devem ser desenvolvidas visando este complexo cenário clínico.


048 - ANÁLISE COMPARATIVA DOS STENTS COM ELUIÇÃO DE SIROLIMUS E NOVOLIMUS PARA O TRATAMENTO DA DOENÇA ARTERIAL CORONÁRIA – UM ESTUDO COM ANGIOGRAFIA CORONÁRIA QUANTITATIVA E ULTRA-SOM INTRACORONÁRIO

JULIO DE PAIVA MAIA; ALEXANDRE ABIZAID; J. RIBAMAR COSTA JR; DANIEL CHAMIÉ; FAUSTO FERES; LUIZ ALBERTO P. MATTOS; RODOLFO STAICO; ANA CRISTINA SEIXAS; AMANDA G.M.R. SOUSA; J. EDUARDO SOUSA;

INSTITUTO DANTE PAZANESE DE CARDIOLOGIA – SÃO PAULO – SP

Fundamentos: Apesar da reconhecida eficácia dos stents farmacológicos (SF) de primeira geração na redução da hiperplasia intimal (HI) e, consequentemente, da necessidade de nova revascularização, questionamentos acerca da sua segurança tardia levaram ao seu aperfeiçoamento e ao desenvolvimento de novos dispositivos. O stent com eluição de Novolimus (SEN) é formado por uma plataforma de aço inoxidável, combinada ao polímero metacrilato, impregnado com Novolimus, um análogo do sirolimus. Potenciais vantagens incluiriam menor dose do fármaco e do polímero, reduzindo a toxicidade local. Objetivo: Comparar a eficácia deste dispositivo àquela observada com o stent Cypher® (SES) através da análise da perda tardia pela angiografia coronária quantitativa (ACQ) e do percentual de obstrução avaliado pelo Ultra-som intracoronário (USIC). Métodos: Quinze pacientes foram tratados consecutivamente com o implante de SEN e comparados à coorte histórica de mesmo número tratada com SES no estudo First-in-men. Foram incluídos apenas casos com lesões de novo, únicas, < 15 mm e localizadas em coronárias nativas com diâmetro entre 2,7 e 3,5 mm. A ACQ e USIC foram realizados imediatamente após o procedimento e aos 4 meses de seguimento. Resultados: As características clínicas e angiográficas de base foram similares entre os grupos. A média de idade foi de 60,8 ± 10,7 anos e 47% dos pacientes eram diabéticos. Os dados angiográficos e de USIC estão expressos na tabela. Conclusão: A análise preliminar demonstra equivalência entre os dois SF na redução da HI. A menor dose do fármaco não mostrou impacto negativo na eficácia deste novo dispositivo. Estudos em populações maiores, mais complexas e com seguimento de longo prazo são necessários para confirmar este perfil de segurança.



049 - ANÁLISE DO USO DO STENT ENDEAVOR® EM PACIENTES COM LESÕES LONGAS – UM ESTUDO COM ANGIOGRAFIA CORONÁRIA QUANTITATIVA E ULTRA-SOM INTRACORONÁRIO

JULIO DE PAIVA MAIA; FAUSTO FERES; DANIEL CHAMIÉ; ALEXANDRE ABIZAID; RICARDO COSTA; J. RIBAMAR COSTA JR; PEDRO B ANDRADE; LUIZ ALBERTO P. MATTOS; AMANDA GMR SOUSA; J EDUARDO SOUSA;

INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA – SÃO PAULO – SP

Fundamentos: As lesões longas representam considerável desafio à Cardiologia Intervencionista, mesmo na era dos Stents Farmacológicos, estando associadas à maior incidência de complicações peri-procedimento e de nova revascularização da lesão-alvo (RLA). Objetivo: Avaliar a performance do Stent Endeavor® com eluição de Zotarolimus (SEZ) neste subgrupo de alta complexidade. Métodos: De janeiro a março de 2006 foram tratados 100 pacientes consecutivos (140 lesões) com o emprego de SEZ. A amostra foi dividida em dois grupos com base na extensão da lesão (grupo 1: Resultados: A média de idade foi de 59,7 ± 10,6 anos, com 42,1% das lesões em diabéticos (grupo 1: 41,2% X grupo 2: 44,1%, P=0,85). Os resultados da ACQ, USIC e do seguimento clínico estão expressos na tabela. Conclusão: O tratamento de lesões longas com SEZ associou-se à maior proliferação intimal e à maior perda tardia, não se traduzindo, entretanto, em aumento significativo na taxa de RLA e de eventos cardíacos adversos maiores (ECAM) no seguimento tardio.



050 - USO DE STENTS FARMACOLÓGICOS EM HOSPITAIS PÚBLICOS BRASILEIROS: IMPACTO DE SUA DISPONIBILIDADE NA SELEÇÃO DE PACIENTES PARA INTERVENÇÃO PERCUTÂNEA NO MUNDO REAL

LUIZ FERNANDO LEITE TANAJURA; FAUSTO FERES; LUIZ A. MATTOS; ALEXANDRE ABIZAID; MARINELLA CENTEMERO; DIMYTRI SIQUEIRA; ÁUREA CHAVES; ANDREA ABIZAID; AMANDA SOUSA; J EDUARDO SOUSA;

INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA – SÃO PAULO – SP

Objetivo: Pacientes (P) submetidos à intervenção coronária percutanea (ICP) em hospitais públicos brasileiros não tem acesso ao uso dos stents farmacológicos (SF). No início de 2006 participamos de um registro multicêntrico internacional que disponibilizava SF de forma rotineira. Nosso objetivo foi investigar se houve mudanças no perfil de p consecutivamente tratados em dois períodos distintos: com e sem a disponibilidade de SF. Métodos: Estudo observacional de uma coorte de 471 pacientes tratados no início de 2006, divididos em dois grupos: A) 229 casos dilatados durante a disponibilidade de SF; B) 242 p subseqüentes tratados sem esta possibilidade. Não houve critérios de inclusão/exclusão. Resultados: SF foram mais implantados no grupo A (44% vs 2%; p2.4 mm vs 2.6 mm; p=0.0004) e lesões mais longas (14.9 mm vs 12.7 mm; p=0.0008). Conclusões: A disponibilidade do uso de SF gerou alterações no perfil de indicação da ICP, que passou a abordar casos mais predispostos à reestenose, muitos dos quais não seriam tratados na ausência destes stents, como os diabéticos dependentes de insulina, os multiarteriais com lesões de maior complexidade e os com vasos de fino calibre.


051 - HÁ DIFERENÇAS NOS RESULTADOS IMEDIATOS DA INTERVENÇÃO CORONÁRIA PERCUTÂNEA NA POPULAÇÃO IDOSA ACIMA E ABAIXO DOS 80 ANOS?

MARCELO JOSE DE CARVALHO CANTARELLI; GONÇALVES. R; GIOPPATO, S; RIBEIRO, E; SILVA, RC; GUIMARÃES, JB; GOMES, R; VARDI, J; CONFORTI, T; CASTELLO, H;

HOSPITAL BANDEIRANTES - SÃO PAULO - SP

Introdução: O aumento da expectativa e da qualidade de vida da nossa população têm permitido que indivíduos cada vez mais idosos sejam contemplados pela intervenção coronária percutânea (ICP) como parte do tratamento da doença coronária. Analisamos os resultados hospitalares da intervenção coronária percutânea (ICP) em idosos (acima dos 65 anos), buscando saber se há diferenças entre eles, os da população jovem e os da população ainda mais idosa (acima dos 80 anos). Métodos: 3526 pacientes (p) foram submetidos à ICP consecutivamente de Janeiro de 2002 a Junho de 2007 e divididos em três grupos: G1) 2065 p 65 a 79 anos; e G3) 217 p ? 80 anos. Análise statística: testes: Q-quadrado, teste exato de Fischer e razão de verossimilhança (G). Adotamos o nível de significância de 0,05. Resultados: Sexo feminino (55,98% p). Conclusão: Os resultados imediatos da ICP nos idosos acima dos 65 anos são semelhantes aos da populaçâo mais jovem. A maior tendência de mortalidade nos idosos acima dos 80 anos pode estar associada a um maior número de pacientes com IAM em Killip III e IV.


052 - ÍNDICE TORNOZELO/BRAQUIAL COMO PREDITOR DE DOENÇA CORONARIANA SIGNIFICATIVA EM PACIENTES SUBMETIDOS À CINEANGIOCORONARIOGRAFIA

MARCELO SABEDOTTI; ALEXANDRE S QUADROS; CRISTIANO O CARDOSO; CARLOS A M GOTTSCHALL; ROGÉRIO SARMENTO-LEITE;

INSTITUTO DE CARDIOLOGIA DO RS – IC/FUC / HOSPITAL GERAL DA UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL – RS

Introdução: O índice tornozelo/braquial (ITB) é uma ferramenta simples e efetiva para diagnosticar doença arterial periférica, porém não foi ainda validada para o diagnóstico de doença arterial coronariana. O objetivo deste estudo é avaliar a acurácia do ITB para predizer doença arterial coronariana (DAC) em pacientes submetidos à cineangiocoronariografia (CAC). Métodos: Pacientes (pts) com suspeita clinica de DAC e indicação de CAC foram avaliados prospectivamente. Antes do estudo angiográfico, o ITB foi mensurado e os fatores de risco para DAC anotados. DAC significativa foi definida como estenose igual ou maior que 70% em pelo menos uma coronária no estudo angiográfico. Foi calculada a acurácia pela área da curva ROC. Para determinar a relação do ITB com DAC significativa foi realizada uma análise multivariada, sendo considerado significativo um valor alfa <0,01. Resultados: Foram estudados 312 pts. A média de idade foi 57 ± 11 anos e 50% foram do sexo masculino. Cento e dezesseis pacientes (37.2%) tinham doença coronariana significativa. A medida do ITB nestes pacientes foi significativamente menor do que naqueles sem DAC (0.88 ± 0.14 versus 0.96 ± 0.87, p). Conclusão: Um ITB menor que 0.87 tem alta especificidade para predizer doença arterial coronariana significativa. Considerando o baixo custo e a fácil utilização, a medida do ITB pode ser adicionada na prática clínica para auxiliar no diagnóstico de DAC significativa).


053 - EVOLUÇÃO IMEDIATA E A MÉDIO PRAZO APÓS A INTERVENÇÃO CORANÁRIA PERCUTÂNEA PRIMÁRIA. SEXO FEMININO COMO FATOR INDEPENDENTE DE RISCO

RODRIGO TRAJANO SANDOVAL PEIXOTO; EDISON C S PEIXOTO; ANGELO L TEDESCHI; MARCELLO A SENA; IVANA P BORGES; MAURICIO B F RACHID;

HOSPITAL PROCORDIS, NITERÓI, RJ / UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE, NITERÓI - RJ

Fundamento: A mortalidade após intervenção percutânea coronária (IPC) é maior no sexo feminino (SF). Discute-se se seria devido a idade maior e mais fatores de risco (FR). O objetivo do presente estudo foi determinar os FR para óbito e eventos e a influência do sexo na evolução intra-hospitalar (EIH) e aos 6 meses de pacientes admitidos nas 12 horas iniciais do infarto agudo do miocárdio com supra do ST (IAM), tratados com IPC primária (IPCP). Métodos: Foi realizado um estudo prospectivo não randomizado e estudados 199 pacientes consecutivos entre 01/07/1998 e 31/12/2000, 66 do SF e 133 do sexo masculino (SM), com IAM e sem choque cardiogênico. Foi avaliada a EIH, utilizando-se a regressão logística múltipla e a evolução aos 6 meses, utilizando-se análise multivariada de Cox. Foi feita a correção para idade em 2 modelos separados para idade (idosos e octogenários). Eventos maiores (EM) foram definidos como: óbito, nova ICP, cirurgia de revascularização e IAM e eventos como EM ou angina. Resultados: As características clínicas eram semelhantes entre os grupos, exceto que o SF era mais idoso que o SM, 67,04 ± 11,53 e 59,70 ± 10,88 anos (p). Conclusões: O SF foi FR independente para mortalidade aos 6 meses após a IPCP, assim como ser octogenário.


054 - BAIXOS NÍVEIS SÉRICOS DE BILIRRUBINA ESTÃO ASSOCIADOS À DETECÇÃO ANGIOGRÁFICA DE CARDIOPATIA ISQUÊMICA?

ROGERIO EDUARDO GOMES SARMENTO LEITE; CARINE GHEM; ROGÉRIO SARMENTO-LEITE; ALEXANDRE S QUADROS; CARLOS A M GOTTSCHALL;

INSTITUTO DE CARDIOLOGIA DO RS – IC/FUC – PORTO ALEGRE – RS

Introdução:Respostas adaptativas arteriais contra o estresse oxidativo são importantes na prevenção da DAC. A heme oxigenase (HO) é uma proteína com propriedades antioxidantes através da liberação de bilirrubina. Objetivo: Verificar a associação dos níveis séricos de bilirrubina e a prevalência de DAC. Métodos: Estudo de casocontrole. O grupo “casos” foi composto por 100 pts com diagnóstico estabelecido de DAC e o grupo “controles” composto por 100 pts com comprovação angiográfica de coronárias normais. Foram avaliados os demais fatores de risco, e uma amostra sanguínea coletada, para dosagens bioquímicas. Realizaram-se análises bivariadas, modelos de regressão logística múltipla e índice de correlação de Spearman sendo o valor de P significativo < 0.05. Resultados: Os “casos” foram compostos predominantemente por homens e os “controles” por mulheres, (69/31 vs. 22/78, p<0,001), com média de idade de (60,2 ± 8,8 vs. 56,7 ± 10,9 p= 0,015). Os grupos também distinguiam na presença de história familiar de DAC, Dislipidemia, HAS, DM, e sedentarismo. A bilirrubina total (BT) foi significativamente maior nos “controles”, do que nos ”casos” (0,84 ± 0,52 mg/dL vs. 0,47 ± 0,32 mg/dL, p<0,001). De forma esperada os níveis de PCRus também estavam aumentados nos “casos” (7,09 ± 8,81 mg/dL vs. 2,29 ± 3,18 mg/dL, p<0,001) embora o índice de correlação para esta associação inversa tenha sido fraco (rs=-0,265, p<0,001). Um modelo de regressão logística múltipla confirmou que ambos estão independentemente associados a maior prevalência de DAC (BT<0,5 mg/dL (OR: 14,37; IC: 4,46-46,31; p<0,001), PCRus > 3 mg/dL (OR: 1,18; IC: 1,03-1,35; p= 0,012).Conclusões: Além da elevação da PCRus, níveis séricos reduzidos de bilirrubina (<0,5 mg/dl) se mostraram associados com uma maior prevalência de DAC tratando-se de um potencial novo marcador de risco. Estudos adicionais ainda são necessários para confirmar e demonstrar a associação destes achados com desfechos clínicos.


055 - AVALIAÇÃO DOS PARÂMETROS DE PERFUSÃO MIOCÁRDICA NA ANGIOPLASTIA PRIMÁRIA COM IMPLANTE DE STENT ATRAVÉS DA TÉCNICA DE INSUFLAÇÕES GRADATIVAS

ROGERIO LUCIANO SOARES DE MOURA; MARCUS COSTA; FERNANDO JOSÉ TAVARES; CARLOS EDUARDO BARRETO; FERNANDO BARRETO;

HOSPITAL BALBINO - RIO DE JANEIRO – RJ - BRASIL

Fundamento: Uma grande limitação aos resultados ótimos em angioplastia primária no IAM é a ocorrência dos fenômenos de alentecimento de fluxo (slow flow) ou ausência de fluxo (no reflow) após recanalização do vaso e, sobretudo após implante de stents.Objetivo: Avaliar a melhora nos parâmetros de reperfusão em pacientes submetidos a angioplastia primária, utilizando técnica de insuflação gradativa do balão na pré-dilatação e no implante do stent. Materiais e Métodos: Estudo prospectivo, randomizado, onde foram incluídos 142 pacientes com quadro de IAM com SST, com evolução inferior a 6 horas, não submetidos a terapia trombolítica. Pacientes com excessiva carga trombótica foram excluídos do estudo. Os pacientes foram divididos em 2 grupos, sendo o grupo I com 71 (GI) de pacientes que foram submetidos a angioplastia convencional e o grupo II (71) de pacientes submetidos a angioplastia e implante de stent com técnica de insuflações gradativas a fim de proporcionar melhor acomodação do material trombótico e evitar embolização distal. Foram avaliados e tidos como desfecho primário os parâmetros de reperfusão: queda do segmento ST > 70%, Blush miocárdico > 2, TIMI flow > 2 e TIMI Frame Count < 22. Inibidor IIb/IIIa foi utilizado em todos os pacientes. Resultados: Após o período de avaliação observamos os resultados descritos na tabela abaixo:

Conclusão: A técnica de insuflações gradativas mostrou-se eficaz na obtenção da melhora dos parâmetros de reperfusão quando comparados à técnica convencional, propondo-se que sirva como mais um fator de otimização dos resultados na abordagem dos pacientes com IAM submetidos a ICP.


056 - IMPORTÂNCIA DO CONTROLE GLICÊMICO EM PACIENTES DIABÉTICOS SUBMETIDOS A IMPLANTE DE STENTS FARMACOLÓGICOS

ROGERIO LUCIANO SOARES DE MOURA; MARCUS COSTA; FERNANDO JOSÉ TAVARES; CARLOS EDUARDO BARRETO; FERNANDO BARRETO;

HOSPITAL BALBINO - RIO DE JANEIRO – RJ - BRASIL

Objetivo: Avaliar a incidência de RVA em pacientes diabéticos submetidos a ICP com implante de stents farmacológicos e a importância do controle glicêmico ótimo, baseado na dosagem de hemoglobina glicada (A1C). Materiais e Métodos: Estudo prospectivo incluindo 240 pacientes eletivos, com indicação de ICP devido a presença de lesões angiográficas > 70% e evidência de isquemia, que foram distribuídos em 3 grupos. Grupo I (72 pcts) – pacientes não diabéticos, Grupo II (91 pcts) – pacientes diabéticos com A1C < 7%, Grupo III (77 pcts) – pacientes com A1C > 7%. Foram excluídos pacientes com sídromes coronarianas agudas, diabéticos insulino dependentes, lesões em mais de 2 vasos, lesões de tronco, lesões em pontes de safena, lesões em bifurcação, portadores de insuficiência renal. Todos os pacientes receberam regime antiagregante plaquetário duplo por um período de 12 meses. O acompanhamento foi ambulatorial em todos os pacientes e nova coronariografia realizada na recorrência de sintomas ou evidência de isquemia. O desfecho primário foi a necessidade de RVA aos 9 meses e os desfechos secundários foram a ocorrência de eventos cardíacos maiores (morte, IAM, recorrência de angina, AVC, re-hospitalização) em 1 ano. Resultados: Ao final do período de avaliação observamos taxas de RVA não estatisticamente significativas entre os grupos I e II (2.8% x 4.3% p=NS). A comparação entre os grupos II e III demontrou taxas de revascularização mais elevadas neste último, com significância estatística (4.3% x 15,6% p=0.023). A incidência de re-hospitalização foi de 4.3% no grupo II e 18.2% no grupo III (p=0.031). A recorrência de angina foi menor no grupo II (6.5% x 19,4% p=0.0017). Conclusão: O controle glicêmico adequado é fundamental na obtenção de bons resultados na utilização dos stents farmacológicos, contribuindo para menor necessidade de RVA, re-hospitalizações e recorrência de sintomas.


057 - REDUÇÃO DOS NÍVEIS DE PROTEÍNA C REATIVA COM O USO PROLONGADO DE CLOPIDOGREL APÓS INTERVENÇÃO CORONÁRIA PERCUTÂNEA COM IMPLANTE DE STENTS

ROGERIO LUCIANO SOARES DE MOURA; MARCUS COSTA; FERNANDO BARRETO; CARLOS EDUARDO BARRETO; FERNANDO JOSÉ TAVARES;

HOSPITAL BALBINO - RIO DE JANEIRO – RJ - BRASIL

Objetivo: Avaliar o efeito da utilização prolongada (1 ano) do regime antiagregante plaquetário duplo (RAAPD) sobre a redução dos níveis do marcador inflamatório proteína C reativa (PCR) em pacientes submetidos a intervenção coronária percutânea com implante de stents. Materiais e Métodos: Foram incluídos 166 pacientes atendidos em nosso serviço, submetidos a intervenção coronária percutânea com implante de stents que tiveram dosados seus níveis de PCR antes e após intervenção imediata além 3 meses após. Todos receberam RAAPD e Estatinas, além das medicações de rotina de acordo com médico assistente. Foram excluídos pacientes com síndromes coronarianas agudas, processos infecciosos ativos, doenças malignas, obesos (IMC > 35), hepatopatas, fumantes e diabéticos. No grupo I, 83 pacientes receberam regime RAAPD por 1 mês. No Grupo II, 83 pacientes receberam regime RAAPD por 3 meses, com ambos os grupos mantendo apenas AAS. O desfecho primário foi a redução de PCR e os desfechos secundários foram revascularização do vaso alvo e trombose subaguda ou tardia de Stents. Resultados: Observamos os valores da PCR obtidos nos períodos de avaliação:

Conclusão: A utilização prolongada de clopidogrel mostrou-se efetiva na redução
do marcador inflamatório PCR em pacientes submetidos a ICP com implante de Stent.


058 - RELAÇÃO NEUTRÓFILOS/LINFÓCITOS E EVOLUÇÃO CLÍNICA EM PACIENTES COM INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO

ROGERIO LUCIANO SOARES DE MOURA; FERNANDO JOSÉ TAVARES; FERNANDO BARRETO; CARLOS EDUARDO BARRETO; MARCUS COSTA;

HOSPITAL BALBINO - RIO DE JANEIRO – RJ - BRASIL

Fundamento: Uma elevada contagem de neutrófilos relaciona-se com extensão do IAM, comprometimento da função ventricular e mortalidade. A relação neutrófilos/ linfócitos elevada poderia associar-se a eventos fatais na evolução tardia após intervenção coronária percutânea. Objetivo: Correlacionar a elevação da relação N/L (>2.5) antes da ICP com o aumento enzimático cardíaco (TnI e CK-MB) e ocorrência de eventos cardíacos maiores (ECM). Materiais e Métodos: Foram admitidos 86 pacientes consecutivos, com quadro de IAM, atendidos em nossa instituição. Realizado hemograma completo, antes da ICP, em todos os pacientes e divididos em dois grupos. Grupo I (39 pcts) com relação N/L < 2.5 e Grupo II (47 pcts) com relação N/L > 2.5. Ao final do primeiro dia após ICP, foram realizadas dosagens de TnI e CK-MB. Resultados: Observamos que os pacientes do Grupo II estiveram associados a elevações maiores de TnI (19 ± 23 x 14 ± 17 ng/ml, p<0.05) e CK-MB (62 ± 84 x 46 ± 52 ng/ml, p<0.05). Houve 1 caso de reinfarto no grupo I e 1 trombose de stent no grupo II, sem significância estatística entre os dois grupos com relação a ECM. Conclusão: A elevação da relação N/L é associada com a elevação de enzimas cardíacas pós intervenção porém não evidenciamos relação estatisticamente significativa com a ocorrência de ECM na amostra avaliada.


059 - REESTENOSE APÓS INTERVENÇÃO CORONÁRIA PERCUTÂNEA. ESTUDO CLÍNICO, ANGIOGRÁFICO E POLIMORFISMO

ROSEMARIA GOMES DUTRA DE ANDRADE; EDISON C S PEIXOTO; RODRIGO T S PEIXOTO; RICARDO T S PEIXOTO; PAULO S OLIVEIRA; MARIO SALLES NETTO; RONALDO A VILLELA; PIERRE LABUNIE; GEORGINA S RIBEIRO;

CINECOR EVANGÉLICO, RIO DE JANEIRO, RJ / UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE, NITERÓI, RJ

Fundamento: Há fatores de risco (FR) angiográficos e de procedimento (proc) para reestenose (reest) pós intervenção coronária percutânea (ICP). Poderiam fatores genéticos influir na reest? O objetivo foi avaliar características clínicas, angiográficas, de proc e evolução com reest, determinando possíveis FR. Métodos: Estudo prospectivo não randomizado de 105 proc em 90 pacientes (p.), tratados de 2002 a 2006, de sistema de saúde fechado. Os polimorfismos (Polim) em estudo são: ECA, angiotensinogênio (AGT), receptor I da angiotensina II (AT1R), ApoE, antígeno TAFI (inibidor da fibrinólise trombina ativada) e óxido nitríco citase (eNOS). Utilizouse teste do Qui-quadrado ou Fisher exact e t de Student. Resultados: Foram 105 proc, 32 (30,5%) em mulheres e 73 (69,5%) em homens, com idade de 60,5 ± 10,8 anos e em 26 (24,8%) proc os p. eram diabéticos. O Polim AT1R foi AA em 65,7% dos proc, AC em 30,3% e CC em 4,0% e o Polim da ECA foi DD em 39,0% dos proc, DI em 45,7% e II em 15,2%. Houve sucesso em 100% dos proc, sendo que em 2 proc o sucesso foi parcial, pois não se ultrapassou a 2ª lesão. O tempo de evolução foi de 20 ± 13 (4 a 53) meses. Houve reest em 18 (17,1%) proc. Utilizouse 9 stents farmacológicos (SF), 7 para tratamento de reest intra-stent (RIS). Nos grupos com e sem reest encontrou-se: no vaso da 1ª lesão, diâmetro de referência (DR) de 2,68 ± 0,65 e 2,82 ± 0,56 mm (p=0,3472) e a extensão da lesão (EL) 16,1 ± 5,7 e 17,3 ± 10,7 mm (p=0,6543) e no vaso da 2ª lesão DR de 2,52 ± 0,38 e 2,34 ± 0,61 mm (p=0,5025) e EL de 16,0 ± 8,3 e 13,8 ± 17,8 mm (p=0,7931). Os Polim já estudados: AT1R (p=0,2037) e ECA (p=0,5679), bem como o uso dos SF (p=0,6499) não mostraram diferença entre os grupos. Conclusões: A reest ocorreu em 18 (17,1%) dos proc. Nos grupos com e sem reest não houve diferença significativa para DR e EL, para o padrão genético e para SF, entretanto, esses foram utilizados em 7 proc para tratamento de RIS, onde nova RIS é freqüente.


060 - PACIENTES OCTOGENÁRIOS TRATADOS POR ANGIOPLASTIA CORONARIANA: HOUVE MUDANÇAS RECENTES NO PERFIL CLÍNICO ANGIOGRÁFICO?

SERGIO COSTA TAVARES FILHO; LUIZ FERNANDO TANAJURA; DIMYTRI A. SIQUEIRA; MARINELLA CENTEMERO; ÁUREA CHAVES; VINICIUS ESTEVES; GUSTAVO GAMA; AMANDA G.M.R. SOUSA; J. EDUARDO SOUSA;

INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA – SÃO PAULO – SP

Fundamentos: Com o aumento da longevidade da população, intervenções coronárias percutâneas (ICP) em octagenários tem sido realizadas, aparentemente, com freqüência crescente. No entanto, como os pacientes (p) vivem mais, possivelmente apresentar-se-ão ao cardiologista com doença mais avançada, incluindo as comorbidades e a própria coronariopatia, podendo dificultar ou limitar os resultados dos tratamentos propostos. Objetivo: Avaliar se houve mudanças no perfil clínico/angiográfico de octagenários tratados por meio de ICP no momento atual (2006/2007), em comparação com o biênio 2002/2003. Delineamento: Estudo de coorte, retrospectivo. Material: Os p foram divididos em dois grupos: A) 128 p tratados mais recentemente; B) 98 p dilatados 5 anos atrás. Métodos: Não houve critérios de inclusão/exclusão. Os p foram identificados em um banco de dados no qual foram inseridos de forma consecutiva. Consideraramse significantes valores de p<0.05. Resultados: Os 128 p de A correspoderam a 4.7% das ICP realizadas em 2006/2007, enquanto os 98 casos de B correspoderam a 3.7% das dilatações de 2002/2003 (p=0.07). Predominaram significativamente em A: ICP em renais crônicos (28.1% vs 10.2%; p=0.001) e o uso de stents de diâmetro alcançar significãncia estatística, também foram mais comumente observados em A: ICP para reestenose intrastent (6.7% vs 1%; p=0.09), doença multiarterial (60% vs 49%; p=0.12) e uso de stents mais longos (>24mm) (24.5% vs 18.1%;p=0.25). Conclusões: 1) houve tendência do aumento de octagenários tratados mais recentemente; 2) os casos dilatados no biênio 2006/2007 apresentaram um perfil clínico/angiográfico de maior risco, inclusive para o desenvolvimente de reestenose intrastent.


061 - ASSOCIAÇÃO ENTRE DIABETE MELLITUS E GRAVIDADE DA DOENÇA ARTERIAL CORONARIANA EM PACIENTES SUBMETIDOS À INTERVENÇÃO CORONÁRIA PERCUTÂNEA

SIMONE DE SOUZA FANTIN; BEATRIZ D SCHAAN; CARÍSI POLANCZYK; MARTA O GÓES; PRISCILA LEDUR; JORGE P RIBEIRO; MARCO V WAINSTEIN;

HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE, UFRGS – PORTO ALEGRE – RS

Introdução: Diabete Mellitus (DM) é preditor de risco independente para doença cardiovascular e para a ocorrência de reestenose em pacientes submetidos à intervenção coronária percutânea (ICP). Desconhece-se, entretanto, a associação entre a gravidade e a extensão angiográfica da doença arterial coronariana (DAC) em pacientes tratados com ICP. Métodos: Estudo transversal, onde foram considerados diabéticos os pacientes com diagnóstico médico, ou glicemia capilar ? a 126mg/dL em jejum ou > de 200mg/dL livre de jejum. Os pacientes foram classificados em 4 categorias de acordo com a extensão da DAC: (I) lesão única > de 50% do lúmen do vaso; (II) duas lesões > de 50% do lúmen ou reestenose de ICP prévia; (III) lesão > de 50% no tronco da coronária esquerda; (IV) lesão > do que 50% em 3 vasos ou em enxerto venoso. A associação entre presença de DM e gravidade da DAC foi avaliada por Regressão Logística e Teste de Correlação de Spearman. Resultados: Em 13 meses foram realizadas 617 ICP, com implante de 718 stents em 569 pacientes consecutivos (1,32 stents por ICP). Destes, 177 (32,2%) foram considerados DM, sendo 22% usuários de Insulina (IDM). Características demográficas, fatores de risco para DAC, vaso-alvo, diâmetro do vaso e extensão da lesão foram semelhantes entre os grupos. DAC grave, categoria III e IV, foi encontrada em 51,2% dos DM comparado com 37,6% dos não-DM (p<0.001). Indivíduos não-DM tiveram uma tendência maior a DAC de menor gravidade, acometendo apenas um vaso, do que os diabéticos (38,5% vs 27,9, pvs 32,6%) quando comparados com os demais diabéticos (p). Conclusões: Existe associação entre a presença de DM e a extensão angiográfica da DAC em pacientes submetidos à ICP, o que sugere que esta maior gravidade possa contribuir para os desfechos adversos nestes pacientes.


062 - ANO DE 2007. O QUE MUDOU NA TÉCNICA PERCUTÂNEA APÓS A CONSTATAÇÃO DA TROMBOSE CORONÁRIA TARDIA?

TIAGO PORTO DI NUCCI; WILSON ALBINO PIMENTEL; EDSON ADEMIR BOCCHI; EVANDRO GOMES DE MATOS JUNIOR; WELLINGTON BORGES CUSTODIO; JORGE ROBERTO BUCHLER; STOESSEL FIGUEIREDO DE ASSIS; EGAS ARMELIN;

HOSPITAL EVANGÉLICO SAMARITANO. CAMPINAS SP / BENEFICÊNCIA PORTUGUESA, SÃO PAULO – SP - BRASIL.

Fundamento: É de relevância inconteste que trombose coronária tardia (TCT), apesar de baixa incidência, preocupou a comunidade cardiológica pela sua gravidade. Objetivo: Avaliar a mudança da intervenção percutânea (IP) quanto ao uso do stent recoberto com fármaco (SRF) na prática diária. Material e métodos: No período de 2003-2005, realizamos 2.200 implantes de stents em 1.990 pacientes (P), grupo (G) -1 e no período de 2007, implantamos 1.120 stents em 842 P, G-2. Não houve diferenças demográficas entre os grupos. Resultados:

Conclusões: Houve uma redução de 30% no uso dos SRF e principalmente nas lesões consideradas fora da “bula” do Federal Drug Administration (off-label).


063 - QUAIS AS DIFERENÇAS DOS PACIENTES SUBMETIDOS A ANGIOPLASTIA CORONARIANA COM IMPLANTE DE STENT FARMACOLÓGICO VERSUS IMPLANTE DE STENT CONVENCIONAL

VITOR ANDRE ROMAO; CLAUDIA REGINA CANTANHEDA; HUGO SIMAS; QUENIA DIAS; VALERIA AZEVEDO; EDUARDO ASSIS;

UNIMED RIO COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO – RIO DE JANEIRO – RJ

Objetivo: Avaliar as características dos pacientes (p) submetidos à angioplastia coronariana (PCI) com implante de stent farmacológico (SF) e convencional (SC) e observar quais as características que apresentam diferenças significativas entre os doisgrupos. Delineamento: Estudo Transversal. População: Amostra de 711p pertencentes à cooperativa de trabalho médico Unimed-Rj submetidos a pci com implante SF ou SC. Metodologia: Foram avaliadas as fichas de solicitações de pci com implante de SF ou SC de 711P e com as seguintes variáveis analisadas: sexo, idade, quadro clínico, serviço de hemodinâmica (SH), diabetes, reestenose, artéria Descendente anterior, insuficiência renal crônica com diálise (IRC), cirurgia de revascularização prévia (CRM), diâmetro e comprimento da artéria abordada. Foram realizadas análises bivariadas (teste qui-quadrado) e análise multivariada (regressão logística).Resultados: Os 711p submetidos a PCI foram divididos em dois grupos: Grupo I SF (n= 422 – 59,35%) e Grupo II SC (n= 289 – 40,65%. Os SH tiveram uma taxa de utilização de 59,35% (422p) de SF e de 40,65% com (289 p) de SC, p<0,0001. Ao analisar os sete SH com maior volume de PCI encontramos 475p submetidos a PCI, sendo que 313p (65,89%) pertenciam ao grupo I e 162p (34,11%) no grupo II com p<0,0001. 213P com diabetes mellitus (DM) (42,51%) sendo 194 p (91,08%) no grupo I e 19 p (8,92%) no grupo II, p<0,0001. Um paciente com DM tem 94% de probabilidade de ser submetido a PCI com SF. Em relação ao diâmetro e comprimento do stent, foram analisados 446 stents, sendo 258 SF com uma média de 2,63 de diâmetro e 188 SC com uma média de diâmetro de 2,95, p<0,0001. Em relação ao comprimento temos uma média de 24,82 mm no grupo I e no grupo II uma média de 18,83mm, p<0,0001.Conclusões:Os nossos resultados demonstram concordância com os critérios preconizados na literatura internacional na indicação de PCI com SF nos pacientes com maior risco de desenvolver reestenose coronariana.


064 - EFICÁCIA E SEGURANÇA DOS STENTS FARMACOLÓGICOS NO MUNDO REAL: SEGUIMENTO DE ATÉ 5 ANOS DE 611 PACIENTES

VITOR OSORIO GOMES; RICARDO LASEVITCH; CARISI POLANCZYK; MARCELO ARNDT; ANA KREPSKY; PATRÍCIA BLAYA; MARINA MORAIS; PATRICIA HICKMANN; ANA MALLET; PAULO CARAMORI;

CENTRO DE TERAPIA ENDOVASCULAR - HOSPITAL MÃE DE DEUS/SERVIÇO DE HEMODINÂMICA - HOSPITAL SÃO LUCAS-PUCRS

Introdução: É bem estabelecida a vantagem que os stents farmacológicos (DES) têm em relação aos stents convencionais (BMS) em reduzir a necessidade de revascularização. No entanto, alguns estudos têm levantado dúvidas quanto a sua segurança em longo prazo. Métodos: Este é um registro retrospectivo envolvendo todos os pacientes que receberam DES entre janeiro 2002 e abril de 2007 em 2 hospitais de referência. Os dados demográficos, as características clínicas dos pacientes e a apresentação clínica no momento do procedimento foram coletados do prontuário. O seguimento clínico foi feito por contato telefônico com o paciente ou com o médico assistente. Os desfechos avaliados foram morte, morte cardíaca, trombose intra-stent (definição ARC) e revascularização do vaso-alvo (RVA). Resultados: Um total de 612 pacientes que receberam 756 stents foram incluídos. Obteve-se o seguimento de 97,7% dos pacientes com tempo médio de 23 ± 12 meses, sendo o seguimento máximo de 64 meses. A idade média foi 65 ± 11 anos e 63% eram do sexo masculino. Diabete mellitus foi observada em 34% dos pacientes e apenas 36% apresentavam doença uniarterial. No momento do seguimento, 84% dos pacientes estavam em uso de AAS e 53% de Clopidogrel ou Ticlopidina. Os resultados principais são mostrados na tabela.

Conclusão: Os resultados de até 6 anos de seguimento demonstram a segurança
dos DES traduzida pela baixa taxa de trombose intra-stent observada e reafirma
a eficácia dos DES em reduzir revascularização de vaso alvo.


065 - RESULTADOS CLÍNICOS IMEDIATOS E TARDIOS (06 ANOS) DAS INTERVENÇÕES CAROTÍDEAS PERCUTÂNEAS

ALAOR MENDES; ANDRÉS SÁNCHEZ; ANTONIO KAMBARA; CLARISSA DALL’ORTO; ANDRÉ LIMA; MANUEL CANO; RODOLFO STAICO; LUIZ A. MATTOS; AMANDA SOUSA; J. EDUARDO SOUSA;

INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA / HOSPITAL DO CORAÇÃO – ASSOCIAÇÃO SANATÓRIO SÍRIO – SÃO PAULO – SP

Fundamentos: O acidente cérebro-vascular (ACV) é a principal causa de incapacidade (física e/ou mental) e mortalidade no Brasil, sendo este causado em até 40% dos casos por doença carotídea aterosclerótica. Múltiplos estudos têm demonstrado resultados similares entre a angioplastia versus cirurgia em artérias carótidas. O objetivo desta análise foi avaliar os resultados clínicos imediatos e tardios da angioplastia carotídea. Métodos: Entre dezembro de 2001 e dezembro de 2007, foram realizadas de forma consecutiva 264 intervenções carotídeas percutâneas. Realizou-se seguimento clínico imediato e tardio quanto à ocorrência de ACVs (maior e menor), infarto do miocárdio e óbito. Resultados: A idade média foi 68,4 ± 9,7 anos, 35,2% eram diabéticos, 6,9% tinham endarterectomia homolateral prévia e 26,5% dos pacientes eram assintomáticos. Foi utilizado em 84,3% dos casos stent Precise® e em 12,2% Wallstent®. Em 99,6% dos casos foi utilizado sistema de proteção cerebral (69,7% Angioguard®, 28,7% FilterWire® e 1,6% Moma®), e em 84,7% dos casos foi realizada pós-dilatação com balão operadorcontrolado. Houve sucesso do procedimento em 99,4% dos casos. Seguimento de 88% dos pacientes, com média de 25,7 ± 14,65 meses.

Conclusão: A angioplastia carotídea, com implante de stent e utilização dos sistemas de proteção cerebral, mostrou-se uma técnica segura e eficaz no tratamento da doença aterosclerótica carotídea, associado com baixas taxas de complicações hospitalares e eventos clínicos maiores no seguimento tardio (06 anos).


066 - ESTUDO COMPARATIVO ENTRE DIABÉTICOS E NÃO DIABÉTICOS SUBMETIDOS À INTERVENÇÕES CAROTÍDEAS PERCUTÂNEAS - RESULTADOS CLÍNICOS IMEDIATOS E TARDIOS

ALAOR MENDES; A. G. SÁNCHEZ; A. KAMBARA; A. LIMA; C.D.ORTO; S. M. MOREIRA; A. ABIZAID; F. FERES; A. SOUSA; J. E. SOUSA;

INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA / HOSPITAL DO CORAÇÃO – ASSOCIAÇÃO SANATÓRIO SÍRIO – SÃO PAULO – SP

Fundamentos:Os diabéticos (DM) fazem parte de um subgrupo de pacientes com alto-risco cardiovascular, visto que quando submetidos às intervenções coronárias proporcionam piores taxas de eventos clínicos maiores em comparação aos não diabéticos (não-DM) durante seguimento tardio. Cerca de 25% dos pacientes com doença cerebrovascular (ACV) são DM; e a resposta deste grupo às intervenções carotídeas percutâneas (ICP) parece ser similar aos não-DM. O objetivo desta análise foi comparar os resultados clínicos da ICP em DM versus não-DM, no seguimento imediato e tardio. Métodos:Foram realizadas 264 ICP. Realizou-se seguimento clínico imediato e tardio quanto à ocorrência de eventos clínicos maiores combinados (ECMC) de óbito, ACV, e IAM para ambos os grupos. Resultados:Ambos os grupos possuíam características clínicas basais semelhantes, exceto maiores taxas de doença coronária e vascular periférica para o grupo de DM, corroborando seu maior risco cardiovascular. A tabela apresenta detalhamento dos ECMC, bem como sua evolução em até 04 anos.

Conclusão: A ICP em DM é uma técnica segura e eficaz, pois não esteve associada a maiores taxas de eventos clínicos maiores durante seguimento tardio. Porém, houve uma tendência de mais ECMC durante seguimento imediato, que pode ser explicado por se tratar de pacientes com maior risco, em tratamento por ICP que se associa à taxas mais elevadas de eventos adversos nos primeiros 30 dias pós-intervenção.


067 - ESTUDO COMPARATIVO DOS PACIENTES OCTAGENÁRIOS E NÃO OCTAGENÁRIOS SUBMETIDOS À INTERVENÇÃO CAROTÍDEA PERCUTÂNEA – RESULTADOS CLÍNICOS IMEDIATOS E TARDIOS DE 04 ANOS

ALAOR MENDES; A. SÁNCHEZ; A. KAMBARA; A. LIMA; C. D.ORTO; S. MOREIRA; A. ABIZAID; F. FERES; A. SOUSA; J.E.SOUSA;

INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA / HOSPITAL DO CORAÇÃO – ASSOCIAÇÃO SANATÓRIO SÍRIO – SÃO PAULO – SP

Fundamentos: O acidente cerebrovascular (ACV) é a principal causa de incapacidade (física/mental) e mortalidade na população brasileira, sendo esta causada em até 40% dos casos por doença carotídea aterosclerótica. A idade permanece como um dos principais fatores de risco; e os octagenários têm sido um grupo crescente na população brasileira. Os resultados clínicos das intervenções carotídeas (ICP) neste grupo ainda são controversos, assim o objetivo desta análise foi comparar os resultados da ICP em pacientes com idade igual ou superior a 80 anos versus pacientes mais jovens, no seguimento imediato e tardio quanto a eventos cardio e cerebrovasculares. Métodos: Nos últimos 04 anos, foram realizadas 264 ICP. Realizou-se seguimento clínico imediato e tardio quanto à ocorrência de eventos clínicos combinados (ECC) para ACV, IAM, e Óbito. Resultados: Os grupos eram homogêneos, inclusive quanto à complexidade das lesões e características clínicas basais.A tabela apresenta detalhamento dos ECC, bem como sua evolução em até 4 anos. Conclusão: A ICP em pacientes octagenários apresentou maiores taxas de ECC (imediatos e tardios), sendo que somente o evento “Óbito” apresentou significância estatística de forma isolada, confirmando a maior gravidade deste subgrupo e associação com outras comorbidades, provavelmente, responsáveis pelo achado.



068 - ESTUDO DE SEGURANÇA DA TROMBÓLISE INTRA-ARTERIAL NA FASE AGUDA DO ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL ISQUÊMICO

CARLOS HENRIQUE FALCAO; CONSTANTINO GONZALEZ SALGADO; WALDIR GOMES MALHEIROS; GABRIEL DE FREITAS; EDISON SANDOVAL PEIXOTO;

UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE – RIO DE JANEIRO – RJ

Introdução: A trombólise venosa na fase aguda é atualmente o tratamento de escolha nas primeiras 3 h, porém a trombólise intra-arterial (TA) evidenciou que o tempo para tratamento pode ser expandido demonstrando maiores taxas de reperfusão. Objetivos: Primário foi avaliação da segurança da TA associada à manipulação do trombo e secundários foram valiação do sangramento e restabelecimento do fluxo. Material e métodos: Vinte e Quatro pacientes com quadro de AVCI. Exame clínico utilizou-se National Institutes of Health stroke scale (NIHSS), que pontua alterações neurológicas na chegada. Após verificar os critérios de inclusão e exclusão, encaminhado à arteriografia para identificação do ponto de oclusão e realização da trombólise intra-arterial com rt-PA com angioplastia (ATC) se necessário. Resultados: O NIHSS médio foi de 15. Isquemia na tomografia inicial em 13 pacientes. Identificadas as artérias ocluídas: ACM em 14 pacientes (pac), artéria cerebral anterior (ACA) em 1pac, artéria cerebral posterior (ACP) em 1pac, Basilar em 1pac, Carótida e ACP em 1pac, Vertebral e basilar em 2 pac e Carótida, ACM e ACA em 4 pac. Utilizada uma média de 28 mg de rt-PA. A ATC intracraniana foi utilizada em 5 pac e carotídea em 1 pac. Abertura da primeira porção da ACM em todos os casos de oclusão desta artéria. Identificado sangramento em 11 pac. No seguimento mínimo de 3 meses foi utilizada a escala de Rankin modificada (msR), que avalia grau de seqüela permanente. Sete pacientes evoluiram com msR= 0,3 pac com msR= 1, 2 pac com msR= 2, 1pac com msR= 3, 1 pac com msR= 4, 2 pac com msR = 5 e 8 pac com msR= 6. No seguimento de todos os pacientes, 50% evoluíram com msR ? 2 e analisando apenas pacientes com acometimento de ACM, 65% possuem msR ? 2. Conclusão: A TA no AVCI mostrou-se segura, permitindo maior recanalização do vaso e menor grau de seqüelas no seguimento, quando comparado aos controles históricos que seguiram protocolos semelhantes.


069 - INTERVENÇÃO CAROTÍDEA PERCUTÂNEA - COMPARAÇÃO ENTRE OS PACIENTES SINTOMÁTICOS VERSUS ASSINTOMÁTICOS

CLARISSA CAMPO DALL ORTO; A.G. SÁNCHEZ; A.KAMBARA; A. MENDES; A. LIMA; S.MOREIRA; A. ABIZAID; F. FERES; A.G.M.R. SOUSA; J. E. SOUSA;

INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA / HOSPITAL DO CORAÇÃO – ASSOCIAÇÃO SANATÓRIO SÍRIO – SÃO PAULO – SP

Introdução: Até o momento, temos pouca informação sobre a comparação de angioplastia carotídea em pacientes sintomáticos (PS) versus assintomáticos (PASS) pré-procedimento. O objetivo desta análise foi avaliar esta questão em um grupo consecutivo de casos. Métodos: Entre 2002 e 2007, foram realizadas 264 intervenções carotídeas percutâneas. Em 6,6% dos pacientes do grupo de PASS versus 10,1% dos PS, foi realizada intervenção carotídea bilateral de forma estagiada. Praticou-se angiografia carotídea quantitativa (ACQ) pré e pós-procedimento. Realizamos seguimento clínico imediato e tardio avaliando a incidência de acidente isquêmico transitório, ACV (maior e menor), necessidade de nova revascularização da lesão alvo (RLA), IAM e óbito. Resultados: As características clínicas basais eram similares entre os grupos. Obtivemos sucesso do procedimento em 99% dos casos, com ausência de complicações maiores, em ambos os grupos. Na análise com ACQ, o diâmetro luminal mínimo foi menor no grupo dos PASS, o que resultou em maior porcentagem de estenose para o grupo dos PASS (p). Conclusão: Nesta análise consecutiva de pacientes, observamos que a intervenção carotídea percutânea é uma técnica segura e eficaz, com baixa incidência de complicações hospitalares e em longo prazo, tanto nos PASS como nos PS. A incidência de eventos (morte, AVC e RLA) hospitalares e tardios foi similar entre os dois grupos.


070 - O PAPEL DO RECEPTOR PROTO-ONCOGENE MAS NO REMODELAMENTO VASCULAR APÓS DESNUDAMENTO ENDOTELIAL

MARCO TULIO VILLACA CASTAGNA; SÍLVIA LACCHINI; ROBSON AUGUSTO S. SANTOS;

DEPARTAMENTO DE FISIOLOGIA, ICB, UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS E UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO.

Introdução: São 2 os tipos de ação do sistema Renina-Angiotensina: um vasoconstritor/ proliferativo, sendo a Angiotensina II o principal efetor e outro vasodilatador / antiproliferativo, sendo o maior efetor a Angiotensina - (1-7) [Ang- (1-7) ]. Objetivo: Avaliar a atuação do receptor proto-oncogene mas da Ang- (1-7) no remodelamento vascular após desnudamento endotelial e a eficácia da Ang- (1-7) por VO, comparado com: 1) sua administração por micro-bomba de infusão (MBI) SC e 2) sua administração por VO associada ao polímero hidróxi-prolil-beta-ciclodextrina [HP?CD-Ang (1-7]. Materiais e Métodos: 12 grupos com 5 camundongos da raça C57Bl/6J e um grupo com 5 camundongos Knock-Out para o receptor mas (KO). Feito desnudamento endotelial da artéria Femoral Esquerda. Grupos conforme as drogas administradas: 1) A779 (antagonista do receptor mas) em PLGA (ácido poli (láctico-co-glicólico); 2) KO; 3) Losartan + A779; 4) AVE 0991 (agonista não peptídico do mas); 5) Ang- (1-7) VO; 6) MBI-Ang- (1-7); 7) HP?CD-Ang (1-7); 8) Enalapril; 9) Losartan; 10) PLGA; 11) HP?CD; 12) Sham; 13) Cirurgia. Sacrifício no 28º dia. Análise: artéria controle: áreas: do vaso, da média e do lúmen. Artéria lesada: áreas: do vaso, da média, do lúmen e da hiperplasia intimal (HI). Calculado: 0% de HI; Resultados: Nos grupos tratados com agonistas do mas: AVE 0991, Ang- (1-7) VO, MBI-Ang - (1-7) e HP?CD-Ang- (1-7), nas artérias lesadas, houve um menor% de HI e maiores áreas do vaso e do lúmen comparados com os grupos nos quais o mas foi bloqueado e com os demais grupos. A Ang - (1-7) foi eficaz por VO, assim como quando veiculada por MBI ou associado à HB?CD ou comparado ao AVE. Conclusão: O receptor, mas tem um papel importante na preservação da luz arterial após o desnudamento endotelial, atenuando o% de HI e promovendo o remodelamento positivo do vaso. A Ang - (1-7) é eficaz por VO sem diferença na eficácia comparado à sua associação com HP?CD, quando administrada por MBI ou comparada ao AVE.


071 - AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA E SEGURANÇA DE UM STENT RECOBERTO COM CELULOSE BIOSSINTÉTICA EM MODELO DE ARTÉRIA ILÍACA DE COELHOS

RONALDO DA ROCHA LOURES BUENO; PAULO M. P. DE ANDRADE; JOSÉ C. E. TARASTCHUK; PAULO R. F. ROSSI; MARCOS A. A. PEREIRA; GILMAR J. SANTOS;

SERVIÇO DE HEMODINÂMICA DO HOSPITAL EVANGÉLICO DE CURITIBA – PR

Fundamentação Teórica: A celulose biossintética (CB) é uma membrana biocompatível usada em vários campos da medicina. Stents recobertos com CB têm o potencial de atingir total cobertura da lesão, agindo como barreira à migração de células de músculo liso da camada média da artéria para a luz, além de permitir a captura de células progenitoras arteriais. Objetivos: Testar a eficácia e segurança do implante de um stent recoberto com CB comparado com stent metálico convencional num modelo de artéria ilíaca de coelhos. Métodos: Sete stents metálicos e 7 stents com CB foram implantados em artérias ilíacas de 7 coelhos. Sete semanas após o implante de stents, os animais foram estudados angiograficamente. Os coelhos foram então sacrificados e os espécimes foram enviados para análise histológica. Resultados: Não houve reestenose intra-stent angiográfica nem oclusão aguda ou tardia causada por trombose de stent em nenhum dos grupos. Nos grupos com stent convencional e recoberto com CB, respectivamente, a espessura média neointimal foi de 0,18 ± 0,02 mm e 0,35 ± 0,02 mm*;% estenose, 10,97 ± 1,23% e 35,55 ± 3,39%* (*p). Conclusão: Implante de stent recoberto com celulose biossintética foi seguro, sem evidências de trombose de stent, resultando em melhor endotelização neointimal absoluta quando comparada com stent metálico. Pela capacidade de capturar células progenitoras endoteliais tem o benefício de poder diminir a reestenose.



Temas Livres

ENFERMAGEM

APRESENTAÇÃO ORAL



072 - A SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM HEMODINÂMICA

EDNA VALERIA DA SILVA; MARIA HELENA DE ALMEIDA; ANDRÉA COTAIT AYOUB; MICHELE DE OLIVEIRA AYRES;

INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA – SÃO PAULO – SP

A implementação da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, iniciou-se em 1980, tendo o Processo de Enfermagem de Wanda Horta como referencial teórico. Desde então sofreu diversas influências e experiências vivenciadas pelas enfermeiras da Instituição. Hoje a SAE é fundamentada também pela North American Association Nursing (NANDA) e utilizamos as fases do processo: histórico, diagnóstico, intervenções, evolução e resultado. A sistematização na hemodinâmica possibilitou a organização da assistência de enfermagem, orientando a equipe de enfermagem para atender o cliente de forma individualizada, vendo o indivíduo como um ser holístico. Objetivos: Elaborar a sistematização do atendimento na Hemodinâmica, amplicar a SAE obedecendo as fases do processo: histórico, diagnóstico, intervenções e evolução de enfermagem e fundamentar segundo literatura. Resultados: Foi criado um histórico específico e direcionado ao paciente que irá submeterse ao exame dentro da hemodinâmica. Os diagnósticos elaborados foram: Conhecimento deficiente, integridade da pele prejudicada, risco para perfusão tissular renal prejudicada, risco para perfusão tissular ineficaz periférica, débito cardíaco diminuído e mobilidade física prejudicada. Com a finalidade de resolver os diagnósticos levantados, os enfermeiros utilizaram as intervenções e evolução de enfermagem, com oportunidade do acompanhamento do paciente nas 24 horas de internação. Para estruturar essas ações foi criado o guia de preenchimento dos impressos. Conclusão: A SAE tornou-se uma das ferramentas de gestão da unidade, assegurando a assistência com maior qualidade, possibilitando maior interação entre enfermeira/cliente, proporcionando um atendimento sistematizado e direcionado para a equipe de auxiliares.


073 - TRAJETÓRIA DO ENFERMEIRO EM BUSCA DO USO ÚNICO DE FIOS GUIAS EM HEMODINÂMICA

ERIKA GONDIM GURGEL RAMALHO LIMA; JOSÉ ERIRTÔNIO FAÇANHA BARRETO; CELIANE MARIA LOPES MUNIZ; SÔNIA FERREIRA BRINGEL FRANCO; VIVIANE MARINHO PINTO BANDEIRA; SAMARA DA SILVA VITURIANO;

HOSPITAL REGIONAL UNIMED - FORTALEZA – CE

Introdução: O reprocessamento de produtos médicos acontece no cotidiano dos serviços de saúde em todo o Brasil. Na área de hemodinâmica esta prática é bastante evidente. Diante desta realidade a ANVISA instituiu a resolução 2606 de 11 de agosto 2006, que estabelece parâmetro orientador para elaboração, validação e implantação de protocolos de reprocessamento de produtos médicos. Em seus artigos 4º e 7º os itens IV e V determinam respectivamente que os produtos reprocessados devem permitir a rastreabilidade e controle de número de reprocessamentos. Os fios guias utilizados em hemodinâmica como 0,035 teflonado, hidrofílico, extra stiff, 0,014 e outros, possuem uma estrutura que além impedir a realização do rastreamento e controle do número de reprocessamentos, dificulta a garantia da limpeza adequada, por não ser possível visualização da presença de sujidade na estrutura aramada. O uso de material reprocessado é de responsabilidade do enfermeiro do serviço, e este deverá trabalhar para não permitir o reprocessamento destes materiais, mostrando a dificuldade de limpeza, rastreamento e controle do número de reprocessamentos. Estes materiais passam a fazer parte da lista de materiais que não podem ser reprocessados por não nos assegurar estas determinações. Objetivo: Refletir sobre a segurança na utilização de fios guias nos serviços de hemodinâmica. Método: Trata-se de um estudo bibliográfico sobre o reprocessamento de produtos na unidade de hemodinâmica. Resultados: Os serviços de hemodinâmica que não reprocessam fios guias apresentam um aumento no custo deste material de 230%, mas garantem segurança na utilização dos mesmos. Conclusão: O reprocessamento de fios guias não está assegurado pela ANVISA, tomando por base que não podemos garantir a limpeza, rastreabilidade e controle do número de reprocessamentos. Os enfermeiros de hemodinâmica devem buscar o uso único dos fios guias, onde garantirão a segurança na utilização deste material.


074 - O CONHECIMENTO E A ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM A PACIENTES SUBMETIDOS A ANGIOPLASTIA CORONÁRIA À LUZ DA TEORIA DO AUTOCUIDADO

FABIENE LIMA PARENTE; FABIARA LIMA PARENTE; KEILA MARIA AZEVEDO PONTES;

HOSPITAL DO CORAÇÃO DE SOBRAL - CE

A doença da artéria coronária (DAC) é a maior causa de morbi-mortalidade. A Angioplastia Coronariana Transluminal Percutânea (ACTP) é indicada no tratamento da DAC. Os enfermeiros precisam familiarizar-se com os métodos para avaliar e prevenir. Os pacientes submetidos a ACTP necessitam de habilidades similares. O autocuidado é a prática de atividades que os indivíduos realizam em seu benefício para manter a saúde e o bem-estar. Os pacientes têm dificuldade em prosseguir o tratamento por não entender a importância da sua participação. A enfermagem deve educar e orientar sobre a patologia e o autocuidado. A pesquisa foi do tipo convergente-assistencial, com abordagem qualitativa. A população foi de 20 pacientes submetidos à ACTP entre março e abril de 2007. Foram divididos em dois grupos A e B. Para um grupo, a assistência de enfermagem foi de forma sistematizada e seguindo rotina baseada no autocuidado. Os grupos foram avaliados posteriormente. Onze pacientes são homens e nove mulheres. A idade variou entre 43 e 80 anos. Foi perguntado se sabiam o que é ACTP um afirmou saber e dezenove não sabem. As falas demonstram uma relação de medo e receio em se submeter. Dezessete não sabem como se comportar depois da ACTP e três afirmam saber, mas têm dúvidas. Foi perguntado se sabiam como continuar o tratamento, três sim, mas, com dúvidas, e dezessete não. No grupo A, oito colaboraram e dois não seguiram as orientações sobre o comportamento. No grupo B, três colaboraram e sete não. Concluiu-se que, quando os pacientes recebem apoio e orientações, interagem melhor aos efeitos causados por este momento, tornando-se complacentes ao regime de cuidados, onde parece que são dissimulados os sentimentos encontrados na pesquisa como inerentes aos procedimentos como o medo, a angústia, o risco. Enquanto os que não recebem este tipo de acompanhamento, permanecem menos preparados, dificultando suas atuações como protagonistas do seu procedimento.


075 - VALIDAÇÃO DE UM MÉTODO DE REPROCESSAMENTO E RASTREABILIDADE DE MATERIAIS DE HEMODINÂMICA

JACQUELINE WACHLESKI; KÁTIA B MORAES; EVA MN FONTANA; TIAGO S DIAS; SUZANA C SILVA; RONALDO T BERNARDO; SIMONE S FANTIN;

HOSPITAL LUTERANO - UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL - PORTO ALEGRE - RS

O reprocessamento de artigos de uso único é realidade em muitas instituições de saúde do Brasil. Embora os artigos utilizados em hemodinâmica apresentem identificação de uso único, é um problema a decisão de descarte ou reúso. Sendo que a maioria dos serviços opta pelo reprocessamento, a garantia de qualidade e segurança do processo é essencial. Relatar a experiência da implantação de um método de reprocessamento de materiais e certificar a sua segurança e qualidade. Estudo experimental desenvolvido em uma hemodinâmica e uma empresa de esterilização. Após o projeto piloto, a metodologia foi empregada regularmente a partir de fevereiro de 2007. A limpeza dos materiais foi dividida em duas fases, sendo a primeira realizada no período peri-procedimento, pelo instrumentador. Houve substituição da solução salina por água destilada, no uso, limpeza e enxágüe. Não foi permitida a mistura de materiais entre procedimentos. Os materiais são avaliados por microscopia antes de embalados. Criamos um banco de dados, e a cada material se atribuiu um código. Em cada processo há registro das etapas, observações e reúsos ocorridos, permitindo a rastreabilidade dos mesmos. Em caso de descarte, o motivo. Os testes de controle de qualidade demonstraram a ocorrência de endotoxina em apenas um tipo de material, o qual passou a ser descartado no primeiro uso. Os testes de esterilidade fúngica e bacteriana bem como os de resíduo de ETO atenderam as exigências dos ensaios, não havendo qualquer caso de positivação. Quanto aos resultados de integridade e funcionalidade, monitorizados a partir dos laudos de descarte, observou-se maior vida útil dos materiais com este método. Os achados evidenciaram a possibilidade de monitorar o reuso de cada artigo e confirmar a segurança do método através dos testes de qualidade, reduzindo os riscos de complicações provocadas pelo reuso.


076 - IMPLANTAÇÃO DE UM PROTOCOLO DE REPROCESSAMENTO DE CATETERES NUM SERVIÇO DE HEMODINÂMICA: RESULTADOS INICIAIS E ANÁLISE DO PROCESSO

JULIANA PEREIRA MACHADO; ROTTA, C S G; FRANÇOLIN, L; MORELLO, V C M;

HOSPITAL E MATERNIDADE SÃO LUCAS - RIBEIRÃO PRETO – SP

A preocupação com a qualidade de vida dos clientes e os custos desprendidos pelas instituições de saúde faz com que os artigos médico-hospitalares sejam o foco de atenção no processo de re-uso. No Brasil, este processo está regulamentado pela Resolução da Diretoria Colegiada – RDC nº. 156, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que dispõe sobre o reprocessamento de produtos médicos, além da resolução nº. 2605 que traz uma lista de artigos proibidos de reprocessar, e nº. 2606 sobre protocolos de reprocessamento, ambas de 11 de agosto de 2006. Ressalta-se a necessidade de assegurar uma limpeza que seja eficaz na eliminação de resíduos orgânicos e inorgânicos e que possa garantir a ausência de qualquer tipo de contaminação e risco ao paciente. O objetivo deste estudo é descrever o impacto da implantação de um protocolo de reprocessamento de cateteres de hemodinâmica como melhoria de processo e garantia de segurança. Trata-se de um estudo descritivo, não experimental, prospectivo, realizado em um hospital de médio porte, de um município do interior paulista, para o qual foi elaborado e implementado um protocolo para reprocessamento de cateteres de hemodinâmica. A coleta de dados foi realizada de julho/2006 a dez/2007, na Unidade de Hemodinâmica e Central de Materiais. O protocolo obedece aos rigores especificados em lei, e foram consideradas também estrutura, discussões com outros serviços e evidências científicas sobre a temática. A conclusão foi: uma melhora no planejamento e organização no setor de Hemodinâmica, assim como nos registros de envio e recebimento de cateteres, identificação das principais causas de descarte, e estabelecimento da quantidade de ciclos que esses cateteres suportam sem danos à sua estrutura, onde foi possível determinar a média de cateteres reprocessados e monitorar as não-conformidades na execução do protocolo através de auditorias internas do processo, garantindo assim o cumprimento efetivo de todas as fases do reprocessamento.


077 - COMPLICAÇÕES NO LOCAL DA PUNÇÃO APÓS PROCEDIMENTO INTERVENCIONISTA CARDIOVASCULAR

KATIA BOTTEGA MORAES; SIMONE S FANTIN; HELOISA K HOEFEL;

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL / HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE – RS

Ocorrência de complicações no local da punção após procedimento intervencionista percutâneo é uma realidade. Os eventos adversos ocorridos após altas hospitalares, relacionados ao acesso vascular variam entre sangramento, equimose, hematoma, dor e menos freqüentemente infecção. No que se refere aos cuidados de enfermagem à preocupação está voltada ao reuso de cateteres e a compressão arterial. Objetivo: Identificar reações no local da punção após alta hospitalar, relatadas pelos pacientes submetidos a procedimento intervencionista. Verificar a incidência de infecção no local da punção arterial. Método: Estudo de coorte prospectivo. A coleta de dados foi realizada através de questionário estruturado com perguntas fechadas, preenchido 15 dias após o exame. A amostra foi composta de 95 pacientes submetidos a procedimento da cardiologia intervencionista, no período de março a maio de 2007. Resultado: A equimose (60%) na região da punção foi à reação mais citada, seguida de dor (49%) no local da punção ocorrida no dia do exame. Embora não sejam consideradas complicações vasculares, são eventos adversos inerentes à técnica. Calafrios (10%), febre (5%) e secreção amarelada (5%) foram citados. 21% dos indivíduos não referiram queixas. A incidência de infecção foi suspeita pelo tipo de relato de um dos pacientes, porém sem confirmação. Daqueles que responderam 89,4% haviam se submetido a exame diagnóstico e 9,5% a intervenção percutânea, sendo que 95% foram realizados através acesso femoral. Não houve relato de complicações maiores. Ao ser analisado dor e presença de equimose, não houve correlação significativa (p> 0,01). Conclusão: A incidência de infecção foi apenas suspeita pelas limitações de se realizar um diagnóstico mais preciso através de relatos. Os achados, embora de pouca gravidade, podem auxiliar na orientação para alta e de alerta para possíveis inadequações nos processos realizados.


078 - ATUAÇÃO E ATUALIZAÇÃO CIENTÍFICAS DO ENFERMEIRO NO LABORATÓRIO DE HEMODINÂMICA E CARDIOLOGIA INTERVENCIONISTA

MONICA VIEIRA ATHANAZIO DE ANDRADE; EDNA VALÉRIA DA SILVA;

INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA – SÃO PAULO – SP

Fundamentos: O laboratório de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista é um setor que possui aparato tecnológico sofisticado e de alta complexidade, onde se realizam procedimentos invasivos diagnósticos e terapêuticos na área cardiovascular. Essas características exigem do enfermeiro qualificações específicas, conhecimentos técnicos e científicos em cardiologia, de forma a acompanhar evolutivamente os avanços e mudanças, atualizando e treinando a equipe de enfermagem. Método: Trata-se de um estudo exploratório, descritivo, quantitativo, avaliando a atuação científica do enfermeiro e capacitação da equipe de enfermagem em 10 laboratórios de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista de hospitais da grande São Paulo, sendo 5 públicos e 5 privados. A coleta de dados foi realizada em novembro de 2007, por meio de um questionário checklist respondido pelos enfermeiros. Resultados: No âmbito da pesquisa, 7 (70%) dos enfermeiros participam de eventos científicos da área e de protocolos de estudos, 6 (60%) participam de trabalhos com equipes multidisciplinares e 5 (50%) realizam e apresentam trabalhos em eventos científicos, possuindo publicações. Em relação ao ensino, 9 (90%) recebem estagiários ou aprimorandos de enfermagem no setor, 7 (70%) promovem aulas para a capacitação dos funcionários e 3 (30%) administram cursos, palestras ou aulas. Conclusão: Em hospitais da grande São Paulo, observase uma atuante participação dos profissionais de enfermagem no processo de ensino e pesquisa. A atualização científica do enfermeiro responsável pelo laboratório de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista é fundamental para a capacitação da equipe de enfermagem, visando o aprimoramento de habilidades referentes à realização de procedimentos de enfermagem e atendimento qualificado ao cliente.


079 - SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM DE UM PACIENTE SUBMETIDO À FECHAMENTO DE CIA COM PROTESE DE OCLUSÃO SEPTAL POR VIA PERCUTANEA

ROSANA SILVEIRA DA CONCEICAO; BACK,MA; ARGENTA,MI;

INSTITUTO DE CARDIOLOGIA DE SC / UNIVALI-CE BIGUAÇU – SC

Introdução: A Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), segundo Leopardi, é a organização do trabalho, segundo as fase do seu fluxo, que implicam na definição da natureza do trabalho a ser realizado e do Processo de Enfermagem, desde a base teórico-filosóficas, o tipo de profissinal requerido, objetivos, métodos, técnicas, procedimentos e recursos materiais para a produção do cuidado. Entendendo a SAE como um instrumento de trabalho do enfermeiro, desenvolvemos o estudo que visa descrever a trajetória de um paciente portador de Comunicação Interatrial (CIA), submetido à correção com prótese por via percutanea, em um hospital público que presta atendimento de alta complexidade em procedimentos cardiovasculares. Método: Acompanhado um paciente portador de CIA antes, durante e após a correção da mesma por via percutanea, aplicando a SAE e Diagnósticos de Enfermagem segundo Carpenito. Resultados: A SAE foi realizada para um paciente adulto do sexo masculino, aplicando-se todos os passos do Processo de Enfermagem. Os principais diagnósticos de enfermagem levantados foram: Ansiedade, Risco para Infecção, Conforto Prejudicado, Integridade Tissular Prejudicada, Risco para o Controle Ineficaz do Regime Terapêutico, Alto Risco para o Controle Ineficaz do Regime Terapêutico, Estilo de Vida Sedentário, Nutição Desequilibrada - mais do que as necessidades corporais. Realizado e implantado rotinas pré e pós procedimento e protocolos pós-alta hospitalar. Conclusões: Para uma assistência de enfermagem qualificada e individualizada se faz necessária a utilização da SAE, que demonstrou ser efetiva e de extrema importância no atendimento ao paciente e organização do trabalho da enfermagem. Observamos a escassez de bibliografia sobre o fechamento de CIA por via percutanea na literatura de enfermagem, principalmente com a utilização da SAE.


080 - NOTIFICAÇÃO DE EVENTOS ADVERSOS COMO INDICADOR DE QUALIDADE ASSISTENCIAL NA HEMODINÂMICA

SIMONE DE SOUZA FANTIN; ALINE BRIETZKE; LENIRA L ANSELMO; MARCIA F CASCO; ERICA RM DUARTE; ROSE C LAGEMANN; MARTA GO GOES;

HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE - RS / UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

Entende-se como evento adverso (EA) a complicação indesejada decorrente da assistência prestada aos pacientes, não atribuível à evolução natural da doença de base. A qualidade da assistência à saúde pode ser mensurada por indicadores e entre eles os eventos adversos. A notificação dos EA é mínima, assim representando pequena parte da realidade. Poucos estudos falam sobre ocorrência de EA na hemodinâmica, e os que têm são focados em causas específicas, como as complicações vasculares. Este estudo teve como propósito identificar a ocorrência de EA na hemodinâmica e sua notificação como elemento para redução de ocorrência e exposição de riscos aos usuários. Estudo observacional retrospectivo, realizado em um serviço de hemodinâmica de um hospital universitário. A amostra foi constituída pelos 228 pacientes que apresentaram EA, notificado pela equipe de enfermagem no prontuário do paciente, durante o período setembro de 2007 a março de 2008. No período foram assistidos 1873 pacientes, sendo 72,5% homens. Foi registrada a ocorrência de 269 EA em 12,2% dos indivíduos, com idade média de 61,6 ± 11,7 anos. Houve maior incidência nos submetidos a procedimentos diagnósticos (56,1%) e intervenção coronariana (25,4%). Dentre os EA observados a maior incidência foram as complicações vasculares (38,7%) no local da punção (hematoma >5 cm, sangramento, oclusão arterial aguda) seguida por 19,3% de reações de sensibilidade (prurido, pápulas, tosse, hiperemia facial). Outros eventos registrados com menor freqüência foram: tremores, náuseas, reações vagais, hipertermia, congestão pulmonar e hipertensão. A notificação de EA permite a redução de falhas ou condições inseguras na prestação do cuidado, e contribui para a construção de indicadores assistenciais para qualidade do cuidado de enfermagem.


081 - RETIRADA DA BAINHA HEMOSTÁTICA PÓS-INTERVENÇÃO CORONÁRIA PERCUTÂNEA SEM CONTROLE DO TEMPO DE COAGULAÇÃO ATIVADO: UM ESTUDO RANDOMIZADO

SIRLEY DA SILVA PACHECO; LUIS CARLOS VIEIRA; RENÉE COSTA AMORIM; SIMONI VACONDIO; VIVIANE H. A. MINGORANCE; FABIANA C. VACARI; JAMES DA LUZ ROL; ALINE PEREIRA DA SILVA; LÉA CAROLINA DE L. CORREA; MAURÍCIO DE N. MACHADO;

FACULDADE DE MEDICINA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO – FAMERP – SP

Introdução: Intervenções coronárias percutâneas (ICP) são habitualmente realizadas por acesso arterial femoral. Apesar dos avanços em relação à qualidade do material utilizado e da retirada precoce dos introdutores percutâneos, persistem complicações vasculares e sangramentos no sítio de punção, prolongando a permanência hospitalar e elevando os custos do procedimento. Objetivos: Comparar a retirada precoce da bainha hemostática (seis horas após o procedimento), com a retirada guiada pelo tempo de coagulação ativado (TCa < 180s) para avaliação de complicações locais como formação de equimoses e hematomas e necessidade de transfusão. Material e Métodos: Estudo prospectivo, randomizado e aberto com a inclusão de 251 pacientes submetidos a ICP entre janeiro a setembro de 2001, distribuídos em 2 grupos: Grupo A – retirada da bainha hemostática seis horas após a ICP; Grupo B – retirada da bainha hemostática de acordo com o TCa (< 180s). Resultados: Duzentos e cinquenta e um indivíduos consecutivos foram incluídos nesta série sendo 175 (70%) do sexo masculino com idade média de 60 anos. Não houve diferenças entre os grupos em relação às características de base. A presença de equimoses e hematoma local variou entre 29,8% a 45,7% sem diferenças estatisticamente significantes entre os grupos. Apesar da alta porcentagem de equimoses e hematoma local após a retirada da BH, a maior proporção foi de hematomas pequenos (<4,9 cm) e não houve nenhum caso de sangramento maior com necessidade de intervenção vascular ou transfusão sanguínea. A porcentagem de pacientes em que houve expansão do diâmetro do hematoma entre as medidas também foram similares. Conclusão: Na população estudada, a retirada da BH 6 horas após a ICP sem o uso de TCa foi segura e obteve resultados semelhantes à retirada guiada pela avaliação da coagulação. Essa estratégia pode simplificar os procedimentos padrão para retida da BH e reduzir seus custos.



Temas Livres

ENFERMAGEM

APRESENTAÇÃO PÔSTER



082 - EFEITOS DO EXERCÍCIO FÍSICO AERÓBIO E ANAERÓBIO NO CONTROLE DA OBESIDADE

ADRIANA MARTINS GALLO; ADRIANA DOS SANTOS GRION; MARCELO LEONARDI; DOUGLAS DOS SANTOS GRION; CIBELE APARECIDA KOBAYASHO GALLO;

SERVIÇO DE HEMODINAMICA DE ARAPONGAS – PR

A obesidade já se tornou uma das principais doenças do Brasil e do mundo, não podendo mais ser vista apenas como um problema estético, mas também como um distúrbio de saúde que reduz a expectativa de vida e sua qualidade. Dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia em 2004 apontam que 80% da população adulta é sedentária e que 52% dos adultos brasileiros estão acima do peso, sendo 11% obesos, o que explica o aumento da morbidade e mortalidade, sendo a obesidade fator de risco para várias doenças crônicas não transmissíveis. As maiores proporções de excesso de peso e obesidade concentram-se na região sul do país. Esta doença é geralmente desenvolvida por questões multifatoriais como: genética, sedentarismo, nutrição, ou estilo de vida nada saudável. O objetivo deste estudo foi verificar os efeitos dos exercícios físicos no controle do peso corporal. A metodologia foi de revisão de literatura e os textos e artigos foram retirados da base de dados virtual Scielo publicados entre 1998-2007, foram analisados e demonstraram que os exercícios físicos são de fundamental importância na manutenção e redução do peso corporal. Destaca-se também que a inserção de uma alimentação equilibrada proporciona resultados ainda mais significativos no processo. A partir da análise literaria proposta as considerações finais são de que tanto o exercício aeróbio como o exercício anaeróbio contribui no controle do peso, mais os exercícios aeróbios têm contribuido de forma mais significativa na redução do peso corporal e pode-se com qualquer idade, treinar aerobiamente, entretanto respeitando suas maturações fisiológicas, ou seja, em atletas se pode trabalhar na máxima potência aeróbia, entretanto em crianças, idosos e pessoas destreinadas não se deve trabalhar no seu máximo rendimento neste mesmo sentido.


083 - A HUMANIZAÇÃO DO ATENDIMENTO DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA DA UNIDADE CORONARIANA

ADRIANA MARTINS GALLO; ADRIANA DOS SANTOS GRION; DOUGLAS DOS SANTOS GRION; MARCELO LEONARDI; FERNANDA MOURA DA SILVA;

SERVIÇO DE HEMODINÂMICA DE ARAPONGAS – PR

A unidade coronariana de um hospital de médio porte é caracterizada por atendimentos de urgência e emergência, sendo ou não na vigência do infarto agudo do miocárdio. A conscientização da equipe de enfermagem sobre a importância de valorizar a figura humana do paciente colabora para que sua ansiedade seja diminuída. É importante que seja analisado não somente a sua entrada no serviço de atendimento de urgência, mas todo a situação pela qual o paciente está passando, buscando, além de recuperar sua saúde física no momento, identificar suas emoções, suas frustrações e seus desejos na ânsia de sobreviver à emergência e internação. Partiu-se do pressuposto que a humanização tem se tornado destaque e que o profissional de enfermagem é um dos principais responsáveis por esta prática para o desenvolvimento deste trabalho. O objetivo deste estudo foi de verificar as possibilidades de um processo de atendimento humanizado em atendimentos de urgência e emergência no ambiente hospitalar, dando ênfase a assistência da enfermagem. Esta pesquisa caracterizou-se por revisão de literatura tendo como base os bancos de dados virtuais Bireme, Scielo, no período de 2000-2007. Os descritores utilizados foram: humanização, atendimentos hospitalares, urgências e emergências. Conclui-se através deste estudo que o atendimento humanizado, principalmente nos setores de urgência e emergência é um ato a ser seguido afim de melhorias na assistência não só de enfermagem, mas de toda a equipe que assiste ao paciente, mas que requer um certo tempo de adaptação devido às rotinas que são implantadas nos serviços hospitalares e que muito contribuem para atitudes dos funcionários em cumprir protocolos de atendimento previamente estabelecidos por cada instituição.


084 - PADRONIZAÇÃO DE MEDICAMENTOS NA HEMODINÂMICA COMO PROCESSO DE MELHORIA PARA PREVENÇÃO DE ERROS DE MEDICAÇÃO

CELIA FATIMA ANHESINI BENETTI; FERNANDA JACQUES CALÇADO DE OLIVEIRA;

ASSOCIAÇÃO DO SANATÓRIO SÍRIO - HOSPITAL DO CORAÇÃO - SÃO PAULO - SP

Introdução: Os erros de medicação são comumente relatados como sendo um dos principais eventos sentinelas relacionados com o cuidado de enfermagem do paciente. Vários fatores podem contribuir para que este fato aconteça, como: o despreparo do profissional, desconhecimento dos medicamentos, ações punitivas e falta de atenção na realização do cuidado. Tais fatores levaram a equipe a realizar ações de melhoria para que o erro não aconteça e que estas ações possam fazer parte da rotina de trabalho como um processo facilitador e contínuo. Objetivo: Descrever os protocolos e padronização de medicamentos na Hemodinâmica como proposta de melhoria. Metodologia: Foi instituído no serviço de Hemodinâmica a padronização e elaboração dos protocolos de medicamentos, bem como a utilização de kits específicos e a conferência de sua validade. Tais medidas adotadas facilitaram o preparo das medicações utilizadas na realização dos procedimentos hemodinâmicos, auxiliando no atendimento das complicações esperadas que possam ocorrer como: arritmias, bradicardias e processos alérgicos. Conclusão: A utilização na Hemodinâmica dos protocolos de medicamentos e a padronização dos mesmos, corrobora com a baixa ocorrência do erro de medicação apontado como indicador de enfermagem dos eventos sentinelas na instituição. Este processo de melhoria faz com que haja maior adesão dos funcionários na assistência prestada, onde o beneficiado final é o cliente.


085 - ANGIOPLASTIA PERIFÉRICA COM A TÉCNICA DE CRIOPLASTIA – EXPERIÊNCIA INICIAL

CLAUDIA BURIGO ZANUZZI; LOURENÇO, MARCO ANTONIO; STADLER NEWTON; NERCOLINI DÉBORAH; WANG RICARDO;

CENTRO DE DISGNOSE CARDIOVASCULAR - SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE CURITIBA – PR

Os procedimentos endovasculares periféricos estão evoluindo de uma forma muito rápida, novas técnicas e matérias estão surgindo, melhorando o tratamento das doenças vasculares periféricas.A crioplastia é uma técnica na qual se utiliza um balão especial para a dilatação e congelamento das estenoses ou oclusões arteriais, induzindo a apoptose controlada e minimizando a reestenose tardia. A técnica da crioplastia consiste em conectar o balão em uma unidade de insuflação. A insuflação será feita através deste dispositivo que preencherá o balão com óxido nitroso levando ao congelamento da placa de gordura durante 20 segundos levando a morte celular. Realizamos desde dezembro de 2006, dez casos, com nenhuma morte, ou amputação do membro, com sucesso angiográfico e sem intercorrências durante o internamento. Dos casos realizados, apenas um dos pacientes não caminhava, pois apresentava lesões tróficas infectadas e necrose das partes moles do membro inferior, e os demais tinham claudicação intermitente ao caminhar. Três pacientes apresentavam oclusão total, houve melhora do fluxo distal e da cicatrização das lesões tróficas. Quatro dos pacientes com diabetes, e todos sem necessidade de reintervenção à curto prazo. Durante o internamento hospitalar desses pacientes não houve nenhuma complicação vascular como sangramento, hematoma ou pseudo-aneurisma. Para avaliarmos tardiamente a resposta do tratamento feito, o Dopller arterial foi realizado 3 meses após a angioplastia – período crítico de reestenose. O serviço foi o pioneiro nesta técnica, e despeito do pequeno numero de casos realizados, a crioplastia mostrou-se um procedimento seguro, com taxa de sucesso comparável com a técnica convencional, aguardamos um seguimento maior para avaliar a taxa de patência a longo prazo.


086 - ANÁLISE DAS INTERCORRÊNCIAS ASSOCIADAS AO USO DE CONTRASTE IODADO: PROPOSTA DE INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM

EDNA VALERIA DA SILVA; MARIA HELENA DE ALMEIDA; ANDRÉA COTAIT AYOUB; MICHELE DE OLIVEIRA AYRES;

INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA – SÃO PAULO – SP

Os meios de contraste (MC) são formulações largamente utilizadas na cardiografia. Estes apresentam propriedades físico-químicas diferentes da do sangue, podendo ocasionalmente, trazer algum risco durante o procedimento da cateterização cardíaca. A anafilaxia geralmente é atribuída ao uso do contraste iodado cujos sintomas variam de graduação quanto à severidade, tais como: presença de urticária palmar e plantar e ao redor do pavilhão auditivo, rubor, eritema, náuseas, vômito, tosse, espirro, hipotensão com taquicardia; broncoespasmo e edema de glote. A apresentação clínica pode variar de um angioedema localizado, até um quadro sistêmico grave e generalizado com choque e insuficiência respiratória severa. Obetivos: verificar as intercorrências, a quantidade média de contraste utilizada e propor as intervenções de enfermagem na prevenção e nas intercorrências. Metodologia: estudo prospectivo, descritivo. Coletados através de 800 prontuários de pacientes submetidos ao cateterismo no mês de julho de 2007. Resultados: as reações adversas foram encontradas em 36 pacientes, sendo estas hipotensão (13.9%), hipertensão (8.33%) tremor (16.7%), sudorese (11.11%), bradicardia (2.78%), vômito (22.2%), urticária (2.78%), rubor (2.78%) e náuseas (13.9%) que são condizentes com a literatura. A quantidade média de contraste utilizada foi de 90 ml/paciente, estando compatível com a literatura. As principais intervenções de enfermagem foram: no pré-exame o histórico de enfermagem; trans-exame; drogas em fácil acesso para atender às intercorrências; pós exame: hidratação por via oral, medida do débito urinário e constante atenção aos sinais alérgicos. Conclusão: Este estudo demonstrou que as intercorrências podem ocorrer após o uso do contraste e que a utilização das intervenções de enfermagem asseguram qualidade à assistência prestada.


087 - A ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NO ATENDIMENTO PRÉ-OPERATÓRIO DE PROCEDIMENTOS ELETIVOS EM HEMODINÂMICA

ERIKA GONDIM GURGEL RAMALHO LIMA; JOSÉ ERIRTÔNIO FAÇANHA BARRETO; CELIANE MARIA LOPES MUNIZ; SÔNIA FERREIRA BRINGEL FRANCO; VIVIANE MARINHO PINTO BANDEIRA; SAMARA DA SILVA VITURIANO;

HOSPITAL REGIONAL UNIMED – FORTALEZA – CE

Introdução: As doenças cardiovasculares acometem indivíduos nas mais variadas faixas etárias, no Brasil e em outros países. A evolução dos procedimentos percutâneos realizados pelas diversas especialidades, mostra-se em uma escala crescente nos últimos anos; levando a um aumento da demanda dos procedimentos realizados na hemodinâmica. Estes procedimentos, na maioria dos casos, são minimamente invasivos, mas requerem um preparo específico para realizá-los. Os serviços de hemodinâmica que atendem diversas especialidades e demandas, precisam otimizar o agendamento para evitar suspensão de exames por falta de orientação e preparo. No nosso serviço instituímos a entrevista pré-operatória, onde o enfermeiro entra em contato com o cliente no dia que antecede o procedimento e realiza perguntas referentes a alergias, medicações em uso, patologias, como diabetes, insuficiência renal crônica, cirurgias prévias; orientações sobre jejum, suspensão de medicações, tempo de permanência hospitalar e esclarece dúvidas relacionadas ao procedimento, proporcionando-lhe maior segurança. Esta entrevista fica registrada em ficha, elaborada pelo serviço, dando origem ao agendamento confirmado dos procedimentos e permitindo a equipe o conhecimento de informações importantes para realização dos procedimentos. Objetivos: Relatar a experiência do atendimento de enfermagem pré-operatório em hemodinâmica, através de entrevista, e elaboração do agendamento definitivo de procedimentos. Método: Relato de experiência da implantação da entrevista pré-operatório em hemodinâmica. Resultados: A implantação da entrevista reduziu em 57% a suspensão de exames, proporcionou um melhor acolhimento aos clientes e melhorou a qualidade do cuidado de enfermagem. Conclusão: A entrevista pré-operatória na hemodinâmica mostrou uma boa aceitação por parte dos clientes, do serviço e melhorou o cuidado de enfermagem prestado ao cliente.


088 - PREVALÊNCIA DE INFECÇÕES COM O USO DE CATETERES DE HEMODINÂMICA REPROCESSADOS

FLAVIA MYRNA TENORIO SOUSA BOMFIM; JACQUELINE DE MELO BARCELAR; ARACELE TENÓRIO DE ALMEIDA E CAVALCANTI; EDGAR GUIMARÃES VICTOR; SANDRO GONÇALVES DE LIMA;

HOSPITAL DAS CLÍNICAS – UFPE – RECIFE – PE

Introdução: O reprocessamento de cateteres em hemodinâmica requer cuidados especiais, particularmente com infecções que podem prolongar a hospitalização, elevar a morbidade, a mortalidade e os custos. Não tem sido relatada diferença significativa na freqüência de febre ou reações pirogênicas em exames realizados com cateteres novos ou reprocessados. A incidência de infecção em cateterismo cardíaco relatado na literatura é baixa, variando de 0,07% a 0,6%. Objetivo: Avaliar a prevalência de sinais e sintomas sugestivos de infecções relacionadas ao cateterismo diagnóstico ou terapêutico. Metodologia: Trata-se de um estudo de corte transversal. Foram incluídos pacientes que realizaram cateterismo no período de junho a dezembro de 2007. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevista por telefone usando questionário com perguntas fechadas. Resultados: Dos 430 exames analisados, 248 (57,7%) constituíram a população estudada. O contato telefônico não foi possível de ser estabelecido em 176 (40,9%) pacientes e 6 (1,4%) haviam falecido. A amostra foi constituída por 132 (53,2%) indivíduos do sexo masculino e 116 (46,8%) do sexo feminino, com idade média de 59,8 anos. Dezessete pacientes (6,9%) tiveram pelo menos 2 sinais flogísticos concomitantes, 6 (2,4%) apresentaram sinais e sintomas de infecção provável (febre + dor= 0,4%; febre + edema = 0,8%; febre + edema + rubor + secreção local= 0,4%; edema + rubor + secreção local = 0,8%) e 113 (45,6%) sinais isolados de flogose. Entre aqueles que apresentaram sintomas no local da punção, 21 (80,8%) adotaram como cuidado a limpeza com água e sabão e 9 (3,6%) medicação tópica. Apenas 59 (23,8%) pacientes afirmaram terem sido orientados pela equipe de hemodinâmica quanto à possibilidade de surgimento de sintomas e que conduta tomar. Conclusão: A prevalência de sinais e sintomas de infecção relatados pelos pacientes com o uso de cateteres reprocessados foi elevada na amostra estudada.


089 - A COMUNICAÇÃO COMO INSTRUMENTO DO CUIDAR DO ENFERMEIRO AO CLIENTE QUE SERÁ SUBMETIDO AO CATETERISMO CARDÍACO

GLADYS GONCALVES BASTOS MELO; ANDRADE, KBS;

HOSPITAL PRÓ CARDÍACO – RIO DE JANEIRO – RJ

Introdução: Trata-se de um estudo de revisão bibliográfica sobre a importância da comunicação como instrumento do cuidar do enfermeiro ao cliente que irá se submeter ao cateterismo cardíaco, objetivando identificar e suprir as necessidades do mesmo. Durante o cuidado de enfermagem dispensado a essa clientela, observa-se que o papel de facilitador das informações desempenhado pelo enfermeiro é fundamental para que haja uma relação de confiança e segurança entre enfermeiro/cliente. Segundo FERREIRA, a comunicação é eficaz no tratamento. E na assistência de enfermagem direta ao cliente deve-se valorizar este momento, pois através da comunicação verbal e não verbal, a linguagem do corpo se expressa nos gestos, nas expressões, nas emoções e nas palavras. Metodologia: É uma pesquisa descritiva-exploratória, com data de publicação entre os períodos de 2000 a 2007, utilizando os descritores: enfermagem; cardiologia intervencionista e comunicação. Foi realizada através das bases de dados LILACS, BDENF, SCIELO, MEDLINE, BIREME. Resultados e Conclusões: O convívio com os clientes que vão se submeter ao cateterismo cardíaco me fez perceber que, muitos se sentiam ansiosos e temerosos frente à expectativa da realização do exame. Estabelecer uma relação de empatia, transmitir confiança e segurança ao paciente, diminui sua ansiedade e angústia. O estilo de falar, a escolha das palavras faz diferença na qualidade da comunicação que se estabelece com o cliente. As interações no cuidado “não se estabelecem de maneira puramente técnica, mas também através de uma abordagem expressiva do cuidar”, abordagem esta que se dá pela comunicação. Os resultados deste trabalho reforçam a utilização da comunicação como instrumento do cuidar eficaz aos clientes que vão se submeter ao cateterismo cardíaco, e em particular, o alívio da ansiedade como cuidado primordial, o qual deve ser enfatizado. “A comunicação é o interlocutor entre a ciência e a humanização do cuidado.”


090 - APLICAÇÃO DE SCORE DE RISCO PARA INSUFICIÊNCIA RENAL AGUDA INDUZIDA POR CONTRASTE IODADO EM PACIENTES SUBMETIDOS À ANGIOGRAFIA.

GRAZIELA TAVARES MIOLA MENEZES; HÉLIO CASTELLO;

HOSPITAL BANDEIRANTES – SÃO PAULO – SP

Introdução: Diante do aumento de pacientes que adquirem IRA devido ao meio de contraste utilizado nas angiografias, há necessidade em se desenvolver e validar estratégias preventivas para a proteção renal. Em virtude desta complicação, Mehran et al desenvolveram um score no qual através de uma pontuação, conseguem avaliar o risco individual para se desenvolver IRA por contraste após a intervenção percutânea, bem como o risco de diálise. Métodos: Trata-se de uma pesquisa prospectiva de caráter descritivo, que foi realizada no período de dezembro de 2006 a junho de 2007 com 50 pacientes internados no Hospital Pio XII de São José dos Campos, submetidos apenas a angioplastia coronariana. Nestes pacientes foi aplicado antes da realização do procedimento, um questionário elaborado pelo pesquisador, baseado em variáveis apontadas por Mehran et al. As variáveis estudadas foram: hipotensão, presença de balão intra-aórtico, insuficiência cardíaca congestiva classe III/IV, idade acima de 75 anos, anemia, diabetes mellitus, volume médio de contraste e níveis de creatinina sérica. Resultados: Os dados foram obtidos através de aplicação do questionário aos pacientes submetidos à angioplastia coronariana e/ou familiar e pela análise de exames laboratoriais pré e 48 horas após o procedimento. Comparamos as pontuações obtidas com a aplicação do score de risco e o nível sérico de creatinina após 48 horas da realização da angioplastia coronariana. Conclusões: Em função da pequena amostra, não foi possível comprovar a veracidade do Score de Mehram, porém os resultados obtidos na pesquisa são condizentes com a pesquisa de Mehram. Através deste estudo foi possível criar um protocolo que aponta o risco do paciente desenvolver NIC antes do exame.


091 - ESTUDO COMPARATIVO ENTRE ARTIGO DE USO ÚNICO E MATERIAL REPROCESSADO EM HEMODINÂMICA: RELAÇÃO CUSTO BENEFÍCIO EM UM HOSPITAL PRIVADO

GUSTAVO CORTES SACRAMENTO.

HOSPITAL PAULISTANO – SÃO PAULO – SP

Introdução: O reprocessamento de artigos médicos é um assunto polêmico em sistemas de saúde em todo mundo. Na vivência profissional notou-se que a criação de um protocolo teste, o reprocessamento e sua validação periódica; somados aos riscos inerentes, poderiam não justificar a reutilização de artigos em hemodinâmica. Objetivo: Avaliar se o reprocessamento tem custo final viável em relação ao uso único. Método: Estudo comparativo entre o reprocessamento, protocolo teste e profissionais envolvidos por tempo de trabalho, em relação ao preço proposto pelo uso único dos materiais: Introdutor, cateter guia/diagnóstico, fio hidrofílico e teflonado, manômetro e manifold. No período de julho 2006 a junho de 2007. Resultado: Os artigos com preço reajustado e reprocessado obtiveram junto ao preço atual, uma redução entre 16,7% a 64,7% e 7,4% a 63,6% respectivamente. Os produtos reajustados que obtiveram custo inferior ao reprocessado foram: introdutor, fio teflonado 260 cm e cateter diagnóstico, variando de 11,1% a 40%. Enquanto que os produtos reprocessados: fio teflonado 150 cm, fio hidrofílico 150 e 300 cm, manômetro, cateter guia/diagnostico e manifold obtiveram redução do custo entre 1,7% a 52,5% que o reajustado. Comparando os pacotes de exames: preço atual, uso único e reprocessado, os reprocessados obtiveram redução do custo entre 1,6% a 10,1% que aos demais. O pacote Angioplastia de carótida obteve preço ajustado inferior em 3,1% que os demais. Conclusão: Os dados demonstraram uma redução de custo nos reprocessados em geral. Porém nos pacotes, a redução não é significativa, passando a não justificar o uso dos mesmos devido à complexidade do processo e riscos em potencial. Priorizando o uso único dos materiais citados


092 - ATIVIDADES E DIFICULDADES ENCONTRADAS POR ENFERMEIROS HEMODINAMICISTAS NO BRASIL

LUIZ CARLOS VIEIRA; JAMES DA LUZ ROL; HERMONY DEL CONTE; APARECIDA K. DA SILVA LIMA; EDNA D. ROSSI CASTRO;

SERVIÇO DE HEMODINÂMICA E CARDIOLOGIA INTERVENCIONISTA DO HOSPITAL DE BASE (FUNFARME) E DA FACULDADE DE MEDICINA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO (FAMERP) – SP

Objetivo: Os serviços de hemodinâmica estão aumentando, surgindo em variais instituições espalhadas pelo Brasil. Profissionais enfermeiros capacitados nesses serviços são requisitados e a deficiência em encontrar profissional capacitado é evidente. O objetivo foi mostrar as atividades e dificuldades encontradas pelos enfermeiros hemodinamicistas, por meio de aplicação de um questionário, as dificuldades encontradas em seu cotidiano, atividade executada em outro setor, o tempo de compressão depois da retirada da hemaquete, e atividades executadas pelos os profissionais Enfermeiros, Técnico e Auxiliar de Enfermagem, Técnico de Radiologia (RX), Médico. Método: Esse questionário foi aplicado para 56 Enfermeiros hemodinamicistas que atuam em cidades do interior e capital de São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Pará, Brasília, Paraíba, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Paraná, Ceará, Alagoas, Pernambuco, Goiás, Maranhão, Rio Grande do Sul, Sergipe, Espírito Santo, totalizando 30 cidades e 17 estados do Brasil, isso possível devido à presença do pesquisador no XXIX Congresso da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista, na cidade de Brasília no ano 2007, quando então, os participantes foram convidados para participarem da pesquisa. Resultados: Percebe-se pelos gráficos e tabelas demonstrados no estudo que as dificuldades e suas atividades são varias e diversificadas depende das instituições em que esse profissional esta atuando, a falta de ártico, livros, liderança e especialização foi mencionada pelos participantes. Conclusão: Conforme os dados coletado percebe-se que a enfermagem hemodinamicistas Brasileira está se desenvolvendo rapidamente, a busca por conhecimento nesse setor torna os enfermeiros atuais os pioneiros em desenvolvimento do conhecimento.


093 - HUMANIZAÇÃO NO LABORATÓRIO DE CARDIOLOGIA INTERVENCIONISTA

MARIA HELENA DE ALMEIDA; EDNA VALÉRIA DA SILVA; ANDRÉA COTAIT AYOUB;

INSTITUTO DANTE PAZANESE DE CARDIOLOGIA – SÃO PAULO – SP

Humanização em saúde é uma rede de construção permanente de laços de cidadania, de um modo de olhar cada sujeito em sua especificidade, sua história de vida, mas também de olhá-lo como sujeito de um coletivo, sujeito da história de muitas vidas. Metodologia: relato de experiência, baseado na revisão de literatura sobre o assunto para a sua fundamentação. Objetivos: Implantar estratégias de humanização dentro da hemodinâmica e avaliar o nível de satisfação do cliente com estas assistências prestadas. Resultados: Foi implantado a SAE, realizado orientação de enfermagem aos pacientes sobre o exame a ser realizado, minimizando as dúvidas e ansiedade, integrado os pais dos menores na fase de preparação para o exame e também dentro da sala de exame, elaborado manual de humanização e treinado a equipe de enfermagem, principalmente nos aspectos de abordagem e respeito a privacidade, desenvolvido e aplicado questionário de satisfação do cliente, atingindo nos últimos seis meses índices maiores que 95% de contentamento. Conclusão: Acreditamos que após essas medidas implantadas, estamos garantindo a satisfação dos pacientes e a motivação da equipe do setor, que mensalmente tem recebido elogios através dos questionários e cartas de agradecimentos.


094 - RELATO DE EXPERIÊNCIA NA APLICAÇÃO DA SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM (SAE) NA UNIDADE DE HEMODINÂMICA (UHD)

MARTA GEORGINA OLIVEIRA DE GOES; SIMONE FANTIN; MÁRCIA F. CASCO; LENIRA ANSELMO; SIMONE M.SANTOS; DULCE D. G. SANTOS; ROSELENE MATTE; MÁRCIA WEISSHEIMER; SIMONE PASIN; ROSE LAGEMANN;

HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE – RS

Introdução: Buscando adequar-se à SAE em nossa instituição, foi iniciado o processo de identificação dos diagnósticos de enfermagem (DEs) e organizou-se um petit comitê constituído por enfermeiras representantes de cada unidade. Objetivo: Relatar a experiência do petit comitê na elaboração dos objetivos e aplicação da SAE na UHD. Metodologia: Após o embasamento teórico e discussão pelo petit comitê acerca dos sinais e sintomas apresentados pelos pacientes foram estabelecidos os DEs mais freqüentes, seus fatores relacionados e intervenções, a partir do cadastro no sistema informatizado disponível na instituição. Revisado o instrumento de anamnese e exame físico; definidos os DEs prevalentes na Hemodinâmica e aplicada a SAE através da anamnese e exame físico, evolução, prescrição informatizada. Resultados: Os DEs foram: Dor aguda, Confusão aguda, Risco para função respiratória alterada, Risco para desequilíbrio do volume de líquidos, Risco para lesão pelo posicionamento perioperatório, Integridade tissular prejudicada, Risco para infecção, Medo, Ansiedade. Após a definição dos diagnósticos, o grupo iniciou a revisão bibliográfica de cada um em relação aos fatores relacionados, sinais e sintomas e as intervenções de enfermagem. Na aplicação da SAE foram prevalentes Integridade tissular prejudicada e Mobilidade física prejudicada, este último incluído posteriormente. Conclusões: A oportunidade de trabalhar com o DE proporcionou ao grupo a habilitação para uso de uma nova ferramenta tecnológica, ao utilizar o sistema informatizado na SAE, além de exigir dos profissionais maior dedicação na busca de novos conhecimentos teóricos no desempenho da prática diária. Nesse momento, além de dar continuidade a esse trabalho, tornamo-nos propagadores dessa nova metodologia a todos os colegas da área e percebemos que um dos maiores benefícios é a transparência e visibilidade dada ao cuidado de enfermagem a toda a equipe.


095 - ESTUDO COMPARATIVO ENTRE CURATIVO COMPRESSIVO E PULSEIRA HEMOSTÁTICA PARA HEMOSTASIA DE ACESSO RADIAL PÓS-PROCEDIMENTOS HEMODINÂMICOS

SHEILA ALMEIDA DO NASCIMENTO; GONÇALO GAMA DINIZ; JOSÉ BENEDITO BUHATEM; LUCICLEIDE LOPES FEITOSA; ANTONIA REGINA BRITO GOVEIA; MARIA DE JESUS PEREIRA DE OLIVEIRA,; JANE LÚCIA MOREIRA; WALMOND DUARTE OLIVEIRA; RAIMUNDO FURTADO;

CENTRO DE CARDIOLOGIA DO HOSPITAL SÃO DOMINGOS – SÃO LUIZ – MA

Introdução: A utilização da artéria radial como via de acesso em procedimentos hemodinâmicos trouxe a possibilidade de abordagem menos agressiva e mais confortável para os pacientes, visto que o procedimento é mais rápido, menos incômodo e com o mínimo de complicações. Diversos dispositivos são utilizados na hemostasia da artéria radial, eles visam promover sua perfeita compressão. O objetivo do estudo é comparar a eficácia da hemostasia entre curativo compressivo e pulseira hemostática. Métodos: Estudo comparativo com abordagem quantitativa, realizado no setor de Hemodinâmica de um hospital privado de São Luís- MA com 50 pacientes submetidos a cateterismo cardíaco ou angioplastia no período de 15/01 a 15/02/08. Após retirar o introdutor utilizou-se alternadamente a pulseira hemostática e o curativo compressivo. Após 60 minutos o dispositivo foi retirado e preenchida ficha com dados do paciente, do procedimento, e da eficácia da hemostasia. Resultados: Constatou-se que 39 (78%) dos procedimentos foram cateterismos cardíacos e 11 (28%) angioplastias. Utilizou-se cateteres 5F e 6F que são de fino calibre, fator importante para a hemostasia do local da punção. Ocorreu sangramento após a retirada de 7 (14%) pulseiras e de 5 (10%) curativos convencionais. Optou-se por novo dispositivo compressivo em apenas dois casos e os demais (10) foi realizado compressão manual por mais 05 a 10 minutos. Não ocorreram complicações relacionadas à hemostasia em nenhum dos casos. Conclusão: A pulseira hemostática e o curativo compressivo se mostraram eficazes na hemostasia da artéria radial. A utilização de dispositivos de compressão proporciona maior conforto para o paciente, requer menor tempo de trabalho da equipe de enfermagem, além de ocorrer o mínimo ou nenhuma complicação.

 


 

 

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